Canadá propõe mega-aliança anti-Trump, incluindo a União Europeia
Num contexto internacional marcado por tensões comerciais, uma nova iniciativa parece estar a ganhar forma. Em conversações com a União Europeia (UE) e outras nações, o Canadá quer criar uma das maiores alianças económicas do mundo, em resposta às políticas protecionistas de Donald Trump.
O Canadá estará a assumir um papel central ao promover um diálogo estratégico entre a UE e um vasto bloco comercial do Indo-Pacífico, numa tentativa de aproximar economias influentes e reforçar a cooperação entre potências.
A aproximação surge como resposta direta à política comercial norte-americana, e procura abrir o caminho à possível criação de uma das maiores alianças económicas do mundo.
Canadá quer erguer uma frente económica global, sem os Estados Unidos
Numa informação avançada em exclusivo pela POLITICO, citando várias pessoas com conhecimento das conversações, a UE e um bloco Indo-Pacífico composto por 12 países estão a iniciar negociações para explorar propostas destinadas a formar uma das maiores alianças económicas globais.
O Canadá estará a liderar as discussões, depois de o primeiro-ministro, Mark Carney, ter apelado às potências para resistirem à coerção das guerras comerciais.
O discurso de Carney, no mês passado, aconteceu poucos dias após o Presidente dos Estados Unidos ter ameaçado aumentar as tarifas sobre os aliados europeus da Dinamarca caso o país não cedesse a Gronelândia.

Em Davos, no Fórum Económico Mundial, perante líderes mundiais e a elite empresarial global, Carney disse que o Canadá está a "promover esforços para construir uma ponte entre a Parceria Transpacífica [CPTPP] e a [UE], o que criaria um novo bloco comercial com 1,5 mil milhões de pessoas". Crédito: weforum.org
A concretizar-se, esta iniciativa aproximará cerca de 40 países situados em lados opostos do globo, com o objetivo de alcançar um acordo sobre as chamadas regras de origem (em inglês, rules of origin).
O que são as regras de origem
As regras de origem determinam a "nacionalidade económica" dos bens. Ou seja, o local onde é considerado que foram produzidos ou fabricados, e não o local de onde são enviados.
A origem de um bem é um dos fatores - juntamente com a classificação tarifária e o valor aduaneiro - que determinam o tratamento tarifário aduaneiro aplicado, bem como qualquer medida de política comercial.
Em matéria aduaneira, existem dois tipos distintos de origem:
- Origem não preferencial - utilizada para determinar o país de origem dos bens para a aplicação do tratamento de nação mais favorecida (em inglês, NMF), mas também para a implementação de diversas medidas de política comercial, como direitos antidumping e compensatórios, e embargos comerciais;
- Origem preferencial - quando todos os requisitos são cumpridos, estes bens podem ser importados com taxas aduaneiras reduzidas ou mesmo com isenção total, dependendo do regime preferencial em causa. Há dois tipos de origem preferencial:
-
- Unilateral - preferência concedida pela UE sem reciprocidade da outra parte;
- Recíproco - acordos que estabelecem áreas de comércio livre.
Tendo em conta estas regras, que determinam a nacionalidade económica de um produto, um acordo permitiria às fabricantes dos dois blocos comercializar bens e componentes de forma mais fluida, através de um processo de baixas tarifas conhecido como acumulação de origem (em inglês, cumulation).
No início deste mês, Carney enviou o seu representante pessoal junto da UE, John Hannaford, para Singapura, com o objetivo de recolher as opiniões dos líderes regionais sobre o possível acordo.
O trabalho está claramente a avançar. Tivemos discussões muito produtivas sobre o tema com outros parceiros em todo o mundo.
Afirmou um responsável do governo canadiano, à POLITICO.
Líderes europeus veem acordo como uma vantagem
A UE e o bloco Indo-Pacífico, conhecido como Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica, decidiram unir forças económicas, em novembro do ano passado, para contrariar a fragmentação do comércio livre após as tarifas do Liberation Day impostas por Donald Trump, em abril.
Vemos grande valor em aumentar o comércio entre a UE e as partes do CPTPP, o que também contribuiria para reforçar a resiliência das cadeias de fornecimento.
Afirmou um responsável japonês do comércio, citado pela POLITICO, acrescentando que um acordo sobre regras de origem "seria um tema interessante a explorar", ainda que "não se espere um resultado concreto a curto prazo".
Na mesma linha de pensamento está um diplomata comercial de outro país do CPTPP, também citado pela organização de jornalismo político: "Se a UE estiver disponível para essa conversa, então isso tornaria a situação realmente muito interessante".

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, a receber a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Cimeira do G7, em Kananaskis, Alberta, no Canadá, no dia 16 de junho de 2025. Crédito: Darryl Dyck/The Canadian Press, via CTV News
Um alto representante empresarial informado sobre o assunto terá assumido que, dentro da UE, alguns responsáveis mostram-se "muito interessados" em avançar.
De qualquer forma, embora o acordo "faça efetivamente parte do âmbito geral da cooperação UE-CPTPP", o responsável europeu disse que "não é, por agora, uma prioridade de ação".
Em vez disso, as discussões mais imediatas dão prioridade a "resultados concretos", nomeadamente aproximar as cadeias de fornecimento dos blocos e reforçar a diversificação comercial entre os seus membros.
Além disso, a UE tem acordos de comércio livre com a maioria dos membros do CPTPP, incluindo Nova Zelândia, Japão, Reino Unido e Canadá, conforme recordado por Klemens Kober, diretor de política comercial, uniões aduaneiras da UE e relações transatlânticas, na DIHK.
Ter a possibilidade de acumular origem entre diferentes acordos de comércio livre é muito útil.
Na sua perspetiva, "quando mais, melhor", esperando que "se forem visíveis benefícios concretos em diferentes áreas, isso também possa incentivar outros países a aderirem e a cooperarem de forma positiva".
Fonte: POLITICO
Neste artigo: Aliança, Canada, Donald Trump, economia, União Europeia




















Quanto mais depressa essa aliança melhor será. As empresas não podem estar reféns do cor de laranja. Quanto ao bipolar, não deve chegar ao fim do mandato, os americanos arranjaram forma de o despachar, causa demasiados estragos.
coitado, canada é quem está mais exposto, a dependencia dos EUA é quase total, precisa de aliados o que é bom para a europa, mas não se pense que o ocidente sobrevive economicamente e militarmente sem os EUA como aliados
Ninguém é apologista de sermos anti-EUA, mas sim seguir uma versão mais soft, de ser criada uma aliança com proximidade em muitas áreas, sem ser convidado os EUA, que aliás segue o lema MAGA ou America First.
Os EUA estão a auto-isolarem-se dos seus aliados tradicionais!!!! Admira-me que os próprios não percebam os estragos que isto provoca aos próprios!!!!!
Os estados unidos sabem bem o estrago que estão a fazer e mesmo assim não querem saber. É mau para o país mas é bom para alguns. Só os MAGA não percebem isso.
Para, os EUA, estão a ganhar 83000 milhões, a mais, por mês!!!
O deficit de 8,36%, habitual, ficou em 1,7%, em 2025, mesmo com 230000 milhões, de cortes, que o Trump queria, congresso recusou.
Além de que, no ramo militar, os EUA, estão 50 anos, à frente, do resto do mundo. Nas ciências, também levam 300 anos, de avanço. O único ponto, em que não estão, na liderança, é na produção industrial (lidera a China).
Sem, os EUA, a Europa só produz armas, para 30000 soldados, anualmente. A Rússia está com produção para 800000 soldados. Está a ver, onde está o problema?
Não importa o número de soldados nem o número de armas, isso morreu no séc xx
O problema está em não saber usar vírgulas… e na gramática em geral.
Troll, és tu outra vez?
Haja coragem para isso, mas duvido muito, quem ainda manda são os EUA, e aliarem-se a China e Russia, nunca vão querer!
Da parte do Canadá ainda acredito. Da parte da EU vejo demasiada lentidão e parcimónia.
O CPTPP não inclui (por enquanto) a China nem a Rússia
Antes 9(I&/%$aos EUA que a mão à China
Tu sabes muito bem que está a empurrar para fazer mais acordos com a China…
Vamos imaginar que o Canadá é um homem casado; Com tanta apatia e desinteresse no matrimonio, o Canadá decide instalar o Tinder, faz uns swipes e encontra a China, uma “gueixa vai com todos” e começa a trocar mensagens. Depois de os amigos do Canadá lhe terem chamado à atenção que a China tem um buraco orçamental gigante, eis que o Canadá volta ao Tinder, faz mais swipes e encontra a Europa, uma tipa cheia de manias mas que adora bondage. Nesta aventura o Canadá descobre que a Europa anda a dar umas de grupo com os EUA pelos seus atributos monstruosos, mas aceita a relação pois encontrou alguém passivo à altura das suas fantasias.
O causador disto tudo é o Trump, anteriormente não haviam problemas nenhuns de comercio.
Já está tudo reformado ou no cemitério quando se decidir alguma coisa, da maneira que as decisões são tomadas na Europa.
Alianca tem que ser feita com a Russia e a China caso contratio os states a eles.
Mas antes disto acontecer tem que se limpar primeiro a casa despedir e processar os inuteis corruptos psicopatas da EU.
China, só precisa de 6000 milhões, de clientes.
Rússia… neste momento precisa de 40 milhões, de homens e 5 milhões, de mulheres, entre os 15 e 40 anos, de idade. Além de precisarem de biliões, em ajudas, para a industria.
Não se pode confiar, em qualquer um deles. Para a China, a Europa é as pernas abertas, para venderem, tudo, o que produzem, com 500000000%, de lucro. E, investem, a comprar as empresas, de serviços básicos (como fizeram, com a EDP, que, em 3 anos, receberam dividendos de 98%, do valor investido). O resto, não lhes interessa. Já bastaram os 6000000 milhões, que o governo anda a cobrir, das compras imobiliárias, de empresas chinesas, que desvalorizaram.
ainda se fosse para decidir sobre casas de banho mistas ou algo do género, agora chatices económicas.
Isso dá uma trabalheira, são necessárias umas 400 reuniões e outras tantas fotos de família para decidirem o que quer que seja.
casas de banho mistas já são uma realidade há muitos anos, os escritórios da maioria das multinacionais em portugal já só têm wcs mistas, a minha empresa já tem desde 2017
WC mistas já é normal?
Fixe, estou no urinol e vai uma senhora lavar as mãos ao meu lado.
Por acaso nunca entrei em nenhuma.
Ando com azar…
Lógico que não há urinois, só wcs fechadas, com porta de cima abaixo
– UE-27: população 453,3 milhões de pessoas (Alemanha, França e Itália são metade)
– EUA: 349 milhões. Como o poder de compra é maior, equilibra em termos de mercado. Mas vá-se lá saber porquê, Trump embirra com a UE e procura enfraquecê-la por todos os meios. Como estão os acordos comerciais da UE:
1. Grandes acordos recentes:
– UE-Mercosul (Brasil, Argentina. Paraguai e Uruguai), assinado em 17/01/2026, que crou uma zona de comércio livre de 700 milhões de pessoas
– UE-Índia, concluído a 27/01/2026, um mercado de quase 2 mil milhões de pessoas, que elimina 96% das taxas alfandegárias da UE para a Índia.
2. Acordos estratégicos bilaterais em vigor:
– Reino Unido (pós Brexit)
– Canadá, que elimina quase todas as taxas aduaneiras
– Japão, um dos maiores acordos bilaterais
– E com Vietname, Singapura, Chile e Nova Zelândia.Com cada u
3. Acordos em negociação com Austrália, Indonésia, Tailândia e Filipinas
4. “Quadro UE-EUA sobre comércio recíproco” (2025/2026)
5. Com a China permanecem congeladas as negociações para o Acordo Global de Investimento.
Segundo o post, o Canadá está a promover um acordo entre os países do CPTPP e a UE. Depois da saída dos EUA, em 2017, do acordo anterior (TPP), os restantes 11, a que se juntou o Reino Unido, decidiram avançar com o CTPP. São agora: na América, Canadá, México, Chile e Peru; Oceania: Austrália e Nova Zou Zelândia; Ásia: Japão, Malásia, Singapura e Brunei.
A UE não faz parte do CPTPP, mas tem ou está a preparar acordos bilaterais com grande parte desses países. Onde a coisa sofre uma grande reviravolta é se a China aderir ao CPTPP, o que está em discussão. Percebe-se perfeitamente que na UE não haja pressa em falar de um futuro acordo UE-CPTPP.
Voltando a Trump, a sua política errática o que está a fazer é a obrigar os outros países a aproximar-se … se não mesmo a cair nos braços da China.
1- são acordos que vão prejudicar a nossa economia e não fortalecê-la
Vietnam, Tailândia, Filipinas, Indonésia, Malásia, sao acordos que beneficiam a China uma vez que possuem fábricas nesses países para fazer repackaging de tudo o que é produzido na China e sair com etiqueta made in xxxxxx para evitar taxas.
Os únicos acordos de interesse económico são com países ocidentais
O que fortalece a nossa economia é poder exportar sem restrições alfandegárias. Se Trump sobe as taxas, a solução é exportar para onde não existam ou sejam baixas.
Para isso tem que se dar a mesma reciprocidade nas importações.
Mas um acordo comercial não tem que ser um acordo de comércio livre, a taxas alfandegárias 0%, por isso é que demoram anos a negociar.
Mas é evidente que se Trump sobe as taxas alfandegárias às importações dos EUA e, ainda por cima, o dólar desvaloriza, os outros países têm que procurar acordos comerciais entre si. Se com isso a China beneficia também, parece inevitável.
Não te interessa exportar para sítios onde não têm poder de compra e os produtos são mais baratos localmente
Haha, não li ali em baixo que a UE quer 70% dos componentes dos electros fabricados na UE?
Canadá deve estar a gozar com a economia global. A menos que envolvam economias emergentes como a China e a Índia, para tentar dar “luta ” aos EUA (o que é difícil, senão quase impossível), as coisas não vão funcionar.
Bem, somando a população da UE e dos países da CPTPP são 940 milhões de pessoas, 11,5% da população mundial, não é coisa pouca.
11.5% não chega para sustentar uma economia como a europeia.
Dás luta aos EUA matando a UE economicamente
“Nas ciências, também levam 300 anos, de avanço”… Ó Rocha, 300 anos não pode ser, os USA só vão fazer 250 anos em Julho de este ano..:)
Zé Fonseca, só tenho um nome para isso, palhaçada e patético.
As coisas são como são.
Homens são homens e mulheres são mulheres.
Eu, pelo menos eu, ainda vejo diferenças entre uns e outros mas da maneira como isto anda parece que é tudo igual.
Já viu uma maternidade com homens a dar à luz?
Eu nunca vi mas não me admirava se existisse.
Quando os árabes tomarem conta disto vai ver o destino dessas modernices.
Já faltou mais.
tens noção que as wcs sempre foram mistas desde que foram inventadas, apenas no sec XIX se começou a segregar por genero e isso relacionado com as mulheres começarem a trabalhar em fabricas, quando o lugar da mulher antes era em casa e as necessidades fisiologicas eram feitas em casa, o conceito de saídas sociais só existia na alta sociedade.
eu não sou assim tão antigo, mas antigo suficiente para me lembrar que nos final dos anos 90 e inicio 00s em NY já existiam empresas com wcs mistas, não por uma questão de identidade de genero, que não era uma coisa na altura mas por uma questão logistica quando surgiram os primeiros open spaces e também para demonstrarem abertura para a igualdade de genero no trabalho