Ford copia a Tesla e aposta em arquitetura de 48 volts para a sua próxima pick-up elétrica
A Ford Motor confirmou que a sua próxima geração de veículos elétricos (VE) contará com tecnologia de 48 volts, uma inovação recentemente comercializada pela Tesla, visando aumentar a eficiência e reduzir custos de produção.
A transição para o sistema de 48 volts
Historicamente, a indústria automóvel tem utilizado sistemas de 12 volts com baterias de chumbo-ácido. No entanto, esta configuração tem-se revelado problemática em VE, resultando em diversas recolhas.
A nova arquitetura de 48 volts utiliza a bateria de alta voltagem do próprio veículo para alimentar todos os componentes, permitindo uma maior largura de banda elétrica e uma redução significativa no peso da cablagem.
De acordo com Alan Clarke, diretor executivo de desenvolvimento avançado de VE na Ford, esta mudança é essencial para garantir a longevidade da plataforma. Na nova pick-up de tamanho médio da marca, a cablagem será cerca de 1,2 quilómetros mais curta e 10 quilos mais leve do que a utilizada nos modelos elétricos de primeira geração.
Um novo momento Model T para a Ford
O CEO da Ford, Jim Farley, descreve esta fase como um "momento Model T", referindo-se ao icónico veículo que revolucionou a produção em massa há mais de um século. A nova estratégia foca-se na plataforma "Universal Electric Vehicle" (UEV), desenhada para produzir veículos com custos comparáveis aos modelos a combustão.
A Ford prevê que estes novos VE utilizem menos 20% de peças e exijam menos 25% de elementos de fixação. Além disso, estima-se que a montagem seja 15% mais rápida, permitindo que uma pick-up elétrica compacta chegue ao mercado em 2027 com um preço alvo de 30 mil dólares, competindo diretamente com marcas chinesas e com a Tesla.
Para alcançar estas metas de rentabilidade, a Ford adotará o processo de "gigacasting", uma técnica de fabrico que substitui dezenas de pequenas peças estampadas por componentes únicos de grandes dimensões. A nova pick-up terá apenas duas peças estruturais principais (dianteira e traseira), contrastando com as 146 peças necessárias na atual Ford Maverick a gasolina.
Apesar do recente abrandamento nas vendas de veículos elétricos nos EUA e das mudanças nos incentivos federais, a Ford mantém o seu compromisso de investimento de 5 mil milhões de dólares até 2027. O objetivo é criar veículos que não sejam apenas acessíveis, mas tecnologicamente superiores.
Leia também:




















Não me parece que a Ford esteja com muita vontade de apostar sequer mais 1 cent nos elektros. A Ford acabou de anunciar que vai assumir perdas enormes ligadas à sua aposta nos carros elektros, mais concretamente anunciou que vai registar perdas de cerca de 19,5 mil milhões US$ por causa dos investimentos parvos em elktros e cancelamentos de modelos elektros que não estão a dar resultado pq ninguém os quer.
Finalmente, não só a Ford mas tbm GM e Stellantis já perceberam q para vender um elektro é preciso que esse elektro seja encharcado de subsídios tanto na produção como na venda. Não havendo onde mamar, o melhor é rever os planos e parar. Por isso a Ford já cancelou todos novos modelos elektros previstos e agora luta para diluir os prejuízos até 2029 com recurso a modelos a combustão puros e híbridos.
https://www.reuters.com/business/autos-transportation/fords-195-billion-ev-writedown-five-things-know-2025-12-16/
Você é que levou o cérebro cancelado pelo lobby.
https://www.motortrend.com/features/ford-affordable-electric-truck-development
Resumindo o que se diz nos dois links:
– A Ford encerra todos os projetos em curso de novos VE, incluindo o de baterias para VE.
– Mas iniciou, um mini-projeto de um VE totalmente novo e de baixo custo. O facto de ser referido como “construído a partir do zero” indica que será com base na tecnologia 48V, que a Tesla está a promover junto dos CEO das outras fabricantes.
– Dá prioridade ao desenvolvimento de veículos híbridos, com um motor elétrico e um a gás que serve de gerador de eletricidade para aumentar a autonomia.
Portanto não encerrou. Loool
Qualquer empresa que faca grandes investimentos é normal ter prejuizos iniciais. Ter 5 /10 anos de prejuizos é normal. Agora podem é ter investido mal e o retorno nunca vir. Voltar aos combustão é só dar maior margem á concorrencia
num país com cidades gigantes com commutes de 3h ou mais por dia, boa sorte convenceres essa gente a comprar EVs, só quem mora dentro das cidades compra EVs e a procura tende a diminuir muito nos próximos anos, a ford está a tomar a decisão certa porque não está pressionada por decisões politicas, ao contrário dos fabricantes europeus
Os Europeus estão a ser comidos de cebolada pelos chineses que só fazem eletricos e tu ainda queres que os Europeus mudem ahah não duravam mais 2 anos
Nas vendas Globais a BYD já vende mais que a Ford
Não é verdade, os chineses fazem mais veículos a combustão que eléctricos.
Andam com a mesma conversa e mentalidade faz 10 anos. Enquanto isso os chineses sempre a ganhar quota de mercado.
Acho que o futuro é não mudar nada e que nos proximos 10 anos deveriamos continuar com a mesma conversa.
Neste momento já há duas verdades absolutas, é que os eletricos são o prensente e o futuro, e que os chineses vão ter a maioria da cota de mercado os europeus vão todos com os porcos portanto façam o que fizerem agora já perderam
Fordget it.
De notar que o Gigacasting referido também é uma tecnologia desenvolvida pela Tesla.
Não é verdade, foi sim a primeira grande marca a usar em escala, mas já havia varias firmas de engenharia a propor a ideia de usar isso, mas as construtoras ignoravam…
O gigacasting é muita fixe. Dás uma panada e metade do carro é pó lixo.
Não vai para o lixo tens é de comprar a peça toda que provavelmente no futuro até ficará mais barato.
Para bem e para o mal os construtores estão todos a ir nessa direção
já foi demonstrado que o casting é reparavel, a Tesla tem zonas onde espera que se parta e tem reparação, tens um video optimo pelo jerryrigeverything a demonstrar isso.
Sendo menos peças menos probabilidade de perda total.
Uma Voltagem superior sempre teve vantagens é inacreditavel a Tesla ser a primeira a comercializa-la no entanto seria também importante perceber quanto custará uma bateria dessas de 48V porque de 12V existe em todo o lados essas de 48 vão ser muito mais dificeis de arranjar portanto deverá ser mais caro mas também devem durar mais, seria também importante perceber se a essa voltagem já se apanha um choque
O preço é irrelevante pois já é sempre de lítio e com vida util acima dos 10 anos
O 1⁰ carro a usar 48V foi Audi SQ7 TDI lançado em 2016.
A cyber está a ser impigida ao 3⁰ mundo pq quem percebe de carros não a compra.
Isso era um sistema hibrido de 48V nada tem a ver com a arquitetura de 12V o Audi SQ7 continua a ter arquitetura de 12V e bateria de 12V, neste caso é uma alteração completa de arquitetura para 48V nada no carro funciona a 12V
Acho que não estás a falar da mesma coisa…
Errado, esse usa um sistema mild-hybrid, continua a ter sistema de 12v.
Não é a mesma coisa:
– a Audi não mudou o carro todo para 48V. A bateria de 48V desse Audi servia para aumentar a perfomance, mas o carro continuava a basear-se na arquitetura de 12V
– a arquitetura de 48V aplicada a todo o veículo permite, por exemplo, eliminar a coluna de direção (varão que liga o volante às rodas), substituída pelo pelo sistema de direção por cabo elétrico (steer-by-wire).