Como um motor de combustão a hidrogénio da Porsche produz o seu próprio combustível
As perspetivas relativamente ao combustível ideal para alimentar o futuro da mobilidade dividem-se. Enquanto uns olham para os carros elétricos a bateria como a única opção viável, outros veem o equilíbrio entre várias tecnologias como solução. Aparentemente, a Porsche tem uma ideia.
Quando o tema é o combustível que alimentará os automóveis do futuro, a Porsche defende que o combustível sintético é um dos caminhos a seguir.
Contudo, uma patente detetada pelo CarBuzz surpreendeu a publicação digital: a Porsche patenteou um motor de combustão que não funciona apenas a gasolina, gasóleo ou hidrogénio, mas deverá ser capaz de produzir o seu próprio combustível de hidrogénio.
Porsche cita um "aparelho de eletrólise Hoffmann"
Na patente apresentada junto do Instituto Alemão de Patentes e Marcas (em alemão, DPMA), a Porsche detalha como um sistema de combustão a hidrogénio autoalimentado pode prolongar a vida da combustão ao reduzir as emissões durante a ignição do motor.
Conforme descrito, o "elemento mais arrojado da patente" é que o sistema irá utilizar o reservatório de água do limpa-para-brisas como fonte de hidrogénio.
Os catalisadores não atingem a eficiência máxima até estarem quentes, e o hidrogénio seria uma forma de pré-aquecer e manter a temperatura durante a condução.
Para resolver este problema, a Porsche precisaria de um gerador de hidrogénio no carro, capaz de transformar água em gás utilizável.
Esta ideia não é nova, uma vez que já existem kits que adicionam hidrogénio ao sistema de um carro, alegadamente para melhorar a eficiência do combustível, ajudando a alcançar a combustão total em condições de baixo binário.
Contudo, a abordagem da Porsche passa por injetar diretamente o hidrogénio no motor, usando pelo menos um cilindro para cumprir a função, segundo o CarBuzz.
O objetivo é aquecer o catalisador até à temperatura ideal com gases de escape particularmente quentes: citando a Porsche, um "aparelho de eletrólise Hoffmann", um dos métodos mais simples para gerar hidrogénio a partir da água.

O voltímetro de Hofmann é um aparelho de vidro com três cilindros, inventado em 1866 para eletrolisar a água em gás hidrogénio e gás oxigénio. Utiliza eletricidade, geralmente com elétrodos de platina ou carbono, para decompor a água, recolhendo hidrogénio no cátodo e oxigénio no ânodo. É amplamente utilizado para demonstrar princípios eletroquímicos e medir volumes de gás.
Além disso, a Porsche menciona a possibilidade de um Modo Hidrogénio controlado pelo carro, que prevê quando o veículo será ligado ou inicia o motor nesse modo.
A patente especifica ainda que a entrada de hidrogénio ficaria a jusante de um turbo e que cada cilindro teria a sua própria entrada, evitando "inflamações indesejadas".
Segundo a mesma fonte, a ideia resume-se a armazenar água estável em vez de hidrogénio volátil, convertê-la em gás conforme necessário e injetá-lo diretamente no cilindro, de modo a evitar explosões no tubo de admissão.
Assim, em vez de usar um depósito separado para a água necessária à eletrólise, a Porsche propõe utilizar o reservatório de água do limpa-para-brisas.
Ainda assim, dá-nos uma ideia de que a Porsche deverá estar a explorar formas de prolongar a vida útil de motores de alto desempenho, à medida que as normas de emissões se tornam cada vez mais rigorosas.
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Ui, Ui, Ui o que vocês foram arranjar… LOLOLOLOL
Agora é que vai. Lool
mto bom!! LOOOOOL
Um dia inventam um sistema onde carregas o carro, e depois utiliza essa energia para produzir combustivel
Já existe mais ou menos: chama-se bicicleta, o único veículo onde a besta puxa em cima.
A bicicleta, usada todos os dias por todas as pessoas, tem potencial para arruinar até ao último centavo o negócio dos sem vergonhas do lobby petrolífero e automóvel. A partir daí as bestas passam a ser eles. Por enquanto são os que orgulhosamente lhes metem guita nos bolsos.
O sonho do condutor médio Português:
– Se chove anda de graça nos 1000km que faz todos os dias para ir almoçar a casa.
Depois metem anti congelante no limpa-para-brisas e lá vai o motor á vida 😀
+1
O quão ridículo se tornam para tentar justificar o preço dos carros hahahaha
Como dizem por ai.
Finalmente uma marca a pensar nas necessidades da Classe media
Admiro a vontade que você tem de se meter em temas quentes e complexos como este da combustão. A água, H2O, tem uma ligação muito forte entre o hidrogênio e o oxigénio e separá-los envolve uma quantidade de energia virtualmente igual à energia que eles libertam quando se ligam, que é muito grande. Por isso, muita gente olha apenas para esta última reacção , vendo isso o combustível do futuro. E seria, se obter hidrogénio fosse uma tarefa fácil e barata. Enquanto isso, vamos transformando electricidade em oxigénio e hidrogénio aos custos actuais. Os engenheiros conseguem fazer (quase) tudo, excepto milagres. Isso só a Nossa Senhora de Fátima……
Não, envolve uma quantidade de energia muito maior que aquela que ela liberta.
O curioso é que aqui os engenheiros da Porsche esqueceram-se da lei da conservação de energia.
Se a Nossa Senhora de Fátima fizesse milagres com valor comercial os imperialistas já cá tinham vindo matar e saquear para a levar para os USA. Deve ser a salvação de Portugal.
“Como um motor de combustão a hidrogénio da Porsche produz o seu próprio combustível” esse titulo dá a entender outra coisa não?! Aquilo que produz é insignificante, estar ou não estar é praticamente igual, pior é mais uma engenhoca que avaria e complica o sistema.
A Porsch – não “patenteou um motor de combustão que (…) funciona (…) a gasolina, gasóleo ou hidrogénio”.
Quando se fala de hidrogénio e motores, habitualmente trata-se de motores elétricos, sendo a eletricidade gerada pelo hidrogénio numa (pilha/célula de combustível). São os chamados carros elétricos FCC.
Mas um motor de combustão, a gasolina ou a gasóleo, pode sofrer grandes adaptações para funcionar com hidrogénio como combustível, porque o hidrogénio se comporta de modo muito diferente da gasolina ou do gasóleo. Há motores bi-fuel a gasolina e hidrogénio, mas são muito raros, foram construídos para demonstração.
Então a questão é – a patente da Porsche é de um motor bi-fuel a gasolina/gasóleo e hidrogénio e que, além disso gera hidrogénio?
Bi-fuel, como gasolina-GPL, em que se alterna um combustível ou outro, para ser mais económico, ou poupar um dos combustíveis – não é. A patente diz que o hidrogénio é usado inicialmente para aquecer o motor e os injetores, ou seja, na fase de maior emissão de CO2, o que permitia reduzir as emissões e também, em certas condições injetar uma mistura de combustível e hidrogénio, reduzindo também as emissões.
Pelo que diz o artigo da Carbuzz, a Porsch registou a patente mas não tem quaisquer planos para o desenvolvimento do motor.
Acima: São os chamados carros elétricos FCEV (nos motores 100% elétricos há os BEV, a bateria, e os FCEV, a hidrogénio).
Nem toda a gente utiliza água, no limpa-para-brisas.
Não me parece sinceramente grande ideia esta da Porsche. Nem sequer inteligente…mas com o dinheiro do governo alemão eles podem fazer as experiências mais ridículas e estúpidas que não há problema. Lol
Tem que se ler a notícia como – a Porsche, que procura a redução das emissões de CO2, não sabendo mais o que inventar, lembrou-se que, com uma pequena quantidade de hidrogénio gerado no próprio veículo, podia aquecer o motor e os injetores para o arranque do motor, que é a fase de maiores emissões de CO2. E que podia juntar parte do hidrogénio ao combustível, também para reduzir as emissões de CO2. E patenteou a ideia.
Ridículo não é, se é fazível é outra coisa, mas a Porsch não se propôs desenvolver o motor, só patenteou a ideia. Quem sabe se a UE não se afasta, ainda mais, do objetivo das emissões zero e aceita motores de combustão de baixas emissões e a ideia passa a fazer sentido …
É bem mais simples e barato fazer como se faz nos paises frios, um aquecedor de bloco ligado à tomada.
Loooool
A Europa aceita motores de baixas emissões, o problema é mesmo esse, os fabricantes não os sabem fazer, e são incrivelmente simples de fazer, é só reduzir potências….
Para os automóveis ligeiros, a UE tinha como meta emissões zero – ou seja eletrificação total dos carros novos vendidos – em 2035. E aceitava um faz-de-conta, por pressão da Alemanha, que eram os motores de combustão a combustíveis sintéticos, que são financeiramente inviáveis.
Recentemente passou a meta para um equivalente a 90% – e ainda vai ter que recuar mais.
Nunca houve essa meta de 0%.
Errado, não precisa de electrificação total, tal como nunca houve essa meta.
Financeiramente inviáveis são todos os combustíveis.
Mas não recuou, a proposta anterior a esta já incluía combustíveis sintéticos, os 10% que agora dizem são esses convertidos, porque na verdade têm de ter compensação, se isto for aprovado.
Mas não era disso que estava a falar, estou a falar da atualidade, essa é que conta, eu falei presente, naquilo que realmente está em vigor, e não futurismos.