Um astrofísico fez as contas: podemos chegar a um buraco negro com um bilião de euros
Um sistema de lasers aceleraria a nave desde a Terra até um terço da velocidade da luz. E será possível alcançar um buraco negro. Uma missão espacial deste género seria a prova definitiva da relatividade geral de Einstein.
Uma proposta ousada para explorar o cosmos
As ideias mais ousadas são, muitas vezes, as que impulsionam os maiores avanços no conhecimento humano. E ousada é a melhor forma de descrever este estudo apoiado pela Fundação Nacional de Ciências Naturais da China. O objetivo: viajar até aos segredos mais obscuros do universo.
Um astrofísico da Universidade de Fudan, em Xangai, concebeu um plano para enviar uma micronave com o tamanho e peso de um clipe em direção ao buraco negro mais próximo da Terra. O método de propulsão? Um potentíssimo sistema de lasers disparados a partir do nosso planeta.
Liderada por Cosimo Bambi, a proposta pretende testar os limites da teoria da relatividade de Einstein num dos ambientes mais extremos do cosmos. Embora a tecnologia necessária ainda não exista, os avanços na nanotecnologia, propulsão a laser e deteção de buracos negros poderão torná-la viável nas próximas décadas.

Uma imagem do buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, um gigante apelidado de Sagitário A*, revelada pelo Event Horizon Telescope em 12 de maio de 2022. (Crédito da imagem: colaboração do Event Horizon Telescope)
Encontrar o alvo e vencer as distâncias
Um buraco negro por descobrir. A missão de chegar a um buraco negro enfrenta dois enormes desafios. O primeiro é encontrar um alvo viável. O buraco negro mais próximo conhecido, GAIA-BH1, está a 1.560 anos-luz.
No entanto, os modelos cosmológicos indicam que poderá existir um buraco negro muito mais próximo, a “apenas” 20 ou 25 anos-luz.
Há novas técnicas para descobrir buracos negros. Acredito que é razoável esperar que possamos encontrar um próximo na próxima década.
Afirma Bambi num comunicado.
Uma vez identificado o alvo, o segundo desafio será lá chegar. As atuais naves espaciais, movidas por propulsão química, são demasiado lentas. A solução proposta por Bambi são nanonaves com apenas alguns gramas, contendo apenas um microchip e uma vela solar de 10 metros quadrados.
Um conjunto de lasers de alta potência, disparados da Terra, poderia incidir sobre a vela, acelerando a nave até um terço da velocidade da luz. Mesmo a essa velocidade, a viagem até um buraco negro a 20 anos-luz duraria cerca de 70 anos.
Os dados recolhidos demorariam outras duas décadas a regressar à Terra, situando a duração total da missão entre 80 e 100 anos.

O astrofísico Cosimo Bambi propôs um conceito inovador: enviar uma nave espacial não mais pesada que um clipe de papel para explorar os mistérios de um buraco negro de perto.
O potencial científico e os custos da missão
Se a missão for bem-sucedida, as experiências realizadas perto do buraco negro poderiam responder a algumas das questões mais profundas da física moderna.
Existe realmente um horizonte de acontecimentos? Poder-se-ia verificar se a fronteira de não retorno de um buraco negro se comporta como previsto, observando o sinal da sonda enquanto cai.
É válida a relatividade geral de Einstein? A órbita da nanonave serviria para detetar qualquer desvio mínimo das previsões de Kerr, que descrevem o espaço-tempo em redor de um buraco negro em rotação.
Mudam as constantes fundamentais? A missão poderia verificar se constantes como a de estrutura fina variam num campo gravitacional tão intenso.
Não seria barato. O plano é altamente especulativo. Só o sistema de lasers custaria cerca de um bilião de euros.
Pode soar verdadeiramente louco e, de certo modo, mais próximo da ficção científica.
Admite Cosimo Bambi.
Ainda assim, marcos como a deteção de ondas gravitacionais ou a fotografia da sombra de um buraco negro também pareceram impossíveis no seu tempo.





















Nada contra mas no tasco estava um tipo já meio quentinho com umas ideias iguais.
Ou esse tasco é muito bem frequentado ou as coisas mudaram mesmo muito.
lol lmao
É preciso desenho?
São apenas possíveis escapadelas à extinção na terra!
Se esse astrofísico da Universidade de Fudan em Xangai, soubesse que nosso MACRO ÁTOMO que chamam primitivamente de NOSSO SISTEMA SOLAR… Juntamente com nosso PLANETA e todos nós, já vivemos de forma projetada, dentro de um MACRO CANAL ENERGÉTICO, que também chamam equivocadamente de BURACO NEGRO:
Estaria ele, mais adiantado cientificamente.
há quem diga que com 50€ consegue fazer o mesmo.. mas não vou pagar para ver
Essa ideia, funciona, na teoria e nos micro testes. Quando se passa, para a realidade, usar 60000%, da energia, que o planeta produz, actualmente, em fluxos, que só funcionam. até, à órbita de Marte. Já agora, o valor real são 10000000 milhões, não 1 bilião… e sem contar com os 50000 reactores, de fusão, que teriam de ser lançados, em 430 anos, antes de lançar a sonda, pouco maior que a New Horizons.
E há, o outro problema: é que, para cumprir os 33%, da velocidade da luz, enviava uma nave tão pequena, que só teria comunicações, para 300km. Ora a 60000000000000km, não tinha energia para enviar dados, obrigando a fazer 70000000 anos, para voltar, à Terra.
1 bilião??? Eu faço isso por um terço do montante, ainda ofereço as bebidas durante a estadia…