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Supercarro elétrico de 800 cv quer inaugurar era da célula de combustível de metanol


Imagem: Roland Gumpert

Fonte: Roland Gumpert

Vítor M.

Responsável pelo Pplware, fundou o projeto em 2005 depois de ter criado em 1993 um rascunho em papel de jornal, o que mais tarde se tornou num portal de tecnologia mundial. Da área de gestão, foi na informática que sempre fez carreira.

Destaques PPLWARE

  1. AlexX says:

    Entendo que na época o hidrogénio como combustível não tenha vingado pelos interesses óbvios mas os tempos são outros e estas alternativas deviam estar acontecendo num ritmo mais rápido. Muito interessante a associação com a célula de combustível usando metanol. Mas sairá do papel para a prática? Isto só ficará completo quando a energia para mover o veículo em modo cruzeiro seja negativa e com tal não houvesse necessidade de carregar baterias. Problema é que prego a fundo num motor de 800cv e não há metanol nem amperes que cheguem, só a police.

    • Ze N says:

      Como e’ que a energia em modo cruzeiro ou outro qualquer pode ser negativa? (assumindo viagem na horizontal)

      • AlexX says:

        Termodinâmica não é a minha área mas as rodas aquecem pela simples rotação no pavimento. Esse calor gerado podia ser convertido em energia que movesse o veículo e carregasse as baterias. Ar captado pela grelha também podia ser comprimido e convertido. Obviamente não podia ser para um motor de 600kW ou sequer 60kW e talvez levasse 20 seg a chegar aos 80kmh tipo citroen 2cv…e nós gostamos de quebrar os limites. Ou posso ter escrito mais um disparate..

  2. Joao says:

    Nao percebi. “5 kW de energia”, kW e’ medida de potencia.
    E tambem nao percebo a necessidade de “pilha … para carregar as suas baterias”. Porque nao eliminar as baterias de forma completa?

    • Mateus Pinto says:

      Eliminas as baterias e passas a ligar o carro dando à manivela lol

      Estes motores não vão vingar, pelo menos nos carros. O problema da poluição é acentuado nas grandes cidades, se cada veículo continua a libertar CO2 então no final tens o mesmo problema.

      A solução é um outro tipo de bateria que não tenha quase desgaste, seja muito mais leve e carregue em 10 minutos.

      • Pedro says:

        Parece que continua a passar a errada mensagem que um carro 100% eléctrico é 100% livre de CO2…
        Isto talvez um dia aconteça quando só existirem centrais de energia renovável, até lá vamos continuar a produzir CO2.
        E com uma agravante, quantos mais carros eléctricos a surgirem no mercado, mais essas centrais serão necessárias…
        Pegada zero de carbono? Onde?

        • Mateus Pinto says:

          A mensagem só se foi para si. Um carro eléctrico não liberta CO2 onde anda, por exemplo nas cidades, onde o problema é grande. Daí que a minha mensagem está correta.
          Além disso os carros eléctricos não precisam nem de um milésimo do óleo necessário pelos veículos de combustão interna nem queimam óleo. Também não precisam da imensidão de borrachas e vedantes desses mesmos veículos nem tantas reparações. No total a poluição geral é muito mais reduzida e então mas cidades a diferença é brutal.

        • Ruy Acquaviva says:

          A questão é que com o carro elétrico você pode ir substituindo paulatinamente a fonte de energia por fontes não poluidoras, coisa que é impossível com o carro a combustível. Mesmo que não se consiga chegar a 100% de energia limpa (e não há motivos para que não se alcance essa situação), qualquer porcentagem de energia limpa na produção da eletricidade será maior que a porcentagem dos carros a combustível porque com eles ela é e sempre será ZERO.
          E não há agravante que se precise de mais energia elétrica por utilizar-se os carros elétricos porque mesmo que essa energia extra seja integralmente produzida a partir de combustíveis (e não há motivo para assim o ser, já que sempre se pode investir em energia limpa), estes seriam queimados nos motores dos carros a combustão de qualquer jeito, portanto a situação seria a mesma e teria que ser pior para esse fato ser considerado um agravante. Sem falar que a queima dos combustíveis deixaria de ser feita no meio da cidade, com enorme ganho em termos de saúde pública.
          Pegada zero de carbono, no dia em que a geração de energia não depender mais de combustíveis fósseis, o que é perfeitamente possível. Não é possível mudar toda a infraestrutura energética da civilização humana de uma vez, mas é possível mudar por etapas.

  3. Blue Beast says:

    Eh pá,que bomba !! Quem me dera ser o Cristiano Ronaldo para amanhã ter um destes na garagem. 🙂

  4. jorge santos says:

    É muito mais prático do que os “brinquedos” eléctricos… mas eu continuo à espera do hidrogéneo. Até lá uso gasolina!

    • Gerardo says:

      Espero que nunca aconteça. Sair das mãos dos lobbies do petróleo para o lobby do hidrogénio seria apenas ridículo. Eletricidade é o futuro porque qualquer um pode gerar com sol, água e vento

      • Joao says:

        Estarás sempre nas mãos de algum lobby. Achas que as baterias vao crescer nas arvores do teu quintal e que os paineis de energia solar serão trazidos pelo pai natal na noite de natal?

      • Rui says:

        O Gerardo nunca deve ter ouvido falar nas rendas excessivas na energia!
        qualquer um pode gerar energia com o “sol, água e vento”? Mentira. Para fazer uma mini-hídrica precisa sempre de autorizações do estado. Do vento…… vai colocar onde a eólica (já para não falar no barulho. Estou a uns 3 a 5km em linha recta de um grupo e ouço bem o barulho das hélices)? No telhado?
        Tirando as licenças necessárias, você quando muito só consegue alimentar o seu auto-consumo, porque não pode fornecer a rede sem autorização do fornecedor de energia, que na melhor das hipóteses compra-lhe alguns Kwh e o resto é fornecido gratuitamente!!!!
        Veja bem na sua factura, qual a origem da energia que consome, e mesmo assim partindo do pressuposto que as centrais hídricas são 100% verdes!!!!! (não é isso que dizem os ecologistas)

        • Gerardo says:

          Parece-me mais fácil ter concorrência no campo dos painéis solares e geradores eólicos do que no campo das refinarias.

          Outra coisa que parecem não perceber é que mesmo que agora toda a electricidade não seja verde, se todo o parque automóvel for eléctrico, basta que se construa mais um parque solar ou barragem e imediatamente tudo o que consome energia fica mais verde.

          Não se consegue este efeito imediato se vendermos carros que poluem, mesmo que menos, tem de substituir um por um. Por isso é que é bom substituir todos o parque automóvel por eléctricos, porque os velhos podem substituir “facilmente” as baterias por outros de novas tecnologias , e beneficiar de qualquer alteração na forma como a electricidade é produzida na origem.

          • Eduardo says:

            Uma barragem não chega nem perto para abastecer um grande parque automóvel, e estas dependente de coisas como secas onde a produção hora pode ficar a baixo do 400GW/h. Um parque solar no inverno não tem grande produção também. Além da questão de custos e espaço associado para tudo isso. Não é só construir uma barragem e problema resolvido.

            E a substituição de baterias velhas por de novas tecnologias podem trazer problemas de compatibilidade. E o que vais fazer com as velhas que não são recicláveis e são poluentes? Os carros eléctricos estão muito longe de ser “verdes”, só na produção das baterias tens uma poluição equivalente a vários anos de um a gasolina na estrada.

          • Rui says:

            Acho que o Gerardo não percebeu uma coisa, o potencial hídrico tem limitações, sem água, uma bacia tem x horas de funcionamento dos grupos produtores! O sol só existe de dia e mesmo assim é preciso bom tempo, se assim não fosse, as casas só precisavam de paineis solares para aquecimento de águas sanitárias, o que não é verdade, precisa de apoio. As eólicas idem e ainda são mais imprevisíveis e normalmente só funcionam de noite! Por esse motivo em Portugal há muitas barragens com grupos reversíveis que bombeiam a água para montante, com recurso às eólicas, porque de noite (que é quando as eólicas estão a produzir mais), não há grande consumo energético!!!!!
            Por esse motivo ainda temos 2 centrais a carvão a funcionar até 2030, para além das centrais a gás, etc, etc.
            A energia verde mais estável é a hídrica, mas essa depende de água, se não tiver água para turbinar, não lhe adianta de muito! Os recursos hídricos já estão quase todos explorados, o que sobra são investimentos avultados e complexos, como a Iberdrola está a fazer num complexo a norte e que envolve 3 barragens: https://expresso.pt/sociedade/2017-02-08-Maior-complexo-de-barragens-do-pais-nasce-no-Tamega#gs.1ezq73
            Dou-lhe o caso do Douro, é o rio de longe com maior produção hídrica do país, mas depois de esgotarem todas as reservas de água (nas barragens dos afluentes), a EDP está proibida de turbinar água que estagne completamente o rio Douro. Para além de que o rio é navegável e não pode nunca estar em causa a sua navegabilidade!!!!!

          • Eduardo says:

            Rui é exactamente isso, e agora imagine que todos os carros passam a ser eléctricos, teríamos ainda mais consumo e as única formas que temos de aumentar a produção de forma a garantir esses novos consumos seriam 3:
            mais centrais de produção a carvão, gás, etc, ou seja combustíveis fosseis, que tiramos de um lado(carros) para por noutro.
            fazer um aumento enorme nas renovais, e teria de ser megalonomo para garantir que eu fase “baixa” continuava a suportar
            ou passar para as nucleares com os risco que têm associados

      • Eduardo says:

        A produção da energia eléctrica está muito dependente de combustíveis fosseis e/ou nucleares. Quando a maior parte dos consumidores tiver eléctrico vais ver os preços da electricidade a subir e vais continuar dependente desses lobbys.

        E se achas que vais poder produzir a tua própria energia vais reparar que os sistemas terás de compara de alguém, e a maior parte da população vive em cidades, logo sem area para esse tipo de produções. E não te vão permitir ser auto-suficiente, seja por o sistema não ter essa capacidade seja por leis.

        Trocar o lobby do petróleo pelo do hidrogeno é melhor que pelo da electricidade que se subir não é só para o carro mas também para os teus electrodomésticos.

    • Cosmo says:

      O problema do hidrogenio e que nao existe material na terra capaz de conter ele. Os atomos do hidrogenio sao tao pequenos que acabam trespassado as paredes de aço das garrafas contendo ele. Basicamente voce enche um cilindro de hidrogenio hoje, amanha ja nao esta cheio…

      • Pedro Ribeiro says:

        Outro, é que não existe Hidrogénio livre na Terra. Está maioritariamente em moléculas de água. Para o obter, é necessário gastar mais energia que aquela que este produz, ao regressar às moléculas de água.

  5. Tiago S. says:

    “custa 1/3 do preço da gasolina”…deixem estar que o Governo português desencanta logo umas taxinhas e impostos novos para as coisas ficarem “equilibradas”

  6. Joao says:

    O Hidrogenio pode ser o elemento mais abundante no universo mas isso não quer dizer que tenha vingado como combustivel. Quantos veiculos conheces tu que usem hidrogenio? pois…
    Relativamente ao carro da apple…boa piada.

  7. Pedro Ribeiro says:

    Desculpem a franqueza, mas este artigo está uma salganhada sem sentido!
    Antes de mais, um carro a célula de combustível é um carro eléctrico. Não são mutuamente exclusivos, antes pelo contrário!
    Quanto à diferença de preço entre combustíveis, isso é antes ou depois de impostos?!
    Uma combustão também é “uma reação química simples”. A única diferença, é que em vez de produzir calor, numa célula de combustível, produz electricidade.
    Por fim, alguém me explica como é que “energia suficiente para efetivamente fornecer 5 kW” irá mover um carro com a potência combinada de 600kW? 5 kW não chega a ser a potência de uma moto das mais fracas…

    • Vítor M. says:

      Pedro, mas está explicado que é um carro elétrico, contudo e face ao hidrogénio, este tem algumas variantes. Mas está bem explícito que é um carro elétrico. Aqui não vejo onde esteja a confusão, simples de perceber julgo.

      Sobre o preço, num país como o Brasil, por litro o valor ronda, salvo erro, os 0,45€ PVP. Em Portugal, é mais caro, mas muito abaixo do preço de qualquer outro combustível.

      Sobre a frase “fornecer um 5 kW consistente de poder de carregamento para a bateria” não é novidade, se não como justificarias a primeira frase “Antes de mais, um carro a célula de combustível é um carro eléctrico.”?

      Por fim, este ponto poderia estar menos explicado, contudo ajustei para que se percebesse melhor. Assim, estamos a falar que “Este método usa uma reação química simples para combinar metanol e ar para produzir dióxido de carbono, água e energia suficiente para fornecer 5 kW consistentes de potência de carregamento da bateria.”

      • Pedro Ribeiro says:

        Vitor. Está “esclarecido” mais à frente, mas era escusado começar por: “Possivelmente muitos irão responder que são os veículos elétricos. Contudo, grandes marcas, como a Mercedes ou a Audi, ainda acreditam que o futuro serão as células de combustível a hidrogénio.” Dá a entender que são coisas diferentes e mutuamente exclusivas. Não ajuda a clarificar do que se trata.
        Continuo sem perceber como de 5kW se passa para 600kW. E, já agora, que “bateria” é essa (5 kW consistentes de potência de carregamento da bateria.”) ?

      • Pedro Ribeiro says:

        “Sobre o preço, num país como o Brasil, por litro o valor ronda, salvo erro, os 0,45€ PVP. Em Portugal, é mais caro, mas muito abaixo do preço de qualquer outro combustível”.
        Isso quer dizer que, mais uma vez, tudo depende da carga fiscal que resolverem impor. Nada a ver com os custos/capacidade de produção. Mais uma vez, não ficou esclarecido e é altamente enganador!

        • Vítor M. says:

          Basicamente os conceitos, sendo ambos elétricos, são muito diferentes, logo na parte mais penalizadora para os 100% elétricos, que é o abastecimento,. E todo o enquadramento do artigo começa como acaba, com essa premissa. Essa é a grande discussão e onde um elétrico hoje é um estorvo (em muitos casos).

          Sobre o preço dos combustíveis, não podes esquecer que para já, a elétricidade para carregamento dos veículos ainda está “em núpcias”, mas não deixará de estar debaixo dos impostos e do volátil resultado “procura vs oferta”. Ou achas que não? Seguramente que sabes que assim será 😉

          Sobre os 5 kW, é igualmente simples de perceber. Taxa de carga de 5 kilowatts. Potência disponível nos motores que impulsionam o veículo vai até 600 kW.

          É que não tem nada de enganador, tudo está encaixado no seu lugar e explicado.

          Além disso, se leres o post todo, numa avaliação à tecnologia, face ao padrão que se está atualmente a verificar, até são colocadas algumas dúvidas, porque, embora o criador e alguns parceiros digam que isto pode ser o futuro, ainda há ali vetores que são um caminhar para trás.

          • Ze N says:

            Para mim esta claro o paragrafo dos 5 kW. Mas acho estranho. Basicamente o que isso significa e’ que se abastece o metanol e depois tem de se ficar a espera e muito que as baterias das rodas carreguem. Nao vejo como e’ que isso possa ser melhor que ligar um carro a corrente.

          • Vítor M. says:

            Acho que é um ponto negativo neste veículo, pelo menos como a informação disponível é apresentada.

          • Pedro Ribeiro says:

            “Sobre os 5 kW, é igualmente simples de perceber. Taxa de carga de 5 kilowatts. Potência disponível nos motores que impulsionam o veículo vai até 600 kW.”
            Não, não é! Não se impulsiona um motor de 600kW com 5kW. Simple as that!
            E que história é essa da “bateria”. Afinal, é um fuel-cell, ou um carro “a bateria”? É que, aparentemente, é um híbrido, em que o “motor” a combustão, produz electricidade, em vez de força motriz.
            “Sobre o preço dos combustíveis, não podes esquecer que para já, a elétricidade para carregamento dos veículos ainda está “em núpcias”, mas não deixará de estar debaixo dos impostos e do volátil resultado “procura vs oferta”. Ou achas que não? Seguramente que sabes que assim será”
            Isso é sempre assim, mas a electricidade tem muitos outros usos, para além do rodoviário. Nunca poderá ser excessivamente penalizada como os combustíveis para o mesmo fim. Seja como for, não é essa a questão. O que poderia e deveria ter sido referido, é que apesar de ter emissões de CO2, como a generalidade dos combustíveis, tem mesmo assim emissões bastante reduzidas face à gasolina e gasóleo, para além da eficiência energética dos motores eléctricos ser incomparavelmente superior à dos motores térmicos.

          • Vítor M. says:

            Pedro Ribeiro se tu o dizes, eles dizem que dá, tu dizes que não dá. De minha parte, vou pedir para nos mandar o carro para testar, só assim.

            Sobre o resto… ele não lhe chamam híbrido, mas, como referi, é uma vertente que se destaca do que as células de combustível a hidrogénio têm apresentado. Vamos ver no que vai dar mais esta aposta.

        • Ruy Acquaviva says:

          É necessário esclarecer algumas coisas.
          1) Trata-se de um carro elétrico, com baterias que podem ser de qualquer tipo. Sendo um produto sofisticado imagino que seriam baterias de ions de lítio, pois são as mais avançadas disponíveis para uso comercial.
          Só que em vez dessas baterias serem recarregadas na tomada, elas são recarregadas por uma célula de combustível que gera energia a partir do metanol. Por isso pode-se ter menos baterias e como o recarregamento é constante, ao mesmo tempo em que o carro está em movimento, o conjunto de baterias pode ser menor que o conjunto de um carro que recarregue as baterias na tomada.
          2) o texto diz que não há combustão DO METANOL e isso está correto. Uma célula de combustível é uma célula de hidrogênio cujo hidrogênio é obtido a partir de uma substância combustível, rica em hidrogênio, no caso o metanol.
          Em vez do combustível (o metanol) ser queimado diretamente há um processo que separa o hidrogênio do combustível, produzindo CO2 e H2 (o gás hidrogênio). Este último é usado em uma célula de hidrogênio, combinando-se com o oxigênio no ar e convertendo a energia resultante dessa reação química em energia elétrica. Portanto a rigor o que “queima” (oxida) é o gás hidrogênio e não o combustível (metanol).
          3) A célula de combustível produz 5 KW constantemente (consistentemente) e o motor NÃO consome 600 KW constantemente. De fato essa é a potência máxima e eu garanto que o fabricante deixa claro que essa potência não pode ser utilizada constantemente. E nem precisa. Em uso normal o carro não usa a potência máxima do motor e como é certeza que esse carro usa freios regenerativos, uma parte do tempo (duarante as frenagens) ele até recebe emergia (dos freios regenerativos) em vez de gastar. A célula de combustível fica portanto produzindo uma potência menor porém de forma constante (inclusive quando o carro está parado) e com isso recarrega as baterias que são requisitadas pelo motor de forma inconstante, conforme as necessidades do deslocamento. Não tem mágica e não é difícil de entender.
          4) uma observação adicional é que nada impede que se recarregue as baterias diretamente na tomada, poupando etanol com isso. Apenas por ter menos baterias, essa carga terá uma autonomia menor em relação aos automóveis sem a célula de combustível. Pode-se até colocar mais baterias, obtendo-se assim um carro híbrido, mas com isso fica-se também com as desvantagens de um híbrido, que são maior peso (levando a um maior consumo), mais espaço ocupado pelos componentes do carro (e portanto menos espaço para passageiros e bagagem) e principalmente maior custo.

          • Pedro Ribeiro says:

            Não vejo mais nenhum fabricante a afirmar que a potência máxima não pode ser alcançada por mais de x tempo (ao menos referem quanto)? Que eu saiba, a potência máxima homologada não tem prazo de validade!

            Os produtos da reação são os mesmos que teríamos com a combustão do Metanol, por isso, dizer que não há combustão não passa de uma questão semântica.

            Já agora, sabe-me dizer durante quanto tempo poderia usar o carro na potência máxima, carregando a 5kW?

            E ainda, o que torna um carro híbrido é o número das baterias? Qual é a fronteira? A partir de que número de baterias é considerado um híbrido?

  8. Samuel says:

    Hidrogénio como combustível é o mesmo que estar sentado numa bomba nuclear com 4 rodas. Se houver porcaria tudo num raio de 40 km vai desta para melhor.

    • Pedro Ribeiro says:

      Samuel, “Hidrogénio como combustível” é o mesmo que “gasolina como combustível”, com a vantagem de ter agua como única emissão.
      Não confunda uma reacção química com fusão nuclear.
      Qualquer dúvida, pode sempre consultar Lavoisier ou Einstein.

      • Ze N says:

        O hidrogenio apresenta significativas barreiras do ponto de vista de seguranca do seu armazenamento e transporte. Nada desprezaveis e bem mais complicadas (a luz da actual tecnologia) do que a gasolina ou gasoleo.

        Claro que nao e’ nenhuma bomba nuclear em 4 rodas e o Lavoisier pode continuar a dormir descansado.

        • Eduardo says:

          É verdade que o hidrogénio precisa de algumas precauções extra em relação à gasolina e gasóleo. Mas não é nada de mais comparado ao GPL, e já temos muitos carros e postos de GPL em portugal. Muitos carros que com a nova lei só usam um pequeno sticker no vidro da frente e nem se sabe que o são.
          E também mesmo os eléctricos em caso de acidente é preciso ter cuidado com as baterias, também têm um alto risco de explosão no impacto. Não é a tua que a maioria das marcas recomenda a substituição das baterias mesmo em caso de pequenos acidentes.

          • Ruy Acquaviva says:

            Errado. O armazenamento de hidrogênio é muito diferente do GPL, Gás de Petróleo Liquefeito. Repare no L do GPL que representa o termo LIQUEFEITO.
            Neste o gás de petróleo é comprimido até se liquefazer sob pressões relativamente baixas, mantendo-se assim em temperatura ambiente. Lembrando que um líquido se contrai muito (no caso do GPL umas 40 vezes) quando passa do estado gasosos para o líquido, o que permite transportar muito gás em pouco espaço por este estar em estado líquido.
            Já o Hidrogênio só se liquefaz a temperaturas extremamente baixas, abaixo de 250 graus Celsius negativos, que são impossíveis de se manter em equipamentos domésticos. Por não se liquefazer em temperaturas normal a única forma de armazenar grandes volumes em menor espaço é apelar para grandes pressões que por sua vez tem que ser mantidas por tanques muito resistente (e por isso mesmo pesados). E mesmo assim a quantidade de hidrogênio armazenada em um tanque com um determinado volume é muito, muito menor que a quantidade de GPL que pode ser armazenada em um tanque de mesmo volume, além do tanque poder ser bem menos reforçado.

        • Pedro Ribeiro says:

          Assim fará, seguramente!

    • Nuno V says:

      Como? Achas que um carro movido a hidrogénio consegue atingir as pressões e temperaturas suficientes para se dar fusão?

  9. Pedro says:

    Os tais grandes produtores de combustivel que manipulam os cordelinhos das grandes decisões, não vão perder nada do que já têm quando existir o Buumm de venda de carros eléctricos. Com a grande/enorme necessidade de pontencia eléctrica disponivel (sim, vão ser milhões de carros a querer carregar as baterias), vão continuar a fornecer combustivel para as centrais electricas!!!
    As barragens não vão cobseguir suprir as necessidades. E se conseguirem, a que custo ambiental?
    Talvez maior do que o atual.
    Eu não estou a defender os combustiveis fósseis, mas não me parece que carros 100% electricos sejam o futuro.
    Acho que estamos a ser iludidos por alguém… e que sabe se esse alguém não é quem já nos fornece o atual combustivel.

  10. paulo says:

    Em quanto isso o mar morto está sendo dragado por empresas como Duraceu, Panasonic entre outras. …será que estamos sendo ecologicos de verdade ou desviando o foco da verdade?

  11. António says:

    Para a Toyota (mirai) o hidrogénio é o presente, não o futuro. “Contudo, grandes marcas, como a Mercedes ou a Audi, ainda acreditam que o futuro serão as células de combustível a hidrogénio”

  12. cmatomic says:

    Esquecem da tecnologias a bateria para armazenamento energia, dentro de muito pouco tempo poderá-se carregar totalmente um carro eletrifico em apenas em 5 minutos .

  13. IonFan says:

    Vejo aqui muita confusão com a energia que será necessária para sustentar um parque automóvel 100% electrico (bateria). Fala-se da necessidade de centrais termoelétricas, barragens, solar, etc. Com contas simples podemos demonstrar que não é bem assim. Um carro electrico (médio) gasta, em média 16kwh aos 100km. Ou seja, se carregar a 2kw, 8h chegam para repor a carga para 100km. Certamente, um Portugues, em média, não faz mais que isso diariamente. 2kw é um aquecedor e, por isso, espero que não argumentem que a nossa rede e produção electrica, não aguenta um aquecedor adicional por cada carro na rua actualmente… Mais: a carga é idealmente feita durante a noite, quando já existe excedente energético.

    • Gerardo says:

      Epá não venhas para aqui com dados e números que os amantes do petróleo não gostam. Eles mandam postas de pescada para o ar que a rede não aguenta e pronto. O que Portugal não aguenta é comprar petróleo ao estrangeiro. Sol temos muito e é de graça, assim queiram os nossos governantes

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