PSD quer capacete obrigatório nas trotinetas e bicicletas elétricas
Partido do Governo avança com projeto-lei que obriga ao uso de capacete e equipamento refletor em veículos de micromobilidade elétrica. Coimas podem chegar aos 150 euros.
A micromobilidade elétrica tem crescido de forma expressiva, em Portugal, com trotinetas e bicicletas elétricas a tornarem-se cada vez mais comuns nas cidades.
Contudo, proporcionalmente ao aumento da sua presença nas estradas, aumentaram os acidentes, os feridos e, em alguns casos, as vítimas mortais.
Perante este cenário, o PSD tem em cima da mesa um projeto-lei que torna obrigatório o uso de capacete e de material refletor para todos os utilizadores destes veículos.
Uma lacuna na lei que o PSD quer fechar
Atualmente, o Código da Estrada não estabelece uma obrigação geral de uso de capacete para utilizadores de veículos de micromobilidade elétrica equiparados a velocípedes.
A obrigatoriedade existe apenas para algumas categorias com maior potência ou velocidade, o que gera, segundo os deputados sociais-democratas, uma "incerteza pouco compatível com regras simples de segurança rodoviária", tanto para os utilizadores como para as autoridades.
Assim sendo, o diploma abrange os seguintes meios de transporte:
- Trotinetas elétricas;
- Bicicletas elétricas;
- Monociclos;
- Plataformas autoequilibradas;
- Pranchas;
- Outros meios de circulação com motor elétrico.
Para o PSD, citado pela Lusa, que teve acesso ao diploma, estes veículos têm um "perfil de risco diferente da bicicleta convencional", por atingirem velocidades médias mais elevadas e por exporem diretamente o utilizador em caso de queda.
Estudos citados no projeto-lei associam o uso de capacete a uma menor probabilidade de lesão craniana em acidentes com bicicletas elétricas.
Além disso, informação recente da GNR dá conta de que, nos últimos sete anos, registaram-se mais de 1900 acidentes a envolver trotinetas elétricas, em Portugal, com um balanço de 10 vítimas mortais, 88 feridos graves e 1442 feridos leves.
Na perspetiva do PSD, este cenário justifica plenamente a intervenção legislativa.
Capacete e coletes refletores
O projeto-lei introduz duas alterações concretas ao Código da Estrada:
- Obrigatoriedade de capacete para todos os utilizadores de veículos de micromobilidade elétrica, sem exceções baseadas em categorias técnicas.
- Obrigação de usar materiais refletores em período noturno ou em condições de baixa visibilidade.
Relativamente a esta segunda medida, o PSD esclarece que não se trata de exigir um colete refletor de alta visibilidade. Por sua vez, elementos refletores integrados no vestuário, fitas retrorrefletoras no capacete ou outros acessórios adequados poderão cumprir o requisito, ficando a definição exata dos materiais aceites para regulamentação posterior em portaria.
Para quem não cumprir as novas regras, o partido propõe contraordenações entre 30 e 150 euros, uma moldura considerada proporcional e coerente com as sanções já previstas no Código da Estrada para infrações relativas a velocípedes.
O PSD não deixa de reconhecer o valor da micromobilidade elétrica, considerando-a uma resposta válida à procura de deslocações mais ágeis, eficientes e ambientalmente sustentáveis em percursos curtos e médios.
Assim, a proposta não visa limitar o uso destes veículos, mas garantir que quem os utiliza o faz com um mínimo de proteção.




















mas alguma vez ,em tempo algum, alguem do psd andou de bicicleta?….pois….deve ser mais algum estudo tipo o de construir aeroportos…
E acho certo…
Só pra esclarecer… é preciso ser drogado para fazer leis anti droga ? Explica aí sff….
e depois? que tem isso a haver? é uma questao de bom senso. que logica mais descabida.Tambem nao ando de scooters e bike e de caras acho que deveria ser obrigatorio usar capecete.
E multar os que andam no passeio, entram em contra-mão, etc?
Exacto. Essa cena dos passeios é urgente resolver. No entanto a autoridade assobia para o lado pq é elektro.
Tens de te tratar moço. Que paranóia com os eléctricos.
Mesmo…
E teres de ir a 20 por causa de uma trotinete, paras no vermelho e o marmanjo continua a andar, sobe o passeio e segue viagem?
Já vi a fazer isto 3x no porto, enquanto está verde vao no alcatrão a embaraçar porque no paralelo dos passeios vibra a trotinete toda, mas quando apanham um vermelho ja andam no passeio -_-
Acho bem, eu utilizo e tenho seguro!
Porque será que nos países com maior taxa de utilização de bicicleta em contexto urbano não necessitaram de nada disso?
Porque estamos em Portugal e o povo é Javardo!!!
Dos melhores comentários que por aqui vi.
E por mim, estas medidas são curtas, ainda colocava um pirilampo ou daqueles dispositivos “espanhóis” no capacete.
Problema não é falta de capacete, é excesso de velocidade, maior parte das bicicletas e trotinetes ultrapassam as velocidades de lei, no caso das trotinetes os buracos nas estradas ou pequenos obstáculos também ajudam no despiste.
Eu acho que tudo o que tem mobilidade motorizada devia ser sujeito a um exame de código e de condução (ainda que pudesse ser mais “limitado” do que um exame de moto ou carro, mas devia ser obrigatório!!!)
Deixa te de coisas…
Neste país só estamos bem s legislar, leis é mais leis e controlo e mais controlo.
No fundo anda tudo na bandalheira….
Antes de inventarem mais leis e papelada e problemas, tem de começar a aplicar as que já existem, se fossem aplicadas as que já existem o nosso país mudava completamente.
Mas não andamos sempre a mascarar problemas de falta de civismo com leis e mais leis que ninguém as cumpre nem ninguém as faz cumprir.
Se nos países baixos não é preciso nos cá é que não precisamos mesmo…
Estamos a tornar nos os tontos dos americanos tem 50 mil leis mas o mais importante que é I civismo é de chuva.
Eu defendo que devemos ter menos legislação mas que seja realmente aplicada.
O regresso da prevenção rodoviária às escolas, o regresso dos átrios de ensino na condução de velocípedes, e a obrigatoriedade de equipamentos de iluminação para todos os veículos já bastavam. A reclassificação de “velocípedes” que não o são: tem acelerador? É motorizada: seguro, registo, capacete. Não tem acelerador, só anda a pedal e tem limitador, velocípede. Não pode tirar as mãos para sinalizar a manobra? São pode circular na via pública, só privada.
Mas os automóveis também têm a sua quota parte: Não ouve o exterior? Estão não está atento ao que o rodeia, obrigatoriedade de emissão do ruído exterior para a cabine a menos de 40kmh, uma campaínha de bicicleta, um berro de aviso humano devem ser audíveis acima do podcast que berra no interior do habitáculo. Estacionou em cima da via ciclável? Reboque e multa. Se há auto-estradas para automóveis, respeitem as vias que não são deles.
Nestes meus 35 anos de ciclista e 28 de condutor automóvel vejo que os ciclistas perderam a sua capacidade de uso das estradas, não sinalizam manobras, uso de telemóveis e action cams nas mãos, andar a pares de propósito para irritar condutores (eu sei que é legal, mas o bom senso deve imperar), falta de luzes e refletores nas bicicletas de noite ou má visibilidade, desrespeito pela sinalização vertical e horizontal. Os condutores automóveis deixaram de respeitar os outros utilizadores da estrada: passagens de raspão a ciclistas encostados a rails, buzinadelas incessantes a tratoristas, cortar a mão a motorizadas e ciclistas para virarem à direita numa ultrapassagem, elétricos a aproximarem-se sem qualquer ruído (acima da velocidade que este é obrigatório) e manobrarem para cima do ciclista no seu ângulo morto, etc etc
O seguro deve ser tão obrigatório para um ciclista como a licença de uso e porte de armas deve ser obrigatória para um condutor automóvel. São taxas que não resolvem nada. Entre um ciclista e um carro, o carro ganha sempre, experiência própria.
Já agora, esta lei já existiu: Artigo 82º, nº5 do Código da estrada: “Os condutores e passageiros de velocípedes com motor e os condutores de trotinetas com motor devem proteger a cabeça usando capacete devidamente ajustado e apertado”. Foi revogada em 2012.
Quanto à “Obrigação de usar materiais refletores em período noturno ou em condições de baixa visibilidade.” está na lei: SECÇÃO III – Iluminação – Artigo 93.º – nº3 “Sempre que, nos termos do artigo 61.º, seja obrigatório o uso de dispositivo de iluminação, os velocípedes só podem circular com utilização dos dispositivos que, para o efeito, forem fixados em regulamento.”
Os “dispositivos fixados em regulamento” são referentes à Portaria n.º 311-B/2005, de 24 de Março. que se lê no nº 3 – “Sem prejuízo do disposto no número anterior, com a finalidade de assinalarem a sua presença, todos os velocípedes devem dispor de reflectores, à frente e à retaguarda, que respeitem as características fixadas neste regulamento”.
As multas são aplicáveis: 30 a 150€ por não levar o velocípede sem luzes/refletores à mão (Art 94)
Assim o nosso Primeiro também não deve conhecer bem o código da estrada, pois apenas a obrigatoriedade do capacete não está na lei, mas já esteve.
Se concordo com esta obrigatoriedade? Sim se também incluir automóveis e peões. O capacete salva vidas!
Há velocidade, a que elas andam, acho muito bem.
Deviam também multar, quem anda no passeio, com as mesmas.
Qual é o problema de irem com um capacete? É a diferença, em algumas situações, entre a vida e a morte.
Conheço uma pessoa que, numa moto, teve um acidente muito grave, batendo contra um automóvel e sendo lançado como um boneco de trapos pelo ar: perdeu um braço e teria perdido a vida se não fora o capacete.
Conheci uma pessoa, vizinho, que, um dia, ao ir de bicicleta, desiquibrou-se por alguma razão e bateu com a cabeça contra uma pedra: não tinha capacete e morreu com a pancada na cabeça.
Ainda há pouco uma jovem (acho que foi no norte) caiu duma trotinete elétrica, bateu com a cabeça numa esquina de passeio ou edifício, sem capacete e faleceu ali.
Mas é óbvio: o descerebrado vai sempre andar à bola dele, se morre ele já não é problema de outros, mas o problema é habitualmente que mata outros e ainda se pira. Há pouco tempo houve uns estrangeiros atropelados na passadeira (mas pouca gravidade) acho eu na Póvoa porque umas motas vinham a alta velocidade numa zona de 50. Mas claro, polícia nada e fugiram. Disso há muito, por isso não tenho condescendência nenhuma com estas pessoas. Que o façam em lugares no meio do nada
Eu conheço um que caiu das escadas e morreu por ter batido contra a parede!
Será que deve ser obrigatório o uso de capacete nas escadas?
Para a hipocrisia que existe nas empresas, de se ter de usar capacete nos armazéns.
As paredes pesam 500kg, se cair de uma altura do 3 andar, nem com capacete nem sem capacete, a única coisa que vai sobrar é carne moída.
Mas neste país tudo se resolve com capacete, óculos e calçado de proteção.
Seja para um sítio que possa ser susceptíveis a derrocada.
Ou trabalhar a uma altura de 50m
A única diferença é que uma faz sentido e a outra é completamente estúpida.
Aqui é igual… Estamos a ficar burros e o interesse destes debates não é.promover a segurança é sim, lixar o.outro.
É a típica mentalidade tuga, sou mais feliz se o outro estiver pior que eu.
Está é a felicidade do tuga é o outro estar pior.
Ou igual
O tuga não pode ser o outro bem na vida.
Usar capacete torna-te triste?
Deixar os outros não usar capacete torna-te triste?
A maior parte dos países europeus não tem obrigatoriedade de capacete para bicicletas eléctricas até 0,25KW (em alguns deles apenas para utilizadores menores). Mesmo em alguns países com grande cultura ciclista, como Países Baixos, Dinamarca e Alemanha isso verifica-se. O que acontece é que leis como a deste projecto são, em geral, um desincentivo, e os custos para o país de existirem menos ciclistas é maior do que o custo de existirem ciclisctas sem capacete.
É claro que há estudos para defender tudo o que quisermos, mas pensar que um país com tão poucos ciclistas utilitários como Portugal vai ser pioneiro em leis razoáveis sobre bicicletas é, no mínimo, excessivamente optimista. https://nacto.org/wp-content/uploads/2012_de-Jong_Health-Impacts-of-Mandatory-Bicycle-Helmet-Laws.pdf
São precisas duas coisas: 1) capacete, respeitar as leis europeias, luzes à noite e obrigatoriedade de seguro civil. Além disso 2) fiscalização apertada.
A culpa não é da mobilidade mas de quem a usa, desde modelos adulterados, ao desrespeito cívico e legal. O mesmo acontece com bicicletas, motas e ligeiros. Diariamente numa nacional de 70 kmh levo com tanjas de motas a 90 ou 100, em muitos altos decibéis e ainda te oferecem porrada se reclamou. GNR, PSP? Nas sandes de leitão…
E policias não há ninguem para fiscalizar. Em Espinho deixou de haver policias, só me lembro da farda deles por os ver na televisão.
A Mubi já anda a miar :
https ://www.publico.pt/2026/05/23/sociedade/noticia/associacao-mobilidade-urbana-bicicleta-propostas-uso-capacete-2175787
1⁰ o negócio, depois a segurança.
E inspeção obrigatória para todos os veículos de 2 rodas.
as vezes vejo tipos a assapar nas scooters e penso que uma pedra no chao ou um desequilíbrio e vai desta para melhor. duma inconsciência impressionante