Tesla perderá milhões de euros em créditos de emissões da Stellantis e da Toyota na Europa
O fundo comum de emissões formado pela Tesla, Stellantis e Toyota, entre outras marcas, deverá ver-se reduzido este ano. A decisão ousada das duas últimas gigantes automóveis poderá representar um duro golpe financeiro para a empresa norte-americana liderada por Elon Musk.
Os últimos documentos publicados pela União Europeia (UE) sobre o tema mostram que o fundo de emissões de CO2 gerido pela Tesla nos últimos anos já não conta com dois dos seus principais "financiadores".
Aparentemente, a Stellantis e a Toyota deixaram de fazer parte do fundo europeu comum, que procura partilhar créditos de emissões com marcas excedentárias, como é o caso da Tesla.
Esta atualização é relevante, porque o fundo permitiu que a Tesla recebesse milhares de milhões de dólares em pagamentos nos últimos anos.
Em 2024, por exemplo, a marca norte-americana obteve cerca de 2760 milhões de dólares a nível mundial com a venda de créditos. No ano passado, o valor caiu 28%, para aproximadamente 2000 milhões de dólares.

Agora, esse valor deverá ver-se reduzido, após a saída da Stellantis e da Toyota, que eram precisamente as empresas que mais contribuíam para um fundo que inclui, também, para já, nomes como Ford, Mazda, Honda, Subaru e Suzuki.
Toyota e Stellantis acreditam conseguir cumprir as metas da UE
A saída da Stellantis e da Toyota deste fundo comum representa, conforme destacado, uma decisão importante para as duas empresas.
Afinal, a regulamentação da UE permite que as fabricantes de automóveis que não conseguem, por si, cumprir os objetivos de emissões de CO2 se juntem a fundos comuns com fabricantes excedentárias.
Como funcionam os créditos de emissões na UE?
Numa medida transitória, cada fabricante tem uma meta anual de emissões médias de CO2 por veículo vendido na UE. Esta meta depende do tamanho médio da sua frota e, se a empresa não conseguir atingir esse limite, incorre em multas elevadas.
Algumas marcas conseguem reduzir as emissões abaixo da sua meta, criando os chamados créditos de CO2, que representam a diferença entre a meta permitida e as emissões reais da frota.
Assim, a UE permite que fabricantes que não conseguem cumprir a meta sozinhas se juntem a outras com excedentes, formando um fundo de emissões, que faz uma média ponderada das emissões das várias empresas participantes.
A marca com excedentes cede parte desses créditos às marcas que não atingem a meta, recebendo, em troca, compensação financeira.
A participação nos fundos de emissões deve ser decidida antes de cada ciclo anual, normalmente antes de 1 de dezembro do ano anterior.
Neste caso, a Tesla tem vindo a ser remunerada por nomes como a Stellantis e a Toyota, que deverão, este ano, conseguir aproximar-se das metas:
- Estratégia da Stellantis
Apesar de ter ultrapassado o seu objetivo de CO2 no ano passado em seis gramas de CO2 por quilómetro, segundo dados da Dataforce, a Stellantis conta com um aliado importante que deverá permitir-lhe melhorar a média de CO2 da sua frota sem necessidade de pagar grandes quantias de dinheiro à Tesla.
A Leapmotor prepara-se para começar a fabricar automóveis nas instalações da Stellantis, em Saragoça, e cujos números de vendas e presença comercial estão a crescer na Europa.
- Estratégia da Toyota
Por sua vez, as previsões indicam que a Toyota conseguirá cumprir os seus objetivos sozinha. Além dos híbridos, a marca japonesa aposta cada vez mais nos automóveis totalmente elétricos, cujas vendas estão a prosperar.
Neste cenário, as notícias não significam uma perda milionária imediata para a Tesla, uma vez que as fabricantes podem decidir voltar ao fundo comum até ao final do ano, caso percebam que não conseguirão cumprir os objetivos.
Contudo, à medida que as fabricantes ajustam as suas estratégias às ambições europeias, a venda de créditos de emissões pode deixar de ser lucrativa.



















Acabou a mama do Musk à conta dos otários da UE
A Toyota também é UE ?
Achas mesmo que ele sabe. Qualquer noticia de qualquer marca ou qualquer pais, se envolver “Elektros”. A culpa é sempre da UE
A Toyota entrou no jogo apenas para poder continuar a vender na UE, duhh, sem ter de pagar multas insanas que lhes podiam fechar portas a nível global.
Entretanto, as boas e velhas máquinas da Yamaha foram simplesmente irradiadas ou então decidiram não se deixar domesticar, preferindo cag*ar para os cartéis instalados.
É só um exemplo entre muitos, mas continuam vivas e a trazer dias mais felizes ao resto da população no mundo.”
Mas ela pode continuar a vender na ue sem qualquer problema, também inventou isso agora ?
Quais multas ? não leu a noticia ?
A yamaha também tem automóveis ? essa é nova.
Tudo porque Stellantis e a Toyota estão apostar mais nos Elektros.
Curioso, afinal a Toyota e a Stelantis estão a apostar cada vez mais nos ve’s. Lol
Pelo contrário, a UE é que baixou as calcinhas em relação às metas cartelizadas. E as marcas sabem que ainda vai baixar mais, porque o cartel está a desmoronar.
Claro que não foram boas notícias para o Moskas
Isso quer dizer que deixou de haver metas?
Mas as metas não baixaram, são precisamente as mesmas, mais uma invenção.
90 ≠ 100 e vai aliviar mais com o passar do tempo e com o arrefecimento crescente do mercado dos elektros
A meta é a mesma, já que esses 10% são para veículos “especiais”.
A descida da Tesla continua!