Startup europeia acusada de “fraude” apresenta provas: bateria pode carregar em apenas 5 min
Uma startup finlandesa chamada Donut Lab chamou a atenção da indústria automóvel no início de 2026 ao apresentar, durante a CES 2026, uma bateria de estado sólido com características consideradas revolucionárias.
As especificações anunciadas foram tão ambiciosas que rapidamente surgiram dúvidas entre especialistas e fabricantes, sobretudo na Ásia. Agora, a empresa responde às críticas com resultados de testes independentes conduzidos pelo centro público de investigação finlandês VTT Technical Research Centre of Finland.
Segundo os dados divulgados, os primeiros ensaios confirmam que pelo menos o protótipo de célula analisado é capaz de cumprir algumas das promessas inicialmente apresentadas.
Uma bateria que promete mudar o setor
A tecnologia de baterias de estado sólido é considerada por muitos como o próximo grande salto na mobilidade elétrica.
Ao contrário das baterias atuais, elimina o eletrólito líquido e substitui-o por materiais sólidos, o que pode permitir maior densidade energética, melhor segurança e tempos de carregamento muito mais curtos.
Durante a apresentação em Las Vegas, a Donut Lab afirmou que a sua bateria poderia atingir:
- densidade energética de 400 Wh/kg
- carregamento completo em cerca de 5 minutos
- 100 mil ciclos de vida útil
- funcionamento entre -30 °C e 100 °C
- ausência de terras raras ou materiais tóxicos
A combinação destas características gerou forte ceticismo. Vários especialistas consideraram improvável que todas estas métricas pudessem ser alcançadas simultaneamente com a tecnologia atual.
Críticas da indústria e acusações de fraude
Após a apresentação, alguns analistas e fabricantes, particularmente na China, classificaram o anúncio como exagerado ou mesmo fraudulento.
O contexto ajuda a explicar o escrutínio. Nos últimos anos, empresas asiáticas lideraram o desenvolvimento das baterias de estado sólido e estimam que os primeiros automóveis de produção equipados com esta tecnologia possam surgir por volta de 2027, inicialmente em volumes reduzidos devido aos elevados custos de produção.
Perante as acusações, a Donut Lab decidiu recorrer a testes independentes para validar a sua tecnologia.
Testes independentes confirmam resultados promissores
Os ensaios conduzidos pelo VTT foram divulgados progressivamente pela empresa. O primeiro conjunto de testes analisou a capacidade de carregamento ultrarrápido.
De acordo com os resultados divulgados:
- a bateria conseguiu passar de 0 a 80% de carga em cerca de 4,5 a 5 minutos
- foram realizados sete testes de carregamento
- foram usadas taxas de carga 5C e 11C
Nos testes a 5C, a bateria completou o carregamento em cerca de 12 minutos, mantendo a potência máxima durante mais de 9 minutos.
Em condições mais extremas, os dados indicam que o carregamento total poderá aproximar-se dos 7 minutos, um valor ainda muito inferior ao das baterias atuais.

Uma carga 5C significa que a bateria está a ser carregada cinco vezes mais rápido do que a taxa padrão. Estes são os resultados do teste de carga 5C com a bateria da Donut Lab.
Comportamento térmico surpreendente
Outro teste avaliou o desempenho da bateria em temperaturas elevadas. A célula foi submetida a 80 °C e 100 °C, valores significativamente superiores aos utilizados em condições normais de operação.
Segundo o relatório, o desempenho manteve-se estável e, de forma inesperada, a bateria apresentou até mais capacidade do que à temperatura ambiente, atingindo cerca de:
- 110% da capacidade nominal a 80 °C
- 107% a 100 °C
Estes resultados sugerem uma elevada estabilidade térmica, um fator crítico para a segurança e durabilidade das baterias.
Primeiras aplicações poderão surgir em motos elétricas
Caso os resultados continuem a confirmar-se, a tecnologia poderá chegar primeiro às motos elétricas da fabricante finlandesa Verge Motorcycles.
Segundo os planos divulgados, estas baterias poderão permitir autonomias próximas dos 595 quilómetros. A Donut Lab prevê iniciar as primeiras entregas em abril, com produção adicional planeada para o final do ano.
Apesar dos resultados iniciais promissores, especialistas sublinham que a validação real da tecnologia apenas ocorrerá quando as baterias forem produzidas em escala e utilizadas em aplicações comerciais. Até lá, a bateria finlandesa continuará sob forte escrutínio da indústria.






















Faltam mais testes, tem que se demonstrar a densidade energética de 400 Wh/kg e que consegue fazer 100 mil ciclos. Percebo que queiram guardar o segredo da química dessa bateria, mas ao mesmo levanta suspeitas de fraude, porque o que anunciam é revolucionário, algo que as maiores empresas do mundo na produção e desenvolvimento de baterias, CATL e BYD, com centenas de engenheiros, não conseguiram até agora fazer. Claro que assim que sair para o mercado vai ser dissecada para analisarem ao milímetro.
O problema é que muitas das vezes essas startup’s são criadas para apanhar fundos europeus e no final fecham a empresa e não conseguem cumprir o prometido, esse esquema já é velhinho na UE não estou a dizer que seja aqui o caso, temos que esperar para ver como dizes.
O problema é os chineses estão tão habituados a propaganda que acha que uma empresa com o nível de regulamentação europeia se ia prestar ao ridículo que eles se prestam.
As mentes mais brilhantes sempre estiveram na Europa e EUA, quantidade não é qualidade.
Oh Fonseca A, tu que andas sempre aqui a c**** sentenças, és obtuso. Não deves ter percebido que o mundo mudou e que a China já não é a loja do chinês. Um país que forma 100 mil engenheiros por ano,tem excelentes empresas e as baterias deles estão acessíveis a quem quiser testar e ver a sua composição. Agora uma empresa manhosa que não permite o acesso e a análise de outros é no mínimo suspeito.
Tem auditoria externa, achas que ia abrir a terceiros sem NDAs e perder a sua vantagem competitiva?
Estranho é os chineses acharem estranho quando são os reis da fake tech propaganda.
Btw, já fui mais vezes à China do que tu a Lisboa, sei o que é e também sei o que não é
Pelos vistos foste à China de olhos vendados… Ou com umas palas à frente dos olhos
Foi à Chinatown em Lisboa.
não me limitei a ir às grandes cidades como fazem os ocidentais, cheguei a visitar fábricas fora dos grandes centros.. cenários cujos salários são definidos por provincia e o 995 é uma benesse.. existem duas chinas, a que os ocidentais conhecem tem muita propaganda à mistura, a outra ninguém quer saber..
eu sei porque já tive de fazer vetting a fornecedores chineses
Nem mais!
Quando sair para o mercado ou é dissecada para analisar ou então tem os clientes à porta a pedir a denvvolução da guita.
Como sabem que passou dos 0% aos 80%? Mediram a carga? É que esses testes não são apresentados. Dizem 400Wh/kg mas se primeiro não confirmam isso… Eu também carrego uma bateria em 5 minutos se ela tiver a capacidade de 5mah.
Mas não aceitas que a auditoria externa tenha confirmado.
Possa parecer estranho mas os novos carros da F1, segundo as novas características técnicas carrega 350 kwatts a cada volta. Ao ver os numeros achei impossivel, mas depois fui confirmar na net, e bate certo, não a tecnologia q estao a utilizar deve ser capacitores electricos, pq tem q fazer isto nas proximas 60 voltas… lol
Mas tb acho que a bateria devia ser maior, ilimitada o q as equipas quiserem.
F1?
Não carrega nada 350kW a cada volta… kW é potência e não energia!
Pode acumular energia com uma potência máxima de 350kW de recuperação mas a energia máxima que pode ser libertada por volta é pouco mais que 2,5kWh…
Encontrei isto na net talvez ajude…
The most operationally significant constraint is the 4MJ delta State of Charge limit, which caps the maximum net energy flow in or out of the Energy Store per lap at 4 megajoules.
State of Charge, or SoC, is expressed as a percentage of the battery’s maximum capacity, and the 4MJ delta limit means that no single lap can change the SoC by more than an equivalent of 4 megajoules in either the charge or discharge direction.
Energy Store in the Wider Power Unit Context
The Energy Store does not exist in isolation. It is the connection between the harvesting and deployment sides of the electrical system, and its characteristics influence every other aspect of how the power unit’s electrical components perform.
4 megajoules = 1.11 kwh
Para este ano o limite acho que passou para 9MJ… Mas sim, pouco muda…
Que ponham aquilo à disposição de uma universidade ou organismo independente com laboratório para fazer testes de verificação. Até lá bem podem dizer que foi ungida pelo bispo da igreja maná e faz milagres, porque isso não é coisa nenhuma.
Já foi testada por um organismo independente….
Pelos vistos, tens de acabar a terceira classe da escola primária, porque é mais que óbvio que não consegues compreender um texto que claramente explica, no seu contexto, que testes independentes foram realizados.
Se lesses o artigo está lá “…empresa responde às críticas com resultados de testes independentes conduzidos pelo centro público de investigação finlandês VTT Technical Research Centre of Finland…”
Fiquei confuso, o pessoal está a reclamar por ser uma empresa Europeia ou por ser para Elektros?
por ser europeia.. só os chineses estão autorizados a fazer headlines por motivos mirabolantes
É por ser europeia! Como se os Europeus nada tivessem feito na História deste planeta. Claro quem se alimenta de propaganda e choradeira, fica chocado. Afinal, pretende-se acabar com os Europeus a as suas enormes culturas. Os homenzinhos ficam irritados: como se atrevem, a mostrar que sempre que se mexem, mudam algo a sério e sem espiar ou copiar. Deve ser frustrante.
A única coisa que testaram foi a carga em poucos minutos. Qualquer bateria faz isso. 5C não nenhuma novidade. É possível com um custo absurdo na densidade energética. Ou seja, grandes capacidades, como 400Wh/kg, são apenas teoricamente possíveis com catados e anados mais finos, o que limita a corrente máxima para pequenas frações de C… É uma fraude, não há dúvida.
pensava que tinhas morrido int3
Aleluia, ressuscitou!
Estamos na Quaresma…tudo é possível!
Parece que a tal startup é finlandesa.
Não foi na Finlândia que inventaram os Nokias? Cujas baterias ainda tinham carga um ano depois da sua última utilização?
Parece que eles saberão alguma coisa sobre baterias extraordinárias, não?
Bem visto.
Tal e qual!