Tesla: condução totalmente autónoma manda elétrico para dentro de um lago (vídeo)
Um vídeo viral mostra o FSD da Tesla a tentar conduzir para dentro de um lago, levando o condutor a intervir para evitar uma catástrofe. O proprietário conseguiu reproduzir o erro na noite seguinte. A condução totalmente autónoma não está resolvida, por mais que a empresa de Musk insista nesta narrativa.
Este exemplo é taxativo de como o humano ainda não pode deixar a sua vida nas mãos da máquina. Além disso, deita por terra as alegações de Elon Musk de que a condução totalmente autónoma é um problema resolvido. Ao mesmo tempo, a Tesla promete metas irrealistas para o seu serviço de Robotaxi.
Musk insiste em contrariar as evidências
Tem sido uma prática repetida, Elon Musk fala sobre a Tesla e como esta se tornou autónoma, com capacidade de conduzir sozinha, gerando dinheiro para os seus proprietários.
Apesar dos progressos do FSD nos últimos meses, a Tesla não parece estar mais perto de um FSD sem supervisão do que estava há 10 anos. É certo que existem relatos de veículos elétricos da Tesla a conduzirem autonomamente durante milhares de quilómetros sem intervenção do humano ao volante.
No entanto, isto não significa que a Tesla tenha dominado a condução autónoma, como Musk e muitos fãs da Tesla afirmam. Se isso fosse verdade, a Tesla já teria tido confiança para pedir aprovação regulatória para que os seus veículos se tornassem totalmente autónomos.
Até agora, a Tesla não o fez, tendo apenas uma licença de testes limitada em Austin. Mesmo isso está longe de demonstrar progresso, apesar das alegações de viagens sem supervisão na cidade.
Robotaxi com resultados muito abaixo das promessas
Na verdade, oito meses após o lançamento do serviço Robotaxi, a Tesla tem apenas algumas dezenas de carros a aceitar viagens em Austin. O serviço está tão limitado que uma plataforma de monitorização coletiva indica uma disponibilidade de 32% nos últimos sete dias.
Isto contrasta com as declarações de Musk de que a Tesla inundaria as ruas de Austin com 500 robotáxis até ao final de 2025.
Ainda pior, as viagens “sem supervisão” que a Tesla anunciou com grande alarido em janeiro revelaram-se apenas uma manobra publicitária. Existiam apenas dois robotáxis sem supervisão na altura, e eram seguidos de perto por outro Tesla com um supervisor pronto para intervir.
O acesso a essas viagens foi limitado a influenciadores selecionados, enquanto pessoas de fora só conseguiram um robotáxi sem supervisão depois de a Tesla tomar conhecimento dos seus esforços, cerca de 60 viagens consecutivas depois.
Pouco tempo depois, as viagens sem supervisão quase desapareceram. Segundo pessoas que acompanham os carros, continuavam a ser testadas, mas apenas num corredor muito estreito ao longo da South Congress Avenue e da Lamar Street.
Não é claro porque a Tesla é tão reservada em relação aos robotáxis sem supervisão, preferindo escondê-los da vista do público. Será porque a afirmação de que o “sem supervisão está praticamente resolvido”, feita em dezembro no Hackathon da xAI, era falsa?
Vídeo viral mostra FSD a tentar entrar num lago
Um incidente recente mostra que o FSD da Tesla está tão preparado para se tornar “sem supervisão” como estava há um ou dois anos. Daniel Milligan partilhou um vídeo do seu carro a conduzir com FSD durante a noite, quando teve de intervir para impedir que entrasse num lago.
O vídeo tornou-se viral, com mais de dois milhões de visualizações em 24 horas. Milligan decidiu repetir o percurso no dia seguinte, e o carro escolheu a mesma rampa para o lago.
O carro de Milligan estava a usar o FSD V14.2.2.4, uma das versões mais recentes, lançada no final de janeiro. O incidente, embora inicialmente contestado por alguns fãs mais fervorosos da Tesla, mostra que não só a condução totalmente autónoma sem supervisão, como também a supervisionada, está longe de estar resolvida.
My Tesla tried to drive me into a lake today! (Pt 2)
Here is a video I took inside the car to prove I didn’t fake it. It’s repeatable at night@Tesla @elonmusk https://t.co/qANuU739QK pic.twitter.com/YIrCywvgSY
— Daniel Milligan (@lilmill2000) February 17, 2026
Os “casos limite” continuam a ser um problema
Algumas pessoas acreditam que, por melhor que sejam os sistemas de condução autónoma, existirão sempre casos limite.
Isto explica a existência de geofencing e o motivo pelo qual a Tesla está a testar os seus robotáxis sem supervisão numa área muito restrita. Deixado por sua conta, o FSD poderá tomar decisões perigosas em determinado momento, como entrar num comboio numa passagem de nível ou, neste caso, num lago.






















Não entendo como existem humanos que confiam a sua vida neste ou em outro qualquer sistema de condução autónoma…
As máquinas nunca irão ter aquilo que o Humano tem. O cérebro!!!
A máquina baseia-se e basear-se-á sempre em algoritmos, por mais evoluídos que estes sejam serão sempre algoritmos…
Não é um dilema assim tão básico pois uma máquina, a longo prazo, erra muito menos que um humano.
E quando errar a quem se atribui a culpa?
À pessoa que tem ou aluga o carro? À empresa que é proprietária do carro? Aos programadores?
Neste cenário, é um erro grosseiro ir para dentro de água e não perceber que o está a fazer é grave…..
Ao fabricante.
“A longo prazo estamos todos os mortos” 🙂
Assim esperamos
O Musk é que devia ser o beta-tester dos robotaxi !
Força Tesla mais os crentes, força☺️