UE diz adeus aos frasquinhos de gel de banho nos hotéis, e há outras regras a caminho
A partir de 2030, os frasquinhos de champô, gel de banho e sabonete que se encontram nos hotéis vão desaparecer da União Europeia (UE). A medida é apenas um dos pontos de um regulamento europeu muito mais vasto, que vai mudar por completo a forma como lidamos com embalagens.
A partir de 1 de janeiro de 2030, a UE vai proibir as embalagens individuais em hotéis e alojamentos turísticos, incluindo alojamento local.
A base legal está no artigo 25.º do Regulamento (UE) 2025/40, e a alternativa passa por dispensadores recarregáveis fixos, uma solução que já é usada por muitas unidades hoteleiras como forma de reduzir custos e desperdício.
Entretanto, a mesma lógica de combate ao "descartável" estende-se a outras embalagens do dia a dia, como saquetas individuais de ketchup e outros molhos, monodoses de açúcar, leite, manteiga ou compotas servidas em restaurantes e cafés, ou certos recipientes de plástico usados para fruta fresca vendida sem embalagem.
Um regulamento muito maior
O fim dos champôs de hotel é apenas um exemplo concreto e visual de uma reforma legislativa de fundo, concretizada por via do Regulamento (UE) 2025/40, mais conhecido pela sigla inglesa PPWR - Packaging and Packaging Waste Regulation, publicado pela UE em janeiro de 2025.
Este regulamento passa a controlar todas as embalagens colocadas no mercado europeu e todos os resíduos delas resultantes, substituindo a antiga Diretiva 94/62/CE, que já tinha mais de 30 anos e, segundo a própria Comissão Europeia, tinha deixado de conseguir travar o crescimento constante do lixo de embalagens.
Ao contrário de uma diretiva, que cada país pode adaptar à sua maneira, um regulamento aplica-se de forma direta e igual em todos os Estados-Membros. Na prática, isto significa regras únicas para quem produz, importa ou vende embalagens na UE, sem margem para interpretações nacionais diferentes.
Então, o que mais vai mudar, além do fim dos frasquinhos nos hotéis?
O PPWR entrou em vigor em fevereiro de 2025, mas muitas das suas medidas só se torna obrigatória a partir de agosto de 2026, com a exceção da proibição nos hotéis, reservada para 2030. Entre as principais apostas do regulamento estão:
- Menos espaço vazio, menos desperdício - combate à sobre-embalagem de produtos, uma prática comum em encomendas online.
- Tudo reciclável até 2030 - todas as embalagens colocadas no mercado da UE terão de ser recicláveis de forma economicamente viável.
- Rotulagem harmonizada - um sistema de ícones comum a toda a Europa, pensado para facilitar a separação correta do lixo pelos consumidores.
- Mais reutilização - metas concretas de reutilização para setores como a restauração e o retalho, com sistemas de depósito e devolução para determinados tipos de embalagem.
- Regras mais apertadas para compostáveis - só serão permitidas quando trouxerem um benefício real para a gestão de resíduos orgânicos.
- PFAS fora dos alimentos - a partir de agosto de 2026, ficam proibidas embalagens de contacto alimentar com níveis elevados de substâncias per- e polifluoroalquiladas.
- Mais responsabilidade para os produtores - o princípio da responsabilidade alargada do produtor passa a abranger também os produtos embalados, e não só a embalagem em si.
Ou seja, o Regulamento (UE) 2025/40 vai obrigar hotéis, restaurantes, retalhistas e fabricantes a repensar a forma como embalam tudo o que vendem, com o objetivo de reduzir resíduos e tornar a reciclagem mais simples em toda a Europa.
Os próximos anos deverão trazer ainda mais legislação complementar a detalhar estas metas, pelo que é bom desabituar-se a trazer aquele frasquinho de champô ou de gel de banho que iria, certamente, dar jeito no futuro.
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faz todo o sentido
Faz sentido faz, qualquer dia chegas ao Hotel também tiram as colchas, edrendons pelo bem da sustentabilidade e claro a seguir vai a cama de seguida. Queres dormir num Hotel? É melhor mandares equipar o hotel com um colchão da Moviflex antes de ires para a estádia.
Que palhaçada, a seguir é o que? As cortinas? Os copos? As mesas? As cadeiras de plástico?
Claramente não leste o artigo e certamente nunca ficaste num hotel, tens de largar os aparthoteis
Proíbam os abusos nas embalagens, como as de detergente líquido de roupa onde metade da embalagem está vazia, tudo para enganar o consumidor e pensar que está a comprar algo maior do que na realidade é. É sempre melhor os dispensadores de sabonete e champô, e até sai mais barato para o hotel que assim compra por atacado e consegue um preço melhor.
Basta ler a embalagem dos detergentes para saber qual tem mais volume.
Quanto aos dispensadores, sim. Essa é uma prática cada vez mais comum.
compra capsulas, são todas do mesmo tamanho e a caixa diz o numero de unidades 😀
Por acaso faz sentido.
É pena ser preciso regular coisas óbvias, porque algumas empresas não tiram nada da cabeça…
Está bem UE. Vamos continuar a oferecer! A UE manda é na casa deles!
Quero ver como vão resolver as embalagens individuais de açúcar, manteiga…etc…
dahhh… vais passar a levar o taparuere de casa. Chegas ao super a sacas 100g de manteiga e botas no taparuere
Não tragas o açúcar de casa não
Quais embalagens individuais? Isso já nem em restaurante se usa muito menos em hotéis. Devem andar a frequentar sítios que pararam no tempo
desde quando? Os restaurantes usam ainda as caixinhas individuais de manteiga, queijo Eru, doce….
Isso é nos restaurantes rasca que o Zé não frequenta 🙂
só se forem tascas, hoje em dia é tudo manteiga caseira e patês caseiros servidos em doses individuais, isso na aldeia deve ser diferente da cidade
E nos aviões também não. Há agora acuçareiros e pacotes de manteiga familiar nas galleys para os passageiros irem buscar.
Os inúteis e incapazes preocupam-se com coisas insignificantes e sem relevãncia.
Qual será a p´roxima grande conquista da UE para salvar o mundo?
Tanta raiva para quê? Passas assim os dias, a destilar essa raiva toda? Isso faz-te mal.
A UE não quer salvar o mundo. Faz apenas o que deve ser feito. Se os outros não o fazem, isso a UE já não consegue controlar.
“Faz apenas o que deve ser feito.” A anedota do ano até ver, Lol
A piada nasce espontaneamente.
Vai deixar de haver champô e sabonete nos hotéis?
A ideia é que as embalagens pequenas sejam substituídas por dispensadores fixos e reutilizáveis, como já acontece em alguns hotéis.
Experimenta a ler o artigo.
Já não vais poder levar os frasquinhos embora para os venderes em sites de revenda. Mas ainda podes levar as toalhas.
E os chinelos 🙂
Ha alguns anos que isto se vê em qualquer hotel decente, não só na UE mas por todo o mundo, até na Ásia e EUA, no final do dia ganha o consumidor, estes hotéis começaram a adoptar produtos de nicho muito bons como bvlgari, ferramano, l’occitane, damana, byredo ou labo, até já apanhei Hermes, no final do dia o consumidor fica com um produto melhor e em maior quantidade, já tive em alguns hotéis que o resto do frasco era teu para levar para casa, ou seja o custo do frasco já estava priced in no valor do quarto.
Acho que é como tudo na vida, no segmento high end há muito que isto já se pratica e tem melhorado a satisfação do consumidor.
Sinceramente aquilo que me preocupa mais nos hotéis é a questão das toalhas, há muita gente pouco civilizada que troca de toalhas todos os dias, em especial americanos, só para não as meterem a secar entre banhos, isso é o maior desperdício de recursos que vejo nos hotéis, há muitos outros esse é mau demais, acho que deviam limitar as trocas de toalhas e roupas de cama por estadia
Isso é que era … uma barra de sabão azul e branco, mai nada!
Reciclagem, também, substituindo as esponjas de duche por uma madeira com caricas pregadas …
… e o duche será de água morna no verão e fria no inverno (nos países nórdicos permite-se o aquecimento da água apenas até ao momento em que esta passa do estado sólido a liquido).
Hoteis, sim, mas sem recurso a construção com betão (custo carbónico da produção do betão e aço utilizado na construção). Podem sempre fazer hoteis de argamassa moldada à mão.
Concordo, na Ásia a grande maioria dos hotéis já funciona assim, à muito tempo, e também já utilizam as tampas agarradas as garrafas, eu por norma levo os produtos pessoais comigo, principalmente para o cabelo, mas compreendo que há pessoas que gostam de viajar mais levezinhos e por isso faz falta ter estas coisas, acho que é preferível assim, teres recipientes maiores do que ter aqueles frasquinhos que temos de estar sempre a pedir.
ainda tens cabelo? agora é que me apanhaste na curva 😀
E comprido, ando sempre de rabo de cavalo e barba de 20 cm, feio, asseado e mau. 🙂 🙂
Olhem-me esta agora? Como é que um tipo vai recuperar o que foi gasto da estadia agora? Já era uma chatice vender fraquinhos e micro-sabonetes aos troux.. digo amigos… Temos de levar uma chave-de-fendas. É só trabalho, livra!
As prendas de Natal acabaram. Assim, não vou oferecer nada ao pessoal. Talvez a revista que a câmara municipal insiste em pôr na caixa do correio todos os meses.
E então, depois o que que o pessoal vai trazer do hotel para casa?
Deviam também passar a lavar os lençois e fronhas apenas semanalmente . A poluição causada pelos detergentes é enorme. Temos de ser mais tolerantes com a sujidade dos outros seres humanos.
se tiveres uma semana hospedada sim, mas quem só está uma noite ou duas é logico que não
Próximo passo da UE…. Todo europeu só pode ter uma refeição de 15 em 15 dias.
Andamos a gastar muitos recursos.
Claro está que para os políticos e demais quadrilha tal não se aplica porque eles gastam muita energia a roubar, perdão, a pensar…
Penso eu de que…
Sim, acabar com milhares de embalagens de plástico por dia é mau.
Deixa de ser porco.
Vão acabar os pacotes de açúcar nas chávenas de café? ☕
Quem coloca açúcar no café não deveria existir 🙂
Parece-me uma excelente ideia para inverter as alterações climáticas. Tenho outra sugestão: acabar com os preservativos de utilização única. É muito plástico que vai para o lixo desnecessáriamente. É fazer preservativos reutilizáveis ou então em papel reciclável. Fica a sugestão.
Apesar do plástico nos preservativos, o uso deles tem um impacto menor para o ambiente do que a ausência deles.