Trump admite impor tarifas aos países que não concordarem com a aquisição da Gronelândia
A partir da Casa Branca, Donald Trump informou que não exclui a possibilidade de impor tarifas aos países que não concordarem com a aquisição da Gronelândia pelos Estados Unidos da América (EUA).
Em comentários feitos na Casa Branca, Donald Trump disse, esta sexta-feira, que poderá impor tarifas aos países, “se eles não concordarem com a Gronelândia”.
Precisamos da Gronelândia para a segurança nacional. Por isso, posso fazer isso.
Conforme reportado pela CNBC, os comentários mostram que o Presidente dos EUA, cuja pressão para adquirir a Gronelândia tem sido cada vez mais agressiva, está a “recorrer a uma das suas ferramentas favoritas” para exercer poder sobre as nações estrangeiras.
De facto, a administração de Trump já havia dito anteriormente que estava a avaliar várias opções, incluindo a utilização das Forças Armadas dos EUA, com o objetivo de assumir o controlo do território dinamarquês.
Para Trump, mesmo já mantendo uma base militar no território, a posse da Gronelândia é essencial, devido a preocupações de segurança nacional levantadas pela China e pela Rússia.
Neste cenário, apesar de Gronelândia e a Dinamarca já terem repetidamente insistido que o território não está à venda e não deseja ser adquirido pelos EUA, a Casa Branca tem reforçado o seu interesse, tendo informado que está a considerar fazer uma oferta para comprar a ilha ártica.
Portugal vai enviar militares para a Gronelândia?
Tropas de França, Alemanha, Suécia, Noruega, Finlândia, Países Baixos e Reino Unido chegaram, na quinta-feira, à Gronelândia, para uma missão que visa mostrar aos EUA que a NATO pode garantir a segurança da ilha dinamarquesa, mobilizando tropas de forma ágil.
Segundo o Expresso, os contingentes europeus são de umas dezenas de efetivos, que vão em missão de reconhecimento. No entanto, o Presidente francês assegura que serão reforçados “com ativos de terra, ar e mar”.

Entretanto, esta sexta-feira, o ministro da Defesa português, Nuno Melo, recusou-se a falar sobre um eventual envio de militares portugueses para a Gronelândia, alegando que não tem mandato para tal.
As missões em que as forças portuguesas intervenham são sempre discutidas em Conselho Superior de Defesa Nacional, que é convocado pelo Presidente da República, e, logo, a questão não se põe.
Questionado pelos jornalistas sobre o envio de tropas no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (em inglês, NATO), após uma cerimónia de juramento de bandeira, em Évora, Nuno Melo esclareceu que “a Gronelândia é uma região autónoma da Dinamarca com um estatuto muito especial”, defendendo que o destino da ilha “pertence ao povo da Gronelândia e ao povo dinamarquês”.
Numa alusão às ameaças dos EUA, o ministro da Defesa português disse que “esperamos é que os Aliados se comportem como Aliados”.
Segundo o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, por sua vez, Portugal não planeia enviar tropas para a Gronelândia, “mas percebo que haja naturalmente Aliados da NATO que queiram ter uma presença que signifique solidariedade”.
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