Europa já tem um robô humanoide doméstico para competir com a Tesla
A corrida para desenvolver o primeiro robô humanoide doméstico verdadeiramente funcional está ao rubro, e a Europa acaba de apresentar um forte concorrente para rivalizar com as propostas americanas, como o Optimus da Tesla. A empresa alemã Neura Robotics posiciona-se na linha da frente com uma máquina sofisticada, com chegada prevista para 2026.
Neura 4NE1: a resposta europeia ao Optimus da Tesla
Apresentado durante a feira de tecnologia IFA, em Berlim, o 4NE1 da Neura Robotics é a mais recente aposta europeia no setor dos autómatos humanoides. Com um lançamento projetado para 2026, este robô foi concebido para se integrar no ambiente doméstico e auxiliar nas tarefas do quotidiano.
Mede 1,80 metros, pesa 80 quilos, e o seu preço, que rondará os 60.000 euros, reflete a tecnologia avançada que o compõe. O que distingue o 4NE1 é a sua capacidade de interagir com o mundo de forma inteligente e adaptativa.
Equipado com 55 graus de liberdade de movimento, visão de 360 graus e uma pele artificial sensível ao toque, este robô foi projetado para ser mais do que uma simples máquina.
A Neura Robotics garante que o 4NE1 será capaz de executar tarefas complexas como passar a ferro, descarregar a máquina de lavar louça ou transportar objetos pesados até 100 kg, tudo isto sem necessidade de programação específica para cada novo ambiente. A sua agilidade, embora possa parecer limitada em demonstrações iniciais, é compensada pela sua enorme versatilidade.
Para alcançar este nível de autonomia, o 4NE1 possui:
- Um poderoso sistema de inteligência artificial (IA) baseado no modelo GR00T da NVIDIA;
- Processadores Jetson para o processamento local de dados;
- Um sistema operativo próprio, denominado NEURON OS, que gere todas as operações.
A perceção do ambiente é assegurada por um "Omnisensor" patenteado e sete câmaras, que lhe permitem distinguir entre pessoas e objetos, reconhecer indivíduos e colaborar de forma segura com seres humanos.
Versatilidade para além das casas
Embora o foco principal seja o mercado doméstico, as suas capacidades tornam-no igualmente apto para ambientes industriais ou de serviços. A Hyundai, por exemplo, já demonstrou o seu potencial em tarefas de construção.
A sua autonomia de 24 horas, garantida por um sistema inteligente de bateria dupla, e uma velocidade máxima de 5 km/h, conferem-lhe a resistência e a mobilidade necessárias para operar em múltiplos cenários.
A empresa está também a desenvolver o Neuraverse, uma plataforma aberta que funcionará como uma loja de aplicações para os seus robôs. A grande inovação deste ecossistema é a aprendizagem partilhada: a experiência adquirida por um robô pode ser instantaneamente transferida para todos os outros.
Para suportar esta rede inteligente, a Neura estabeleceu parcerias estratégicas com a Vodafone, para a conectividade 5G, e com a SAP e a NVIDIA, para o poder computacional.
A empresa pretende entregar cinco milhões de unidades até 2030 e solidificar-se como a principal referência europeia na robótica humanoide. David Reger, CEO da Neura Robotics, afirmou que a empresa está a fazer pela robótica "o que o iPhone fez pelos smartphones".
Contudo, o lançamento comercial em 2026 será o teste decisivo. O preço de 60.000 euros levanta a questão sobre se o mercado de consumo está preparado para um investimento tão alto. O sucesso dependerá não só das proezas técnicas do 4NE1, mas também da sua facilidade de utilização e da robustez do ecossistema de aplicações que o suporta.
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Neura: 55 graus de liberdade, Optimus 53.
Nos robots humanóides geralmente estão distribuídos aproximadamente por:
– Cabeça. 3 graus de liberdade (movimento de rotação e inclinação)
– Cada braço: entre 7 a 9, distribuidos entre ombro, cotovelo, pulso e mão
– Mãos: entre 15 e 20 para permitir manipulação precisa dos dedos
– Tronco/corpo: 6 a 8 (para flexão, torção e inclinação
– Cada perna: de 7 a 9, incluin do quadril, joelho e tornozelo
Neura 4NE1 – primeiros exemplares em 2025. Preço entre 20.000€ e 40.000€
Optimus – primeiros exemplares no final de 2025. Preço, segundo Musk, abaixo de 20.000 dólares.
Não há dúvida que são competidores diretos. Há outros robots humanóides, com outras caraterísticas que estão a ser comercializados, a preços em torno dos 150 mil dólares.
Correção: Dobra (toalhas) e lava louça. Passar a ferro tem muita ciência.
Ridículo esse preço, prevejo falência.
Sai mais barato continuar a pagar á empresa de limpezas. Mesmo com 2 pessoas e calculando o o custo anual, nunca justificaria ter este amigo cá em casa.
Acredito mais, e até estou já a prever que este robô, vai acabar por ser entregue nas casas em sistema de aluguer. O modelo de negócio é a meu ver mais fiável.
Se avariar ou precisar de manutenção, mandem outro. Por outro lado, pergunto-me como é a privacidade? Ele vem com microfones e câmaras, e com partilha de informação… que garantias existem aqui?
Parece-me bastante forçado chamar-lhe robô doméstico. O que foi destacado das suas capacidades – dobrar roupa (só toalhas … se fosse camisas que nunca fui capaz de dobrar, enfim …) e passar a ferro, podem levar a pensar nisso. Mas há muitas mais tarefas que um robô humanóide leve pode realizar, porque estão previstas para o bípede humano.
O que eu não percebo é como é que já se fazem contas, como no caso do Optimus, aos milhões e milhões que vai render, quando a procissão ainda não saiu do adro.
Posso pagar com CBDC’s?
Depende muito de quem tem o controle do robô. Isso é tudo muito complicado por causa de hackers. Não fosse a sempre possível invasão de hackers e os robôs poderiam dar muito jeito em situações diversas. Entretanto, não substitui pessoas; complementa-as.