Em Portugal, transformar veículos vai ficar mais simples
Em Portugal, transformar um veículo para responder aos diferentes tipos de atividade, como mobilidade assistida e emergência médica, exige um processo densamente regulamentado. Contudo, o Governo informou que pretende acabar com essa complexidade.
De carrinhas adaptadas para trabalho técnico a viaturas preparadas para serviços de emergência, lazer ou mobilidade assistida, cada alteração aos veículos precisa de percorrer um caminho rigoroso, que exige segurança, conformidade legal e funcionalidade.
Transformar veículos normais, adaptando-os aos diferentes tipos de atividade exige que sejam integradas características especiais, num processo que não é, de todo, simples.
De facto, atualmente, um veículo que seja transformado para ser utilizado nos serviços de urgência, como as ambulâncias, para a limpeza urbana, ou transporte de valores, entre outras atividades, tem de cumprir uma série de orientações.
Existem centenas de circulares técnicas, emitidas pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMT) para cada tipo de alteração.
O objetivo é garantir que os veículos modificados mantêm os níveis adequados de segurança.
Remotorização de veículos de combustão em elétricos
No sentido de acabar com a multiplicidade de orientações em vigor, o Governo vai aprovar um regime que estabelece uma base normativa para essas transformações, conforme avançado pelo Jornal de Negócios.
A aprovação do Regulamento da Transformação de Veículos, em Conselho de Ministros, estabelece um quadro geral aplicável às transformações de veículos, criando uma base normativa uniforme.
Através deste diploma, ficam consagrados os princípios gerais a que deve obedecer a transformação dos veículos a motor e os seus reboques.
Esta facilitação permitirá acelerar os processos de conversão dos veículos, alguns deles cuja necessidade é urgente, como as viaturas utilizadas para urgências de saúde.
Além disso, permitirá a simplificação do processo de transformação de novos e veículos já existentes ao nível do tipo de motorização, consagrando a possibilidade de remotorização de veículos de combustão interna em elétricos.
Verificação que era feita pelo IMT passa para os centros de inspeção
A mesma fonte adianta, também, que a simplificação da regulamentação passará as competências de verificação do cumprimento das regras nos veículos transformados do IMT para os centros de inspeção.
Assim, são cerca de 20 mil os veículos que passarão a ser inspecionados nestes centros, ao invés de estarem dependentes do IMT.
Esta mudança visa reduzir o tempo de resposta para a inspeção destes veículos, que passam a ter acesso a todos os centros existentes, em Portugal.
Importa ressalvar que o Governo pretende, também, agilizar a instalação dos centros de inspeção em territórios de baixa densidade.























Finalmente podemos ter veículos antigos convertidos em elétricos, para utilização diária.
De facto. Já era sem tempo.
E não precisam de ser muito antigos…
O JL é que dizia que estas VMER já não andavam.
Só nos seus sonhos é que andam.
Lamento dizer que para sua grande desilusão ainda circulam, pelo menos na zona centro onde resido, há 2 hospitais que ainda as têm.
Se quiser dou o contacto dos responsáveis para ir lá ralhar com eles para trocarem para teslas.
As VMER são do INEM.
e para quanto é que agora, vai subir o valor a colocar por baixo do banco??
Para 0 (zero) euros, porque as pessoas são honestas e trabalhadoras.
Portanto, vai ser possível agarrar, numa Ford Transit de 1978, pagando 60000 euros, numa carrinha de 50000 litros, com motor eléctrico e meia tonelada, de baterias. Uma nova, anda pelos 170000 euros, a gasolina. Eléctrica nem por meio milhão.
Tenho é dúvidas, sobre dar, o poder, aos centros de inspecção… vamos voltar a ter centros, que recebem 5000 euros e assinam, em como está, de acordo, com as normas.
Não é 170 mil euros, é 170 MILHÕES DE EUROS.
Está errado, é: 170 mil milhões de euros.
Erro nesta frase:
“Verificação que era feira pelo IMT passa para os centros de inspeção”
Desnecessario agradecimento
Então, de acordo com o novo diploma ou o texto deste artigo, todos os centros de inspecção terão de passar a ter capacidade técnica e técnicos especializados para fazer todas essas novas verificações… quando, frequentemente, nem capacidade têm para fazer devidamente uma normal inspecção.
E, também pelo artigo acima, não parece que modificações mais simples pretendidas pelos proprietários para melhorar o comportamento do seu veículo como rebaixá-lo 2 cm ou colocar uns espaçadores nas rodas ou novas barras de torção… entre outros pormenores, estejam incluídos neste diploma.
Estamos mais perto dos EUA, onde vale tudo, menos arrancar olhos.
Já que o IMT não tem mãos a medir, realmente mais vale o centros de inspeções também passarem a fazer esse trabalho, esperas de quase 1 ano para levar o carro adaptado ao IMT é demais…
A medida parece-me boa. Transformar uma viatura numa “autocaravana” ou instalar uma rampa para cadeira de rodas chega a ser um pesadelo burocrático, sem nenhuma necessidade. Se temos técnicos credenciados nos centro de inspeção, faz todo o sentido. Aliás, isto já ocorre em algumas situações de simples verificação como é o caso das “adaptações” necessárias ao transporte coletivo de crianças em que a verificação é feita exclusivamente pelos centros de inspeção. São também coisas simples como a instalação de tacografo, a limitação da abertura de portas e vidros, colocação e validade do extintor, existência de coletes de “raquetes” (e de cabeça não me lembro de mais nada, mas é possível que haja).
Na Alemanha, por exemplo, para transformar uma carrinha em autocaravana é só seguir uma guia (simples) de requisitos mínimos, fazer a obra que se quiser e ir a um centro de inspeções para verificar. E basicamente qualquer pessoa o pode fazer. A única coisa que tem mesmo de ser técnica e obriga a “projeto” (e percebe-se porquê) é a instalação de equipamentos a gás. Mas como não é obrigatório ter disso, arranjam-se outras soluções.
Claro que da teoria à prática vai dar uma ganda volta…