IA é a justificação de empresas para cortes de pessoal. Professor diz que é uma boa desculpa
Com a democratização da Inteligência Artificial (IA), através de ferramentas simples e intuitivas baseadas na tecnologia, muitas empresas começaram a conduzir despedimentos, justificando-os com a inovação e otimização dos fluxos de trabalho. Neste cenário, um especialista explorou que esse argumento é apenas uma "boa desculpa".
Numa conversa com a CNBC (via TechSpot), Fabian Stephany, professor assistente de IA e Trabalho no Oxford Internet Institute, defendeu que as empresas estão a usar a IA como bode expiatório.
Quando o ChatGPT foi apresentado e começou a ser implementado em vários contextos, as empresas que usavam ferramentas de IA generativa eram muito cautelosas relativamente à potencial perda de empregos.
Empresas culpam a IA pelos despedimentos
Agora, numa mudança de comportamento, as organizações admitem que as suas demissões resultam da adoção de ferramentas de IA, que permitem otimizar os fluxos de trabalho e, por conseguinte, poupar tempo e dinheiro.
De facto, empresas como a Accenture, Salesforce, Klarna, Microsoft e Duolingo não esconderam que estão a reduzir o número de funcionários, uma vez que a tecnologia ajuda a otimizar as operações, reduzir custos e aumentar a eficiência.
Na perspetiva de Fabian Stephany, contudo, a IA está a servir de desculpa:
Estou muito cético quanto ao facto de as demissões que vemos atualmente serem realmente devidas a ganhos reais de eficiência. É mais uma projeção na IA no sentido de: "Podemos usar a IA para criar boas desculpas".
Justificando com a adoção de ferramentas baseadas em IA, as empresas multimilionárias podem não apenas promover a narrativa de que as mudanças devem ser feitas para se manterem competitivas, mas promover-se enquanto mais inovadoras, tecnologicamente avançadas e eficientes aos olhos de potenciais investidores.
Exigência de regresso ao escritório atira, também, areia para os olhos
Para os críticos, à semelhança da IA, as ordens de retorno ao escritório parecem estar, também, a servir para dispensar funcionários de forma sustentada.
Com muitas pessoas incapazes ou sem vontade de voltar ao escritório três ou mais dias por semana, na sequência de uma adoção generalizada do teletrabalho, aquando da pandemia, as pessoas demitem-se, antecipando-se aos empregadores e ficando, dessa forma, sem direito a indemnizações.
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Não é o investimento na IA que leva aos despedimentos, mas os despedimentos que leva a investir na IA. Está tudo programado, cortar nos salários, é para pagar robôs. A IA não substitui ninguém, é uma fraude tecnológica. A bolha vai rebentar.
Que bilha?!?
Quando os trabalhadores estiverem todos no desemprego, quem vai consumir produtos ou serviços ?
Requalificação
Requalificação para onde?
Para empregos que potenciem o uso da AI, vê o que as consultoras estão a fazer e as big techs e perceberás
Estupidificaçao.
+1
Se 90%, das empresas, não precisam de funcionários, nem que pague 7000 milhões, de euros, para tirar 500 doutoramentos, o único emprego disponível é ser político ou investir 100000 milhões, criando uma empresa… que use a IA.
Com isso os capitalistas não têm que se preocupar. Nem preocupam. Se não te pagam para consumires poupam 100%. Se te pagam para lhes comprares recuperam algum, talvez quase todo, mas nunca os tais 100%.
IA server para tudo.
Maquina de lavar que leve selo IA vende logo muito mais.
pior ë a estupidificação, quando não existe IA,apenas LLMs, ou seja o seu alcance de ajuda é limitado pela I formação usada para treino, e os algoritmos usados.
gente burra mesmo, ninguém quer IA real, nesse dia é mesmo o nosso fim pela quantidade de asneiras que o ser humano faz e pela regressão que estamos a ter enquanto espécie.
A IA, é uma autentica praga. É IA em tudo. Ou pelo menos, é o que anunciam.
Podiam substituir os CEO’s e os políticos por IA, não se ia notar.
Brilhamte, onde arrumar empregos ………sem comentarios……infeliz quem precisar de empregos daqui 5 a 10 años……