EUA têm uma nova arma para “abater” satélites… e não dispara um único tiro
Os satélites são uma peça-chave da tecnologia moderna, tanto na vida civil como nas operações militares. Durante décadas, a forma mais eficaz de os neutralizar passava pela sua destruição. Agora, os Estados Unidos apostam numa abordagem completamente diferente: uma arma antissatélite que não dispara mísseis nem cria detritos espaciais.
Sim, destruir satélites tem um enorme inconveniente. Os destroços permanecem em órbita durante anos, representando uma ameaça para outras missões espaciais.
Os Estados Unidos têm agora uma alternativa. Chama-se Meadowlands e é uma arma antissatélite que não dispara mísseis nem projéteis. Em vez disso, utiliza guerra eletrónica para “silenciar” satélites.
Meadowlands: neutralizar sem destruir
O Meadowlands é um sistema terrestre desenvolvido para a Força Espacial dos Estados Unidos com o objetivo de interferir nas comunicações entre satélites e as respetivas estações em terra.
Ao contrário das armas antissatélite convencionais, que recorrem a mísseis para destruir fisicamente um alvo em órbita, este sistema emite sinais de rádio capazes de bloquear ou degradar as ligações de comunicação.
O satélite continua intacto, mas deixa de conseguir transmitir ou receber informação de forma eficaz.
Na prática, é uma forma de retirar temporariamente um satélite de operação sem provocar uma explosão no espaço.
O problema dos detritos espaciais
A destruição de satélites em órbita tem consequências que vão muito além da perda do equipamento. Cada impacto gera milhares de fragmentos que continuam a viajar a velocidades superiores a 25 mil quilómetros por hora.
Esses destroços representam um risco para outros satélites, missões espaciais e até para a Estação Espacial Internacional.
Um dos exemplos mais conhecidos ocorreu em 2007, quando a China destruiu um dos seus próprios satélites durante um teste militar, criando uma enorme nuvem de fragmentos que ainda hoje permanece em órbita.
Outros países, incluindo os Estados Unidos, a Rússia e a Índia, também realizaram testes semelhantes, contribuindo para o aumento do lixo espacial.
É precisamente este problema que o Meadowlands procura evitar.
Como funciona esta “arma invisível”
O sistema recorre à guerra eletrónica para interferir com as frequências utilizadas pelos satélites.
Dependendo da missão do alvo, pode impedir comunicações militares, dificultar operações de reconhecimento ou interromper a transmissão de dados entre um satélite e as forças no terreno.
Uma das grandes vantagens é que o efeito pode ser temporário. Quando a interferência termina, o satélite poderá voltar a operar normalmente, desde que não tenha sofrido qualquer outro tipo de ataque.
Esta abordagem oferece também maior flexibilidade estratégica, permitindo neutralizar capacidades específicas sem destruir uma infraestrutura espacial que poderá voltar a ser útil no futuro.
O espaço tornou-se um domínio militar
A criação da United States Space Force, em 2019, confirmou aquilo que há muito era evidente: o espaço passou a ser considerado um domínio de combate, tal como a terra, o mar, o ar e o ciberespaço.
Hoje, praticamente todas as operações militares modernas dependem de satélites para navegação, comunicações seguras, deteção de lançamentos de mísseis, vigilância e recolha de informações.
Por isso, em vez de apostar apenas em armas cinéticas, as grandes potências estão a investir em tecnologias capazes de limitar ou impedir a utilização dessas infraestruturas sem recorrer à sua destruição física.
Uma nova abordagem à guerra espacial
O Meadowlands representa uma nova forma de atuação no espaço. Em vez de destruir satélites e gerar detritos espaciais, recorre à interferência eletrónica para os neutralizar temporariamente.
Com cada vez mais satélites em órbita, esta poderá tornar-se a estratégia dominante nas futuras operações espaciais.























Olha um DoS espacial!!
Quando é que joga a Epanha mesmo?
hoje é a frança que joga com os marroquinos
Neste caso….será mais um jammer orbital
Se fossem outros a faze-lo é que não podia ser, mas ELES podem!!!
pois…é um big brother e eles mandam em tudo. São uns iluminados…
Infelizmente neste Planeta são os alucinados que fazem o futuro da nossa raça mas …. vai haver no futuro … nalgum tempo mais ou menos próximo …. que os sobreviventes vão chorar pelo Trump e pelos EUA quando estiverem sob a pata dos senhores que se seguem e que todos sabemos quem são … mas aí já será tarde demais …
Consegue explicar??? a partir do momento que um pais pode mandar noutro pais soberano, acha que esta certo? tem bases militares por todo mundo e é pela bondade?? acha mesmo que eles se preocupam com o povo cubano, venezuelano, iraniano e afins??? nao tire as palas, nao!!!
Eu … estou mais preocupado em ver o Ocidente e a sua cultura a subsistir do que angústias que nesta época já são tretas como a liberdade, privacidade e outras tretas que já existiram mas que já não existem nem vão existir mais ! Mas pronto …. ainda há quem acredite no Pai Natal e no Jardim da Celeste …
Qual cultura do Ocidente? A do capitalismo neoliberal? Essa ainda vai durar alguns dias, mas tem os dias contados. E não vai deixar saudades. O legado dela é o aquecimento global, o envenenamento dos oceanos pelo plástico, o desflorestamento e a penúria dos recursos naturais. Não vai resistir ao fim do mito do crescimento económico ilimitado.
Agora se os outros gastam dinheiro em armas, cai o Carmo e a Trindade.
Vão-nos matar, acudam…
Agora os EUA gastarem mais que todos os outros juntos, aí sim, está bem.
Pelo que dá a entender pelo artigo, estão a usar os métodos que os Russos usam.
O Irão também usou, a Guerra Electrónica contra a starlink.
Os EUA não teem grande problema porque ainda ninguém militarizou o espaço, da forma que os EUA fizeram.
todos teem satélites, mas não automatizaram tudo, de forma massificada.
Teoricamente, nem é legal faze-lo.Segundo as leis do Espaço, mas os EUA violam as Leis todas…
O que os EUA, podia fazer, era retirar a uber,glovo, e afins, arranjar forma de as mesmas deixarem de traficar escravos, para os PAíses onde operam.
Isso sim dava-nos uma ajuda.
Pelo que percebi, trata-se apenas de impedir as comunicações por meio de interferência radioelétrica, algo banal que se faz na Terra corriqueiramente. Para o caso dos satélites só será necessário reduzir o ângulo de abertura do feixe de emissão e aumentar a potência, digo eu, mas não percebo nada do assunto.