A Apple confirmou os primeiros despedimentos desde que John Ternus assumiu a liderança da empresa, a 1 de setembro, sucedendo a Tim Cook após 15 anos no cargo.

De acordo com Mark Gurman, jornalista da Bloomberg conhecido pelas suas fontes internas na Apple, na newsletter Power On, um pequeno grupo de colaboradores ligados ao áudio da Fitness+ foi dispensado na última semana, entre os quais elementos das equipas responsáveis pelos programas Time to Walk e Time to Run. Segundo Gurman, as novas edições destes conteúdos vão passar a sair com menor frequência, ainda que não estejam, para já, a ser descontinuadas.
Estes cortes surgem separados dos despedimentos registados em agosto nas equipas da Siri e dos Vision Pro, e são descritos como a primeira redução efetiva de pessoal na Fitness+.
Porque é que a Fitness+ está a ser alvo de cortes
O problema central da Fitness+ prende-se com a rentabilidade. Ao contrário de outros serviços do ecossistema Apple, como o Apple Music ou o iCloud, a Fitness+ nunca conseguiu atingir uma escala relevante de subscritores, sendo apontada como um dos elos mais fracos da oferta de serviços da empresa, mesmo depois de integrada no pacote Apple One.
Desde o ano passado que a Apple tem reavaliado o funcionamento do serviço, um processo que já produziu novidades como a dobragem automática de vídeos de treino através de Inteligência Artificial, introduzida em dezembro de 2025, mas que Gurman sempre apontou como um caminho que incluiria também reduções de pessoal.
Ainda assim, o insider da Bloomberg continua a considerar pouco provável que a Apple opte pelo cancelamento total da Fitness+, defendendo que o impacto negativo junto dos utilizadores ultrapassaria a poupança gerada por essa decisão.
Uma hipótese que o jornalista coloca é a eventual integração do serviço na aplicação Saúde, agora reformulada. Afinal, a Fitness+ passou a estar sob a alçada de Eddy Cue, responsável pelos serviços da Apple, e de Sumbul Desai, responsável pela área da Saúde. Contudo, para já, mantém-se como um serviço autónomo, ainda que com uma equipa mais reduzida.

Estes despedimentos marcam uma mudança de rumo na era Ternus?
Apesar de estes serem os primeiros despedimentos anunciados sob a liderança de Ternus, tudo aponta para que não representem uma alteração de estratégia por parte do novo diretor-executivo.
Cortes semelhantes, nomeadamente nas equipas ligadas à Siri e ao Vision Pro, já tinham sido implementados em agosto, ainda durante o mandato de Tim Cook, sugerindo que esta decisão se insere numa reorganização que já estava em curso antes da transição de liderança, e não numa nova política definida por Ternus.


















