Polestar 5 chegou a Portugal: inspirado na aviação, é uma verdadeira ode ao futuro
O Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico (SAHE), na Alfândega do Porto, foi palco da apresentação oficial do Polestar 5. Este Grand Tourer de quatro portas e elevada performance nasceu do protótipo Precept, apresentado, pela primeira vez, em 2020, como uma declaração de intenções para a visão de futuro de design, tecnologia e sustentabilidade da marca.
Sendo fiel ao protótipo Precept a equipa de design da Polestar conseguiu trazer o modelo para produção com alterações mínimas, criando um Grand Tourer arrojado com cinco metros de comprimento e uma superfície moderna e minimalista, sem enfeites desnecessários.
Principal inspiração, a aviação reflete-se na superfície esticada sobre um perfil aerodinâmico em forma de asa com uma cauda ao estilo Kamm.
A relação entre as rodas e as linhas do capô é especialmente próxima, um feito possibilitado pela plataforma do automóvel e exclusivo para o design da suspensão dianteira do segmento.
O Polestar 5 apresenta o maior teto panorâmico de vidro de qualquer Polestar até o momento - com pouco mais de dois metros de comprimento e 1,25 metros de largura.
Na traseira, o Polestar 5 utiliza uma barra de luzes aerodinâmica especialmente projetada, com detalhes de ventilação e difusor integrado para melhorar o fluxo de ar.
Com vidros sem moldura e maçanetas retrateis, o Cd resultante é de apenas 0,24 para o Polestar 5 Dual motor.
O Polestar 5 está disponível em seis opções de cores, incluindo duas opções de pintura fosca - Storm, um cinza-escuro forte e com propósito, e Magnesium, um acabamento mais claro, semelhante ao prateado.
Interior requintado
No interior, este GT elétrico de elevada performance com configuração de 4+1 lugares foi concebido com igual atenção para o condutor e para os passageiros.
Pensado principalmente como um modelo de quatro lugares, o sistema de climatização é de quatro zonas, bem como as funções de aquecimento, ventilação e massagem que podem ser controladas pelos passageiros através do apoio de braço central, quando este está na posição rebaixada.
Um recorte na bateria, conhecido como "garagem para os pés", localiza-se atrás dos bancos dianteiros, oferecendo mais espaço para os pés e uma posição de assento mais natural para os ocupantes traseiros.
Além de uma bagageira traseira de 365 litros, possui ainda uma bagageira dianteira de 62 litros.
A posição de condução do Polestar 5 é deliberadamente reclinada, tendo como foco a performance.
O display do condutor tem 9'' e é montado diretamente na coluna de direção que é ajustável eletricamente, garantindo que esteja perfeitamente posicionado na linha de visão, independentemente da posição escolhida.
Finalmente, o Head-Up Display do Polestar 5 tem 9,5'' e completa as exibições de informações focadas no condutor.
Um carro com a tecnologia para o futuro
A consola central, situada entre os bancos dianteiros, incorpora um compartimento de armazenamento com fecho, com um comando de áudio giratório para controlar o ecrã central de 14,5''.
O display central executa um sistema operativo Android Automotive específico da Polestar com Google incorporado.
O áudio é controlado pelo sistema Polestar High Performance Audio com 10 altifalantes ou pelo sistema de audio Bowers & Wilkins com 21 altifalantes, tecnologia Tweeter-on-Top e potência de saída de 1.680 Watts.
A iluminação ambiente com linhas de laser envolve a cabine, terminando numa barra de som atrás dos encostos de cabeça dos passageiros traseiros.
Combinada com o Active Road Noise Cancellation, proporciona uma experiência verdadeiramente de primeira classe.
Os sistemas de assistência ao condutor (ADAS) são parte integrante da oferta do Polestar 5, com destaque para a SmartZone, que abriga sensores, radar e câmara de estacionamento frontal.
A função Pilot Assist ajusta a velocidade e a posição do veículo na faixa escolhida, em velocidades até 150 km/h.
No total, o Polestar 5 possui 11 câmaras de visão, uma câmara de monitorização do condutor, um radar de médio alcance e 12 sensores ultrassónicos.
Nova plataforma de alumínio Polestar Performance Architecture
A base do Polestar 5 é uma nova plataforma de alumínio colado sob medida e curado a quente, que constitui a Polestar Performance Architecture (PPA). Quando comparado com a mesma estrutura em aço, a arquitetura em alumínio, além de mais leve, oferece vantagens em termos de segurança.
A bateria NMC de iões de lítio de 112 kWh (106 kWh utilizáveis), fornecida pela SK On, integra, também, a estrutura.
De modo a oferecer características de condução focadas na performance, a Polestar tomou decisões inovadoras:
- A suspensão dianteira compacta de duplo triângulo;
- Os discos de travão dianteiros de duas peças com campânula em liga leve;
- A cremalheira da direção posicionada em frente do eixo dianteiro.
O Polestar 5 Dual Motor conta com sofisticados amortecedores passivos BWI e molas helicoidais internas, enquanto o Polestar 5 Performance utiliza o amortecimento adaptativo BWI MagneRide.
Os amortecedores leem a estrada até 1000 vezes por segundo e podem reagir até três milissegundos graças ao fluido magnetoreológico, proporcionando excelente controlo de movimento da carroçaria, mantendo o conforto e uma resposta ideal em todas as velocidades.
Tendo em vista o desempenho, os pneus Michelin personalizados, projetados especificamente para as combinações de rodas do Polestar 5, com diâmetros de 20 a 22'', completam o automóvel.
O Polestar 5 na estrada
O Polestar 5 utiliza um motor elétrico traseiro desenvolvido internamente que contribui com até 450 kW e 660 Nm para a potência total de 650 kW e 1.015 Nm do Polestar 5 Performance.
Isso permite que este modelo acelere de 0 a 100 km/h em apenas 3,2 segundos, enquanto o Polestar 5 Dual motor de 550 kW leva apenas 3,9 segundos para concluir o mesmo teste.
Ambas as versões são limitadas eletronicamente a 250 km/h.
Uma arquitetura elétrica de 800 V, a primeira deste género num modelo Polestar, permite que o Polestar 5 carregue até 350 kW num carregador CC adequado.
O teste de referência de carga da bateria de 10 a 80% pode levar apenas 22 minutos, e um indicador de carga externo no pilar C fornece uma indicação rápida do estado de carga (SOC) do veículo.
Para maior eficiência, o motor traseiro do Polestar 5 pode ser desconectado, e o motor duplo do Polestar 5 pode atingir até 670 km (WLTP) com uma única carga, enquanto o Polestar 5 Performance pode percorrer até 565 km (WLTP).
Preço e disponibilidade
Já disponíveis para encomenda, os preços são os seguintes:
- O Polestar 5 Dual Motor (550 kW, 812 Nm) tem um preço de lançamento indicativo de 122.600 euros;
- O Polestar 5 Performance (650 kW, 1.015 Nm) está disponível com um preço de lançamento indicativo de 146.400 euros.







































Isto não está bem, têm que acabar com a isenção de impostos sobre os elétricos, ou pelo menos para os mais caros:
– um automóvel com motor de combustão que custe 20.000€ paga à volta de 1.000 € de ISV, mais 230 € do IVA sobre o ISV, o que dá 1.230 €. Este elétrico, com preço base de 122.600 € não paga.
– O carrito com motor a combustão paga à volta de 120€ de IUC por ano, o do post não paga nada
– Quando o carrito abastece 20 L de combustível paga 2 € de contribuição (consignação, a partir de 2023) do serviço rodoviário (CSR) – para a Infraestruras de Portugal para conservação e manutenção de estradas. O do post não paga nada.
Tens razão @Max, os elektros escavavam o património todo impunemente e em nada contribuem para a sua manutenção.
Isto é uma vergonha !!
Eles pagam IVA, logo contribuem.
É muito simples, é só reduzirem-lhes as emissões e passam a pagar menos.
Estás a esquecer-te do peso… Um mais pesado “destrói” mais via do que um mais leve.
Estas a esquecer-te que os SUV a combustão também são pesados…
qual peso ? os carros mais pesados a combustão pagam mais ?
Mas as emissões resolvem algum problema? Não.
o povo pede para ser roubado! temos de roubar o do outro tambem! e depois ja ficamos todos bem,!
Assim pagam uns e andam os outros à mama.
Paga Imposto Especial de Consumo em cada carregamento para além de IVA.
Eu só falei da parte do ISP consignada à Infraestruturas de Portugal para a conservação e reparação de estradas – que não há razão nenhuma para os elétricos não pagarem na fatura da eletricidade do carregamento.
E não queiras comparar o valor da parte do ISP (+IVA) que deixei de fora (o ISP propriamente dito e a taxa de carbono), sobre os combustíveis, com o valor do imposto especial de consumo da eletricidade d carregamento.
O ISP é para cobrir os custos ambientais, assim como o IEC.
Assim, como é óbvio o combustível polui mais então paga mais…
Quanto ao CSR, o estado neste momento não tem forma de cobrar CSR ao elétricos porque este imposto é um imposto proporcional, ou seja, quando mais circulas mais pagas. E como os veículos automóveis a combustão não possuem alternativa o imposto incide no combustível. Por outro lado os veículos elétricos podem carregar em virtualmente qualquer lado e sem necessidade de estruturas físicas interconectadas, pelo que assim não existe possibilidade de cobrar esse imposto pela eletricidade, exceto quando carregado na via pública.
Assim terá que ser criada legislação nova para cobrar este imposto no único local disponível: Nos Centros de Inspeção – já que registam a quilometragem percorrida.
No entanto isto levanta um outro problema, porque os veículos novos não necessitam de recorrer aos IPO nos primeiros 4 anos e no 6º ano, pelo que o valor a cobrar aos utilizadores seria elevado, para além de que corrias o risco de comprares um veículo em segunda mão e o real utilizador ter repassado esse custo.
Então qual é a duvida?
Concordo, realmente é anedótico que quem compra um veículo de 120k não pague impostos.
Ode ao futuro? Deve ser porque antes do século 22 as pessoas normais da classe média não vão conseguir pagar isto. Nem precisam.
Que abuso de preço! Não consigo perceber, que face as specs, como conseguem vender por esse preço!
Há tantas opcoes VE mais baratas para fazer os mesmos kms…
O carro todo ele é muito bom. E traz pormenores que de facto são caros, por exemplo, esse módulo LiDAR que vem incorporado no carro e toda a tecnologia envolvente, deverá rondar os 5 mil euros.
Se vale o preço? É como tudo, o mercado vai dizer. Mas que é bom… isso é. Envolve o melhor que a Volvo faz em segurança, com um design puramente europeu, design sueco e simplicidade escandinava.
Não é esse módulo que danifica os sensores de imagens dos telefones?
Dizem que sim 🙂
O EV mais bonito!
Por acaso não concordo. Eu percebo que é necessário para as aerodinâmicas mas a traseira é horrível como o do KIA 6.
Acho que a Polestar tem os EV maios bonitos mas este para mim é feio.
Mas é gosto pessoal claro.
Eu gosto muitos das linhas da Polestar, eu não tenho coragem de sair há rua com um carro deste valor, que vergonha 🙂 🙂 🙂
Compras e deixas ficar na garagem… assunto resolvido!!! Next…. LOLOLOLOL
Vocês sabem se este carro tem Veicule to home ou veicule to grid?
Na informação disponível: https://ev-database.org/uk/car/3298/Polestar-5-Dual-Motor diz que não tem. Contudo, já ouvi que, como nos demais, Polestar 3 e o Polestar 4, são totalmente compatíveis com V2G, V2H e V2L. Mas… para já diz que não!
No site da Polestar diz que sim mas que há mais informações no fim de 2025
Bem, já é meu, só aguardar que me saia o euromilhões.
Uma curiosidade, no norte do país ainda vês circular alguns, em Lisboa e para baixo não se vê nada de polestar, igual com xpeng, estive ontem dentro de um xpeng G9 e gostei, melhor que essas tretas que andam por aí como os byd e afins, também muito melhor que qualquer tesla, muito mais confortável
A Polestar não estava quase em modo bancarrota?
A Polestar, de facto, tem enfrentado sérias dificuldades financeiras nos últimos anos, levando alguns analistas a falar em risco de “quase bancarrota”. Em 2023, a empresa registou uma faturação de cerca de 2,38 mil milhões de dólares, mas um prejuízo líquido de aproximadamente 1,17 mil milhões, obrigando a recorrer a linhas de crédito externas que rondam os 950 milhões de dólares.
Como sabes, o antigo acionista maioritário, Volvo Cars, reduziu o apoio financeiro e a sua participação, aumentando a pressão sobre a marca. Relatórios recentes mencionam dúvidas sobre a capacidade da empresa de continuar como operação viável, sobretudo devido a margens brutas insuficientes e vendas fracas em mercados-chave, como a China, onde a Polestar enfrenta quase estagnação.
Apesar destes desafios, a marca continua operativa, com suporte da Geely, e está a implementar esforços de reestruturação, corte de custos e lançamento de novos modelos que podem inverter a situação. Em suma, embora esteja longe de ser totalmente falida, a Polestar atravessa um período crítico que determinará o seu futuro no competitivo mercado de veículos elétricos.