Honda ZR-V: quando a emoção encontra a eficiência
É um produto típico da Honda: forte, fiável e tecnologicamente avançado. Falamos do SUV Honda ZR-V, um passo em frente da marca nipónica que traz para o mercado uma proposta ousada, mas que vai conquistar muitos adeptos. Estivemos ao volante desta nova máquina e contamos-lhe todos os pormenores.
Numa altura em que o mercado automóvel português atravessa uma fase de transformação acelerada, a Honda apresenta-nos o seu mais recente argumento no competitivo segmento dos SUV compactos premium.
O ZR-V e:HEV não é apenas mais um crossover a somar à já extensa oferta nipónica. É a materialização de uma filosofia de condução que promete conciliar o melhor de dois mundos: a practicidade e robustez de um SUV com o dinamismo e eficiência de um automóvel desportivo.
Logo ao primeiro olhar, o ZR-V impõe-se pela sua presença marcante. As linhas musculadas e a postura assertiva denunciam imediatamente as intenções da marca japonesa: criar um SUV que se distingue pela ousadia estética.
A silhueta coupe-like, pontuada por passagens de roda pronunciadas e uma linha de tejadilho descendente, confere-lhe um carácter distintamente desportivo que raramente encontramos neste segmento.
Os faróis LED, com a sua assinatura luminosa característica, enquadram uma grelha frontal imponente que deixa bem claro que este Honda não pretende passar despercebido.
As jantes de 18 polegadas em liga leve, disponíveis em acabamento preto, sublinham ainda mais o carácter diferenciador deste modelo, enquanto os detalhes cromados e a antena em forma de barbatana completam um conjunto visual de indubitável modernidade.
Na traseira, as luzes LED criam um grafismo distintivo que se prolonga pela largura total do veículo, uma solução estética cada vez mais popular, mas que aqui ganha uma personalidade própria.
O tejadilho panorâmico de abrir, disponível nas versões mais equipadas, adiciona uma dimensão extra de requinte e luminosidade ao habitáculo.
Coração híbrido
Sob o capot do ZR-V bate o coração da proposta Honda: o sistema híbrido e:HEV de quarta geração, uma evolução natural da tecnologia que a marca tem vindo a aperfeiçoar ao longo dos últimos anos.
Esta mecânica combina um motor a gasolina de 2.0 litros com ciclo Atkinson e um motor eléctrico de alta potência, resultando numa potência combinada que se revela surpreendentemente generosa para um veículo deste segmento.
O motor eléctrico, com os seus 184 cv de potência e resposta instantânea, assume o protagonismo nas arrancadas e retomadas, proporcionando uma experiência de condução silenciosa e refinada.
Em cidade, a tracção é sempre elétrica, o ZR-V arranca de forma muito suave e silenciosa. A Honda afirma que até aos 40 km/h, em 82% do tempo o motor a gasolina não é usado, o que se traduz numa experiência urbana particularmente agradável e eficiente.
O motor a combustão de 2.0 litros, quando chamado a intervir, fá-lo de forma praticamente imperceptível, activando-se principalmente a velocidades de cruzeiro mais elevadas ou quando se exige potência adicional.
Esta gestão inteligente entre as duas fontes de propulsão é coordenada por um sistema de gestão eletrónica sofisticado que optimiza automaticamente o funcionamento conforme as condições de condução.
Performance que surpreende
Ao volante, o ZR-V e:HEV revela-se uma agradável surpresa. A resposta imediata do motor eléctrico proporciona arrancadas vigorosas e lineares, enquanto a transição entre os diferentes modos de funcionamento se processa de forma quase imperceptível.
Em termos de desempenho é excelente, com uma aceleração muito sã e linear desde o arranque, características que tornam a condução quotidiana particularmente gratificante.
O sistema oferece três modos de condução distintos (Normal, Sport e Econ) que alteram significativamente o carácter do veículo. Em modo Sport, a resposta do acelerador torna-se mais directa e o sistema privilegia a potência, proporcionando uma experiência mais dinâmica.
O modo Econ, por sua vez, optimiza todos os parâmetros em prol da eficiência, revelando-se ideal para a condução urbana ou em percursos longos.
A caixa automática CVT, embora conceptualmente simples, foi finamente calibrada para trabalhar em harmonia com o sistema híbrido.
Eficiência exemplar
Um dos aspectos mais impressionantes do ZR-V e:HEV reside nos seus consumos excepcionalmente contidos. No nosso teste, o ZR-V alcançou uma média de 5,8 l/100 km, valores que se revelam notáveis para um SUV deste porte e capacidade.
Esta eficiência notável resulta da gestão inteligente do sistema híbrido, que maximiza o recurso à propulsão eléctrica sempre que possível, reservando o motor a combustão para as situações em que a sua intervenção se revela mais eficiente.
O resultado é um automóvel que oferece autonomias superiores a 800 quilómetros com um único depósito de combustível, mantendo simultaneamente prestações dinâmicas gratificantes.
Conforto e tecnologia em harmonia
O habitáculo do ZR-V reflecte a mesma atenção ao detalhe que encontramos no exterior. A qualidade dos materiais e o rigor dos acabamentos situam-se num patamar elevado, com a combinação de tecidos e pele a conferir um ambiente simultaneamente desportivo e refinado. Os bancos dianteiros aquecidos proporcionam excelente suporte lateral e longitudinal, adaptando-se confortavelmente a conduções prolongadas.
O sistema de infoentretenimento Honda CONNECT, centrado num ecrã táctil de 9 polegadas, integra navegação, conectividade Apple CarPlay e Android Auto, e informação de trânsito em tempo real.
O painel de instrumentos digital de 10,2 polegadas complementa o conjunto tecnológico, oferecendo informação clara e detalhada sobre o funcionamento do sistema híbrido.
O sistema de som Bose com 12 altifalantes e subwoofer proporciona uma qualidade sonora de referência, enquanto funcionalidades como o carregamento sem fios para dispositivos móveis e as múltiplas fichas USB garantem que passageiros e condutor se mantêm sempre conectados.
Espaço e praticidade
Com 4,57 metros de comprimento, o ZR-V posiciona-se numa dimensão intermédia que optimiza tanto a manobrabilidade urbana como a habitabilidade interior. O espaço para passageiros revela-se generoso, particularmente à frente, onde a posição de condução elevada proporciona excelente visibilidade.
Atrás, o espaço para as pernas e a altura livre revelam-se adequados para dois adultos, embora a linha descendente do tejadilho comprometa ligeiramente o espaço para a cabeça dos passageiros mais altos. A bagageira oferece uma capacidade útil que, embora não seja a mais generosa da categoria, se revela suficiente para a utilização familiar quotidiana.
A modularidade dos bancos traseiros, com divisão 60/40 e sistema de rebatimento "One Motion", permite optimizar o espaço de carga sempre que necessário.
Segurança e assistência à condução
O ZR-V e:HEV incorpora o mais avançado pacote de sistemas de segurança e assistência à condução Honda SENSING. Este conjunto abrangente inclui o sistema de travagem automática de emergência (CMBS), assistência à manutenção na faixa de rodagem (LKAS), controlo de velocidade de cruzeiro adaptável (i-ACC) e reconhecimento de sinalização de trânsito (TSR).
Na estrada, o ZR-V e:HEV surpreende pelo seu comportamento equilibrado e previsível. A suspensão, finamente afinada para privilegiar o conforto sem comprometer a precisão direccional, absorve eficazmente as imperfeições do piso, mantendo simultaneamente um controlo adequado da carroçaria em condições mais exigentes.
A direcção assistida oferece um feedback adequado e uma precisão que instila confiança, enquanto o centro de gravidade relativamente baixo para um SUV contribui para um comportamento dinâmico surpreendentemente ágil.
O sistema de assistência à agilidade (AHA) contribui para optimizar a distribuição de binário entre as rodas, melhorando a tracção e a estabilidade em situações mais exigentes, embora este não seja um SUV concebido para a utilização todo-o-terreno.
Versões e equipamento
O Honda ZR-V apresenta-se em duas versões (Sport e Lifestyle) e com uma oferta generosa de equipamento. Ambas as variantes partilham o mesmo sistema híbrido e a maioria dos equipamentos essenciais, diferindo principalmente em detalhes estéticos e alguns elementos de conforto adicionais.
A versão Sport, disponível a partir de 49.750 euros, enfatiza o carácter mais dinâmico com elementos exteriores específicos e acabamentos interiores diferenciados, enquanto a Lifestyle, disponível a partir de 53.750 euros, privilegia o conforto e a praticidade quotidiana.
Apesar do bom desempenho dinâmico, o seu propulsor híbrido com 184 cavalos revela o melhor de si quando explorado com moderação, potenciando a eficiência e facilidade de utilização prometidas. O Honda ZR-V e:HEV consegue a proeza de conciliar eficiência exemplar com uma experiência de condução gratificante, características nem sempre fáceis de harmonizar.
Trata-se de um SUV que se dirige a quem procura uma alternativa diferenciada no segmento, privilegiando a eficiência e a fiabilidade sem comprometer o prazer de condução.


































“Em cidade, a tracção é sempre elétrica, o ZR-V arranca de forma muito suave e silenciosa. A Honda afirma que até aos 40 km/h, em 82% do tempo o motor a gasolina não é usado, o que se traduz numa experiência urbana particularmente agradável e eficiente.”
É aqui que as marcas e Testers gostam de “enganar” as pessoas com estas promessas. Isso só acontece se.. se.. se a pequena bateria estiver bem cheia, se o caminho for curto a direito ou ligeiramente a descer. caso contrario a bateria começa a baixar e entra logo o motor em acção para carregar a bateria. Então nos dias frios…. nem imaginam as vezes que o motor liga para aquecer mesmo com a bateria quase cheia. O para arranca constante não resulta se for demorado. Sei do que falo, pois tenho um Rav4 Hybrido com uma média de 4,9 acumulado em 4 anos. Na cidade com muito trafego faço 6 ou mais.. depende. É nas estradas nacionais em que os hibridos fazem boas médias com um pezinho bem leve.
É verdade que a autonomia elétrica dos híbridos depende do estado de carga da bateria e de fatores externos como temperatura e tráfego. No entanto, os dados apresentados pela Honda não pretendem prometer “condução 100% elétrica”, mas sim ilustrar o comportamento médio em contexto urbano. O sistema híbrido do ZR-V, tal como noutros modelos e-HEV da marca, foi desenvolvido para privilegiar a tração elétrica em baixas velocidades, recorrendo ao motor a gasolina sobretudo como gerador.
Além disso, a comparação direta com um RAV4 híbrido não é totalmente justa, porque os sistemas de gestão de energia são diferentes: a Toyota privilegia a combinação motor-bateria, enquanto a Honda aposta mais na tração elétrica pura em cidade. Assim, embora os consumos reais variem, a experiência de condução suave e silenciosa em arranques urbanos que a Honda refere não deixa de ser correta no contexto da sua tecnologia.
Certo, mas a Toyota também deixa andar em 100%eletrico, Existe um botão EV mas que não funciona muito bem, pois carrega-se mais forte no pedal e entra o motor. Para isso basta estar no Modo ECO que forçam mais o consumo de bateria em andamento.
Tudo certo, mas, como referi, são diferentes.
Eficiente ? 5,6l/100 faz o meu gasóleo com 4 pessoas e respectivas bagagens, num carro com 4,85m de comprimento e 2 toneladas de peso.
Isso dizes tu, que o teu faz. 😉 mas OK 😉 Além disso, estamos a falar de um carro diferente do teu, mais moderno. Com mais oferta, mais conforto, mais potência e desempenho.
Sim, digo. O meu faz 5,6 a cada 100. E depois, não sabes como é a minha condução nem sabes que carro tenho. Mas acredita que há realidades que desconheces.
Pois, por isso digo que cada um pode dizer o que quiser, daí até à realidade… há uma grande diferença 😉
Estás a dizer que estou a mentir ? Estás a chamar-me de mentiroso ? Não achas isso lamentável ?
Eu? Nada disso, estou a dizer que o que dizes em nada tem a ver com o que está a ser apresentado. Olha agora! Se mentes ou não, é problema teu, ia eu estar agora a fiscalizar isso! Nem pensar. Cada um sabe de si e do que afirma.
São numeros ambiciosos, mas possiveis!
MB E220d (W213) ? 🙂
Não. Só te posso dizer que é um carro do grupo VW.
A eficiência dos carros a gasóleo está nos 20 cêntimos de imposto a mais em litro que estão a extorquir aos consumidores de gasolina para eles terem gasóleo mais barato. Sem isso ninguém os comprava.
Não, a eficiência de um diesel está na sua capacidade de fazer mais kms com a mesma quantidade de combustível.
Queres um exemplo? Viatura de marca europeia, diesel, depósito de 60 litros, cheio, fez na minha mão 1487 kms. Acreditas? Não? Pois bem, aconteceu mesmo. Mas, obviamente criaram-se algumas condições que favoreceram esta autonomia: 95% do tempo circulou em autoestrada e via rápida, velocidade máxima de 85Kms/h, sem trânsito e com temperatura ambiente a rondar os 24º Celsius, portanto sem necessidade de recorrer a ar condicionado.
Mais um carro de 50k para os endinheirados.
Siga a rusga.
Excelente artigo, e fantástica aposta da Honda! Espero que mantenham a fiabilidade que os caracteriza!
Quem sabe chegue ao mercado uma outra versão com 7lugares e possam competir ainda mais com outras marcas
SUV é eficiência não se escreve na mesma frase. SUV significa peso e péssima aerodinâmica, e isso é a negação da eficiência.