Waymo prepara chegada à Europa e Portugal pode estar na rota dos robotáxis
Carros elétricos, autónomos e sem condutor, como os da Waymo, estarão já a preparar a entrada na Europa, e Portugal poderá estar no horizonte.
A expansão internacional da Waymo, empresa de condução autónoma da Alphabet (Google), acaba de dar um passo importante. Depois de consolidar a sua liderança nos Estados Unidos, a empresa está a criar uma estrutura legal na Europa e a Península Ibérica poderá tornar-se uma das portas de entrada.
Embora Portugal ainda não esteja oficialmente nos planos, a criação da Waymo Iberia em Espanha alimenta a possibilidade de o país vir a integrar uma futura expansão.
Waymo cria empresa para a Península Ibérica
Segundo registos empresariais conhecidos nos últimos dias, a Waymo constituiu a empresa Waymo Iberia SL, sediada em Espanha. Em paralelo, surgiram também as entidades Waymo France e Waymo Germany GmbH, sinalizando uma estratégia organizada para estabelecer presença em alguns dos principais mercados europeus.
Apesar de estas entidades não significarem o lançamento imediato de serviços, representam normalmente um passo essencial para tratar de questões legais, fiscais, contratação de pessoal e futuras operações comerciais.
No caso da Waymo Iberia, o nome escolhido é particularmente relevante, já que faz referência à Península Ibérica e não apenas ao mercado espanhol, deixando em aberto a possibilidade de uma expansão futura para Portugal.
Portugal pode beneficiar da proximidade
Para já, a Waymo não anunciou qualquer operação em território português. Ainda assim, a existência de uma estrutura dedicada à Península Ibérica poderá facilitar futuras iniciativas, sobretudo se os testes realizados em Espanha forem bem-sucedidos.
A empresa tem privilegiado grandes centros urbanos para iniciar as operações de robotáxis, pelo que cidades como Madrid ou Barcelona deverão ser as primeiras candidatas. Caso a tecnologia avance na região, Lisboa e Porto poderão surgir numa fase posterior, dependendo da regulamentação nacional e da maturidade da tecnologia.
A Europa está a tornar-se um mercado prioritário
A movimentação da Waymo acontece numa altura em que a concorrência pelo mercado europeu dos robotáxis se intensifica. A britânica Wayve, por exemplo, anunciou recentemente várias parcerias estratégicas. Em conjunto com a Uber e a Nissan, irá lançar um projeto-piloto de robotáxis em Tóquio no final de 2026.
Além disso, a Wayve, a Uber e a Stellantis preparam a implementação de serviços autónomos em mais de dez cidades mundiais, incluindo Londres.
A própria Waymo também já confirmou testes em Tóquio e prepara o lançamento comercial dos seus robotáxis em Londres, aquele que será o seu primeiro mercado europeu operacional.
A líder mundial da condução autónoma
A Waymo continua a ser considerada a empresa mais avançada no setor da condução totalmente autónoma. Atualmente opera serviços comerciais em várias cidades norte-americanas, contando com cerca de 3.000 robotáxis, realizando aproximadamente 500 mil viagens pagas por semana e acumulando mais de 200 milhões de quilómetros conduzidos de forma totalmente autónoma.
Ao contrário de muitos concorrentes, os veículos da Waymo já circulam sem condutor de segurança em diversos mercados dos Estados Unidos, sendo frequentemente apontados como a referência da indústria.
Portugal ainda terá de esperar
Embora não exista qualquer confirmação oficial sobre uma entrada em Portugal, a criação da Waymo Iberia mostra que a empresa começa finalmente a olhar para o sul da Europa como uma região estratégica.
Se a expansão europeia seguir o ritmo esperado, Portugal poderá beneficiar da proximidade geográfica e da eventual criação de operações ibéricas, aproximando o país da chegada dos primeiros serviços comerciais de mobilidade totalmente autónoma. Ainda assim, antes disso será necessário ultrapassar desafios regulatórios, adaptar a legislação e garantir que a tecnologia cumpre os exigentes padrões de segurança exigidos na Europa.






















A coisa vai lá só por dedução – a Waymo está a criar empresas em países europeus e chamou-lhes Waymo Germany, Waymo France … e Waymo Iberia (e não Waymo España).
A menos que seja como nos filmes dos US: “I went to Portugal and landed in Madrid”.
Onde fica a sede é que não há dúvida. Quanto aos robotáxis a circular é que não se sabe.
Sim, é o que diz o artigo.
Ou pode não querer dizer nada, como nas companhias aéreas, que eram:
– Air France
– Iberia.
Especula-se apenas.
Continuas sem dizer nada que se aproveite. Então e não está dito no texto que “Embora Portugal ainda não esteja oficialmente nos planos, a criação da Waymo Iberia em Espanha alimenta a possibilidade de o país vir a integrar uma futura expansão.” Que estás tu a dizer que não esteja no artigo?
Há três dias que já tinha lido a notícia, que destacava o nome das empresas. Todos concluíam que a Waymo pode vir para Portugal porque foi criada a Waymo Ibérica. Isto com tanto país na Europa.
Até os espanhóis escolheram Iberia para o nome da companhia aérea. Sabe-se lá se não foi para fugir aos nacionalismos (como o catalão), que não gostam de Air España ou Waymo España.
Nós já havíamos escrito sobre isso, aliás, como está no artigo, os registos são do início de junho. Portanto, como referi, não estás a dizer nada que não tivéssemos já referido. E sim, o facto de ser Waymo Ibérica dá pistas para o que poderá trazer para Portugal. Claramente.
Waymo Iberia (não Ibérica)
Claramente … é só quando a Waymo disser – ou quando a empresa espanhola Waymo Iberia SL criar uma filial em Portugal.
Tu é que disseste: “Todos concluíam que a Waymo pode vir para Portugal porque foi criada a Waymo Ibérica” 🙂 lá está. E como referimos no artigo “Embora Portugal ainda não esteja oficialmente nos planos, a criação da Waymo Iberia em Espanha alimenta a possibilidade de o país vir a integrar uma futura expansão.” 🙂
muito engraçãdo… do lado de gaia não existe uma rua com electrico.. nem a rua tem esa largura… se ja começam a mentir com ai antes de começar a operar estamos feitos …
A imagem está horrível e muito mal conseguida… Quem conhece, sabe.
Não está nada, está bem conseguida. A ideia era simbolizar algo que não existe. 😉 Quem conhece sabe que aquela ponte está atualmente no lugar da Ponte Pênsil.
Quem conhece sabe bem mais do que isso.
A imagem está bonita mas é manipulada e a meu ver, muito mal feita pois não corresponde à realidade: a começar pelos edifícios.
Se era essa a intenção foi bem conseguida.
Podiam era ter feito esse trabalho sobre uma imagem real… E acrescentavam o carro sem adulterar tudo o resto.
Os meus 2 centimos…
Era essa a intenção. Não era a ideia de ser ipsis verbis, até porque é uma ilustração. E eu conheço muito bem, aliás, mais do que passear por aí, ver os aviões, correr nessas marginais, boas caminhadas noturnas, bons momentos nos vários restaurantes que sou cliente, e tantos bons momentos que frequentemente passo aí, até boas filmagens 😉 parea os nossos ensaios. Conheço muito bem essa zona. Mas, a ideia, como referi, era apenas deixar a ilustração do carro e a ponte. As margens do Douro, 😀 e o resto é bónus.
Compreendo a defesa do “ponto”. Mas não estou de acordo.
Se fosse notoriamente uma ilustração.. Mas não é uma ilustração.
É uma imagem com qualidade fotográfica que engana quem não conhece e levará a pensar que na realidade o local é como se vê na imagem.
A zona é linda e não precisa ser desfigurada para deixar a ‘ilustração’ do carro.
Se o Victor conhece assim tão bem não precisava de subterfúgios como “Quem conhece sabe que aquela ponte está atualmente no lugar da Ponte Pênsil” e deveria ter dito logo que era apenas uma montagem.
E eu manteria que uma fotografia do local tal como ele é com o carro editado ficaria bem melhor do que essa imagem que engana e induz o leitor a pensar que o local é como está na imagem. Quem não conhece fica a pensar que é assim.
Sim, basicamente a ideia era gerar foco no que um dia poderemos ver pelas ruas do Porto, de Gaia e de muitas outras em Portugal. Ao fundo, a icónica ponte que substituiu a Ponte Pênsil.
Por mim bloqueio TOTAL à condução autónoma (e IA no geral) se for para estas substituírem humanos. Uma coisa é um veículo ter FSD supervisada, outra é não ter humano. O mesmo que muitos call center / support center: já não é mau o suficiente ter num “português” que não é o de Portugal, e passamos metade da conversa com “oi? não entendi. Oi? pode repetir?”, agora passaremos a uma IA a fazer-se passar por um humano e chegamos à frustração e menos um emprego para um humano.
IA para nos auxiliar? Sim. Para nos substituir? Não.
Mas a indústria vence sempre, apesar da resistência que se possa fazer. É algo inexorável, a caixa de Pandora já foi aberta e portanto a substituição é só questão de tempo. Vai doer? Claro que sim e ainda hoje, a sociedade não sabe o que fazer com a humanidade em desemprego. Agora também esse fenómeno vai ter as suas vantagens, pois o ocupante do veículo pode ir fazendo alguma outra coisa durante a viagem, pode descansar e nomeadamente para mim que sou cego, um carrinho desses é bem libertador, pois ou posso ir sozinho para onde preciso ir ou onde me apeteça ir, sem ficar à mercê de TVDEs ou taxistas que nos lugares fora das cidades, recusam-se a fazer serviços de viagens curtas a partir de determinadas horas do dia. Nem na quarentena de Covide, o recolher obrigatório era tão respeitado como este por aqui onde vivo. Claro, há questões aqui a ser estudadas: Ninguém deve trabalhar para aquecer, por isso, apesar de frustrante, é compreensível o serviço de viagem ser recusado. Também com a chegada de carros autónomos, como vai ser a legislação? Em caso de atropelamento, quem vai ficar com a culpa? Então, tecnicamente pode ser possível, mas legalmente pode ser inviável, por questões de segurança pública. Quem viver, verá?