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Um Mac mais barato? Sim, chegou o novo MacBook Neo por 699€

                                    
                                

Autor: Pedro Pinto


  1. EC says:

    Isto vai vender como pãezinhos quentes! Finalmente algo que pode substituir o meu MacBook 12”. Só é pena não ter ecrã touch… mas pronto, Apple a ser Apple

    • Mr. Y says:

      Portátil com touch? Não me parece muito ‘natural’

      • EC says:

        Isso é pensar demasiado dentro da caixa (Think Different, já dizia o “outro”).
        Depende muito do uso que se dá ao Mac. Para produção multimédia podia ser brutal. Eu tive um MacBook Pro com touchbar e aquele pequeno ecrã já fazia maravilhas: controlo de media, timeline, paletes de cores, espessura de traço… Agora imagina isso num ecrã inteiro.

        E antes dizeres que “não é natural”, convém lembrar que o touch não é para substituir o teclado ou o trackpad , é para complementar. Aliás, perguntem a quem usa um iPad como Sidecar com o Mac para desenho, edição ou controlo de ferramentas… acho que muitos já perceberam o potencial.

    • MACnista says:

      também queres tudo!! LOLOLOL

    • PetroPasterSnack says:

      Não sei se vistes bem, mas isso definitivamente não substitui um MacBook 12”. Ele é pesado igual um AIR, grande igual um air.

      E o que ele oferece não compensa o preço comparado ao Air. Um M1 2020 é melhor que ele.

  2. Max says:

    Faz sentido. Reformei um MacBook Pro e comprei o último MacBook Air (de 15″). Paguei cerca de 1.700 €. A Apple encostou o Air ao Pro. Menos 1.000 € por um. embora de 13″, é uma diferença muito significativa.
    E choca/sobrepõe-se ao iPad, incluindo o Pro? Considero que não, que são produtos muito distintos.

  3. lol says:

    Um roubo de preço… 800 € por um portátil Apple com um CPU de dois anos que a Apple não conseguiu vender por excesso de produção e guerra das tarifas Trump, que nem carregador trás incluído… Se querem um mac “barato ‘ comprem antes um Mac mini

    • Anog says:

      Estas a comparar alhos com bugalhos. Portátil vs desktop não é uma comparação sensata. Falando do roubo e comparando com o mercado x86 ou mesmo ARM windows o preço parece bastante competitivo. Absurdamente caro e pouco competitivo está o iphone 17e

    • José S. says:

      Os outros também não trazem carregador. Foi a União Europeia que proibiu para nós salvar!

      Nos países fora da UE, vem com carregador.

      Por isso, antes de falar, informa-te.

  4. Carlos says:

    Mais barato que um iPhone 😉

  5. A-pol says:

    Rip Microslop

  6. nuno a says:

    o A18pro tem um desempenho superior ao M1 , o que é muito bom é pena é nao vir ja com os 16gb ram ou pelo menos com 12gb, os 8 apesar da eficiência que o sistema apple tem, é curto nos dias de hoje .

    • Anog says:

      Tenho um Macbook Air M1 com 8GB com 5 anos em cima que se continua a comportar muito bem e melhor que o que tenho windows com pouco mais de 2 anos. Uso múltiplos browsers e centenas de tabs, vejo muita coisa em 4K, edição de videos ocasional, só leva reboots uma vez por mês se tanto e porta-se melhor do que o outro com windows e o dobro da ram / 16GB. Para o preço deste computador os 8GB de ram são na minha opinião suficientes e uma escolha razoável.

      • nuno a says:

        sim certo, o problema é o swap de memoria que é excessivo com os 8gb e a baixa largura de banda, vai estar a correr o tahoe que nao é pera doce.
        a ver vamos estou curioso como se vai portar.

  7. Zé Fonseca A. says:

    lol.. isto é para quem só quer um pc para redes sociais

  8. Zé Fonseca A. says:

    apple para as massas, steve jobs a rebolar na urna

    • Miguel says:

      A rebolar na urna? Ele queria a Apple para as massas. Leia a biografia do homem e confirme.

      • Zé Fonseca A. says:

        steve perdoai estas almas pois não sabem o que dizem..

        Here are the key reasons why Steve Jobs avoided low-cost, “budget” products:
        Obsession with Quality over Quantity: Jobs believed that making cheap products usually meant compromising on quality, usability, and design. He preferred to release fewer, superior products rather than a wide range of average ones.
        User Experience Over Technical Specs: Jobs despised the approach of simply cramming high technical specs into a cheap box. He believed that a seamless, intuitive experience was more important than having the cheapest product on the market.
        Focus on Profitability in the Premium Segment: Jobs understood that most profits in the technology sector are generated at the high end, whereas low-end manufacturers often lose money. He shifted Apple away from chasing market share in low-margin segments to becoming one of the most profitable companies in the world.
        The “Empty Table” Philosophy: Upon returning to Apple in 1997, Jobs drastically reduced the product lineup from hundreds to about ten, focusing solely on core, high-impact products. This allowed for immense focus and perfection, which is incompatible with a strategy of offering a wide range of cheap products.
        Building for Himself: Jobs famously designed products that he and his team wanted to use themselves. This personal standard meant he would not authorize the release of a product that felt cheap or performed poorly.
        Avoiding “Me-Too” Products: Jobs aimed to lead markets rather than follow them. He felt that focusing on low costs often led to copying existing, mediocre products, which went against his philosophy of “thinking differently”.

        • Asiim says:

          Tens noção que para usar esse argumento tens que primeiro provar que o Macbook Neo tem pouca qualidade…
          Como produto este portátil parece excelente para um segmento de mercado em que a Apple sempre esteve – Educação!

          • Zé Fonseca A. says:

            Basta ver o ecrã, duração de bateria, SOC para se entender que é um produto low cost, semelhante ao iPhone “e” que é codename para “economic”.
            Comecei a usar Mac na faculdade, na altura PPC e tinham mais qualidade que qualquer MBP que tenha surgido posteriormente, volta PowerBook, estás perdoado

          • Vítor M. says:

            Óh só dizes disparates. Não tens marca nenhuma de portáteis com a qualidade de um Apple. Nenhuma!

          • Zé Fonseca A. says:

            verdade Vitor, só que eu comparo a apple à propria apple.. são 28 anos de Mac e até hoje ainda estou para ver algo melhor que o PowerBook G4, cheguei a ver um carro passar em cima de um com a roda e além do centro do ecrã morto tudo o resto funcionava

          • Jorge says:

            Fonseca um portatil em aluminio com 12horas de bateria e um ecra ips de excelente qualidade, sem ruido ventoinhas e dizes fraca qualidade? Nas universidades a maioria so tem hps e lenovos de plastico a arrastarem se e custam o mesmo que este ou mais

          • portgu says:

            Zé Fonseca A continuas sem provar que tem pouca qualidade…
            Até o Jobs lançou Macs mais baratos e com menos características para o mercado de educação…

        • Miguel says:

          Eu disse que ele queria massificar os produtos da Apple, não que queria fazê-los de má qualidade. O iPod e mais tarde o iPhone foram de facto produtos de massas. O Mac nem tanto.

      • Zé Fonseca A. says:

        massas elitistas != massas

      • Zé Fonseca A. says:

        Why Steve Jobs Despised CES

        Jobs’ disdain for CES stemmed not from a desire to discourage innovation, but from a belief that much of what the event represented fell short of meaningful innovation. While there isn’t a direct quote from Jobs about CES, his ethos was summed up in his broader philosophy. Jobs often expressed disdain for “tech for tech’s sake,” which aligns with his preference for products that solved real problems rather than showcasing technology that lacked user-centric purpose.

        His reasons offer a high bar for founders to consider:

        Lack of Focus on User Experience
        Jobs felt CES was more about showing off technical specs than delivering transformative products. At Apple, the focus was always on creating seamless, user-friendly solutions that integrated hardware, software, and services. Impressive specs mean little without an exceptional user experience.
        Apple’s Unique Marketing Philosophy
        Unlike CES, which is crowded with competing brands, Jobs preferred controlled and exclusive product launches (e.g., Macworld, WWDC). This allowed Apple to control the narrative and ensure its innovations stood out. Think carefully about how and when to showcase products—context matters.
        Avoiding Industry Conformity
        CES often showcases “me-too” products—copycat versions of existing trends. Jobs was relentless about thinking differently and leading rather than following. Are these companies creating something truly original or just riding a wave?
        Aversion to Overhype
        Many CES announcements overhype technologies that are unfinished or impractical. Jobs only revealed products that were polished and ready to ship, ensuring they met consumer expectations. The goal is to deliver value, not just hype.
        Focus on Consumer-First Innovation
        Jobs criticized products at CES that prioritized flashy features over solving real problems. Apple succeeded by redefining categories like smartphones and tablets with thoughtful, consumer-first innovation. Products must aim to solve meaningful problems, not just showcase technology for technology’s sake.
        Competing Against Mediocrity
        Jobs reportedly found CES uninspiring because many exhibitors presented incremental upgrades or generic ideas. Apple’s strategy was to stand apart with iconic, category-defining products. Always think big and strive for excellence, even in crowded markets.

        • Max says:

          A Apple, de Tim Cook, dá um grande valor ao seu ecosistema de produtos e serviços.
          Quanto mais cedo apanhar o cliente para o seus sistema mais fácil é fidelizá-lo para continuar a comprar. E o que não há dúvida é que todos os estudantes precisam de um portátil. Há portáteis baratos e Chromebooks para estudantes. É esse o principal alvo do “MacBook barato”. E pessoas que não tenham grandes exigências quanto ao uso do computador.
          Parece-me uma boa aposta. E não, o “MacBook barato” não é o mesmo que um iPad.
          Quanto à qualidade, espera-se que seja “qualidade Apple/ sucesso garantido”.

          • Zé Fonseca A. says:

            Eu quando antes de entrar para a faculdade trabalhei o verão todo para comprar um PowerBook, e comparativamente com o custo de vida hoje era bem mais difícil na altura ter um Mac, dinheiro nunca é problema para quem quer algo, vão arranjar sempre forma de o obter

          • Zé Fonseca A. says:

            Qualidade Apple? Lol.. claramente és novo no mundo Apple, qualidade perdeu-se nos PB PPC, tive quase todas as gerações de portáteis mac e acho que tens de ir revisitar a história dos macs, começa pelo crackbook.. lol.. só mais recentemente a Apple voltou a ter qualidade mas mesmo assim muito longe dos belos PowerBook

          • Vítor M. says:

            Não é ele que é novo, tu é que és distraído. 😉 Não tenhas dúvida quanto à qualidade Apple. Basta abrires um Mac e um PC da marca que escolheres. Depois falas de coisas sem nexo. Dizer que a qualidade da Apple “acabou nos PowerBook PPC” é uma visão muito seletiva da história (e sem nexo causal). Os PowerBook G4 eram excelentes máquinas, ninguém discute isso, mas a evolução dos portáteis da Apple não parou aí.

            O argumento do “crackbook” refere-se a um modelo específico, o MacBook branco em policarbonato, que era a gama de entrada e teve problemas conhecidos na carcaça. Usar esse exemplo para avaliar toda a qualidade da Apple é ignorar o que veio depois. E ter uma visão pequenina!

            Em 2008, a Apple introduziu os MacBook Pro unibody em alumínio, fabricados a partir de um único bloco de metal. Este design tornou-se uma referência na indústria e foi amplamente copiado por outros fabricantes. Hoje, com os MacBook com Apple Silicon, a Apple voltou a elevar o nível, combinando construção sólida com uma eficiência e desempenho que praticamente nenhum portátil no mercado consegue igualar.

            Os PowerBook foram icónicos, sem dúvida. Mas a história dos portáteis da Apple é bem mais longa e rica do que ficar preso a uma nostalgia seletiva. E isso perdeu-se na tua distração 😉

          • Zé Fonseca A. says:

            “Random Shutdown Syndrome” (2006 MacBook): The first plastic MacBooks were plagued by a defect where the computer would abruptly power off due to a faulty internal sensor cable shorting out.
            NVIDIA Graphics Failures (2007–2008 MacBook Pro): A widespread manufacturing defect in NVIDIA 8600M GT chips caused thousands of MacBook Pros to suffer from total video failure.
            Cracking Plastic (2006–2009 MacBook): The white and black plastic “unibody” models frequently developed cracks in the palm rest and around the hinges.
            GPU Capacitor Failure (2010 MacBook Pro): The 15-inch model often suffered from kernel panics (crashes) when switching between integrated and dedicated graphics, caused by a failing C9560 capacitor on the logic board.
            Hinge Wi-Fi Issues (2009–2010): The Wi-Fi card was located in the display hinge, making the connection prone to failure or signal loss due to physical wear from opening the lid
            Butterfly Keyboards (2015–2019): Perhaps the most infamous issue, these ultra-thin keys frequently stuck, failed to register, or typed double characters due to even microscopic dust particles.
            Flexgate (2016–2018): Fragile display cables in certain MacBook Pro models would fray from repeated opening and closing, leading to a “stage light” effect at the bottom of the screen or total backlight failure.
            Staingate (2012–2017): The anti-reflective coating on Retina displays would peel or delaminate, resulting in permanent, unsightly stains on the screen.
            Thermal Throttling (2018–2019): High-end Intel Core i9 models struggled with extreme heat, causing the system to drastically slow down to prevent damage.
            GPU Failures (2011–2013): Specific 15-inch and 17-inch MacBook Pros suffered from faulty graphics chips that caused screen glitches, system freezes, or failure to boot.
            Battery Swelling: Primarily affecting 2015 and older Intel models, failing batteries could physically expand, warping the chassis or preventing the trackpad from clicking.
            USB-C/Charging Faults (2016–2019): Faulty controller chips (specifically the CD3215) in newer USB-C models often led to charging failures or ports completely stopping work.
            SSD and Logic Board Failures: Some models, such as the 2017 non-Touch Bar MacBook Pro, had high rates of SSD failure, leading to data loss and requiring a full logic board replacement.

            chega? 😀

          • Zé Fonseca A. says:

            toda a minha vida tive macs e desde o meu G4 os unicos com que nunca tive problemas foram os Ms

  9. guilherme says:

    Isto é para os putos do secundário irem ao Facebook correcto?

  10. ºOº says:

    Este produto mata qualquer tablet que seja.

  11. Uxatuducrl says:

    mais que suficiente para 90% dos utilizadores

  12. José says:

    Hum, não encontro na Apple que as portas são thunderbolt, são USB-2 / USB-3. Ainda é uma diferença grande.

    • Uxatuducrl says:

      Para o segmento a que se destina apenas vão ser usadas para carregamento da bateria… nem sequer sabe o que é o thunderbolt. Quem precisa de thunderbolt é utilizador de air ou pro… ou ate mesmo so do pro.

  13. Carlos says:

    Eu já tenho algo NEO cá em casa. Tira cafés
    Bom fim de semana.

  14. GG says:

    A Apple tem um excelente design e trackpad, mas ‘qualidade’ não é só estética. Se fores para a gama Lenovo ThinkPad , tens um portátil de fibra de carbono mais leve e resistente que qualquer MacBook, com certificação militar. Se fores para a gama HP EliteBook ou Z, tens segurança de hardware e uma facilidade de reparação que a Apple bloqueia propositadamente. A Apple é líder em ‘status’, mas em engenharia de precisão para trabalho pesado, Lenovo e HP estão ao mesmo nível ou acima

    • Vítor M. says:

      Errado. O teu comentário mistura factos com perceções e algumas simplificações. Há vários pontos que podem ser desmontados com contexto técnico.

      “Qualidade não é só estética”

      É verdade que qualidade não é apenas design. No entanto, no caso dos MacBook, o design está diretamente ligado à engenharia. A Apple utiliza chassis unibody em alumínio CNC, produzidos a partir de um único bloco de metal. Isto reduz pontos de tensão, melhora a rigidez estrutural e permite tolerâncias muito apertadas. Não é apenas uma escolha estética, é também uma escolha de engenharia estrutural e térmica.

      Além disso, a integração entre hardware, sistema operativo e processador Apple Silicon permite eficiência energética, gestão térmica e desempenho por watt que muitos portáteis x86 ainda não conseguem igualar. Os Macs são atualmente os melhores computadores do mercado.

      “ThinkPad de fibra de carbono mais resistente”

      Os ThinkPad utilizam frequentemente fibra de carbono ou magnésio, o que é uma boa solução estrutural. Contudo, isso não significa automaticamente que sejam mais resistentes que um MacBook. A Apple também utiliza ligas de alumínio de elevada rigidez e faz testes estruturais intensivos. A resistência depende do design global da estrutura, não apenas do material. Há inclusive testes independentes que mostram que os MacBook têm excelente resistência à torção e flexão.

      Quanto à certificação militar (MIL-STD-810), é importante perceber o contexto (não basta mandar a pescada para a mesa). Essa certificação não significa que o equipamento seja “militar”, apenas indica que passou alguns testes ambientais específicos definidos pelo fabricante. Muitas vezes são testes selecionados e realizados em laboratório próprio. 😉

      “Segurança de hardware superior nos HP”

      Os HP EliteBook e Z têm boas soluções de segurança corporativa, como HP Sure Start ou BIOS com proteção avançada. Contudo, a Apple também tem uma arquitetura de segurança muito robusta. Nos Mac modernos existe uma cadeia completa de segurança com Secure Enclave, arranque verificado (Secure Boot), encriptação por hardware e isolamento de memória. Nos Apple Silicon, estas funcionalidades estão integradas diretamente no SoC.

      Em muitos cenários, a segurança baseada em hardware da Apple é considerada uma das mais fortes do mercado de consumo.

      “A Apple bloqueia reparações”

      A Apple tem sido criticada por políticas de reparação e emparelhamento de componentes, e essa crítica tem fundamento em alguns casos. Contudo, também há contexto técnico. Muitos componentes são emparelhados para garantir segurança biométrica, integridade do sistema e calibração de sensores. Nos últimos anos, a empresa começou a abrir mais o processo com o programa Self Service Repair.

      Por outro lado, vários fabricantes empresariais também têm peças proprietárias e firmware bloqueado. A diferença é que a Apple vende muito mais no mercado de consumo, o que torna a discussão mais visível.

      “Apple é status, Lenovo e HP são engenharia”

      Esta é provavelmente a parte mais fraca do teu argumento. Os MacBook com Apple Silicon demonstraram avanços claros em arquitetura de processadores, eficiência energética, integração de memória e design térmico. Isto é engenharia profunda, não apenas imagem de marca.

      Lenovo, HP, Dell e Apple são todos fabricantes com engenharia forte, mas cada um otimiza para mercados diferentes. ThinkPad e EliteBook são focados em ambientes empresariais modulares. Os MacBook focam-se na integração total de hardware e software.

      Reduzir a Apple a “status” ignora grande parte da inovação técnica que tem introduzido nos últimos anos. É uma cultura do achismo com fraca perceção da realidade.

      • GG says:

        O teu comentário levanta pontos válidos sobre a engenharia da Apple, mas comete o erro de assumir que o conceito de “qualidade” é universal e se resume à integração SoC e ao alumínio fresado. Quando falamos de máquinas empresariais (ThinkPad, HP EliteBook/ZBook), “qualidade” mede-se em uptime, resiliência no mundo real e facilidade de manutenção. Vamos desmontar a perspetiva com factos técnicos:

        Vamos por partes o alumínio CNC da Apple é excelente para rigidez, mas é péssimo para absorção de impacto. Quando um MacBook cai, o chassi de alumínio transfere a energia cinética diretamente para o vidro do ecrã ou amassa de forma permanente. Os ThinkPad usam fibra de carbono, magnésio e polímeros reforçados precisamente porque estes materiais absorvem o impacto e fletem sem quebrar os componentes internos. Além disso, a engenharia de um ThinkPad inclui teclados resistentes a derrames de líquidos com canais de drenagem que atravessam a motherboard — um nível de tolerância a falhas do mundo real que um chassi unibody da Apple não oferece.Justificar o bloqueio de componentes (serialization) com “segurança biométrica” é uma simplificação que a própria indústria de reparação já desmentiu. Emparelhar ecrãs, baterias ou teclados por software não protege os dados do utilizador (que estão encriptados no chip de armazenamento e protegidos pelo Secure Enclave); serve apenas para monopolizar o ecossistema de reparação. O programa Self Service Repair da Apple é amplamente reconhecido na indústria como uma medida de relações públicas com custos proibitivos e processos burocráticos. Num HP EliteBook ou num ThinkPad, a equipa de IT abre a máquina com parafusos standard, troca uma bateria, RAM ou SSD NVMe em 5 minutos, e a máquina volta ao trabalho. Isto é qualidade empresarial. Sobre os melhores do mercadoO Apple Silicon é um triunfo absoluto em performance por watt e eficiência térmica, não há dúvida. No entanto, o “melhor” depende do use case. Os chips base da Apple (M1/M2/M3) têm limitações de hardware ridículas para o preço, como suportar apenas um monitor externo nativamente ou virem com 8GB de RAM soldados e não expansíveis numa máquina de 2024. O mundo da engenharia e corporate não vive só de eficiência energética; vive de virtualização x86 nativa, expansibilidade de memória, portas standard e flexibilidade de I/O. O Secure Enclave da Apple é excelente, mas não ofusca a inovação da concorrência.
        O HP Sure Start, por exemplo, é o primeiro BIOS com capacidade de auto-recuperação do mundo. Se um ataque de ransomware ou um erro corromper o BIOS/UEFI, a máquina deteta, isola e restaura o firmware original a partir de um chip isolado na motherboard, sem intervenção do utilizador. São abordagens diferentes, mas assumir que a segurança dos HP empresariais fica atrás da Apple demonstra desconhecimento de arquiteturas de segurança corporativa.

        Reduzir a Apple a “status” pode ter sido uma simplificação da minha parte, pois existe muita engenharia de ponta lá dentro. Mas reduzir a engenharia da Lenovo e da HP a “menos resistentes” ou sugerir que a abordagem da Apple é superior em toda a linha é ignorar décadas de necessidades específicas do mercado empresarial. A Apple otimiza para o luxo, integração e eficiência; a HP e a Lenovo otimizam para a pragmatismo, resiliência e continuidade de negócio. São ligas diferentes com definições de “qualidade” diferentes.

        • Vítor M. says:

          Bom, concordo e discordo de algumas coisas que escreveste, e outras vão ao encontro do que referi. Mas, mesmo assim, achoq ue simplificaste demais e aponto alguns equívocos técnicos. Parece-me que estás a misturar conceitos corretos com conclusões exageradas ou descontextualizadas.

          Materiais e resistência estrutural

          A ideia de que alumínio CNC é “péssimo para absorção de impacto” é uma simplificação, não é verdade nua e crua. O alumínio usinado (unibody) tem duas vantagens claras na engenharia de portáteis:

          – elevada rigidez estrutural
          – distribuição uniforme de tensões

          Quando um MacBook sofre impacto, o chassi rígido ajuda a manter alinhamento estrutural da motherboard e do ecrã, reduzindo torções internas. Já materiais compósitos como fibra de carbono ou polímeros reforçados, usados em alguns ThinkPad, privilegiam flexibilidade e leveza, mas não são automaticamente superiores em resistência global. São abordagens de engenharia diferentes, cada uma com compromissos.

          Além disso, a Apple também usa ligas de alumínio específicas com reforços internos, não sendo simplesmente “uma peça rígida que transmite impacto”.

          Derrames de líquidos

          Os canais de drenagem nos ThinkPad são reais e úteis em ambientes industriais ou corporativos. No entanto, isso não significa que os MacBook estejam desprotegidos.

          Aliás, muitos modelos incluem isolamento de componentes críticos e layout interno pensado para minimizar contacto direto com líquidos. Ou seja, são estratégias diferentes de mitigação de risco, não uma ausência de engenharia.

          Serialização de componentes

          A afirmação de que a serialização existe “apenas para monopolizar reparações” ignora motivos técnicos reais, estás a deixar-te levar pelo argumento fácil do barulho.

          É sabido que o emparelhamento de componentes está ligado a:

          – calibração de sensores (por exemplo, True Tone no ecrã)
          – segurança biométrica (Touch ID ligado ao Secure Enclave)
          – integridade do sistema

          É legítimo discutir o impacto desta abordagem no direito à reparação, mas afirmar que não tem qualquer função técnica é incorreto. Estás errado.

          Reparabilidade no mundo empresarial

          É verdade que ThinkPad e EliteBook são mais fáceis de reparar. Isso resulta de uma filosofia de design orientada para departamentos de IT que fazem manutenção interna. Mas essa vantagem vem com compromissos:

          – chassis menos compactos
          – menor integração
          – maior consumo energético

          A Apple segue um modelo diferente: integração máxima para eficiência e performance. Não é uma falha de engenharia, é uma prioridade de design distinta.

          Apple Silicon e limitações

          Os primeiros chips Apple Silicon tinham limitações como suporte limitado de monitores externos nos modelos base. Contudo, caracterizar isso como “ridículo” (que diz que desconheces a realidade atual) ignora que:

          – os chips oferecem desempenho por watt sem equivalente na indústria
          – a arquitetura unificada de memória reduz latências
          – a eficiência permite autonomia muito superior

          Em ambientes móveis, estas características têm impacto direto na produtividade. E por isso são considerados os melhores portáteis do mercado.

          Segurança empresarial

          Sim, concordo, o exemplo do HP Sure Start é válido e mostra inovação em firmware. No entanto, não coloca automaticamente a segurança da Apple em segundo plano. Longe disso!

          A arquitetura de segurança da Apple inclui:

          – Secure Enclave dedicado
          – arranque verificado em cadeia de confiança
          – encriptação total por hardware

          São modelos de segurança diferentes, ambos avançados. E não temos dúvidas que a Apple a cada ano está mais segura e com um reforço maior na privacidade a todo o plano (estrutural, hardware e software).

          Portanto, o teu comentário tenta estabelecer uma dicotomia entre “luxo da Apple” e “pragmatismo empresarial de HP e Lenovo”. Na prática, a realidade é mais complexa e erras totalmente porque ignoras essa complexidade.

          Se reparares bem, a Apple privilegia:

          – integração vertical
          – eficiência energética
          – controlo total do hardware e software

          HP e Lenovo privilegiam:

          – modularidade
          – reparabilidade
          – manutenção rápida em ambientes corporativos

          Nenhuma destas abordagens é intrinsicamente superior. São estratégias de engenharia orientadas para mercados e prioridades diferentes.

          O erro do teu argumentário é transformar essas diferenças em juízos absolutos sobre “qualidade”, quando na verdade se tratam de compromissos de design. 😉 O mercado diz-nos que não é bem assim.

  15. GG says:

    Ainda faltava este ponto, o teu argumento sobre a certificação militar tem uma ponta de verdade, mas falha redondamente na conclusão. É óbvio que a norma MIL-STD-810H não transforma o portátil num equipamento de regimento de infantaria. No entanto, desvalorizar isto como “testes selecionados pelo fabricante” revela um profundo desconhecimento sobre como funciona o mercado corporate e a contratação pública.

    Quando por exemplo a Lenovo ou a HP certificam uma máquina, o design é pensado de raiz para sobreviver a mais de 20 procedimentos rigorosos (choque mecânico, vibração contínua, poeiras e areia, humidade extrema e choque térmico). E não, não é apenas “marketing de laboratório próprio”: grandes corporações e governos exigem o cumprimento destas normas nos cadernos de encargos, o que obriga a validações auditáveis e, frequentemente, a certificações por entidades independentes.

    A verdadeira questão aqui não é a semântica da palavra “militar”, mas sim o facto de a Apple não oferecer qualquer garantia ou standard semelhante. Se usares um MacBook num ambiente de alta humidade, ou se houver condensação, os sensores internos de humidade (LCI) disparam e a Apple anula-te a garantia na hora. Um ThinkPad ou ZBook é desenhado e certificado para operar nesses exatos ambientes de forma fiável. “Mandar a pescada para a mesa” é tentar equiparar um chassi de consumo a uma máquina cujo design térmico e estrutural tem de garantir continuidade de negócio numa plataforma petrolífera ou num estaleiro de obras. São campeonatos diferentes. Usei Apple durante muitos e largos anos, até ao momento em que o “Think Different” — que surgiu precisamente para combater o “Think” da então IBM — se inverteu, estagnou na sua própria bolha restritiva e deixou de fazer sentido prático.

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