Quantcast
PplWare Mobile

ET-One: O forte rival do Tesla Semi está a chegar

                                    
                                

Autor: Pedro Pinto


  1. Belmiro says:

    Um par de comentários: se as células estão de lado ao haver um acidente lá ardia tudo. Relativamente à autonomia, se fosse o WhatsApp colocava emoji de partir a rir… Algum camião com autonomia de 160 km teria vendas? Nem em sonhos… Seria 1.5h a conduzir e a parar lolol

    • Cortano says:

      Para serviços somente em cidade / pequenas áreas até pode ser útil, mas o preço dele é demasiado.

    • Ruy Acquaviva says:

      Em relação ao posicionamento das baterias observe-se que o tanque de diesel dos camiões convencionais é o mesmo (normalmente em apenas um lado). Seria de se imaginar então que em caso de acidente o diesel derramaria e arderia, o que não é o caso. As baterias dos veículos de tração elétrica não são mais perigosas que os tanques de combustíveis dos veículos convencionais.
      Os veículos com menor autonomia são úteis para entregas em regiões urbanas, onde roda-se menor quilometragem ao dia devido à lentidão do trânsito e ao grande número de paradas para entrega. Mas normalmente esses veículos de entrega urbana são menores, veículos com o tamanho demonstrado a foto em geal são para transporte rodoviário e aí realmente uma autonomia de 160 Km é muito pequena. Seria possível usar o esquema de troca de baterias (onde troca-se os paks de baterias descarregadas por packs com baterias carregada como forma de acelerar o abastecimento. Os veículos de carga prestam-se a esse tipo de reabastecimento pelo fato dos packs serem externos e de fácil acesso, mas isso só é viável para frotas com boa infraestrutura.
      O preço é muito caro, mas precisa-se considerar que o custo da eletricidade é muito inferior ao custo do combustível necessário para fazer o mesmo trabalho. A economia é brutal não apenas no custo da energia, mas também na manutenção já que os veículos de tração elétrica tem muito menos peças com muito menos desgaste e portanto são de manutenção muito mais barata. Só a economia de óleo lubrificante já compensa boa parte da diferença de preço do veículo.

      • Cortano says:

        Aqui em Lisboa tens muitos semi-reboques a operarem apenas na regiaõ de Lisboa, em especial de serviço ao Porto de Lisboa. Eu vejo-os diariamente para a frente e para trás a transportarem contentores entre o Porto de Lisboa e o Parque de Contentores na zona norte.
        Estes camiões podiam ser uma solução para este tipo de transporte curto de mercadorias, mas são extremamente caros.
        Mesmo a energia sendo bem mais barata, quantos anos precisaria para “pagar” o custo excessivo da compra? Principalmente quando esses mesmos camiões que fazem estes serviços não são propriamente os topos de gama porque não precisam de todos os extras de comodidade e potência de um topo de gama.
        Por outro lado, a maior parte dos camiões que fazem este serviço são de “freelancers” e não de grandes empresas com infraestruturas grandes.
        Não estou a ver o camionista-empresário a pagar esta pipa de massa por um camião que requer que mude a forma como trabalha tão radicalmente – tem de ir 3 ou 4 vezes carregar baterias e esperar… perde dinheiro por estar parado.

        A tecnologia atual ainda não está madura para estes trabalhos exigentes.

  2. Asper says:

    Aqueles interiores… não são nada electrizantes.

  3. Brito Ramos Jr says:

    Os chineses já estão a muito a frente da Tesla, e lá não é startup, já é mão na massa, ou pneu no asfalto.

  4. Daniel says:

    Este camião é pior, mais caro do que o da Tesla, e de uma marca desconhecida e para o mesmo mercado. Quem vai comprar este camião?

  5. Cortano says:

    Ainda recentemente vi uma entrevista a um responsável pela Volvo em que dizia, basicamente, que por enquanto qualquer solução para camiões é inviável. O que ele dizia era que enquanto não existirem “power lines” ao longo das auto-estradas, é impossível tornar este mercado dos camiões electricos atractivo e professionalmente viável.

    Quando foi o lançamento do da Tesla a malta no geral esquece-se um “pequeno” problema, como carregar os camiões quando estão em viagem.
    Imaginem uma área de serviço: Geralmente tem 2/4 mangueiras de alto-débito de combustível destinadas a camiões – um camião a atestar pode demorar largos minutos. Basta chegarem 4 ou 5 camiões com pouco intervalo para se criar uma fila de espera.
    Agora imaginem isto para electricos?!? Quantos postos de carregamento teriam de ter?! 10?! Com meia hora cada um para carregar as baterias,,, se calhar precisam de uns 20 ou 30 postos de carregamento!!!
    Pronto, podem meter nos parques destinados aos camiões, mas nem todas as áreas de abastecimento têm tanto espaço…

    Enquanto os carregamentos das baterias dependerem de postos fixos, esqueçam os camiões electricos.

    • Leandro Reis says:

      O imposivel não existe e vê lá isto …
      https://goo.gl/images/K217dW

      • Cortano says:

        Agora multiplica isso por todas as estações de serviço de 30 em 30 kms e diz-me sinceramente se achas que isso é uma coisa implementável num curto prazo.
        Quem paga? E a energia para alimentar isso tudo vem de onde? Das ventoinhas no topo do monte?! 😉

        • Ruy Acquaviva says:

          Em primeiro lugar não se espera trocar toda a frota a combustível do dia para a noite, caso isso acontecesse poderia haver falta de energia elétrica para toda a frota de veículos. Tampouco a infraestrutura para os veículos a combustível foi implementada do dia para a noite. Porém a transição para a tração elétrica pode sim ser rápida já que mesmo utilizando-se os mesmos combustíveis hoje usados nos atuais veículos para produzir eletricidade ainda haveria grande vantagem na adoção da tração elétrica pois há maior aproveitamento da energia dos combustíveis, menor custo de fabricação e manutenção dos veículos além do óbvio e sempre desprezado ganho em termos de saúde humana por se retirar das cidades a emissão de poluentes do ar, com enormes ganhos de saúde para toda a população. Só há vantagens na adoção da tração elétrica e o único porém é o custo de se trocar uma tecnologia estabelecida por uma nova, porém as vantagens cobrem esse custo com boa margem.

          • Cortano says:

            Portanto, tiras o gasóleo dos camiões e metes na central elétrica? Onde está o ganho ambiental nisto?

            Depois, diz-se à boca cheia que os custos de manutenção são muito inferiores… Será que são mesmo? Gostava de ver uma comparação de custos a um prazo de 5 anos.

          • Ruy Acquaviva says:

            A tração elétrica é vantajosa mesmo que a produção de eletricidade seja feita apenas em termoelétricas porque (1) o rendimento dos motores das termoelétricas é muito maior que o dos motores de automóveis pois (1a) usam turbinas que tem rendimento superior a motores a pistão, (1b) rodam todo o tempo na rotação ideal para ter o máximo de conversão, os motores ods automóveis rodam a maior parte do tempo abaixo ou acima da rotação ideal, (1c) tem manutenção preventiva constante feita por engenheiros especializados, (1d) possuem vários ciclos de alta a baixa pressão, conseguindo extrair toda a energia do combustível, os motores de automóveis não queimam todo o combustível emitindo (e desperdiçando) muito monóxido de carbono, que tem muita energia e é aproveitado nas termoelétricas, além disso (2) retira-se os poluentes das cidades com ganhos para a saúde das pessoas, (3) pode-se com facilidade usar outros combustíveis mais vantajosos como por exemplo (3a) gás natural, (3b) biogás ou (3c) biocombustíveis (entre outros), é mais fácil converter uma usina termoelétrica para esses combustíveis alternativos do que converter todos os motores da frota de automóveis. Continuando é importante também citar que (4) se não toda, pelo menos uma parte da energia pode ser produzida por fontes limpas e/ou renováveis como (4a)eólica, (4b)solar, (4c)hidrelétrica, (4d)geotérmica, (4e)marelétrica ou mesmo a (4f)energia nuclear, de acordo com a disponibilidade local. Como exemplo posso citar que não é possível converter parte da frota de carros para ser movido pelos ventos, mas é muito fácil produzir parte da energia elétrica a partir de turbinas eólicas onde há a disponibilidade desse recurso. Além de tudo isso os (5)carros elétricos tem menos peças e são por isso mais leves, o que consome menos energia e além disso recuperam uma parte da energia cinética nas frenagens através do freio regenerativo. Eles não tem caixa de câmbio, transmissão, embreagem, radiador, motor de arranque e várias outras peças dos automóveis convencionais, o motor elétrico é muito menor, muito mais leve e com muito menos peças que um motor a combustível. Tudo isso se traduz em menos custo de manutenção e de produção, além menor consumo de energia. Não é necessário trocar o óleo nem trocar velas e cabos, regular a injeção eletrônica, trocar correias, regular cabeçote, trocar disco de embreagem e muitos outros itens de manutenção regular dos carros a combustível. Além disso a vida útil do motor e no geral de todo o carro é maior, devido ao fato de ter muito menos peças com desgaste mecânico. É fácil ver que você não sabe nada sobre o assunto e tenta dar palpite no que não conhece, por isso fala disparates que lhe dariam vergonha caso você conhecesse o assunto em questão.

    • Louro says:

      Nao é bem assim, os camioes na Europa tem de parar de X em X horas por um determinado tempo em parques especificos para camioes.

      Logo bastava que nesses parques existissem postos de carregamento e voilá.

      • Cortano says:

        Mas o problema está nos postos de carregamento e na enorme área que precisam para parquear muitos camiões ao mesmo tempo.
        Sim, são obrigados a parar, mas por alguma razão os taques dos camiões podem fazer mais de 1.000 kms sem abastecer.
        P.ex., o da Tesla faz 460 kms… e tem carga de reserva para o caso do camião ficar a meio caminho entre postos?!

        Uma coisa são infrastrututas em áreas povoadas, outra coisa é, p.ex., como é que atravessas os Alpes ou Pirineus?!
        Muita coisa tem de mudar antes de teres camiões de longo curso electricos.

        E pegando no caso da Volvo, não me parece que seja porque não conseguem fazer um camião electrico, mas sim porque ainda há muita coisa a fazer e a mudar neste meio antes de apostarem neste mercado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title="" rel=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*

Aviso: Todo e qualquer texto publicado na internet através deste sistema não reflete, necessariamente, a opinião deste site ou do(s) seu(s) autor(es). Os comentários publicados através deste sistema são de exclusiva e integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso. A administração deste site reserva-se, desde já, no direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional ou inseridos no sistema sem a devida identificação do seu autor (nome completo e endereço válido de email) também poderão ser excluídos.