Japão está a construir drones militares feitos de… cartão. Isso mesmo!
O Japão está a explorar uma solução tão inesperada quanto engenhosa para a guerra moderna: drones feitos de cartão canelado, com um custo de apenas 2000 a 2500 dólares por unidade e que podem ser montados em cinco minutos. A tecnologia levanta questões sérias sobre o futuro da defesa aérea e da guerra.
As guerras na Ucrânia e no Irão ensinaram que drones baratos e descartáveis, usados em grande escala, podem ser tão valiosos estrategicamente quanto armamento de precisão de alto custo.
Aliás, foi precisamente o modelo iraniano Shahed que ganhou notoriedade quando a Rússia passou a utilizá-lo em massa após a invasão da Ucrânia em 2022.
Lançados em grande número e a uma fração do custo de um míssil Tomahawk, estes drones revelaram-se uma arma altamente eficaz. Não tardou até que os Estados Unidos respondessem com engenharia inversa do design, dando origem ao Lucas, posteriormente utilizado em ataques contra alvos iranianos.
Startup japonesa promete preço competitivo
É neste cenário que entra a Air Kamuy, uma startup japonesa cujo diferencial está num material improvável: cartão canelado.
O ministério da Defesa do Japão reuniu-se recentemente com a empresa, num sinal claro de que Tóquio pretende assumir um papel de liderança na produção de drones de baixo custo, um segmento que está a redefinir a lógica da guerra moderna.
今日は段ボール製ドローンで有名なエアカムイの皆さんと意見交換をさせて頂きました。海上自衛隊では既に標的として活用しています。ドローンをはじめとする無人アセットを世界で最も駆使する自衛隊を目指す上で、防衛分野に意欲あるスタートアップの皆さんと連携強化は不可欠です。今日は非常に濃密な… pic.twitter.com/OJwVOpFiBT
— 小泉進次郎 (@shinjirokoiz) April 27, 2026
O modelo em destaque é o AirKamuy 150, um drone de asa fixa multifunções que é comparado conceptualmente ao Lucas americano e ao Shahed iraniano.
Contudo, distingue-se pelo preço. Enquanto cada Lucas custa cerca de 10.000 dólares, o drone de cartão da Air Kamuy fica por até 2000 a 2500 dólares/unidade, subindo até aos 3000 dólares, segundo algumas fontes.
Além disso, é ligeiramente mais rápido, atingindo os 120 km/h face aos 101 km/h do Lucas, e consideravelmente mais leve.
Cartão monta-se em cinco minutos e cabe numa mochila, mas...
A montagem do AirKamuy 150 é feita manualmente em cerca de cinco minutos, não requer instalações especializadas e pode ser realizada por qualquer empresa com acesso a cartão canelado convencional.
A estrutura dobra em plano, o que simplifica o transporte e a logística em zonas de conflito. No terreno, este detalhe pode fazer toda a diferença.
Para já, a empresa posicionou os seus drones principalmente para treino de tiro ao alvo, testes e aplicações civis como entregas de encomendas e resposta a emergências.
Contudo, o interesse do ministério da Defesa aponta para uma trajetória de uso militar. Aliás, a Air Kamuy já publicita os "ataques em enxame" como uma das utilizações possíveis, e o cartão descartável pode revelar-se o material ideal para os construir, dado que os drones suicidas não necessitam de blindagem espessa.

Um visitante analisa o AirKamuy 150, o drone de asa fixa de baixo custo construído em cartão e desenvolvido pela startup japonesa Air Kamuy, durante a exposição Defence Services Asia (DSA) e National Security (NATSEC) Asia 2026, em Kuala Lumpur, na Malásia, no dia 21 de abril de 2026. Crédito: Fazry Ismail/EPA, via UPI
Apesar das vantagens, o AirKamuy 150 funciona a energia elétrica e tem uma autonomia de voo de cerca de 80 minutos, o que limita o seu raio de ação a missões de curto alcance.
O Lucas, por sua vez, é movido a motor de combustão e consegue percorrer até 824 quilómetros, uma diferença significativa para cenários que exijam penetração profunda em território inimigo.
O futuro pode colapsar a defesa aérea convencional?
A verdadeira importância do AirKamuy 150 pode não estar no dispositivo em si, mas naquilo que representa. À medida que os drones se tornam cada vez mais autónomos, o desenvolvimento de software de "enxame" com Inteligência Artificial poderá permitir que dezenas ou centenas de unidades atuem em conjunto com mínima intervenção humana.
Se materiais baratos como o cartão reduzirem a barreira de entrada para a construção de conjuntos de drones maiores, a defesa aérea pode sofrer uma transformação profunda.
Sistemas de defesa concebidos para abater mísseis de alto custo podem revelar-se impotentes perante uma nuvem de drones de cartão que custam uma "ninharia".
O AirKamuy 150 ainda não foi testado em combate real, e o seu alcance reduzido é uma limitação séria. Contudo, a ideia de que um drone de guerra pode ser feito de cartão, montado em cinco minutos e produzido em massa por qualquer fábrica é suficientemente disruptiva para justificar atenção.
O ministério da Defesa japonês acredita no potencial.
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Outro aspecto muito importante não referido no artigo é a quase ausência de assinatura de radar, uma vez que é quase só de cartão!
No entanto está sujeito ao jamming como os outros (por isso na Ucrãnia os drones normalmente levam dezenas de km de fibra óptica para não sofrerem interferências inimigas.
jamming onde? na telemetria? isto hoje em dia com pouco já fazes um aparelho autônomo
Eu vejo com muita regularidade os ataques com drones ucranianos ou russos, publicados num outro Fórum e não é por acaso que são usados drones com ligação por fibra óptica ao operador!!!!!!
Porque será que usam fibra óptica a ligar o operador ao drone?
neste momento a Ucrânia já está noutro patamar… Já tem várias gamas de drones que conseguem sobreviver a jamming (na tecnologia actual) sem a necessidade de fibra óptica.
Como assim ja fazes autonomo? Eles estao usando navegacao sem GPS tambem?
Portanto, guerra só em dias de sol…
Em dias de chuva e vento…
Se chover já não pode ser usado
Tem potencial apenas em climas de verao….a russia esfrega as maos. Portugal é o unico pais do mundo verdadeiramente seguro, longe de guerras. O proprio hitler tinha medo do salazar e dos portugueses. A guerra colonial levou estados unidos e união soviética unirem se contra portugal e mesmo assim estava dificil
Eles ainda têm todos pavor do nosso porta-aviões General de Alcains equipado com mísseis hipersónicos Viriato. Portugal é uma super potência.
Não te esqueças do Barracuda com as suas ogivas sujas, nem as nucleares fazem tantos estragos. Uma ogiva do barracuda num país qualquer e aquela ferrugem toda explode no ar mata a população toda num instante.
Somos terríveis e a bem ver se querem ir ao espaço e colonizra Marte, sem nós nunca vão conseguir…
Não esquecer as Padeiras de Aljubarrota e afins que por aí andam às centenas. Quando os generais inimigos ouvem falar nas padeiras de Aljubarrota a primeira reacção involuntária é mijarem (urinarem) nas calças o que implica um assessor militar com segunda via de calças sempre pronto a auxiliar.
Voces sao comédia kkk, parece igual no brasil/brasileiro. Dá até medo de guerrear contra portugueses/portugal de tao cômicos kkk. Acho que qualquer país caga na calça de tanto rir se for guerrear contra nós portugueses e brasileiros, não é mesmo?
Se apanhar um pouco de água constipa-se logo e muito!
Duvido que o cartão/papel não leve um tratamento/cobertura para resistência à chuva.
Os patriot agora apenas precisam de pistolas de agua para eliminar esses drones :p
Não é preciso patriots, agora bastam mangueiras de jardim.
Só não pode ser usado com tempo húmido e chuvoso, senão lá se vai o drone…
A jogada seguinte é inventar um guarda chuva para drones.
Um guarda chuva feito de papelão
Um Shaed ficará ao Irão por cerca de 20.000 USD.
Um míssil para o abater, se for um Patriot custa entre 3 e 4 milhões USD, 175x mais.
Estes de cartão podem ficar entre 3.000 e 10.000 USD.
Vê-se o que é o problema, não só em “esgotar o cartão de crédito” como e a reserva de mísseis de interseção – lançando primeiro um enxame de drones e a seguir mísseis balísticos.
Trump, ontem, anunciou , a partir de hoje (2ª Fª) uma “missão humanitária” no Golfo Pérsico – ajudar os navios que lá estão bloqueados há dois meses a sair. Diz que os marinheiros passam fome. Os contratorpedeiros norte-americanos não entram no Estreito de Ormuz para escoltar os navios, limitam-se a guiar os navios que queiram sair via rádio, por uma rota mais a sul, próxima de Oman. Além dos contratorpedeiros com mísseis teleguiados, há mais 100 aviões e drones para entrar em ação. Isto tem tudo para correr mal e provocar uma nova escalada.
Para os comentários a gozar o drone por ser de papelão…….
Abater um drone não é nada fácil! E mais difícil ainda se soubermos que ele leva uma carga de vários kg de explosivos agarrado ao drone!!!!!!
Um drone com explosivos, mesmo que seja abatido com sucesso……. vai caír em algum lado!!!!!!!
Depende de como o drone é abatido… há forma de ele explodir ainda no ar, mas não é garantido.
Acho que vou comprar meia dúzia deles para deitar na praça vermelha no Dia da Vitória
Penso que dá para matar porcos!