E se a sua multa de trânsito dependesse do seu salário? Há um partido a propor isso!
O Congresso dos Deputados, em Espanha, tornou-se palco de um aceso debate automóvel. Em cima da mesa estão duas propostas que afetam diretamente os condutores, e uma delas pode mudar para sempre a forma como as multas de trânsito são calculadas.
O que começou como uma questão técnica, substituir os triângulos de emergência por um dispositivo luminoso homologado, transformou-se num dos temas mais quentes da política automóvel, em Espanha.
O dispositivo V16, obrigatório desde 2026, divide condutores, associações e, agora, também partidos políticos.
O VOX levou o assunto ao Congresso com propostas concretas: o partido quer suspender a obrigatoriedade do dispositivo até que existam estudos técnicos independentes e conclusivos que provem que ele funciona melhor do que os triângulos em condições reais, ou seja, com visibilidade reduzida, chuva, nevoeiro ou estradas de montanha.
Enquanto isso não acontecer, o partido defende que os triângulos tradicionais devem continuar a ser aceites como alternativa válida.
A sustentar esta perspetiva do VOX está ainda a componente económica: muitos condutores já tinham investido em material de segurança e são agora obrigados a comprar um novo dispositivo cujo custo-benefício, segundo o partido, ainda não está demonstrado.

O V-16 é um dispositivo de sinalização de emergência para automóveis, concebido para substituir os tradicionais triângulos de emergência. Trata-se de uma luz intermitente homologada que o condutor coloca no topo do veículo quando este fica imobilizado na estrada. Com ele, a sinalização é feita sem sair do carro, de forma mais rápida e salvaguardando a segurança do condutor.
As propostas do partido resumem-se a três pontos:
- Suspender a obrigatoriedade do V16 até haver evidências técnicas sólidas;
- Manter os triângulos de emergência como opção legal;
- Questionar o impacto financeiro da medida para os milhões de condutores espanhóis.
Para o VOX, a norma foi apresentada como inevitável sem que a sua viabilidade prática superior esteja comprovada em todos os cenários.
Multas à medida de cada carteira
Do outro lado do espetro político, o partido Sumar entrou no debate com uma proposta diferente: tornar as coimas de trânsito progressivas em função dos rendimentos do condutor. A iniciativa foi apresentada como proposição de lei e pretende alterar o artigo 81.º da Lei de Trânsito.
Inspirada no modelo finlandês, onde este tipo de coimas já existe há décadas, a medida propõe que quem ganha mais, paga mais pela mesma infração. O partido tem em cima da mesa os seguintes agravamentos:
- De 150% para rendimentos entre 70.000 e 85.000 euros anuais;
- De 300% para quem ganhe entre 85.000 e 100.000 euros;
- De até 500% para rendimentos superiores a 100.000 euros.
A proposta prevê ainda reduções para os rendimentos mais baixos:
- 30% de desconto para quem aufira até 1,5 vezes o salário mínimo;
- 15% para rendimentos entre 1,5 e 2,5 vezes o salário mínimo.
Conforme citado pelo espanhol El Independiente, o argumento é que 200 euros de coima por estacionamento indevido têm um impacto muito diferente na carteira de um gestor de topo e de um trabalhador com o salário mínimo.
As críticas a esta proposta chegaram sobretudo do PP, do próprio VOX e de setores liberais, sob o argumento de que pode violar o princípio constitucional da igualdade perante a lei. Afinal, a mesma infracção teria consequências financeiras distintas consoante o rendimento do condutor, o que levanta sérias questões jurídicas.
Entretanto, o futuro do dispositivo V16 e a eventual aplicação de coimas progressivas vão continuar a gerar discussão, pelo que resta acompanhar os trabalhos para perceber até onde a política espanhola vai levar os dois temas.




















A ideia apenas funcionaria em países onde o nível de chico-espertice fosse reduzido, porque se olharmos para Portugal e para a quantidade de pessoas que declaram salário mínimo ou pouco mais e recebem o restante por fora, o efeito seria o inverso.
A ideia até nem é má, mas teria de ser baseada no IRS. caso contrário, é injusto punir apenas o salário porque a carteira não é igual para todos, um condutor com 1500€ que sustenta a mulher desempregada e dois filhos ficaria enrascado, enquanto outro que ganha o mesmo, mas vive com a mulher que também ganha 1500€ (3000€ em conjunto) e não tem filhos, pagaria o mesmo.
Há muito que defendo isto. E o argumento dos partidos da direita (sempre prontos a defender quem mais ganha) de que “pode violar o princípio constitucional da igualdade perante a lei (…) pq mesma infracção teria consequências financeiras distintas consoante o rendimento do condutor” isto já é verdade hoje: quem ganha o SMN e é multado em 200€ tem consequências financeiras muito maiores do que quem ganha 5000€/mês.
A desigualdade já existe!
Num país onde ganhar muito dinheiro honestamente parece que é um crime, uma medida destas era mesmo o que estava a faltar.
Já não basta um sistema de impostos que evolui de uma forma absurdamente exponencial à medida em que o rendimento sobe, ainda teríamos uma penalização extra.
Porque não um subsidio para apoiar as multas dos pobres e desgraçados.
As multas são para fazer a pessoa pensar se valerá a pena repetir. se ganha milhões e é multado em cêntimos, você está-se pouco lixando para as multas e continua, enquanto se ri . Se começar a doer-lhe com certeza vai pensar duas vezes se vale a pena andar armado em chico esperto.
Não me lembro qual, mas há um Pais do centro/norte da Europa que já aplica este metodo. Portanto, não é só aqui na terra da chico espertice.
Que porcaria de exemplo esse não é? Estamos a falar de valores de multas e não consequências financeiras, 200€ são preto no branco sao 200 aqui 200 na china claro que a uns pode custar mas do que a outros mas continuam a ser 200, e no geral concordo com a narrativa de quem é contra passar um sinal vermelho não pode ser diferente consoante o teu salário sem falar que iria logo haver negociatas para os SMN assumirem as multas dos outros a troco de uns euros.
+1 já parece aquele pessoal a queixar-se que as coisas estão caras mas depois custam o mesmo que no resto da europa e nesses paises não se queixam
Percentagem é igual.
Se ganhas o SMN (€920) e pagas €200 de multa (21.7%) seria o mesmo que pagar €1086 de multa num salário de €5000. Mas mesmo assim é pior porque quem recebe o SMN o rendimento disponível seria de €720 o que para as despesas mensais básicas é um rombo grande enquanto que no salário superior ainda sobram €3900…
Não é bem assim, porque quem ganha 5000 paga tudo do seu bolso e quem ganha 920, tem uma enormidade de serviços de graça ou a custos baixos
Quais são esses serviços?
Fiquei curioso
Não sabes?
energia social, net social, agua social, ajudas para a tua casa que são completamente recusadas a quem já recebe mais um pouco, queres que continue? estamos a brincar oh que?
Tens a certeza que com 920€ tem essas ajudas todas?
Luís costa, informa-te mas é.
Fazer essas afirmações em 2026 com a informação à distância de uma pesquisa é pura estupidez.
920€ tem serviços de graça?
Mais uma a desinformar.
> o argumento dos partidos da direita (sempre prontos a defender quem mais ganha)
Errado. O que tu vês sao os partidos da direita a travar as tentativas de abuso dos partidos da esquerda que estão sempre a querer taxar e penalizar quem mais tem só pelo facto de terem mais.
um estudou, o outro foi calão.. um trabalha 12h, o outro mal faz 7h.. a desigualdade é criada por cada um individualmente, não é uma responsabilidade social
Trabalho 7h e ganho 3x mais de quando trabalhava 12h. Na maioria das vezes mais horas = maior exploração.
Maioria do pessoal que conheço está na mesma situação. Menos horas e mais €€€
Mehhh
toni, diz me onde trabalhas sff.
tu fazes 7h recebes mais do que trabalhavas 12h.
diz ao teu patrão que eu so quero trabalhar 5min, preferencialmente de teletrabalho.
E como trabalho menos quero receber mais.
Este esta a comparar trabalhos difrentes com ordenados difrentes lool
Patece o outro a comparar o preco de uma mola de caneta, com o preço de uma mola de um relogio.
Realmente são ambas motas e são ambas pequenas… face palm
Porque és esquerdalho chupista.
O que cá faziam bem era permitir o desconto de 50% nas multas, como em Espanha (em caso de pronto pagamento, nos 20 dias seguintes, com renúncia ao recurso). E baixar o valor mínimos de multa (60 € em Portugal, 40 € em Espanha).
Quanto à Finlândia, de facto, as infrações mais graves não têm limite – o valor depende do rendimento. Mas lá como cá também há limites de velocidades esquisitos, que não se justificam quando não há nenhum tráfego. Cravarem mais de 100.000 € a um milionário por uma multa dessas, como às vezes é noticiado, não sei em que é que aumente a segurança rodoviária.
Mas na Finlândia têm uma coisa curiosa – não têm perda de pontos na carta, como em Portugal ou Espanha, mas têm suspensão da carta por infrações acumuladas – 3 infrações num ano ou 4 em 2 anos (para os recém-encartados, 2 infrações por ano e 3 em 2 anos).
Cá tinham que melhorar o sistema de notificações – a mim costumam chegar passados vários meses, perto do fim do ano, tipo prenda de Natal.
Ontem já era tarde.
E não é só na Finlândia. Basicamente são todos os escandinavos mais a Suiça e os resultados estão à vista:
-Os índices de feridos graves e mortos em ambiente rodoviário nesses países é cerca de ⅓ da carnificina que ano após ano aumenta em Portugal.
Oi?! Estás sempre contra os radares e a caça à multa – e agora defendes as multas baseadas no rendimento (ou seja em dias-multa)?
É preciso distinguir se se trata de “multa penal” (aplicada pelo tribunal) ou de multa administrativa, aplicada pelas autoridades rodoviárias.
Mesmo nos tribunais portugueses, no caso de crimes em que a sanção é uma multa, o tribunal fixa a pena em dias-multa, ou seja, o valor é variável conforme o rendimento mensal. E isto também nos crimes rodoviários. Ou seja, tratando-se de crimes rodoviários se for aplicada uma “multa penal”, o valor é variável, seja em Portugal, na Suíça ou na Alemanha.
Vai lá ler sobre a Suíça e vais ver que os valores fantabulásticos são multas penais, aplicadas pelos tribunais, e não multas administrativas, como na Finlândia.
Mas fica-se a saber que defendes o aumento do valor das multas, de trânsito, que são as mais frequentes e que isso fará baixar o murticínio.
Correção: morticínio (20 mortos na Páscoa, em 2026, e 5 em 2025 – e ninguém sabe explicar a razão da diferença).
“…agora defendes as multas baseadas no rendimento …”
Agora? Andas distraído!
Deves ter escrito isso nas entrelinhas dos posts sobre o terrível lobby dos elektros.
Mas estás enganado sobre a Suíça. Só nos crimes rodoviários (ir a mais de 25 km/h na autoestrada é crime), quando se vai a tribunal é que além da multa base, com o mesmo valor para todos, se pode apanhar mais dias-multa, de acordo com o rendimento.
(Não sei se mais algum português apanhou duas multas em menos de um dia na Suíça – eu apanhei. Aluguei um carro para dar umas voltas na Bélgica – com entrega na Suíça, onde apanhava o voo de volta. Consegui ser multado por excesso de velocidade, de poucos km/h, dessa que nem se dá por isso a menos que não se tire os olhos do velocímetro, e outra de estacionamento em que a frente ficou ligeiramente saída, cá ninguém ligava. Esta doeu-me, pensei que tinha sido denúncia de algum suíço que não gosta de carros estrangeiros, mas agora creio que não, a polícia aceita denúncias mas em casos graves.
Andas-te sempre a queixar da caça à multa cá, vai dar umas voltas na Suíça.
Têm menos acidentes porque respeitam mais e portanto sabem melhor conduzir.
Já agora, para os políticos vai ser igual, a culpa continua a ser do motorista. Lool
Ainda á uns tempos dizias que os Elektros aumentam o número de acidentes e feridos graves.
E agora afirmas que os países que mais investem em Elektros têm menos acidentes?
O que é q uma coisa tem a ver com a outra?
Há uma fatia considerável de condutores q não sentem o peso do valor da multa como um castigo face ao rendimento. Isso é inegável.
Qt ao resto e tbm inegável, Em mortos resultantes de acidentes, a Tesla é a marca onde se morre mais por km percorrido.
“O que é q uma coisa tem a ver com a outra?”
Se Elektros aumentam o número de acidentes, logo maior numero de Elektros = o número de acidentes e feridos graves.
Entao como é que explicas o enorme numero de Elektros e menor índices de feridos graves e mortos em ambiente rodoviário.
Acho muito bem, vivo num bairro social e não tenho trabalho. Não é justo pagar o valor igual a quem trabalha. Imaginem ter renda apoiada da câmara e ter de pagar multas com esses valores!
Conduz em condições para não teres multas se não as podes pagar
Pior que isso é andares aqui a “contar histórias”…isso sim, é preocupante. Vá.. boa sorte nisso.
Se não trabalhas o risco de seres multada baixa muito. Não há crise
Se não trabalhas, não te aflijas, podes transgredir à vontade; se apanhares uma multa só pagas 20 cêntimos.
E não só as multas, como tudo o resto ser de acordo com o nosso salário e descontos.
Tal como o impacto dos impostos aumenta consoante o nosso ordenado, o imapcto que as nossas escolhas têm na sociedade deveriam seguir o mesmo raciocinio.
Quer dizer, ias ao supermercado e pagavas menos porque só recebias o SMN? Isso nem na URSS. E isso é um grande desincentivo a subir no elevador social, ganhar menos acabava por ser mais benéfico do que ganhar mais.
Verdade, eu queria poder chegar a um stand da BMW e comprar um por 800€, já que só recebo 900. Muito injusto
Será uma boa medida já utilizada nalguns países
Tendo em conta que os milionários declaram ganhar o salário minimo e terem zero propriedades, enquanto transferem fortunas para contas offshore, esta medida teria zero efeito, a não ser que todo o sistema fiscal fosse refeito para evitar a evasão fiscal.
Eu ganho 3 mil liquidos e só declaro o ordenado minimo, fica um pouco injusto para os outros. è manter como está
As coimas em nada reduzem a sinistralidade, são um mero instrumento de receita do estado. A sinistralidade pode ser reduzida com medidas de prevenção, nomeadamente melhor sinalização, comunicação e controlo de velocidade.
Dito isto esta medida implicaria que a Classe Média iria ter de suportar grande parte da receita do Estado, os mesmos de sempre a suportar os custos.
Não. Se achas que és uma pessoa que conduz como um irresponsável a colocar a vida dos outros em perigo, então deves pagar o valor todo. Não tens dinheiro, temos pena. Agora ficas sem conduzir. Sê responsável. Coitadinho porque sofreu uma caça à multa. Chorem mais um pouco. Conduzam como pessoas normais e tentem não matar ninguém. custa assim tanto? Sempre com tanta pressa.
Ideias típicas da extrema-esquerda… “Vamos taxar os ricos”, “precisamos esmifrar quem mais tem”, a típica lenga lenga. Para eles, o problema está sempre do lado dos que mais têm, e não do lado dos que menos têm. Eles não querem acabar com a pobreza, querem é acabar com a riqueza (menos a deles claro).
Não te armes ao cucos porque nas “multas penais”, aplicadas pelos tribunais, de qualquer país, quando a pena do crime é uma multa, o valor é fixado pelo tribunal em dias-multa, ou seja o nº de dias de multa a multiplicar pelo rendimento diário – e por isso o valor da multa é variável em função do rendimento.
O que se percebe perfeitamente – uma multa de 600 € tanto pode implicar obrigar alguém a passar fome, como não ser nada para quem esse valor são trocos.
+1 os pobre devem pagar o mesmo que os ricos, isso é que faz sentido.
Ou seja os ricos continuaria a pagar pouco ou nada porque declaram o mínimo (e conseguem fugir aos impostos), e os pobres pagariam sempre e ainda aplaudiriam esta medida porque a acham justa e equilibrada.
Só vai fazer com que os muito ricos pagam pouco e aqueles que não têm por onde “fugir” pagam mais que os anteriores.
Enfim ser rico para a esquerda sempre foi e sempre será crime. Estudo, invisto, dou trabalho a familias e depois tenho que andar a sustentar quem saiu da escola ou não quis estudar…. está certo!
E se fosse uma percentagem do valor do carro ?
Talvez fosse mais justo.
Na Suíça acho que é por percentagem do que supostamente ganham que a multa é aplicada… como a percentagem é igual para todos, é uma lei considerada justa, porque tanto lhe custa a si pagar 2000 euros por uma multa se for 30% do que ganha, como 20.000 euros por uma multa se for 30% do que ganha.
Ah! E tal não declaram os rendimentos correctamente, em (quase?) todos os países é um crime (muito?) grave não declarar os rendimentos de forma correcta, quando tal é obrigatório no país, logo se alguém acha que outra pessoa não está a declarar o correcto pode denunciar e apresentar as provas do motivo pelo qual faz a denúncia… se não tem provas estamos no campo da especulação/ coscuvilhice/ “achômetro”.
Que pouca vergonha que para aqui vai.
Em cada tuga um comuna.
Quem tem dinheiro é um alvo de inveja e a abater.
Que descaramento, que ousadia, ter dinheiro.
Mas que pardieiro este.
Não admira que isto esteja no fim de tudo que é de jeito,menos na corrupção e chico espertismo.
PorcoDoPunjab tem boas ideias, até vão ter orgasmos ao ler o que vou escrever.
Um rico ( seja lá isso o que for )entra no supermercado e faz as compras.
Quando vai a pagar paga tudo 5 vezes mais caro que um não rico.
Arroz a 1 euro? Paga 5 que é para aprender a não ser lambão.
Carne a 5 euros o kg? Paga 25 que é para não ser glutão and so on and so on…
Vai comprar carro? 5 vezes mais caro que o publicado.
Até ficar tudo miserável, claro…
Cometeu um crime? pena 5 vezes mais severa em comparação com um não rico a fazer o mesmo.
Que mediocridade
Que país e gente tão pequena.
Até sinto vergonha alheia…
Nossa Senhora dos Aflitos me acuda…
Não esparvoes. Está-se a falar no valor da multa, não é da duração de penas de prisão, nem do preço dos produtos no supermercado.
Se, por cometeres um crime, fores a tribunal e condenado em multa, vais pagar um valor da maior do que quem ganhe menos do que tu. Em Portugal ou noutro país qualquer.
Convém não confundir as multas por infrações rodoviárias (administrativas) ao Código da Estrada, com as multas por crimes rodoviários – que constam do Código Penal.
Por exemplo, no caso do crime rodoviária de condução perigosa, o artigo 291º do Código Penal, nº 3, prevê que: “(…) o agente é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias.” O valor da multa é variável, é o número de dias-multa vezes o rendimento diário.
A questão é se para as multas, administrativas, por infrações rodoviárias, do Código da Estada se deve seguir o mesmo critério – o valor da multa aumenta conforme o rendimento, sem limite máximo que é o que fez a Finlândia. Mas há uma solução mais razoável adotada por outros países nórdicos – o valor da multa aumenta conforme o rendimento, mas com limite máximo, o que evita valores disparatados, como na Finlândia.
Deviam aumentar as multas e outras sanções acessórias, bem como agilizar muitos procedimentos. Quem tem muito dinheiro simplesmente não liga nada. Se aparecer uma multa são trocos. Estacionam mal e porcamente que não lhes pesa na carteira. Não cumprem limites de velocidade porque também não é assim tanto. Muitas vezes é no carro da empresa (própria) e ficam livres de ficar sem carta. E ainda por cima têm um bom advogado que arranja maneira da própria multa prescrever por inteiro.
Uma multa é isso mesmo. Um puxão de orelhas a quem não cumpre. Mais uma vez, a quem não cumpre. E deve doer igual a todos. 25 euros numa multa de estacionamento (por exemplo) não dói o mesmo a todos. O principio de multas balizadas pelos rendimentos já existe em países bem mais civilizados que o nosso. Mas nós aqui só queremos igualdade quando nos interessa. Igualdade é a multa doer igual a cada um.
E ainda mais uma vez, quem cumprir com o código da estrada não tem que se preocupar com isto!
Vergonha sinto eu, de o meu voto valer tanto como o teu, alguém que perante este artigo faz comparações absurdas sem sequer pensar 5s para perceber que não vivemos num comunismo e ainda assim quem ganha mais faz descontos maiores.
A proposta falha na equidade real porque o rendimento bruto individual é um indicador cego. Ignorar o rendimento per capita e os encargos do agregado familiar transforma isso num castigo desproporcional para quem tem dependentes (filhos ou conjugue desempregado), violando o próprio princípio de justiça social que o partido diz defender.
Ao punir o salário e não a capacidade financeira líquida, o sistema beneficia quem tem património passivo em detrimento do trabalhador por conta de outrem.
Devia de haver era um desconto para quem ganha menos tipo escalão, não precisamos de multa exponencias de acordo com o salário. O sistema da Suiça também era bom era ao km e não por tabela, um dia passei a 52km/h levei 20 francos por km/h ou seja 40 francos, se fosse numa zona com mais trânsito ou escola era 40 francos por km/h. Porque para mim passar a mais de 30 na autoestrada e a mais 10 em frente á escola não devia ser o mesmo, devia ser mais penalizado na escola apesar de ser só mais 10km/h.
Na Suíça, exceder em autoestrada o limite de velocidade em 25 km/h é um caso muito – muito – sério – é crime rodoviário. Dá direito a multa, dias-multa com base no rendimento aplicados pelo tribunal, retirada da carta de condução por três meses, pagamento de custas processuais, e fica no registo criminal por um tempo.
Mas por tabela as multas rendem mais é tipo IRS
Afinal a que chamas tabela na Suíça? Por excesso de velocidade, nuns casos ir a tribunal (e, por causa disso, levar uma valente porrada) noutros não, apanhando só a multa normal?
O correcto seria a multa variar conforme o valor do carro.
Exato, um chasso velho a cair de podre, que já ninguém queria, mas que andasse bem era o ideal. Ter travões não era obrigatório.
Os escaloes nao escalao suficientemente… Para um milionario pagar uma multa de 500% é peanuts… Devia de ser uma percentagem do rendimento, baseado na severidade do acto, como na Suiça…