Renault: carros elétricos compactos dão mais lucro que os modelos maiores
O diretor-executivo da Renault revelou que os elétricos compactos R5, R4 e Twingo estão a gerar margens superiores às dos modelos maiores, como o Megane ou o Scenic, uma inversão da lógica habitual do mercado automóvel.
Durante décadas, a regra no setor automóvel ditou que, quanto maior o carro, maior a margem de lucro.
Os modelos do segmento C, mais espaçosos e mais caros, sempre garantiram às marcas retornos mais robustos do que os compactos.
No entanto, segundo Francois Provost, diretor-executivo do Grupo Renault, essa lógica já não se aplica quando falamos de elétricos.
Em declarações ao jornal francês Les Echos, citadas pela Reuters, Provost afirmou que a Renault está a registar margens positivas nos seus elétricos mais pequenos. Aliás, superiores às dos modelos de gama mais alta.
Estamos a conseguir margens positivas no R5, R4 e Twingo, margens que são superiores às do Megane ou do Scenic, mesmo estes pertencendo a um segmento superior.
Partilhou o responsável ao jornal francês, conforme citado.
A afirmação ganha ainda mais relevância quando consideramos que as fabricantes europeias têm apontado o dedo à regulação complexa do setor e a uma cadeia de fornecimento de baterias ainda pouco madura como principais entraves à rentabilidade dos veículos elétricos, especialmente face à concorrência agressiva das marcas chinesas.
Renault 5 tornou-se um sucesso de vendas
Lançado no final de 2024, o Renault 5 E-Tech rapidamente se tornou um dos elétricos mais vendidos na Europa. Segundo dados citados pela InsideEVs, o modelo já ultrapassou as 100.000 unidades vendidas e lidera atualmente o segmento B no mercado europeu.
Além disso, a mesma fonte escreveu que as vendas de veículos totalmente elétricos da Renault dispararam cerca de 72% em 2025, passando a representar mais de 20% das vendas totais de ligeiros de passageiros da marca, com o R5 a ser o principal motor deste crescimento.
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Interessante, segundo a teoria do Elon Musk é precisamente o contrário… Segundo ele não compensa construir carros pequenos elétricos, mas sim carros desportivos (Tesla). São pontos de vista diferentes.
Não é somente o Elon, lê a noticia na Reuters:
“European carmakers have frequently said cumbersome regulations in Europe and an immature battery supply chain make it hard to turn a profit on electric vehicles, particularly with fierce competition from Chinese”
A produção na China foi preparada (e bem), mesmo antes de começarem a lançar carros a toda a força. Aliás, antes de terem os carros já tinham boas bases nas baterias, p.e. Na Europa os construtores são os principais culpados. Não só não atacaram o problema como ainda tentaram engonhar tudo. E quando deram por ela tinham sido ultrapassados e as empresas chinesas controlas as principais linhas de fornecimento.
Zé. Não foi bem assim, mas estás quase lá perto, da informação correta. A China entrou em massa nas empresas europeias há coisa de 17 anos atrás, muitas delas já têm controlo maioritário de empresas Chinesas, o simples facto de isso acontecer, atrasou o desenvolvimento das empresas europeias, chama-se a isso “aquisição assassina”, agora, não há nada a fazer porque perdemos a nossa identidade.
São também 2 filosofias de trabalho diferentes. A Tesla nasceu de raiz para fazer carros elétricos, tanto na tecnologia como na concessão das fábricas. A Renault ainda faz carros elétricos, em boa parte, à “moda antiga”. Pode ser por aí que se vejam as diferenças. Também pode ser só conversa, tanto de um lado como do outro.
Em lucro compensa mais os maiores mas os mais pequenos são citadinos e onde os elétricos brilham. Fora da cidade híbrido ou gasolina são superiores
Superiores em lucro para os fabricantes ?
Em quê?
Nos combustíveis e peças, e para o sector das oficinas.
Depende das contas. Vender 1 veículo a 15% dà menos lucro que vender 2 a 10% de lucro.
Assim como 10% num carro de 50.000 é mais que 15% de um de 25.000.
A margem pode ser maior e o lucro menor.
Uma coisa é dar mais lucro para aquele modelo. Outra é dar mais lucro por cada carro vendido. E aí os gajos da Renault já disseram que preferiam menos volumes mas com maiores margens.
Vendem em França e noutras cidades grandes da europa porque a maioria das pessoas que por lá mora, são residentes e trabalhadores o ano todo, não são como nós portugas que gostamos de ir visitar a família ou ir de férias para o algarve. Esses carros elétricos, tem baterias muito pequenas, 45 a 50 kwh que em termos líquidos se traduz em 45 a 40kwh uteis, que dão na melhor das Hípotes, para fazer 200 kms (esqueçam o wltp), para nós portugas, que andamos sempre a medir o dito, um carro que não marque 800 km de média, já não presta!
Claro que sim… Estão a vender carros de Segmentos inferiores ao preço dos Segmentos superiores! Desde quando se justifica um Twingo base ser vendido a 20 mil euros! Ou um R5 a 35 mil…ou um R4 quase nos 40 mil!
E por que razão achas tu que os preços não estão de acordo com o que o produto oferece? Ora explica-me a ver se te dou razão.
E por que razão achas tu
E por que razão achas tu