Física: carro elétrico percorre seis vezes mais do que um a combustão com a mesma energia
O físico alemão Johannes Kückens reacende o debate energético ao questionar a narrativa dos supostos “motores de combustão eficientes”. As declarações surgem após propostas políticas na Alemanha para adiar o fim dos motores térmicos para além de 2035. É hora de investir tudo no carro elétrico.
Mais do que ser eficiente, tem de parecer eficiente
Para Kückens, o termo "eficientes" é diretamente enganador: não corresponde a nenhuma grandeza física. Os motores térmicos são, por definição, máquinas térmicas sujeitas a limites que nenhuma engenharia pode contornar.
Recorda que o segundo princípio da termodinâmica estabelece uma fronteira inamovível: a conversão de calor em movimento nunca pode ser total. Haverá sempre uma parte importante que se perde sob a forma de calor residual.
Mesmo nos motores mais avançados, o limite teórico ronda os 65%, mas a estrada impõe outra realidade.
Em condições reais, os atuais motores a gasóleo e gasolina raramente ultrapassam 25% de eficiência útil. O resto dissipa-se como calor que não move o veículo.
Motores elétricos, esses, sim, são eficientes
Durante décadas, a indústria aperfeiçoou cada válvula, cada sensor, cada sistema de injeção. No entanto, esse caminho chegou ao fim. Kückens resume com franqueza: não existe uma via que leve um motor térmico aos 80% ou 90%.
Esse número pertence a outro mundo: o dos motores elétricos, com rendimentos superiores a 90% em condições ideais.
É nesse contraste que o físico coloca o centro da discussão: a eficiência não é uma opinião, mas sim o pilar de qualquer transformação energética com sentido.
Será o e-fuel uma alternativa?
A questão, frequentemente debatida, sobre se a engenharia poderia continuar a aumentar a eficiência é descartada por Kückens.
Embora a evolução histórica desde as primeiras máquinas a vapor até aos motores de combustão atuais tenha alcançado avanços enormes, agora, diz, o percurso chegou ao fim:
Hoje estamos em torno de 45% de eficiência e chocamos com limites físicos. Nunca será possível atingir os 80% ou 90%”. A comparação é clara: “Já existem motores com mais de 90% de eficiência. São os motores elétricos”.
O físico observa com especial ceticismo a esperança política de que os e-fuels possam salvar o motor de combustão no futuro.
Kückens descreve a sua produção como um processo de três etapas extremamente intensivo em energia: eletrólise para obter hidrogénio, captura de CO₂ do ar e posterior síntese de hidrocarbonetos.
Infelizmente, estes combustíveis contêm, devido à complexidade da sua fabricação, apenas metade da energia da eletricidade renovável que se investiu no início.
Ainda mais grave, acrescenta, é que depois são queimados num motor ineficiente:
No final, apenas pouco mais de dez por cento da energia utilizada chega realmente à estrada”.
A sua conclusão é contundente:
Com a mesma quantidade de eletricidade, um carro elétrico percorre seis vezes mais do que um motor de combustão alimentado com e-fuels.
Carro elétrico percorre seis vezes mais do que um motor com e-fuel
Uma parte essencial do argumento de Kückens não está apenas nas matemáticas energéticas, mas na sua tradução para o quotidiano.
Se existe uma quantidade limitada de eletricidade renovável, fará sentido gastá-la num combustível que reduzirá a energia disponível a uma fração antes de mover um único quilómetro?
Países como a Alemanha, Espanha ou Portugal trabalham na expansão solar e eólica, mas a oferta renovável continua a ser um recurso valioso que deve ser usado com critério. E aí, a diferença entre 10% e 70% muda completamente o tabuleiro.
Custo do e-fuel poderá nunca chegar a compensar
Uma adoção alargada de e-fuels exigiria, além disso, infraestruturas industriais que hoje não existem em escala, nem na Europa nem fora, e custos que, segundo várias análises independentes, continuariam elevados mesmo com economias de escala.
Kückens aponta um motivo simples: produzir um litro de e-fuel não exige apenas energia; exige horas de eletricidade renovável que têm outros usos prioritários, desde eletrificar indústrias até descarbonizar o aquecimento.
A indústria europeia vive este debate por dentro. Enquanto a China avança sem pausa com modelos elétricos mais baratos e cadeias de fornecimento consolidadas, a Europa continua a gerir uma transição mais lenta e, por vezes, contraditória.
Elétricos? Ou sim... ou sopas!
Kückens alerta que prolongar a vida do motor térmico não é apenas um erro climático, mas também um risco económico: as empresas que não adaptarem a sua tecnologia hoje poderão ficar para trás num mercado que já não espera.
O que está claro é que um motor elétrico aproveita melhor cada quilowatt. Em estrada real, a eficiência ronda os 70%, mesmo considerando perdas na carga, conversão e transmissão.
Além disso, a simplicidade mecânica do motor elétrico reduz a manutenção, e os materiais críticos das baterias são reciclados e regressam à cadeia de produção, algo impossível com os combustíveis fósseis.
A Europa, de facto, já impulsiona uma rede de reciclagem para lítio, níquel e cobalto, essencial para reduzir a dependência externa.
O conforto é um argumento a favor do motor de combustão
A resistência social, contudo, persiste. Muitos condutores sentem ainda reticências perante a mudança: autonomia, preço, pontos de carga.
Boa parte dessas perceções formou-se há anos, quando os carros elétricos eram caros, com baterias pequenas e pouca infraestrutura.
Hoje o panorama começa a mudar, com modelos mais acessíveis, autonomias superiores a 400 km e uma rede de carregamento que avança em autoestradas e zonas urbanas. Mas a inércia cultural não é trivial.
Kückens acredita que adiar a eliminação do motor térmico seria um erro profundo. Um único ano adicional de veículos de combustão significa mais emissões, mais calor retido na atmosfera e mais pressão sobre ecossistemas já fragilizados. E não é apenas uma questão climática: os sinais económicos importam.
À medida que o preço do CO₂ subir, manter um veículo de combustão será mais caro do que operar um elétrico. Quem comprar um carro de combustão em 2035, alerta, poderá deparar-se com um veículo impossivelmente caro de manter.
A sua conclusão permanece firme: da física, da economia e da lógica ambiental, o motor elétrico é a tecnologia superior.
Fonte: Via
Neste artigo: carro eletrico

























Nem mais, não podia estar mais certo.
Mas quem é este tipo acha que é para tentar convencer pessoas com factos??
O pessoal precisa é de carros que façam 1000km por dia, que é a nossa utilização normal para ir para o trabalho.
Ou então de avião que transporte os operários para a fábrica a 1000 ou 2000 KMS de manhã e os leve de volta a casa só fim da tarde.
Que exagero. Para essas distâncias vai-se de carro… só demora 5 minutos a abastecer.
Pois, não me lembrei disso, basta ter uma AE tipo Autobahn alemã, com velocidade livre e sem portagens em todos os troços.
Sim, porque um carro à 200km/h só gasta 3L/100km como todos sabemos.
Ou que façam 40km, de casa, até ao aeródromo, onde metem 800, em cada avião, 60 voos por hora, voam, por 4 horas, cumprem 12 horas, de turno, voltam a voar 4 horas, e seguem para casa, onde tem 12 horas, para carregar o EV. 7 vezes, por semana, para 1200 euros, de salário.
😀
Não se trata apenas da eficiência. As baterias de lítio são radioactivas e quando são perturbadas por colisões ou excessos de carga EXPLODEM. Só a ignorância atrevida e ou interessada pode recomendar o seu uso. Além disso são instáveis e sensíveis às variações de temperatura.
As baterias de lítio são radioativas? Mais um engenheiro do politécnico do TikTok.
Oh Jorge, agora há net e IA , é fácil uma pessoa informar se devidamente, vir para aqui dizer essas parvoices não abona nada a seu favor ou da literacia dos portugueses.
É melhor enviar este para a ilha..
O motor eléctrico tem ~3 vezes a eficiencia de um a gasolina.
Como é que ele consegue fazer 5x mais quilometros, apenas com 3x isso é que gostava de saber.
Ele que não espere e comece já a criar soluções, porque parece que descubriu a forma mágica para gear 2x mais, com o mesmo.
E depois fala em carros eléctricos com uns ridiculos 400km de autonomia.
O meu disel ~ 1200 km estão garantidos, é um descanço, não arde, não explode, dura que se farta.
Está lá explicado.
Os diesel é que são os que mais ardem, já não duram tanto como eléctricos.
Que interessa essa autonomia, quantas vezes a usou numa só viagem ?
Por isso soube de um caso de uma empresa que comprou VE’s nos Açores para os técnicos andarem,… um deles saiu do stand e andou 5 km… passou 6 meses na oficina.
Também conheço quem tenha comprado um TDI e ao por a trabalhar no stand com 0km para ir para casa o turbo rebentou…
Posso-te dizer que comprei um carro a gasóleo, em 2018 com 0 km e no primeiro ano passou mais de um mês parado na oficina.
Avarias acontecem em todos.
Ai está a prova que nenhum VE faz mais que 5KM
O que isso tem a ver com o que eu disse ?
Passo a explicar, 1 litro de diesel tem cerca de 10kwh de energia potencial, 1 litro de gasolina 9kwh.
Um motor diesel em AE provavelmente tem 25% de eficiência, logo se gastar 6 litros queimou 60kwh, mas só 15kwh foram usados pelas rodas para fazer 100km, em cidade a coisa fica pior, facilmente cai para os 15% se gastou 7 litros, isso é 70kwh queimados, mas só 10kwh chegaram as rodas.
Num elétrico a coisa muda, tipicamente o peso é maior, mas a aerodinâmica superior, em AE consumo de 18kwh num sedan é fácil, chega as rodas 16kwh. Em cidade gasta 13kwh e chega as rodas 12kwh.
Tens exemplos com melhores consumos, estava a apontar ambos os casos para Segmento C, mas o ponto irá ser idêntico.
Obviamente que tens razão quando dizes que o teu carro faz 1200km com um deposito, se bem que acho muito, 800km é o mais típico hoje em dia, mas não esquecer que tens 500Kwh de energia no deposito e um elétrico tipicamente tem 60kwh de energia na bateria, ou seja tens mais de 8 vezes a quantidade de energia num deposito diesel.
Se usarmos os consumos acima, o diesel faz 833km e o elétrico 333km, o diesel tem 2.5 vezes mais autonomia, mas um deposito 8.3 vezes maior ou seja gasta 3.33 vezes mais, isto em Auto Estrada.
Nem é por aí que ele diz o que disse, ele fala nos combustiveis sintéticos, e para cada litro produzido são gastos cerca de 27 kWh de energia, fazendo a conta dá mais de 6 vezes o consumo de um eléctrico.
ou seja, gastas 27kwh para produzir 10kwh de energia potencial em que apenas 25% no melhor scenario são usados. Autch…
Isso mesmo.
Isso não interessa nada, o argumento dos parasitas de Bruxelas é arrasador: “ah, e tal, há emprego em jogo e alimenta muito capitalista. Portanto, venha daí mais petróleo, mais fumarada, SUVs ainda mais pesados a imitar os américas, que a gente quer é o negócio a rolar, doa a quem doer e sofra quem sofrer”.
autonomia e eficiencia/consumo são coisa diferentes e sem relacão
Autonomia e energia são coisas diferentes estás a comparar alhos com bugalhos, tu no teu deposito tem X de energia mas o o motor a combustão usa ~25% tudo o resto é desperdiçado já num motor electrifico estamos a falar de ~95%.
O diesel não arde nem explode mas é só enquanto o eixo do turbo não desgasta e não deixa passar o óleo para cima do sistema de escape. Já vi N deles na autoestrada. É quase todos os dias.
Este ano fiz uns bons milhares de Kms em autoestrada e não vi nenhum…
Boa noite, parece-me que aí entra o factor travagem regenerativa. Que permite recuperar energia nas travagens, algo que não acontece nos motores a combustão.
Atenção é com EFuel que são menos explosivos que os combustíveis normais, se calhar é por causa isso a diferença.
E não estamos a falar de km mas sim de energia.
As baterias de um eléctrico tem menos energia que um depósito cheio acho que é isso que não estás a perceber no artigo.
Não concordo investir tudo no carro elétrico.
Europa primeiro deve resolver o problema de energia.
In Germany nearly 200,000 companies closed in 2024, because high energy costs/Na Alemanha quase 200.000 empresas fecharam as portas devido aos altos custos de energia.
Milhares de empresas faliram outras sairam do país.
A Russia encontrou outro mercado para vender energia, a europa deixou de ser competitiva
Sabemos que descobriram grande deposito de Lítio, na Alemanha.
Portugal deveria produzir energia azul
A Energia azul é toxica em todos os sentidos.
Olha o que aconteceu com o turismo e a Emigração Ilegal em Portugal?
Portugal virou uma selva com tudo inflacionado e o que antes custava 80K agora custa 350K pelo menos.
Velhotes a ser postos na Rua,para albergar 30 e as vezes mais por apartamento, e crime organizado em niveis que nunca se viu.
Um País com 45% da sua população em risco de pobreza.
Sendo Portugal o País da EU onde o problema da habitação é mais aguda!!
Foi a “maravilha do Turismo”, e da emigração ilegal.
Ninguém fez leis que imposessem o interesse de Portugal, muito provávelmente por pressão externa/corrupção.
E o que faz o governo?
Exacto, dá cheques em, branco para compra de Carros Eléctricos??
Quem poem estes acéfalos no puder?
Tocando agora no tema da Democracia azul.
Qualquer lugar do mundo onde ela está a acontecer, é só terror, e morte.
A Alemanha descubriu litio, neste verão passado morreram mais de 17 em 3 semanas.
E isso é só o começo, porque a ganacia acaba por destruir tudo.
Olha a Democracia azul na Ucrânia, quantos não limpou já.
Achas que Portugal tem força militar para impor a ordem, e garantir a establidade do País?
A Policia nem sequer prende os Arabes que vendem droga, abertamente na rua.
Dizem que teem dificuldades em entrar em alguns lugares, imagina tu, o que seria se houvesse democracia azul.
Em relação ás Empresas Alemãs, pois aquilo que dava a premasia aos Alemães não era a noção da raça suprema, era a energia extremamente barata.
Mas os Alemães é que destruiram o país, não há que ter pena, é uma decisão deles mesmo.
Ok a Ucrânia,Polónia,EUA rebentaram os pipelines de gás, mas foi com o consentimento dos Alemães, isso é certo, não tenhas duvidas que os Alemães deram o ok.
Pois não deviamos investir tudo nos Eléctricos, como é evidente, mas o extremismo está a prerssionar para isso, e agora sabemos que a Alemanha tem Democracia azul, pois…muita massa.
Baterias com íons de lítio, Ions de sódio, etc., em carros elétricos necessitam de eletricidade para recarregar
Portugal tem água salgada e doce para produzir “energia osmótica” para juntar às existentes.
(Π = iMRT or Π = nRT/V)
Os combustíveis sintéticos também precisam de eletricidade, é mesmo isso que se está a comparar.
É exatamente por isso, se usar estes combustíveis gastam 6x mais, então o problema da energia é muito maior com estes combustíveis.
O maior problema é mesmo as grelhas energéticas. Consumo tem subido 348%, ao ano, desde 2000. Com 350 milhões, de EV, nas estradas europeias, seriam 923200% de aumento do consumo energético. Ora gastar 32000000 milhões (a valores correntes), até 2035, seria preciso, subir 7600%, no preço, do valor das grelhas energéticas. Por exemplo: o contrato habitual, por cá, de 6,7kw, paga 15 euros, mensais, para a E-redes (180 euros anuais). Para compensar, o que é preciso fazer, teria de pagar 32000 euros, anuais. Ora, ou o governo paga 60000 milhões, por ano, ou, todos, teremos de pagar. A outra hipótese é atrasar 25 anos, naquele prazo, para dar tempo, para as grelhas serem alteradas.
A seguir, é a produção. Na entre Março e Outubro, a energia “renovável”, consegue cobrir 310%, do consumo. O problema é entre Novembro-Fevereiro, que nem a 15%, chega. Colocando lá 80000Gwh, necessários para 1500000 EV, nas estradas nacionais, é fácil de ver, que vamos precisar de 2, a 3, reactores nucleares, de 7 geração. Ou pagar 500000%, a mais, em cada factura, de electricidade.
Ena tanta mentira.
Para o motor de combustão funcionar com níveis de eficiência minimamente decentes era preciso cortar drasticamente no peso dos carros, voltando aos 600 ou 700 kgs do 2 cv, AX ou Uno, e ficar só com a versão mais eficiente do motor- o de gasolina com ignição por compressão tipo HCCI da Mazda. Assim era possível consumos na casa dos 2 a 3 litros/100 kms ou até menos. Precisamente o contrário do que os parasitas de Bruxelas preconizam e a indústria está a fazer.
Mazda tem história, lembro-me de motores Wankel.
Após várias decadas encontrei esta beleza https://www.razaoautomovel.com/noticias/apresentacao-mazda-vision-x-coupe-salao-toquio-2025/
ora ai está!!
A mazda fez o correcto, mas os outros viram a ameaça, e agiram para matar a tecnologia.
Basta usar o motor de 12 kg da Yasa, que pertence à Mercedes.
400Km? Mas afinal os fabricantes deixaram todos de mentir? São mesmo 400Km?
O motor em si não é o problema e a vantagem do motor elétrico para o de combustão é inegável, acho que não interessa muito o “quantas vezes melhor”.
O problema é a quantidade de energia que os carros conseguem transportar para depois transformar em movimento.
Não sou físico, mas usando o dr. google, cada litro de gasolina equivale a 8.9-9.7 kWh/L ou seja um depósito de 40 litros de gasolina equivale a uma bateria de 356-388 kWh (60 litros = 534-582 kWh).
Agora comparem com a bateria de um EV entre os 60-100 kWh.
Exactamente. O motor eléctrico em si é uma maravilha! Menos peças, menos manutenção… Agora o problema dos eléctricos está no armazenamento da energia. Baterias com pouca densidade e pesadas…. Para não falar do tempo de recarregamento.
Para empresas de transporte poderá ser um problema, mas para o comum mortal chega e sobra.
nem ai é, pura e simplesmente tens baterias gigantes e irás de ter carregamento rapido em zonas estratégicas, DPDs e outras empresas de entregas já estão a migrar para eletricos porque faz sentido.
Nas cidades!!!
Trabalho com 700 distribuidoras nacionais (maioria são dos mesmos donos). Carros citadinos, para distribuição, são eléctricos (estado dá 800000 milhões, em benefícios fiscais). Para viagens, por exemplo: Madrid Lisboa, 100% são os “tradicionais” camiões.
Já experimentaram camiões eléctricos, como fez a DHL, desistiram. Não conseguem fazer, o mesmo tempo, mesmo com 2,6 toneladas, de baterias, a bordo. A única experiência, que funcionou, foi mesmo a DHL, na viagem Barcelona-Corunha, em que, em vez de carregarem as 12 baterias, camião chegava, ao posto DHL, tiravam as 12 e colocavam 12 novas. 3 operações dessas (15 minutos cada), permitiu cumprir o horário.
Mesmo assim, abandonaram a ideia.
O mesmo para os transportes, de passageiros, que a Alemanha andou a experimentar, desistiram, para viagens, acima de 200km. Os “fósseis” continuam a ser muitíssimo mais eficazes.
Certo, mas é na distribuição que está a maior poluição e concentrado onde vivem mais pessoas, ter diesel num AE é chato, mas é menos mau que ter no centro da cidade.
Isso é mentira, a DHL acabou de comprar camiões eléctricos.
Depende. Não sou comercial e preciso de viajar, várias vezes, ao mês, 400km a 2500km, por dia.
Já usei o EV, da empresa, por 3 anos. Sempre que precisei de ir, ao norte, acabava com o credo, na boca. Além de que, passar 1 hora, a carregar, eram 55 minutos, a mais, na viagem, seguidos de ter sorte, para que, arranjasse carregador, perto, de onde ir almoçar/jantar.
300000% dos que aqui comentam, vivem em vivendas e dentro da cidades. Quando vão, para hotéis, no interior, sabem que há lá carregador (ou pagam 200 euros, para poderem usar, o do hotel, durante, a semana, que lá vão estar hospedados). Se precisarem de o fazer, sem aviso prévio, vão descobrir que são bons, para a cidade… para viagens Lisboa-Viseu, um “fóssil” poupa 4 horas, de viagem e não há perigo, de serem obrigados a chamar, a assistência, da seguradora, para vos dar 20%, de bateria, para chegarem a um carregador, onde precisam ficar 2 horas.
Isso era meio verdade a 2 ou 3 anos, acabei de ir ao ABRP simular com Kia EV3 base Lisboa Viseu saido com 90% de carga e chegar com 30% e apenas manda parar 1 vez em Coimbra por 16 minutos.
Mesmo saindo com 50% bateria e querer chegar com 50% dá apenas 2 paragens uma de 20 minutos e outra de 18 minutos, primeira em Santarem e a segunda em Tondela…
Logo não consigo compreender como essa viagem demora menos 4 horas num fossil…
Por isso é que eu digo que a utilização típica média é de 1000km por viagem…
Aliás fazer diariamente 400 a 2500km é uma utilização NADA mas mesmo NADA fora do normal e é uma utilização comum de todos os cidadãos que possuem um veículo.
Então qual era o carro? tiramos isso já a limpo.
Traduzindo em kilos ainda fica pior, porque um litro de gasolina pesa menos de 900 gramas.
Exatamente no entanto no 500 kwh de energia que o deposito transporta o motor so consegue usar ~25% portanto estamos a falar de 125kwh enquanto que o motor eletrica usa 95%
Exactamente, deve se é comparar a energia por espaço ocupado. Ha muito mais energia num litro de gasoleo que no mesmo espaço ocupado por uma LiPo.
Sem contar que o motor eléctrico desperdiça energia em calor mas esse calor pode ser aproveitado pra aquecimento.
Ja uma bateria é muito menos eficiente no aquecimento, não é por nada que se usa motor a combustão pra aquecimento.
então porque não se encerra as centrais térmicas a gás? E as nucleares?
Afinal nenhuma delas tem bons rendimentos.
Uma central térmica tem um rendimento de 35% – 40%, o rendimento das eólicas é semelhante ou ligeiramente superior nas últimas gerações (45%), painéis solares é inferior (25 – 30%).
O gás (ciclo combinado) é provavelmente uma das tipologias com maior rendimento (60% -70%), superior possivelmente só a hídrica (85% – 90%).
Além disso não é viável suportar a rede apenas em produção intermitente, como ficou demonstrado no apagão em Abril.
O problema é não haver baterias químicas a absorver as flutuações….
E quem pagará os 50000 biliões de euros, para fazer isso?
seria tão simples com uma rede virtual, cada pessoa instalava 5 ou 10 kwh nas suas casas, empresas podiam por mais, e podiam ganhar dinheiro comprando barato e vendendo caro, e ai o investimento era distribuido sem custos significativos.
Mas isso implica acabar com certos lobbies…
É muito simples: não se pode produzir energia elétrica com outra energia elétrica. Ou pelo menos isso é tão pouco rentável que mais vale consumi-la directamente.
Porque se for para produzir combustíveis sintéticos tem de as voltar a abrir.
Dá-me a sensação que foi mais um que não leu o artigo.
Olhando só para o motor é óbvia a diferença na eficiência, o problema é o resto, baterias (peso/densidade de carga), armazenamento de energia e infra-estrutura de carregamento e tudo o que implica ao nível de produção e distribuição de energia. É preciso ter em conta a eficiência das várias tecnologias de produção de energia e as necessidades de energia decorrentes da massificação dos veículos eléctricos e densificação da rede de carregadores.
Outra coisa que me chateia nesta conversa é este ponto: não há nada mais económico, e amigo do ambiente, manter um carro o maior tempo possível de vida útil?
É que poluição não é só queimar petróleo. É toda a cadeia de materiais, transporte, etc. Para fazer um carro.
Economia circular é reutilizar o máximo possível os materiais já extraídos.
.La seule voiture vraiment écologique est celle qu’on ne produit pas (Aurore Stéphant, cientista investigadora em ambiente e energia).
mas isso acontece naturalmente, uma pessoa com um carro com 5 anos que troque para um elétrico, tipicamente não manda o carro antigo para o fundo do mar, vai ser comprado por alguém provavelmente com um caso com 10 anos que por sua vez vai ser comprado pro alguém com um com 20, esse sim poderá eventualmente ser abatido, mas já estamos a falar de carros velhos com degradação elevada.
Acho bem que, por necessidade, se tenha que mudar para uma alternativa mais amiga do ambiente.
Mas não acho que um carro com 5anos esteja velho.
Daí a economia circular. Mas isso pouco interessa à indústria.
E como houve aí a comentar, acredito que se queime muito mais co2 mais outro tipo de poluição em toda a produção de j carro. Do que em 10/15anos da sua utilização…
nem por isso, um carro a combustão típico precisa de 7.2 toneladas de Co2 na sua produção, elétrico é 10.4 toneladas.
para um uso de 15 mil km ano (bastante típico) um diesel produz 2.2 toneladas ano, gasolina 2.4 toneladas e elétrico 0.9 toneladas.
O EV novo vs ICE novo em pouco mais de 2 anos tem paridade.
Um ICE em 3 anos de uso produz tanto co2 como na sua produção, ja um EV demora 11 anos…
Alguém que faça por exemplo 30k km ano, que tenha um carro com 2 anos, que decida abater para comprar um elétrico, em 3 anos tem paridade vs manter o uso do ICE.
Logo podemos concluir que manter que a frase final do teu comentário é objetivamente errada, o gasto de co2 na utilização tem muito mais peso que na produção.
Se só contamos que o co2 é a única fonte de poluição, até posso estar errado. Pelas tuas estimativas é pelas dadas do gemini.
Mas em termos de poluição, isto vai muito mais além do co2.
Minas,materiais raros… Etc
Pois são mesmo os gajos da indústria que os parasitas de Bruxelas protegem. Aqueles que inventaram as correias de distribuição banhadas a óleo para os motores durarem menos, irem para a sucata e poderem esfolar melhor os otarios que os compraram.
Pablo quando se diz o custo de fabrico tudo isso está em consideração, tal como o custo de utilização está a ter em consideração so custos de refinação do petróleo e transporte.
O custo de fabrico de uma bateria não é só a montagem dela, mas sim também quanto custou extrair os materiais.
Logo a comparação é relativamente completa, para alem disso com a reciclagem de baterias daqui a 20 anos todo o custo de extração estará muito mais reduzido.
Mas os carros vão morrendo na mesma, e tem de repor novos.
Não, não é mais amigo do ambiente porque a maior poluição de um automóvel acontece por ele circular e não por ele ser fabricado.
Assim se manténs um veículo antigo estas a poluir mais do que trocar por uma alternativa mais recente.
Mais um que não leu o artigo.
Só seis vezes mais? Estou espantado por ser tão pouco. Um litro de gasolina equivale a 10 kWh. Um litro de gasóleo equivale a 11 kWh.
Leia novamente, não é esse o assunto.
Até equivale a mais, eu carrego em casa a 10c , assim em custo equivale a 17 vezes
Talvez, depende do fornecedor e do tarifário. Mas seja qual for, aí já entra a parte fiscal, não é só a física.
Que energeticamente são mais eficientes não há duvidas.
Lá está, é Fisica. 1 + 1 é sempre igual a dois, a não ser que se queira fazer luco, e então às vezes é 2,5 ou 3.
Ademais, ainda não existe comercialmente uma tecnologia que permita usar os recursos energéticos 100% eficientemente, senão não necessitaríamos de gastar dinheiro com energia, e tudo seria energeticamente autossuficiente.
Aqui a pergunta é outra. Se é assim tão eficiente, porquê que são tão caros? Essa é a verdadeira questão.
Pois tal como indica, menos peças, mais simples, e no entanto, o dobro de um veiculo a combustão.
E que na realidade quem tem por habito trocar de carro de 8 em 8 anos, vai na mesma continuar a faze-lo, só que em vez de trocar de veiculo de 20 000 euros, vai faze-lo com um veiculo de 40 000.
São tão caros, simplesmente pela lógica de mercado!
Tecnologia mais recente e ainda não implementada de forma mais geral é sempre mais cara.
É o habitual em todos os produtos.
Um PC com toda uma gama de novidades tecnológicas, algumas delas ainda em fase inicial de surgimento, é sempre mais caro, certo?
Mesmo assim, já existem boas oportunidades no mercado de segunda mão, que é o mais apetecido do público português!
E, nem tem comparação o nível de desgaste de um VE e de um a combustão com os mesmo anos e quilometragem! Os VE asseguram melhor qualidade geral, sem tanto desgaste.
São mais caros porque ser uma tecnologia recente e, paradoxalmente, o facto de ser mais eficiente também o torna mais caro na compra. MAS é necessário fazer as contas e, na maioria dos casos, dependendo de quantidade de kms, a longo prazo, um eléctrico fica mais barato.
Eu, como Eng. Electrotécnico de formação, sempre disse isso desde o primeiro momento, e tinha o conhecimento básico da área, desde o momento em que estudei os diferentes sistemas de motores: eléctricos e de combustão.
E, qualquer Eng. Mecânico também sabe perfeitamente dessa realidade!
Em termos físicos essa é a realidade dos rendimentos energéticos, e não há forma de os reverter.
E, é de conhecimento geral na área, que a limitação sempre foi a de conseguir ter uma fonte de alimentação adequada às circunstâncias específicas de um veículo autónomo com motor eléctrico, o dito automóvel eléctrico.
Se tivermos uma forma ideal de alimentar esse motor eléctrico a bordo de um automóvel, este é o veículo energeticamente mais eficiente, porque aproveita o máximo da energia usada para permitir a sua deslocação, com um mínimo de perdas.
Pois o problema sempre foi, e continua a ser esse.
O armazenamento da energia.
Os Hidrocarbonetos, são fantasticos nesse aspecto, e por isso mesmo teem tido uma longevidade tãoo grande.
Encontrar tecnologias secugras, leves,e duradouras, é muito dificil.
Pois pois, falta a imparcialidade, com papas e bolos se enganam os tolos, podem ter 90% mas e a questão prévia onde foi produzidada essa eletrecidade, numa centrar termoeletrica não passa de volta dos 45% de eficiência, numa eolica nunca passara o numero de betz volta dos 52% salvo erro, num painel solar dificilmente nos mais modernos passa os 30%.
Mas não podes comparar a eficiência duma eólica ou num painel comparada com uma termoeléctrica.
Enquanto que queimas combustível numa, e no acto perdes 60% da energia. Num painel só não absorves a maior parte da luz que incide. Não há desperdício por assim dizer… Numa eólica o despero deve ser em relação ao atrito… Etc…
Portanto não há desperdício, podia era haver maior eficácia…
Numa termo tens desperdício, pois queimas.
Painéis solares, acima de 12%, já são considerados óptimos… 97%, dos painéis, andam pelos 12%-15%, efectivos. Em dias bons, dão 20%, em certas altura, do dia.
Pelo, pouco, que conheço, há painéis que podem chegar aos 35%, só que, custam, o mesmo que 90 painéis, dos “normais”. Além de que, 100%, dos anúncios, referem o valor máximo possível. Se for por painéis solares, peça o manual. O instalador vai-lhe dizer “22%-25% de eficiência”, depois, admire-se, que no manual, seja referido, que “a média anual, será de 5,40% a 11,3%”.
Não interessa onde ela é produzida, a comparação está no gasto da mesma energia.
Estás a falar da energia eólica e solar, que de origem não nos custa nada.
Ou seja, qualquer que seja o rendimento de produção de energia a partir de uma energia que não nos custa nada é sempre lucro!
Agora, a partir de um combustível fóssil (petróleo, carvão) que exigiu montes de energia despendida para o obter, transportar e refinar, faz as contas e diz-me qual é esse rendimento em termos energéticos e financeiros?
Já agora compara com os custos envolvidos na produção de energia eléctrica que recorre a diversas e às mais variadas origens. Desde as mais ecológicas (centrais hídricas, eólicas, solares), até às ambientalmente duvidosas (centrais térmicas a combustível fóssil e atómicas).
Se não nos custasse nada, os países que investem nesta loucura não teriam a eletricidade mais cara do mundo. Pensa melhor. A vasta área que uma central solar ou eólica ocupa é, 100 vezes superior à de uma termoeléctrica de capacidade semelhante. Os custos são enormes …devastação de floresta, impacto na fauna e perda de solo fértil para depois termos instalações com um ciclo de vida que não chega a um terço das centrais tradicionais
Deixa de emparelhar pelos ouvidos.
As centrais solares e eolicas são instaladas em locais de baixo ou muito baixo custo, as eolicas ficam mesmo em sitios as vezes só acessíveis por 4×4, é uma das melhores formas de maximizar o uso de terrenos sem qualquer valor comercial. Porque se comporta como um velho do Restelo, sempre a desfazer as vantagens do que é novo?
Xôr engº, favor rever conceitos. Como sabe a devastação de floresta e fauna é enorme e criminosa por essa Europa fora. Só não vê quem enfia a cabeça na areia.
Devastação de floresta ? Qual floresta ? Diga antes devastação de culturas intensivas.
Mas não faz sentido produzir combustíveis destes usando eletricidade vinda de térmicas, as emissões são muito maiores.
Tenho sérias dúvidas. Estão a eliminar vida constantemente. Se não os travarem, um dia o planeta terra será um deserto.
Eu não tenho duvida nenhuma, mas se duvida use aqueles números que você costuma usar, depois falamos. LOOOL
Ah, entendi, temos de poluir ainda mais para conservar a vida no planeta ? já que vi por aqui um post seu a dizer que CO2 é vida.
Primeiro, lê o artigo
E se quiserem brincar ao mesmo jogo, até dá para “provar” que a eletricidade é menos eficiente… basta somarem as perdas de geração, transmissão, conversão, carregamento e gestão térmica, e de repente já não é tudo assim tão mágico..
Mais um saido da gaveta
Bem verdade, as perdas da cadeia são brutais.
Quem tem um cavalo na corrida, faz a propaganda que quer no sentido que lhe interessa.
Então, faz essa contas para os combustíveis vindos do petróleo e vê as diferenças!
Energia gasta: na extracção (perfuração, etc.), no transporte da matéria bruta (terrestre e marítima), na refinação (fornos de alta potência a queimar dia e noite, 24/7).
Isto sem falar nas implicações ambientais em todo este processo!
Poluição terrestre nos locais de extracção, poluição marítima e poluição do ar no transporte e refinação, e para piorar a poluição durante o consumo dos produtos refinados (gasóleo, gasolina, nafta, etc.).
Tudo isto apresenta custos financeiros e ecológicos.
No caso da electricidade existe uma grande diversidade de origens, desde as menos ambientalmente impactantes (centrais hídricas, eólicas, solares), às ambientalmente duvidosas (centrais térmicas a combustível fóssil e atómicas).
Para além disso, as perdas de energia são estudadas e calculadas, estando asseguradas e controladas pela tecnologia de cabos e tipo de corrente (alternada ou contínua) que é aplicada de acordo com o que melhor resulta caso a caso.
Depois, no final existe esta disparidade no consumo de cada motor eléctrico face a um motor de combustão!
Portanto, tudo bem somado verás que sempre será a electricidade a ter mais vantagens a todos esses níveis, quer financeiros, quer ecológicos.
Se somares todas as perdas da eletricidade, geração (muitas vezes térmica), transporte, conversões AC/DC, carregamento, gestão térmica e degradação das baterias . A eficiência real fica bem mais modesta do que o discurso vende.
Sim, o petróleo também tem uma cadeia pesada: extração, transporte, refinação, distribuição. A diferença é que tudo isso já está refletido no combustível final. No elétrico, grande parte das perdas acontece “antes da tomada” e convenientemente sai da narrativa.
Isto não é dizer que elétricos são maus ou que combustão é boa.
É dizer que nenhuma tecnologia é milagrosa.
Quem escolhe onde começa e acaba o cálculo consegue sempre “provar” o que quiser.
A energia renovável anda já na casa dos 70% e a subir, e é nacional. Só menos de 30% é despesa que não se recupera, e a descer.
Já o petróleo é 100% perdido e é 100% estrangeiro. Quer melhor argumento?
Esse argumento mistura origem da energia com eficiência do sistema, e isso são coisas diferentes.
Mesmo que 70% da eletricidade seja renovável, as perdas continuam a existir: conversão, rede, carregamento, baterias. Renovável não torna a energia magicamente mais eficiente, só muda a fonte.
E dizer que o petróleo é “100% perdido” é retórico…
É energia convertida em trabalho mecânico . mal, sim, mas não “zero”. Se fosse 100% perdido, o carro nem saía do sítio
energia nacional vs importada é um debate geopolítico.
eficiência real é um debate físico.
Misturar os dois dá slogans… não dá contas.
Pouco me interessa, para mim tempo é dinheiro e o tempo não se compra.
Ainda com esse argumento? O que te custa deixares o carro a carregar enquanto estás a dormir, a almoçar, a trabalhar ou nas compras que, certamente, será a GRANDE maioria dos casos?
Já cansa ouvir esses argumentos que são a excepção.
Ele é daqueles que ganham guita enquanto dormem, deve ser pago para ressonar. Melhor que o centeno da bola, conhecido por CR7.
É que ele passa o tempo a pensar que o telemóvel ainda está a carregar.
Agora, se também tiver de pensar que o carro está a carregar, nem come, nem dorme sossegado! 😀
Ele fica lá a segurar o cabo, e isso realmente ocupa muito o tempo.
eu vou abastecer quando vou passear ou ao supermercado… aliás é um motivo para sair de casa e fazer 6 km até ás bombas.
Lá está, perde mais tempo, porque não pode deixar o carro a abastecer e ir ao supermercado.
Exato, para que perder tempo e dinheiro a ir a bomba se posso carregar o carro enquanto estou a dormir ou a trabalhar realmente não faz sentido nenhum perder tempo a ir a bomba
Exato, também foi por isso que mudei.
O problema aqui não é a discussão EV vs ICE. O problema é a dependência na rede elétrica e o estado da mesma. A proibição da venda de veículos ICE significa um grande aumento de veículos elétricos a depender da rede elétrica assim como todos os sistemas elétricos já em utilização, que são também cada vez mais. O último apagão que tivemos em Portugal e Espanha deixou bem claro que a nossa rede elétrica nem está preparada para a carga atual, imaginem agora se a grande maioria dos veículos fossem elétricos, com um país inteiro a carregar os seus carros ao mesmo tempo. Imaginem ainda um ataque à rede elétrica do país que cause um apagão por um tempo mais prolongado. Sou um grande fã de veículos elétricos, mas antes de obrigar toda a gente a usar um, há que resolver muitos outros problemas com uma urgência muito maior.
“A proibição da venda de veículos ICE” isto é MENTIRA. A ser proibido será a venda de carros NOVOS. Os carros ICE ainda vão andar por aí durante umas décadas e até 2035 muita coisa será melhorada logo o teu raciocínio falha por completo
Mais alguém que não leu o artigo.
Se para uso destes combustíveis é necessário 6x mais de energia, qual é que depende mais da rede eléctrica ?
O apagão não teve nada a ver com carga, mas sim com a produção mais, nesse caso a produção destes combustíveis até resolvia.
O apagão não teve nada a ver com consumo excessivo, ao contrário, teve aver com produção solar excessiva, não fale do que não sabe
Já houve um Senhor que resolveu o problema da energia neste Planeta – Nicola Tesla – mas houve logo umas bestas que se apressaram a chamar-lhe maluco…
Ele nunca resolveu, apenas tentou criar uma solução que para efeitos de transmissão de energia não funciona, apenas para comunicações como é usado hoje.
Não sabe minimamente a obra do Tesla, foi inovador quanto á utilizacao da electricidade, mas teimou em opções que eram ineficazes e por isso acabou na miséria.
Por ele ainda andávamos de electrico, aqueles amarelos que quando chegam as subidas , teem que ir a 20, não dá mais.
Sendo verdade, mesmo assim tem de dar incentivos para os COMPRAREM!!!!! um PRODUTO quando é melhor que seus concorrentes nao PRECISA DE INCENTIVOS, metam isto na vossa cabeçorra!!! Cada um compra o que quiser, não OBRIGUEM pessoas a comprar o que nao querem!!!! Em iguais circunstancias de compra a quota dos electricos ainda seria PIOR. Para a realidade da maioria das pessoas, não é VIAVEL e se nada de impactante mudar, nunca IRA SER VIAVEL, para a maioria das pessoas. Agora para quem é viavel, que os compre, cada pessoa deve comprar o que quiser e não serem OBRIGADOS indirectamente a terem um electrico. Não tenho dados sobre o que vou falar, mas acredito que a quota dos carros electricos deverá brevemente atingir o seu máximo e depois a partir daí a alterar, será sempre descer. O pais que deve ter mais electricos na estrada deve ser a Noruega, com cerca de 30%, existem paises que os numeros de electricos sao e vao ser sempre ridiculamente baixos. Os 5 paises com mais carros na estrada sao EUA (cerca de 3% sao electricos ), China (cerca de 10% sao electricos), Japão (cerca de 5% sao electricos), Russia (cerca de 2% sao electricos) e Alemanha (cerca de 4%). Estes valores devem estar perto do máximo e ai vão permanecer ou baixar. E o tempo vai mostrar isso mesmo, nesta exacta realidade, será assim!
Descansa, que o “incentivo“ não monetário acabará sempre por aparecer: agravamento de impostos sobre o petróleo, proibição de circular em zonas cada vez maiores, portagens urbanas …
Os a combustão são bons ? então porque precisaram de incentivos e subsídios ?
Sempre foi assim, cada um compra o quer, não comprou o que quis ?
Se não fosse viável não eram em alguns países a categoria mais vendida, e curiosamente Portugal já está nesse patamar.
Errou, segundo o que vai ser aprovado pela União Europeia, a tendência é mesmo subir cada vez mais.
Sim, o tempo vai mostrar isso mesmo, já que há 10 anos diziam isso e não haviam tantos. lol
Respeito a opinião do físico Johannes Kückens, 2, 3 vezes, sim, sem dúvida, agora 6. Um bocadinho menos de invenções, por favor. Obrigado.
É mostrar as suas contas, ela é bem simples de fazer.
O sr. Kückens é um grande totó. Está a esquecer-se de que, para gerar uns kWh, são necessários motores externos menos eficientes do que qualquer motor de carro a combustão. E que, depois dessa trapalhada toda, ainda é preciso assegurar redes, distribuição e carregamento, onde se perde mais 50% dos parcos 20% por cento obtidos na origem.
Mais alguém que não leu o artigo, oh santa.
Não interessa de onde vem a energia, para ambas as utilizações terá de vir do mesmo lugar.
Depois fala dos alucinados quando nem sequer lêem.
Errado, a fonte de energia primária é o mais importante da equação,
Quando é que para de tentar distribuir alegações totalmente falsas e sem qualquer base documental?
Tu, com os teus dons e curriculum, tens de confrontar o físico alemão que preferiu estas informações. Mas tens de fazer isso, ou então as tuas considerações não valem nada.
Na Europa os carros andam à frente dos bois ?
A Alemanha reativou diversas centrais termelétricas a carvão e vão mante-las activas com redução até 2038.
Portugal desmantelou a sua central a carvão, vimos, na TV a demolição das chaminés.
Os Chineses “EDP” podem querer cometer crimes ambientais para encher o país com paineis solares?
A França vai construir centrais nuleares.
As minhas máquinas ainda são movidas a motores Isuzu, Nissan e Perkins a diesel.
Alguém pode informar quanto custa para mudar as baterias num carro, no valor de 20 mil euros ?
Boas escolhas e compras de carros eléticos.
Portanto só está a dar razão ao senhor do artigo.
Eu não sei, nunca mudei nenhuma.
E já agora sabe-me dizer quando custa mudar a parte cara de um a combustão, que é o motor de um carro com valor de 20 mil euros ?
Depende, se for um Stellantis PuréTech com correia de distribuição banhada a óleo provavelmente vai precisar de mudar várias vezes de motor. Ainda por cima as fábricas dessas marcas estão todas a fechar. Os 20 mil euros são capazes de não chegar.
Um familiar com pequeno BMW 4 pessoa elétrico, talvez modelo i3 120Ah, também nunca mudou as baterias, está satisfeita.
No tempo dos famosos V10 da Renault, na F1 a cambota do carro a combustão era a peça mais cara.
Baterias íon-lítio ainda vão continuar a ser fabricadas com parte do cobalto do Congo-África. As com íons de sódio serão melhores e mais baratas para produzir,
Portugal poderia pensar em construir reator de sal fundido de tório com ajuda da China, poderia ser parceria com a espanha porque Espanha tem mas área e desabitda.
Prefiro o clima de portugal do que o da Suécia.
Subtraindo o peso dos passageiros (irrisório) ao peso total do veículo elétrico concluímos que a energia consumida é para deslocar baterias, tem que haver uma solução mais eficiente que ambas.
Olhe que não, a bateria poderá pesar uns 600 kg no Tesla Y, para 1,900 kg vão 1.300 kg de carro e por outro lado tanto viajo sozinho como carrego 350 kg seja em mercadoria seja em pessoas, não é tão desprezável como isso, são 15 a 20% do total. Portanto, a diferença de peso extra entre o meu carro e um equivalente a gasóleo é de 300 Kg, 16% extra, mas como o motor eléctrico tem um aproveitamento extra de energia de 90-35% = 55%, ainda fica uma margem de 35 a 40% de melhor utilização da energia
Boas conclusões, mas…
“Hoje o panorama começa a mudar, com modelos mais acessíveis, autonomias superiores a 400 km e uma rede de carregamento que avança em autoestradas e zonas urbanas. Mas a inércia cultural não é trivial.”
Para que se possa chegar a uma autonomia real de 400 Kms, pelo menos em auto estrada, garantidamente o “investimento” num veículo elétrico rondará 60.000€….
Por cá, estamos longe da família. E como estão cada vez mais velhos, as necessidades de nos fazermos presentes aumentam. Só este ano já fizemos a viagem de ida e volta, correspondente a 800 Kms, mais de 25 vezes. Muitas vezes essa viagem acontece no mesmo dia, por urgências. Um depósito de diesel dá para ir e regressar, sem preocupações.
Não tenho conhecimento nem dados reais, mas parece-me algo difícil a utilização de um VE para isto.
Agora, para cidade, vulgo viagens de ida e volta para o trabalho, isso sim, mas o que é que implica? A necessidade de, pelo menos, dois carros. Custos com manutenção, seguros, impostos…????
Pois…
Há mais de um século que se sabe que motores eléctricos tem rendimento superior a 90%. O problema está na produção e armazenamento de electricidade onde existem perdas que devem ser contabilizadas antes de atirar para o ar apenas o rendimento do último elemento da cadeia
Motor eléctrico de VE tem rendimento de 93a 97%, com perdas de carregamento, perdas de produção e perdas de transportes de electricidade, 80 a 84% é o valor final aceite na indústria. Mas não se esqueça que o rendimento de 35 a 40% nos ICE é só para o motor , temos perdas bem maiores na extração, transporte do crude, refinação, novo transporte para as bombas e perdas por evaporação que são bem maiores que as perdas de electricidade, como por imaginar. E são divisas que saiem do país
VEs continuam a custar +70-100% que o mesmo segmento a combustão, e os VEs estão isentos de ISV. Querem convencer-nos de que agora todos conseguimos dar 40k por um VE quando até há bem pouco tempo já era complicado dar 15k por um utilitário? No final conta apenas a factura final