Os drones tornaram-se o verdadeiro adversário do FBI neste Mundial 2026
O número de drones apreendidos nos Estados Unidos da América (EUA) duplicou em menos de duas semanas, à medida que as autoridades reforçam a vigilância junto aos estádios e eventos ligados ao Mundial 2026.
O Federal Bureau of Investigation (FBI), que já tinha avisado os operadores de drone para se afastarem dos jogos deste Mundial, confirmou que já apreendeu mais de 600 dispositivos perto de locais relacionados com o Mundial desde o arranque da competição, a 11 de junho.
Segundo a agência norte-americana, os drones foram detetados a violar espaço aéreo restrito, o que levou à sua apreensão e, em muitos casos, à emissão de multas aos operadores.
O FBI trabalha em conjunto com operadores acreditados das forças policiais locais e estaduais, monitorizando a atividade de drones não só junto aos estádios, mas também em eventos associados, como zonas de fãs e concentrações públicas.
A responsabilidade de conhecer e respeitar essas restrições recai sobre os próprios donos dos drones, tendo em conta que é a Federal Aviation Administration (FAA) quem regula o espaço aéreo norte-americano.

Autoridades respondem a relatos de um drone não autorizado nos arredores do estádio em Inglewood, na Califórnia, no mês passado. Crédito: Caroline Brehman/Bloomberg/Getty Images, via NBC News
Casos concretos
Em Kansas City, já foram registadas 32 apreensões de drones junto a eventos do Mundial.
O procurador norte-americano R. Matthew Price alertou que voar com drones em zonas de restrição temporária de voo (em inglês, TFR) não só é ilegal, como é perigoso, sublinhando que qualquer infração será alvo de ação por parte do Departamento de Justiça.
Já em Dallas, em meados de junho, um cidadão das Honduras foi acusado de operar um drone não registado, um DJI Mini 3 PRO, nas imediações do AT&T Stadium, numa altura em que decorria um jogo e vigorava uma restrição temporária de voo. O suspeito está detido à espera de julgamento.
Segundo a NBC News, este episódio mostra a rapidez com que as autoridades norte-americanas respondem, pois, assim que o drone foi detetado, uma equipa conjunta de investigação localizou e abordou o piloto em poucos segundos.

Um drone sobrevoa o estádio de Seattle antes do jogo do Mundial entre a Bósnia e Herzegovina e o Qatar, em Seattle, no dia 24 de junho de 2026. Crédito: M Scott Brauer/ZUMA Press Wire/Shutterstock, via The Guardian
Neste Mundial 2026, as regras são claras
As restrições de voo não se limitam à duração dos jogos. De acordo com o FBI, a zona de exclusão para drones entra em vigor três horas antes de cada partida do Mundial e mantém-se ativa até três horas depois do apito final.
A janela alargada visa cobrir tanto a chegada como a saída de milhares de adeptos dos estádios.


















