Regresso às aulas: sem smartphones nas escolas, que alternativas existem?
A tecnologia continua a ter um papel importante no dia a dia dos mais novos, seja para comunicar com a família, utilizar transportes, participar em atividades extracurriculares ou ganhar autonomia. No entanto, dentro da escola, o cenário é diferente, com os pais a ponderarem alternativas ao smartphone.
O que mudou em 2026 em relação aos smartphones?
Desde o ano letivo 2025/26 que existe uma proibição nacional da utilização, no espaço escolar, de smartphones e outros equipamentos eletrónicos de comunicação móvel com acesso à Internet por alunos do 1.º e 2.º ciclos, do 1.º ao 6.º ano.
A regra aplica-se aos estabelecimentos públicos, privados e cooperativos.
Na prática, a restrição não se limita à sala de aula, abrangendo o espaço escolar durante o horário de funcionamento da escola, incluindo períodos não letivos. Existem, contudo, exceções, nomeadamente para:
- Utilização pedagógica autorizada;
- Necessidades de saúde devidamente comprovadas;
- Tradução para alunos com domínio muito reduzido da língua portuguesa.
A grande novidade para o próximo ano letivo está no 3.º ciclo. O Governo aprovou, em Conselho de Ministros, o alargamento da proibição aos alunos do 7.º, 8.º e 9.º anos, prevendo-se um período de adaptação no início do ano letivo e a entrada em vigor da proibição a partir de 1 de janeiro de 2027.
No ensino secundário, não existe uma proibição nacional equivalente. Ainda assim, as escolas podem estabelecer regras próprias através dos respetivos regulamentos internos. Por isso, antes de comprar um equipamento, é importante consultar as regras do estabelecimento de ensino.
É necessário um smartphone?
A resposta depende bastante da idade e da rotina de cada aluno. Para uma criança que vai passar várias horas na escola sem poder utilizar o smartphone, a necessidade de ter um equipamento destes não é evidente.
Por outro lado, há situações em que um telemóvel pode ser bastante útil. O contacto com os pais é provavelmente a mais óbvia, pois há estudantes que utilizam transportes públicos sozinhos, regressam a casa sem acompanhamento ou têm atividades extracurriculares antes ou depois das aulas.
A localização é outro argumento frequentemente associado ao smartphone. Para muitos pais, saber onde está o filho pode transmitir uma sensação adicional de segurança, especialmente quando este começa a deslocar-se sozinho.
Apesar de tudo isto, será que estas necessidades justificam um smartphone completo, com acesso à Internet, redes sociais, jogos e dezenas de aplicações?
Ora, se o telemóvel só for preciso para fazer chamadas, enviar mensagens ou permitir que os pais contactem a criança ou adolescente quando necessário, existem alternativas mais simples.
Por um lado, os bons velhos dumbphones
Os chamados dumbphones, ou telemóveis burros/tradicionais, são uma das alternativas, pois permitem fazer chamadas e enviar SMS, sem o mesmo conjunto de aplicações e acesso à Internet de um smartphone.
Para uma criança que precisa de comunicar com a família, um dispositivo deste tipo pode ser suficiente, reunindo outras vantagens:
- São normalmente mais baratos;
- Têm baterias que duram bastante mais;
- Reduzem significativamente as distrações associadas às redes sociais, jogos e notificações.
Importa recordar que o facto de um dumbphone não estar abrangido pela proibição nacional não significa que seja automaticamente permitido em todas as escolas. As escolas e agrupamentos podem estabelecer regras próprias através do regulamento interno.
Por isso, antes de comprar um telemóvel deste tipo, confirme exatamente o que a escola permite.
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TTfone TT150 Celular básico livre com Bluetooth, bateria de longa duração, dual SIM com câmara e jogos, fácil de usar, robusto e leve (preto, cabo USB).
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Telemóvel 4G Volte de tampa para idosos, botões e teclas grandes, fácil de usar, botão SOS, USB-C, 3 memórias diretas, 2000 contactos, bateria 1000mAH, preto.
Por outro, os localizadores
Outra possibilidade passa pelos localizadores destinados a crianças. Estes dispositivos podem permitir aos pais acompanhar a localização sem entregar à criança um smartphone.
São particularmente interessantes para famílias cuja principal preocupação seja saber onde está o filho durante uma deslocação para a escola ou no regresso a casa.
Alguns modelos acrescentam funcionalidades de comunicação, criando uma solução intermédia entre um simples localizador e um telemóvel.
Também aqui convém ter cuidado, pois as funcionalidades variam bastante entre equipamentos e um dispositivo com conectividade ou funções de comunicação pode estar sujeito às regras definidas pelo estabelecimento de ensino.
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Apple AirTag (2.ª geração)
Permite localizar chaves, carteiras e muito mais; função de localização com som; até 1,5 vezes mais alcance em busca de precisão.
Pode não ser necessário um smartphone nem qualquer dispositivo
As novas regras obrigam a repensar um hábito que se tornou quase automático: oferecer um smartphone a uma criança porque está a entrar num novo ciclo de ensino.
Para alguns alunos, um smartphone poderá continuar a fazer sentido fora do horário escolar, com regras familiares bem definidas. Para outros, um dumbphone poderá cumprir tudo aquilo de que realmente precisam.
Noutros casos, um localizador poderá resolver a principal preocupação dos pais.
Apesar das muitas opções, a quarta possibilidade continua a ser não ter qualquer dispositivo.
Por isso, antes de escolher um equipamento, importa perceber quais são as necessidades reais do aluno e consultar o regulamento interno da escola.






















