Centro de dados gastou milhões de litros de água até os vizinhos reclamarem da pressão
Moradores de um condomínio, no estado da Geórgia, repararam que a pressão da água nas suas torneiras estava estranhamente baixa. O que descobriram a seguir deixou a comunidade indignada.
Segundo uma reportagem do POLITICO, os moradores do condomínio Annelise Park, em Fayetteville, no estado norte-americano da Geórgia, notaram que algo estava errado com o abastecimento de água e alertaram as autoridades.
Quando a empresa municipal foi investigar, descobriu duas ligações industriais de água a alimentar o campus da Quality Technology Services (QTS), uma das maiores empresas de centros de dados dos Estados Unidos.
Além de uma das ligações ter sido instalada sem o conhecimento das autoridades, a outra não estava sequer associada à conta da empresa, pelo que nunca foi faturada.
O resultado foi uma fatura retroativa de quase 150.000 dólares, correspondente a mais de 110 milhões de litros de água não contabilizados, o equivalente a 44 piscinas olímpicas e muito acima do limite máximo acordado durante o processo de licenciamento.
Segundo uma carta enviada pela autoridade da água do Condado de Fayette à QTS, em maio de 2025, a empresa terá utilizado esta água durante um período que a própria QTS estima entre nove e 15 meses.
Após ser notificada, a empresa pagou todos os valores em atraso, justificando o elevado consumo com atividades temporárias de construção, como trabalhos em betão e preparação do terreno, e não com o arrefecimento dos servidores, como seria de esperar.

A QTS é a empresa responsável pelo desenvolvimento de um grande projeto de centros de dados, em Fayetteville, na Geórgia. Crédito: Ken Wolter/Shutterstock, via Gizmodo
Uma comunidade intrigada
A situação tornou-se pública quando um residente obteve a carta através de um pedido de acesso a documentos públicos e a partilhou nas redes sociais, desencadeando uma onda de indignação.
O advogado James Clifton, que obteve e divulgou o documento, resumiu que pouco antes da descoberta, as autoridades tinham pedido aos moradores que reduzissem o consumo de água para ajudar na conservação. Contudo, na maioria dos meses, a QTS era o maior consumidor de água de todo o condado.
Para agravar ainda mais a situação, a empresa municipal decidiu não aplicar qualquer coima à QTS pela utilização não autorizada, justificando a decisão com uma lógica de "serviço ao cliente".
Para Gregory Pierce, diretor do UCLA Water Resources Group, a decisão é invulgar, sugerindo que a autoridade provavelmente não quis desagradar a um dos seus maiores clientes.
Infraestrutura digital com custos reais
O campus da QTS em Fayetteville é um dos maiores complexos de centros de dados do país, com o equivalente a 249 hectares e planos para até 16 edifícios, cuja conclusão está prevista para daqui a três a cinco anos.
Entretanto, a Geórgia atravessa níveis moderados a elevados de seca, e o governador Brian Kemp chegou a declarar estado de emergência devido a um dos piores surtos de incêndios florestais dos últimos anos.

O horizonte de Atlanta ergue-se sobre um campo de erva seca durante a seca de 2019. A Geórgia enfrenta condições semelhantes este ano. Crédito: David Goldman/AP, via POLITICO
Neste contexto, o Conselho Municipal de Fayetteville votou, recentemente, pela proibição de novos centros de dados em todas as áreas da cidade.
Este caso na Geórgia ilustra uma tensão crescente em todo o mundo relativamente à expansão acelerada da infraestrutura digital, alimentada pela explosão da Inteligência Artificial. Afinal, a tecnologia está a mostrar ter um custo ambiental e social que frequentemente recai sobre as comunidades locais.
Leia também:




















Os americanos não querem estes centros de dados AI e começaram a criar leis para impedir a construção dos mesmos.
Mas existe iluminados que acham bem eles virem para Portugal em massa, a conta da electricidade dos portugueses em pouco tempo vai disparar porque só o de Sines vai gastar o mesmo que 20% de todas as famílias em Portugal imaginem agora vários centros de dados!
Os políticos estão a esconder isto dos Portugueses e as escutas provam bem isso os esquemas á volta disto, e no final estamos a falar de algo que depois de construído mais de 90% do emprego é remoto e internacional.
Portugal não tem tamanho nem recursos para isto, levem essa treta para a lua!
Os centros de dados de Sines são arrefecidos com água do mar.
Está previsto que a energia dos centros de dados de dados de Sines sejam alimentados com novas centrais elétricas de energia renovável, ou seja não vão prejudicar a rede existente. Como a construção é modular pode se ir acompanhando se assim é.
As escutas não provaram nada de ilegal.
Datacenter covilha – socrates afastado
Datacenter sines – costa afastado
É um padrão…
– Data-center da Covilhã: Fase de conceção e planeamento: 2010-2011, Governo de José Sócrates. Fase de construção e inauguração: 2011-2015, Governo de Passos Coelho.
A demissão de Sócrates nada teve a ver com o data-center da Covilhã.
– Data-centers de Sines, sim teve que ver com a apresentação por António Costa da sua demissão a Marcelo (que podia não ter aceite). Por, no comunicado da PGR sobre a Operação Influencer (relacionado com os negócios do lítio, hidrogénio verde e data center de Sines), a Procuradora-Geral ter incluído um último parágrafo, que vale a pena relembrar:
“No decurso das investigações surgiu, além do mais, o conhecimento da invocação por suspeitos do nome e da autoridade do Primeiro-Ministro e da sua intervenção para desbloquear procedimentos no contexto atrás referido. Tais referências serão autonomamente analisadas no âmbito do inquérito instaurado no Supremo Tribunal de Justiça, por ser esse o foro competente”.
Não dizia que António Costa era suspeito de nada e a certidão do processo tinha sido enviada para o STJ, por ser obrigatório porque dizia respeito ao primeiro ministro. O que é facto é que António Costa apresentou a demissão, também porque ficou politicamente fragilizado com os 76 mil euros que o seu Chefe de Gabinete tinha no seu gabinete.
Como se sabe, a acusação do MP da Operação Influencer foi arrasada pelo juiz de instrução, que não levou nenhum acusado a julgamento. O MP recorreu para o TRL, que arrasou ainda mais. A dita investigação ainda prossegue, em banho-maria, não se sabe mais nada, a não ser que alguma coisa sobre as escutas dê mais algum título de jornal.
A Start Campus continuou a sua vida e a construção, modular, dos data centers de Sines, continua com o atual governo.
O padrão é afastar quem está a fazer alguma coisa pelo país. Olha se o Montenegro é afastado, o maior corrupto que passou pelo governo português.
E tens geração renovável suficente? Olha que não.
Desmata se floresta não acha? E planta se ventoinhas
Pesquisando po “acordo edp start campus” facilmente encontras o que foi publicado, como seja:
“A procura de eletricidade por parte dos centros de dados está a crescer de forma acelerada — só na Europa, estimamos cerca de 70 TWh adicionais de consumo até 2030. A EDP está preparada para apoiar o desenvolvimento de infraestruturas digitais que possam escalar de forma fiável e sustentável”, disse Ana Quelhas, diretora da Unidade de Negócio de Hidrogénio e Data Centers da EDP, num comunicado conjunto.”
Há imensos pedidos de interesse numa potencia de 26GW.
O país tem sensivelmente 22GW instalados, sendo que grande parte dela é intermitente.
Portugal tem uma potência de 26 GW instalados, os 9 data-centers quando concluídos, daqui por uns anos (a construção é modular, começa-se um quando o anterior estiver construído e vendido) precisam – no máximo da potência – de 1,2 GW. A EDP diz que, em parceria com a Start Campus, assegurado o aumento da capacidade de produção renovável para os data-centers.
Dizes que “Há imensos pedidos de interesse numa potencia de 26 GW” … mas isso nada diz. Quais pedidos e a que preço do MWh? Os data-centers não vão pagar a eletricidade ao preço de retalho para PME, como é óbvio. Os tais imensos pedidos de interesse querem pagar ainda menos?
Além de teres todo um investimento em renovação de infraestruturas de distribuição e transporte a ser feito na próxima década e imagina quem o vai pagar… Não é o Estado de certeza
Tu acreditas mesmo no pai natal, de um momento para o outro vamos descobrir mais 20% de produção eléctrica de energia verde já que para eles receberem os fundos europeus tem que ser 100% energia verde.
Os americanos que tem centrais nucleares não os querem lá que a energia sobe e nós aqui quando acontece um bocado de vento em Espanha o sistema desliga-se todo andamos com estes esquemas dos políticos portugueses!
Como não sabes nada … inventas.
Os data-centers da Start Campus de Sines não têm financiamento comentário.
Querem usar energia elétrica verde – porque é a que se pode aumentar e usar, não é para receber subsídios euro peus ;-).
Oh amigo o GPT dá cabo desse miolo todo.
Ai então não recebem subsídios do Governo e da Europa?
https: //sicnoticias.pt/programas/contas-de-jose-gomes-ferreira/2026-04-22-video-as-margens-de-venda-dos-combustiveis-e-gas-de-botija-d86b8d82
Verifica lá a partir do minuto 19:30
Quem é o mentiroso?
Não, os data-centers da Start Campus em Sines não recebem subsídios do Governo e da Europa. Se houvesse era impossível passar despercebido.
Usa o Google, o ChatGPT e o que quiseres para negar o que digo.
O José Gomes Ferreira, no meio do improviso, diz que se não for eletricidade verde não há subsídios da UE – mas disse em concreto que os data centers da Start Campus de Sines tinham subsídios da UE? Espirrou isso.
Não confundas é com uma coisa que ele disse antes – a UE quer construir uma “fábrica de IA” e, recentemente, a Start Campus candidatou-se e é possível que ganhe. Mas isso nada tem que ver com subsídios.
Max, usar o jose gomes ferreira, esse imbecil de primeira para suportar um facto, é como usar um padre para dar banho ao teu filho.
Acima – investimento comunitário
Informa-te porque nos EUA aumenta e porque é que aqui até pode ajudar a baixar.
É só achismos nos vossos posts, informem-se
Vê-se que percebe disto… aqui vai ajudar a baixar? ahahaha.
Quer que lhe agende uma visita a um datacenter?
Informa-te
Aqui cada centro de dados AI vai ter um zé a dar ao pedal…
Há 2 Georgias, um é um país outro é um estado nos EUA.
O primeiro todos sabem que é um país, o segundo já é mais difícil perceber que se referem ao estado, é preciso ler o resto da notícia.
Venha o lixo, Portugal agora importa tudo o que os outros ja nao querem… Isto esta a ficar insustentável!
Precisamos da resistência anti-tech cá
Continuo ao fim de alguns anos sem que alguém me explique como é que um data center consome água ao ponto de se tornar preocupação.
Tem para aí cada iluminado que vai precisar de ler sobre a lei de Lavoisier.
Até vai ferver oceanos e tudo. Mas que mundo de idiotas, dasss.
Meu Deus, tens de ligar à tua prof de química a chorar, não retiveste nada, primeiro não é lei de Lavoisier é Princípio de Lavoisier, a lei relacionada é a da conservação de massa, que como o nome indica é para MASSA, arrefecimento é termodinâmica.
E eu que sou um leigo na matéria, mas estive com muita atenção nas aulas, talvez porque tivesse um crush pela prof
Se não fosses assim para o Tótó era melhor estares calado a quereres corrigir isso e deste um tiro no pé. É uma lei sim porque abrange a Regra Universal, a comprovação matemática e é um sistema fechado.
A não ser que consideres a termodinamica uma coisa dos Deuses de Olimpo, a Regra Universal diz que se aplica a todas as reações químicas comuns no Universo.
Na ciência, uma lei é a descrição de um fenómeno natural constante e universal que se repete sempre sob as mesmas condições.
Estiveste mais interessado em atacar do que tentares contradizer ou nao o meu sentido.
O que está aqui em causa no artigo é mais uma questão de desvio de um recurso hidrico das populações para um data center embora a condenação aqui está enviesada para um pensameno wokista e de esquerda radical.
Não há destruição de agua no planeta por causa dos Datacenters. Ponto.
Está relacionado com a performance do hardware.
«Data centers consume billions of gallons of water primarily to keep their thousands of densely packed servers from overheating. Water absorbs and transfers heat far more effectively than air, making evaporative cooling and water-chilled systems the cheapest and most efficient way to maintain hardware performance.»
Exacto. O sistema de arrefecimento de um data center funciona em circuito fechado, à semelhança do que acontece com os motores de combustão interna. O “consumo” de água não existe, é uma mentira.
O principal consumo de um DC é energia elétrica.
Não. funciona em circuito fechado. A maior parte da água de arrefecimento dos data-centers é aquecida a um ponto que se transforma-se em vapor de água e perde-se na atmosfera.
Sobra alguma que mais tarde ou mais cedo vai parar ao esgoto por excesso de sais.
Não consome é tanta como se possa fazer crer.
Eu trabalho na construção de data centers. Não há evaporação de água coisa nenhuma. Pelo menos na Europa.
Não aqucem apenas os oceanos. Aquecem tbm as terras locais e terras limítrofes num raio superior a 100 km entre 2 e 9⁰C.
Tu inventas que é uma coisa parva.
Um raio de 100 km dá 200 km de diâmetro. Portugal não chega a 600 km de comprimento, e uma largura média de de 160 km.
Mas divida-se em 3 – um data-center no centro de cada um aumentava a temperatura em Portugal, da água do mar e em terra entre 2 e 9ºC 😉
As opiniões disparatadas cada um tem liberdade de expressão. Mas tem que se terv respeito pelos números …
Vê por ti e deixa de confiar nas IA’s q dependem disso para mandar umas larachas:
https://cnnportugal.iol.pt/centros-de-dados/aquecimento-global/os-cientistas-descobriram-um-impacto-ambiental-alarmante-dos-grandes-centros-de-dados/20260426/69d515b7d34e28842c82a14c
Tens que reler o artigo:
– Diz num lado: “Concentraram-se em mais de 6.000 centros de dados localizados longe de áreas urbanas. No final, descobriram que as temperaturas à superfície aumentaram em média 2ºC depois de um centro de dados ter começado a funcionar. Em casos extremos, as temperaturas próximas aumentam até 9,1ºC”
– Diz noutro lado: “Surpreendentemente, os impactos não se limitaram às imediações de um centro de dados; os aumentos de temperatura afetaram áreas até 100 quilómetros de distância,” Não dizem quanto.
– Dizes tu: “[Os data-centers] Aquecem tbm as terras locais e terras limítrofes num raio superior a 100 km entre 2 e 9⁰C.”
Tu é que passaste os 2º a 9º onde se localizam os centros de dados – para um raio de 100 km 🙂 🙂 🙂
Estranho quando era a termoeléctrica de Sines que aquecia muito mais não vi ninguém a queixar-se.
Aliás termoeléctrica já irias apoiar
Sempre saia mais barato que os courtailments…
Tens visto a evolução do preço para o carvão importado, depois do encerramento das das centrais termo elétricas a carvão em Portugal (2021)?
Há uma fantasia com isso, mas o preço baixo do carvão já se foi há muito.
Só é competitivo em países que o produzem, como a Polónia e a Alemanha.
O carvão é axincalhado com taxas de carbono para parecer caro na UE dominada pelo terrivel lobby elektro.
Não aplicaram qualquer multa? Olha que bom. Vou viver para lá e usar a água toda que me apetecer e depois se for apanhado digo que foram obras temporárias e tal. Quando vier a conta para pagar já estou noutro estado a fazer o mesmo.
Com esta conversa toda em nenhum comentário repararam nos dados principais:
– o período em que a água não foi faturada refere-se a 9 a 15 meses – seja 12 meses (1 ano) para arredondar
– nesse ano, a água que não foi faturada equivale a 44 piscinas olímpicas, não chega a 4 por mês.
É preciso esse alarido todo nos comentários? Parece que a comunidade de Fayetteville, quiçá o estado da Geórgia, ficou sem água potável por causa do data-center 😉
Se a 3.a guerra mundial ainda se fizer com armas convencionais estes vão ser os primeiros objetivos militares.
O mundo anda a gastar recursos em fantochadas como guerras e IA. A fatura está breve a chegar!
Disseram isso mesmo quando apareceu o Google.
De forma simplificada, importa distinguir dois grandes sistemas de arrefecimento em Data Centers: o Arrefecimento por Evaporação (Chillers com Torres de Arrefecimento), que consome água, e o Arrefecimento a Ar (Direct Expansion / Free Cooling a Ar), que não consome. Embora o segundo evite o gasto de água — cuja eficiência é medida pelo indicador WUE (Water Usage Effectiveness) —, acaba por exigir um maior consumo de energia, o que penaliza o PUE (Power Usage Effectiveness) da infraestrutura. Importa notar que, em Portugal, praticamente não existem Data Centers a operar com o sistema evaporativo.
Tem Sines e o da Covilhã tem o lixo do passive evaporative
O de Sines usa água do mar por troca de calor, por isso tem consumo zero de água doce. Quanto ao da Covilhã, não sei os detalhes exactos, mas a solução principal continua a ser o arrefecimento a ar, talvez aproveitando também alguma água da chuva, mas não sei bem.