Exame de condução no Reino Unido é tão exigente que alunos estão a recorrer a “sósias”
As tentativas de fraude nos exames de condução em Inglaterra, Escócia e País de Gales aumentaram 47% num ano, segundo dados oficiais, levantando preocupações sobre a segurança nas estradas.
Semelhante ao processo em Portugal, no Reino Unido, a carta de condução obriga a dois exames: teórico e prático. Caso o aluno falhe um deles, precisa de esperar meses para voltar a tentar.
Atualmente, o tempo médio de espera ronda as 22 semanas, comparando com cerca de cinco semanas em fevereiro de 2020, antes do início da pandemia de coronavírus, período em que os exames foram em grande parte suspensos.
Longas esperas criam pressão sobre os candidatos
Segundo dados oficiais da Driver and Vehicle Standards Agency (DVSA), foram registadas 2844 tentativas de fraude em Inglaterra, Escócia e País de Gales no ano até setembro de 2025.
Esse número representa um aumento de 47% em apenas 12 meses, ainda que a DVSA tenha dito que não tem provas que associem diretamente a fraude aos tempos de espera.
De acordo com as autoridades, além de a fraude estar a tornar-se mais sofisticada, é mais fácil de detetar, graças a melhores métodos de controlo.

No Reino Unido, obter a carta de condução implica passar por dois exames obrigatórios, um teórico e outro prático, com tempos médios de espera que atualmente rondam as 22 semanas.
Tecnologia e usurpação de identidade lideram as tentativas de fraude
A fraude assistida por tecnologia durante os exames teóricos, como o uso de um auricular ligado por Bluetooth a um telemóvel escondido, representou a maior proporção de incidentes em 2024-25, com 1113 casos.
Por sua vez, a usurpação de identidade do candidato registado foi a infração de fraude contabilizada em 1084 exames teóricos e 647 exames práticos.
Segundo o The Guardian, os candidatos que chegam aos centros de exame são obrigados a mostrar o rosto para confirmar que corresponde ao documento de identificação com fotografia.
As medidas para detetar fraudes nos exames teóricos podem incluir pedir aos candidatos que arregacem as mangas e mostrem que os bolsos estão vazios, bem como uma revista por parte de um funcionário e a utilização de um detetor de metais portátil.
Além disso, a DVSA afirmou que utiliza, também, informação de inteligência para identificar veículos e indivíduos envolvidos em tentativas de fraude anteriores.

Antes de realizarem o exame, os alunos são obrigados a confirmar a sua identidade junto da DVSA, mostrando o rosto e o documento de identificação com fotografia. Entretanto, em resposta ao aumento das tentativas de fraude, a agência reforçou os controlos, incluindo revistas e detetores de metais.
Impostores podem receber até cerca de 2300 euros
Em 2024-25, 96 pessoas foram processadas por tentativa de fraude em exames de condução ou por se fazerem passar por candidatos, segundo a DVSA. De ressalvar que um processo pode incluir vários incidentes.
Os impostores e os alunos que recorrem a estes serviços podem ser condenados a prisão, proibidos de conduzir, obrigados a realizar trabalho comunitário não remunerado e a pagar custas judiciais.
O tribunal Cardiff Crown, que condenou Qounain Khan, de 23 anos, a uma pena de oito meses de prisão por se ter feito passar por alunos em centros de exames teóricos por 12 vezes, ouviu que estes impostores podem receber até 2000 libras (cerca de 2300 euros) por um teste.
Autoridades alertam para os riscos na estrada
É essencial que todos os condutores demonstrem que têm as competências, os conhecimentos e a atitude certos para conduzir em segurança.
Disse Marian Kitson, diretora dos serviços de fiscalização da DVSA, partilhando que a equipa "antifraude realiza investigações rigorosas sobre suspeitas de fraude, trabalhando com a polícia para levar os infratores à justiça e manter as estradas da Grã-Bretanha seguras".
Para Steve Gooding, diretor da RAC Foundation, "quanto mais tempo as pessoas têm de esperar por uma vaga para o exame, maior é a pressão para passar, mas isso não é desculpa para fraudes".
Aqueles que procuram ganhar dinheiro através da usurpação de identidade e da mentira estão a colocar outros utilizadores da estrada em risco.
Disse Steve Gooding, acrescentando que "estes dados demonstram a necessidade de a DVSA estar vigilante na identificação dos impostores e de as penalizações serem severas".
De acordo com Emma Bush, diretora-executiva da AA Driving School, é preocupante que algumas pessoas tenham conseguido enganar com sucesso e estejam agora nas nossas estradas, ainda que o número de pessoas apanhadas tenha aumentado de forma significativa.
Fonte: The Guardian
Neste artigo: carta de condução, exame de condução, reino unido






















E depois vao para la os tugas romenos e places com carats tirades super facilmente e rebentam o país todo. Faz lembrar aqui o curso de medicina com médias de 19.3 e depois fomos tira lo a praga com média de 16 e agora ganho mais que os médicos de lisboa
Um país onde se guia tão mal, tão mal, que até andam em contramão.
🙂 🙂 🙂
Venham para Portugal. Basta um tutor e ao q julgo saber a carta de PT é valida no UK.
Sabe errado, porque a carta portuguesa serve no Reino Unido.
Está com pressa para criticar ? o que é que ele “disse” ?
Tem razão, vi na diagonal.
É do hábito.. também conduzes na diagonal
Às vezes acontece, mas faço o em ambiente controlado.
2002-2004. Em Lisboa, havia 2 escolas, de condução, unidas com 2 outras, na margem sul, do Tejo. Os instrutores, eram jovens, membros de uma juventude partidária, tendo acesso a informação, de cima, como terem acesso, ás 160 perguntas, que podiam sair, no exame, de código, dessa semana.
Em semanas, que o exame, tinha, na maioria regras, era possível “contratar” um jovem, que iria apresentar o BI, do candidato, para fazer o exame. Se passasse, recebia 600 euros. Se chumbasse, não recebia nada.
O esquema foi descoberto, por uma instrutora, de outra escola, que notou que, 100% dos alunos, de uma secção, passaram e, poucos dias depois, os mesmos alunos, apareciam, para realizar, o exame de código. Depois de fazer queixa, foram 307 acusados, de fazerem, pelo menos, 22000 exames, de código, em 3 anos. Acabaram condenados, por falsificação de documentos (passavam BI original, num scanner, colocavam foto de quem iria fazer, o exame, imprimiam e plastificavam, com plástico grosso, para ninguém notar, que, o papel era fino) e personificação de candidatos. Penas suspensas, pois a burla não foi aceite, pois nenhum aluno, que pagou, quis ir depor.
Alguns, em 2013, voltaram a ser apanhados, numa escola de condução, no Porto, por andarem a fazer o mesmo, agora nos exames de condução, em que o candidato, conduzia, até ao fundo da rua, com o instrutor a realizar, o exame, dando nota mínima, para ter a carta de condução. Foi em 2016, que se criou o sistema aleatório, para escolher examinadores, poucos minutos antes, de receberem, o candidato, impedindo estas situações.