Ferrari Luce: ecrãs do primeiro elétrico da marca são assinados pela Samsung
A Ferrari entrou oficialmente na mobilidade elétrica e a tecnologia assume um papel de destaque nessa transição. Entre os destaques do Luce está a aposta numa nova experiência tecnológica para o habitáculo, baseada em quatro ecrãs OLED fornecidos pela Samsung.
A presença da Samsung no setor automóvel continua a crescer e o Ferrari Luce é um dos exemplos mais recentes dessa aposta. O primeiro elétrico da fabricante italiana integra quatro painéis OLED desenvolvidos pela empresa sul-coreana, numa solução criada para oferecer uma experiência mais avançada no interior do veículo.
Os ecrãs possuem diferentes dimensões, incluindo versões de 12,9'' 12,1'' 10,1'' e 6,3'', distribuídas pelo habitáculo:
- Um painel de instrumentos digital posicionado em frente ao condutor;
- Um ecrã de controlo central para o sistema de climatização e multimédia;
- Um ecrã de controlo traseiro para os passageiros do banco traseiro.
Ferrari Luce entrega ponteiros mecânicos
Um dos elementos que mais se destaca é a utilização de uma estrutura OLED multicamada, apresentada como uma solução inédita no setor automóvel.
A tecnologia pretende criar uma maior sensação de profundidade visual e melhorar a forma como a informação é apresentada ao condutor.
Outro detalhe invulgar passa pela presença de ponteiros mecânicos reais colocados sobre o ecrã OLED central, criando uma combinação entre elementos físicos e componentes digitais.
Tecnologia Samsung aplicada ao Ferrari Luce
Para o Luce, a Samsung adaptou a tecnologia HIAA, utilizada anteriormente em smartphones Galaxy, por forma a poder ser utilizada em painéis automóveis de maiores dimensões.
Sigla para Hole in Active Area, esta tecnologia permite criar aberturas diretamente na área ativa do ecrã OLED, mantendo o painel funcional à volta dessa zona.
A empresa começou a utilizar esta tecnologia em smartphones, especialmente para integrar câmaras frontais através dos conhecidos ecrãs perfurados, mas a sua aplicação no Ferrari Luce leva o conceito para uma escala completamente diferente.
Nos smartphones, os orifícios para a câmara frontal têm normalmente menos de 5 mm de diâmetro. No caso do Ferrari Luce, a abertura criada no painel do condutor tem aproximadamente 100 mm, sendo cerca de 20 vezes maior.
Segundo a própria marca, o desafio técnico não passa apenas por abrir um espaço físico no ecrã. Ao remover uma área tão grande do painel, vários circuitos e sinais elétricos que normalmente atravessariam essa zona precisam de ser desviados para outras áreas do OLED. Se isso não for feito corretamente, podem surgir problemas como:
- Atraso no envio de sinais;
- Distorção da imagem;
- Diferenças de brilho;
- Falta de uniformidade visual.
Para resolver isso, a Samsung afirma ter otimizado individualmente o percurso dos sinais elétricos ao redor da abertura, evitando latências e mantendo a qualidade da imagem uniforme em toda a superfície do painel.
Além da tecnologia HIAA, outro destaque é a tecnologia Thin Film Encapsulation (TFE). Como os materiais orgânicos dos OLED são extremamente sensíveis à humidade e ao oxigénio, cortar uma área do ecrã expõe novas superfícies que podem degradar-se com o tempo. Assim, a TFE cria uma camada protetora ultrafina para isolar essas zonas.
O que torna isto interessante é que a Samsung não está apenas a reutilizar tecnologia dos smartphones. Por sua vez, está a escalar um processo originalmente concebido para pequenos recortes de câmaras para aberturas muito maiores e mecanismos físicos móveis, algo bastante mais complexo do ponto de vista estrutural e eletrónico.
Para isto, a empresa refere que já acumulou mais de 500 patentes relacionadas com a tecnologia HIAA.
Uma entrada atribulada no mercado dos elétricos
A chegada do Luce marca um dos momentos mais sensíveis da história recente da Ferrari. Apesar da forte aposta tecnológica e de números que continuam a impressionar, a receção inicial está longe de ser consensual.
Nas redes sociais e entre muitos entusiastas automóveis, o novo modelo tem sido alvo de críticas relacionadas especialmente com o design e com o afastamento da imagem tradicional da marca.
Ao mesmo tempo, a reação dos mercados refletiu alguma cautela, com as ações da Ferrari a registarem uma queda após a apresentação oficial do modelo.
Sendo ainda cedo para qualquer veredicto, o maior desafio da Ferrari talvez não seja construir um elétrico à sua altura, mas convencer os fãs de que continua a ser um verdadeiro Ferrari.
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Parece um projecto de há 10 anos atrás, que só agora foi concretizado.
Este Ferrari elétrico faz tanto sentido como mamilos nos homens. 🙂 🙂 🙂
Então querias que a ferrari ficasse para trás? daqui a nada um renault 5 acelerava mais rapido que qualquer ferrari que faz todo o sentido sem dúvida. Este Ferrari faz dos 0-100 em 2.4 segundos que deve ser algo impressionante sentir este poder de arranque dentro de um carro
Caso não tenhas reparado a Ferrari é um nicho de mercado, não tem de ir em modas, mas quem vai dizer se eu ou tu temos razão é o mercado, e estou curioso ver a reação do mesmo
“daqui a nada um renault 5 acelerava mais rapido que qualquer ferrari ”
Mas o que é que o cu tem a haver com as calças, há carros artilhados de rua mais rápido que Ferrari, ou achas que os clientes Ferrari compram o carro pelo arranque?
Isso é coisa de miúdo, os Ferrari são vendidos por serem exclusivos, porque poucas pessoas podem comprar, tenho a certeza que há carros muito mais confortáveis para se fazer uma viagem que um Ferrari.
Pode ser que me engane e cá estarei para assumir que estava errado, mas acho que vai ser um erro, esta aposta da Ferrari.
Atenção que não sou contra os VE, estou a pensar comprar o Model Y, até ao final do ano.
Sim claro que é pelas exclusividade mas também por ser dos carros mais trabalhados do mercado e se forem um monte de lixo ninguém os compras claro que há carros mais confortáveis o Ferrari não é feito para ser confortável.
“Ferrari é um nicho de mercado, não tem de ir em modas” portanto o tu estás a dizer é que podiam continuar a vender carroças, é claro que tem de ir em modas a Ferrari quer vender como qualquer outra o objectivo da Ferrari sempre foi financiar as competições com os carros de rua e se querem que a malta compre não ter carros de 100cv de certeza ou que são mais lentos que uma trotinete desses está o mercado inundado
@Nuno, eu respeito a tua opinião mas não concordo, quando es bom a fazer carcaças, não quer dizer que és bom a fazer pasteis de nata, não creio que a Ferrari seja exporte em motores elétricos, alias ainda ontem o antigo e talvez o 2º melhor CEO da história da Ferrari disse quase o mesmo que eu, aquilo não é um Ferrari, e acredito que ele conhece melhor o mercado que nos os dois.
Nunca tinha ouvido falar que a Ferrari tinha feito carroças 🙂 por essa ordem de ideias a Ferrari devia fazer cerveja, subia mais rápido a cabeça. 🙂 🙂
Na minha modesta opinião quando és bom e principalmente no nicho de mercado da Ferrari não deves de mexer na receita, tens pouco a ganhar e muito a perder.
Mas é como digo, vamos esperar o mercado falar.
Então o que estás a dizer é para eles não se adaptarem de tudo se daqui a amanha os motores a combustão acabarem a Ferrari tem de morrer com eles porque só são bons a fazer aquilo e se acabou eles acabou Também. E já agora muitas competições em que a ferrari participa tem motores eléctricos e baterias hypercar f1, f1 essa que este ano a combinação de potencias é de 50/50 portanto dizer que a Ferrari não é forte em motores eléctricos é no minimo estranho
Vê os resultados da Ferrari na F1, achas que a Ferrari está assim tão bem?
Mas o design está uma miseria….. Podia ser eletrico na mesma mas ter um design mais agressivo
E um gajo mete os piercings onde? 😉
Faz tanto sentido como híbridos, por isso mesmo os terem.
Projeto de escola primária.
Tenho um Tesla S Plaid..ha 4 anos
Sem problemas.
Ferrari comprou um e desmontou o peça por peça..e ao fim de 4 anos lanca o Luce..
Menos 22 cv que o Plaid, menos autonomia…520 km contra 620… Menos aceleracao…2,5 contra 2 s dos 0 aos 100 menos vel maxima 320 contra 330 km / h preço 550 000 euros contra 140 000
Fiabilidade ? Veremos….
Tive um Ferrari 10 anos….aos 3000 km pifou alternador, aos 7000km partiu mola de valvula…aos 12000 km catalizadores…para mudar correia distribuicao necessario remover motor…sempre altos custos e falta fiabilidade..
Dizem agora serem diferentes
Amigo meu em Palo Alto. Teve um 812 .por 2 vezes disparou air bags em 2 meses
Sorte nao ter batido sem visibilidade
Vendeu o de seguida …
O meu Plaid 60000 sem oficina…ja dei baile em auto estrada a 2 Aventadores..a um RS3R..a um
DB 11 etc
O Plaid faz em Nurburing temps mais rapidos que o 812…