Descoberto um planeta quase gémeo da Terra a 146 anos-luz que intriga os astrónomos
Astrónomos anunciaram a identificação de um novo candidato a exoplaneta, designado HD 137010 b, que reúne várias características raras e interessantes para estudos de sistemas planetários fora do nosso Sistema Solar.
Onde e como foi descoberto
O corpo celeste foi detetado através da análise de dados recolhidos em 2017 pela missão K2 do telescópio espacial Kepler, da NASA, que terminou em 2018 mas cujos dados continuam a revelar descobertas significativas.
A identificação baseou-se no método do trânsito: uma ligeira diminuição do brilho da estrela central foi observada quando um objeto passou à frente dela, indicando a possível presença de um planeta em órbita.
Características principais
HD 137010 b é um candidato a planeta rochoso ligeiramente maior que a Terra, com um diâmetro estimado cerca de 6% superior ao terrestre.
Completa uma órbita à volta da sua estrela a cada aproximadamente 355 dias, um valor muito próximo do período orbital da Terra em torno do Sol, o que lhe confere um interesse especial para compreensão de mundos semelhantes ao nosso.
Estrela hospedeira
A estrela que o HD 137010 b orbita é do tipo análoga ao Sol (tipo espectral K, menos luminosa e um pouco mais fria), localizada a cerca de 146 a 150 anos-luz da Terra na constelação da Balança.
Devido à menor luminosidade da estrela, o planeta recebe menos de um terço da energia que a Terra recebe do Sol, o que implica temperaturas de superfície estimadas muito baixas, potencialmente na ordem de –68 °C ou inferior, próximos às médias observadas em Marte.
Habitabilidade: possibilidade e limites
A posição orbital coloca o HD 137010 b na borda externa da zona habitável da sua estrela, a região onde a água líquida poderia, em teoria, existir na superfície.
Modelos que consideram diferentes composições atmosféricas sugerem que o planeta tem cerca de 50% de probabilidade de se encontrar nessa zona habitável, embora as estimativas variem entre cenários mais conservadores e mais otimistas.
Se o planeta possuir uma atmosfera mais densa em dióxido de carbono, o efeito estufa poderia elevar a temperatura superficial, tornando possível a presença de água líquida, hipótese ainda especulativa e dependente de futuras observações.

O telescópio espacial Kepler, através da sua missão K2, foi fundamental na identificação do sinal de trânsito associado ao HD 137010 b, ao detetar variações mínimas no brilho da sua estrela. Dados recolhidos há vários anos continuam, assim, a revelar novos mundos fora do Sistema Solar.
Estado atual: candidato ainda não confirmado
Apesar das propriedades promissoras, o HD 137010 b é, por agora, considerado um candidato a exoplaneta.
Para ser oficialmente confirmado como planeta, são necessárias observações adicionais, em particular a deteção de mais trânsitos sucessivos ou confirmação por métodos complementares.
Importância científica
Este objeto é particularmente valioso porque, caso seja confirmado, poderia tornar-se num dos primeiros candidatos com tamanho e órbita semelhantes à Terra em redor de uma estrela relativamente próxima e brilhante, permitindo estudos detalhados com as futuras gerações de telescópios espaciais.
Em suma, o HD 137010 b representa um passo significativo na procura por exoplanetas com características comparáveis às da Terra, mesmo que ainda esteja por confirmar definitivamente a sua natureza planetária.























Afinal existe uma terra 2.0, já lixaram os ambientalistas com tanta faixa já impressa.. vai ser um flagelo ambiente fazer novas faixas a dizer que não há terra 3.0