Novo drone submarino da Lockheed “agarra boleia” e ataca a partir das profundezas
A guerra naval torna-se um pouco mais “pegajosa” à medida que a Lockheed Martin apresenta o seu drone submarino Lamprey, que pode apanhar boleia em navios ou submarinos amigos ao agarrar-se aos seus cascos para poupar energia.
Submarinos autónomos estão na moda
Os submarinos robóticos autónomos estão muito em voga, à medida que os planeadores navais trabalham em estratégias futuras nas quais os drones subaquáticos desempenham um papel central na patrulha e monitorização dos oceanos do mundo.
São vistos como um potencial multiplicador de força e como uma forma de lançar uma enorme rede de sensores a grandes distâncias. Mas isso significa ir muito além de simplesmente criar uma embarcação não tripulada que se consegue pilotar sozinha.
Drone Lamprey inspira-se em peixes que se agarram a outros
O Lamprey pretende não só ajudar a reduzir a distância até aos verdadeiros Multi-Mission Autonomous Undersea Vehicle MMAUV de múltiplas missões, mas também torná-los mais práticos para operações de longo alcance, longe das bases.
Para alcançar este objetivo, o Lamprey inspira-se em peixes como as lampreias e as rêmoras, que se agarram a animais maiores para se alimentarem ou para apanharem boleia, enquanto beneficiam de proteção e restos de comida.
No caso do Lamprey robótico, a embarcação retangular está equipada com ventosas ou um mecanismo de acoplamento que lhe permite fixar-se ao casco de um navio ou submarino. Isto não só lhe permite poupar energia, como até gerá-la através de hidrogeradores integrados, uma forma mais sofisticada de dizer turbogeradores.
Estes são semelhantes às unidades de produção de energia rebocadas por vezes atrás de iates para gerar eletricidade a partir do movimento para a frente da embarcação, como uma pequena hélice exposta ao vento pela janela de um carro.
Chega à missão com as baterias carregadas
Com este tipo de configuração, a Lockheed Martin afirma que o Lamprey pode chegar à área de missão com as baterias 100% carregadas, prontas para alimentar o sistema de propulsão com quatro propulsores, os computadores autónomos a bordo, os sensores e os vários subsistemas.
O sistema possui ainda um mastro para comunicações à superfície e debaixo de água.
Drone "lapa" que dispara drones. pic.twitter.com/AMQJnAjZuy
— Pplware (@pplware) February 17, 2026
Sistema modular para múltiplas missões
Uma vez em posição, o que o Lamprey faz depende da sua carga útil. Como se trata de um sistema de arquitetura aberta e independente de carga, pode transportar vários tipos de módulos para diferentes missões no seu compartimento de 0,68 metros cúbicos.
Isto inclui torpedos leves anti-submarinos, até três lançadores retráteis de drones aéreos com dois tubos cada, sistemas de guerra eletrónica, iscos acústicos capazes de imitar outras embarcações e sensores destacáveis para recolha de informações.
Pode ficar à espera no fundo do mar
De facto, um dos truques do Lamprey é a capacidade de grupos destas unidades permanecerem silenciosamente no fundo do mar, a observar e a aguardar enquanto recolhem dados, até receberem a ordem para enviar o que aprenderam, deslocar-se para um novo destino ou até lançar um ataque contra um alvo em passagem.
O campo de batalha moderno exige plataformas que se escondam, se adaptem e dominem.
O Lamprey MMAUV foi financiado internamente, permitindo-nos evoluir a uma velocidade relâmpago e entregar à Marinha uma verdadeira arma multimissão que deteta, perturba, cria iscos e ataca de forma autónoma.
Afirmou Paul Lemmo, vice-presidente e diretor-geral de Sensors, Effectors & Mission Systems da Lockheed Martin.
























As guerras trazem inovação e evolução, já a apatia da tugalândia traz estagnação e regressão.
inventamos o pastel de nata. acha pouco?