Como um Tesla ajudou a salvar a vida de homem em pleno enfarte
Um vídeo divulgado pela Tesla mostra como a tecnologia Full Self-Driving (FSD) pode ir muito além da condução autónoma do dia a dia. Neste caso, ajudou a salvar uma vida. A história, passada em Atlanta, nos Estados Unidos, envolve um condutor que sofreu um enfarte grave enquanto fazia uma viagem no seu Model Y.
Tudo começou por volta das 3h30 da madrugada, quando John Brandt foi surpreendido por uma dor no peito que rapidamente se agravou.
Já em pânico, conseguiu ligar ao filho, Jake Brandt, enquanto o seu Model Y continuava a circular na estrada. A primeira coisa que Jake procurou saber foi se o pai tinha o FSD (Supervisionado) ativado.
À medida que a dor se tornava insuportável, pai e filho passaram rapidamente para um plano de emergência.
Tirando partido da ligação do carro à app da Tesla, Jake, que era o outro utilizador autorizado, usou o seu telemóvel para localizar o hospital mais próximo e enviou as coordenadas diretamente para o veículo em movimento.
O Model Y reagiu de imediato, recalculando a rota e dirigindo-se sozinho para as urgências no centro de Atlanta. Enquanto isso, Jake avisava o hospital de que o carro estava a caminho, permitindo que a equipa hospitalar se preparasse.
Uma corrida contra o tempo
Quando o veículo chegou ao hospital, a equipa médica já estava à espera para socorrer John, que acabaria por ser diagnosticado com um STEMI, um tipo de enfarte particularmente grave, provocado pelo bloqueio total de uma das principais artérias do coração.
Segundo os médicos, cada segundo contou nesta situação, e a capacidade de o carro recalcular a rota de forma instantânea foi determinante para o desfecho positivo.
Segundo Jake, num vídeo divulgado pela Tesla, um sistema capaz de conduzir com segurança e chegar ao hospital a tempo fez toda a diferença, e apenas alguns minutos de atraso poderiam ter mudado completamente o resultado.
Para John Brandt, a tecnologia funciona: "É algo que uso continuamente a toda a hora. E acho que quanto mais a usarmos mais seguro será o resultado".
A Model Y driver started experiencing a medical emergency with chest pain mid-drive & called his son.
His son then remotely rerouted the car – which had FSD Supervised enabled – to the nearest hospital & let them know the vehicle was en route. ER staff were standing by on… pic.twitter.com/yi1tHISK9y
— Tesla North America (@tesla_na) June 16, 2026
FSD da Tesla está em fase de maturação
O FSD é a tecnologia de condução autónoma da Tesla, que tem vindo a ser atualizada de forma incremental nos últimos anos, com a marca a apostar fortemente em aprendizagem por visão computacional e em milhões de quilómetros de dados recolhidos pela sua frota.
Apesar do nome, o sistema continua oficialmente numa fase "supervisionada", o que significa que o condutor deve manter-se atento e pronto a intervir em qualquer momento.
Apesar das promessas, a Tesla nunca escondeu que se trata de uma tecnologia em constante maturação, e não de condução totalmente autónoma, para já.
Esta fase de testes e ajustes tem sido acompanhada de críticas e de alguns incidentes que têm gerado debate sobre a segurança do sistema.
Ainda assim, e por estar já tão presente no quotidiano de milhares de condutores, histórias como esta dão a conhecer situações em que a tecnologia, mesmo que ainda imperfeita, pode fazer a diferença, demonstrando o seu potencial.
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Ou é mentira, ou o sistema falhou, porque o condutor que teoricamente teve um enfarte, não estava atento e a manter contacto com o volante, algo que a Tesla está sempre a atualizar para impedir os workarounds dos utilizadores, visto ser um requisito legal.
Alguém na realidade confia num post da Tesla no X?
Eu confio
Pois
NOT, falas com conhecimento por teres um Tesla ou só estás a mandar uns bitaites? Alguma vez experimentaste conduzir com FSD? A mentira parece ser tua e fazes confusão entre FSD e o autosteer.
FSD segundo a propria tesla continua a ser supervisionado… por isso algo soa a estranho aqui….
(em tom mais cómico) Outra parte que me custa a creditar é o envio de coordenadas para o carro…. no meu ao inicio funcionava bem, mas agora eu meto um ponto tipo parque X, ou rua Y, centro de saude da cidade ou zona Z e ele manda-me para o centro da cidade ou zona Z em vez daquilo que meti no telemóvel -.-‘ muito irritante
Com uma bateria daquelas é normal que funcione como desfibrilhador 🙂 🙂 🙂
Podiam tornar isto mais verdadeiro, mas apostaram num anúncio comercial…
isto é apenas e só um anuncio, tradicional anuncio feito por lobbies… neste caso o lobby tesla para ter o FSD aprovado sem regras
Casos reAIs destes são precisos para a Europa desejar o FSD americano.
FSD na america continua a ser supervisionado… por isso não sei bem como isto é real, uma vez que o carro deveria de para se o condutor não estiver atento à estrada… -.-‘
Além disso, como se pode confiar num sistema no qual não existe transparecia e a marca faz de tudo para esconder as razões e consequências dos acidentes bem como tenta trabalhar os números para serem melhores do que aquilo que são?
Eu no “meu” model 3 confio tão pouco nos sistemas que tem que não quero nem testar o dito FSD….
O seu 3 ha-de ter FSD, ha-de eheh…
e não tem……… não disse que tinha…. -.-‘
e mesmo que pudesse ter não vou pagar ~100€ por mês por um sistema que não é me inspira confiança….
A obstrução das artérias do coração é uma coisa muito séria e, por alguns casos que conheço sou levado a crer que anda muito subdiagnosticada, mesmo por quem faz ecocardiogramas. Vou contar um caso – real . de um familiar meu que fazia ecocardiogramas, que não acusavam nada, Fez um TAC que mostrou uma situação grave, a seguir fez um cateterismo, para ter um exame mais completo e a seguir outro, já para desentupir – e o médico disse-lhe que teve muita sorte de, ainda, não ter tido um enfarte (morte de parte do músculo do coração). Socorro-me do Gemini para as explicações (resumi a resposta, pelo que recomendo vivamente que repitaam a pergunta e leiam a resposta completa, e que façam mais perguntas):
P: “O ecocardiograma é um meio suficiente para detetar artérias do coração entupidas?
R: “Não, não é suficiente, na verdade nem conseguer ver essas artérias – que são muito finas, parecidas com ramificações de fios de cabelo sobre o coração, tornando-as invisíveis para um ultrassom comum. Se uma pessoa estiver em repouso e a artéria estiver, por exemplo, a 70% entupida, o músculo ainda pode receber sangue suficiente para se mover normalmente e o ecocardiograma parecerá 100% normal
Se o objetivo é mapear o o interior das artérias e detetar gorduras ou coágulos, a medicina usa outras ferramentas:
– Cateterismo cardíaco (Cinengiocoronografia): É o padrão ouro (o exame definitivo). Um minúsculo tubo é inserido por um vaso sanguíneo até ao coração, onde é injetado um contraste visível no raio-X. Ele filma exatamente onde o sangue para de passar (desde pequenas placas e bloqueios totais de 100%)
– Angiotomografia de Coronárias – um exame de tomografia computadorizada [TAC] que reconstrói as artérias do coração em 3D, permitindo verificar se há acumulação de cálcio ou gorduras nas paredes dela.
– Teste de Isquemia (Teste Ergométrico, Eco de Stress ou Teste de Esforço) – o coração é posto a trabalhar em esforço (no tapete de exercício ou usando medicamentos. Se uma artéria estiver entupida o coração vai “reclamar” da falta de oxigénio durante o esforço, alterando o eletrocardiograma ou o próprio ecocardiograma durante o teste.
Muitas vidas salvam os gadjets americanos ( e a Tesla ainda agora começou). Esperem pelas próximas: em breve teremos resgates nos Apeninos, nos desfiladeiros do Utah e até na Califórnia. Tudo graças aos Teslas e aos Starlinks, claro.