Citroën mostra o monolugar que ostentará as suas cores na Fórmula E
O monolugar GEN3 Evo é uma síntese de potência e eficiência. Mais rápido, mais leve e mais eficiente do que nunca, esta viatura encarna a visão das corridas de automóveis sustentáveis: um laboratório de desempenho onde cada quilowatt conta. A Citroën mostrou-o, agora, dando a conhecer o seu trunfo para o Campeonato do Mundo FIA de Fórmula E.
Ultraleve e rígido, o chassis do monolugar GEN3 Evo foi desenvolvido com base no chassis Spark Racing Technology GEN3. Adota uma monocoque em fibra de carbono que cumpre os mais elevados requisitos de segurança da FIA.
Com um peso mínimo de 859 kg, incluindo o piloto, aposta na agilidade e na eficiência energética, oferecendo uma dinâmica próxima dos monolugares de mecânicas térmicas, mas sendo 100% elétrico.
Para uma aceleração de tirar o fôlego, sob a sua carroçaria esguia, o monolugar esconde um grupo motopropulsor elétrico que desenvolve até 350 kW (ou seja, cerca de 470 cv), permitindo acelerações espetaculares e cumprindo os 0 aos 100 km/h em apenas 1,86 segundos.
A velocidade máxima é de cerca de 320 km/h, o que torna o GEN3 Evo o monolugar elétrico mais rápido já inscrito num Campeonato da FIA.
A presença de dois motores elétricos para uma recuperação recorde de energia representa uma grande inovação, de acordo com a Citroën.
Em situação normal, o motor traseiro assegura a propulsão, enquanto o motor dianteiro se dedica à regeneração de energia. No denominado "Attack Mode", os dois motores associam-se para transformar o monolugar num veículo com tração às quatro rodas.
Uma vez combinados, podem recuperar até 600 kW de energia na travagem, permitindo reutilizar quase 50% da energia consumida durante um e-Prix. A energia é armazenada numa bateria de cerca de 47 kWh, desenvolvida para oferecer potência instantânea, estabilidade térmica e durabilidade.
Uma pintura tricolor que eletriza o design
A nova pintura da fabricante francesa na Fórmula E dá o tom desde o primeiro olhar: ousadia, energia e afirmação de identidade.
Desenvolvida pelo centro de design da Citroën, espelha um degradé de cores que se prolonga como uma aceleração. Uma segmentação ao longo da inclinação dos chevrons, como sequências que se encadeiam.
Na frente, um vermelho vibrante incendeia o nariz do monolugar, tonalidade que respira paixão, desporto e a herança da Citroën, conforme descrito pela própria marca.
O branco imaculado e o azul elétrico assumem o relevo, dando origem a uma composição tricolor assumida pela Citroën no coração do Campeonato de Fórmula E.
Três cores, três promessas: paixão, tecnologia, orgulho. Uma clara homenagem a França, ao seu savoir-faire e ao seu espírito de inovação.
Citando a Citroën, esta pintura ostenta as cores de um país, o orgulho de uma fabricante e a elegância de uma visão.
Quem vai estar ao volante do monolugar GEN3 Evo da Citroën?
Dois pilotos talentosos, com grande experiência na Fórmula E, representarão a marca na sua estreia no Campeonato do Mundo FIA de Fórmula E.
- Jean-Éric Vergne
Piloto francês de 35 anos, impôs-se como uma referência no automobilismo. Destacou-se na Fórmula E, tornando-se o primeiro piloto a conquistar dois títulos consecutivos.
A sua versatilidade estende-se também às provas de resistência, acumulando experiência e desempenho em todas as categorias de circuitos.
- Nick Cassidy
Piloto neozelandês de 31 anos, é um dos talentos mais completos da sua geração no automobilismo. Após um início promissor no karting e nos monolugares, brilhou no Japão ao conquistar a "Tripla Coroa Japonesa" (Super Formula, Super GT e Fórmula 3).
Em 2020, ingressou na Fórmula E, onde rapidamente se impôs como um sério candidato ao título, acumulando vitórias e pódios. Após duas temporadas notáveis, ingressa na equipa Citroën Racing.
A liderar a equipa estará Cyril Blais. Com uma sólida experiência na Fórmula E, traz a sua experiência técnica e liderança à frente da estrutura para continuar a ambição da equipa no Campeonato FIA de Fórmula E.
Blais começou na Fórmula E como engenheiro de corrida de pilotos de renome como Lucas di Grassi e Maximilian Günther, depois evoluindo progressivamente para cargos de Engenheiro-Chefe e vice-diretor de Equipa, antes de assumir as responsabilidades que teve até hoje de diretor da Equipa da formação da Maserati.
Reconhecido pela sua abordagem colaborativa e capacidade de reunir talentos, a visão estratégica de Cyril Blais inclui uma atenção especial às tecnologias de vanguarda, à gestão de energia e ao uso avançado de simuladores, para maximizar o desempenho da equipa na pista.
Segundo a Citroën, este regresso à competição não se faz num qualquer campeonato, mas sem dúvida no mais visionário, ousado e empenhado. Um campeonato 100% elétrico, símbolo de inovação e desenvolvimento sustentável.

























Com todo o respeito pelos adeptos da categoria, mas ver corridas de FE, é o mesmo que comer pão sem sal com manteiga sem sal, eu adoro ver no Youtube aquelas imagens onboard dos F1, com aquelas passagens de caixa fantásticas para mim que adoro desportos motorizados o barulho é parte fundamental da experiência.
Não digas a ninguém, eu desminto 😀 mas de facto, para se gostar, tem de se ver a competição de uma forma mais gaming, digo eu que não percebo nada da prova (ou percebo muito pouco). E sou da velha guarda, dos F1 a roncar 😀
Ainda guardo com muito carinho fotos tiradas ao lado do grande Schumaker tiradas aqui no Estoril ainda no tempo dos V12, que até faziam comichão na nuca quando passavam na reta da meta em plena aceleração. 🙂 🙂
Guarda isso, eu isso não tenho. Tirei foi ano passado com o filho, o Mike, em SPA… mas gostava de ter tirado com o Schumaker 😀
Toda a competição automóvel serve para avançar na melhoria dos carros e na eliminação progressiva dos inconvenientes deles. Um deles é o ruído. Os outros são os consumos, a poluição e os custos. O roncar da F1 não serve para coisa nenhuma.
Eliminar o ruído??? plmds
Para ti não serve e eu respeito, mas não és aficionado da coisa, caso contrário percebias o que te digo o barulho é parte fundamental para a experiencia dos verdadeiros amantes das corridas automóveis, repara não é uma critica é mesmo assim e eu respeito e compreendo, mas para mim não faz sentido corridas em silencio.
Eu pessoalmente gosto mais de corridas em pista do que na estrada, por este mesmo motivo, na estrada só passa uma vez em pista anda às voltas.
Deixem-se de preconceitos.
Não são preconceitos, são gostos.
Preconceitos, porque assume que as outras pessoas não têm gostos.
A questão é que estes carros fazem barulho, mais do que um carro convencional
Faz é um barulho diferente do que está habituado a ouvir
O conceito de corridas nao sao serve para avançar na melhoria dos carros e sim para satisfazer seus adeptos com um show cheio de emoçoes inesqueciveis, tal como qualquer outro desporto, quem os sustenta sao os adeptos.
Não é isso que dizem as marcas nem as federações. No dia em que assumirem que afinal essas competições não passam de uma brincadeira de fedelhos mimados da burguesia exploradora que têm prazer em empestar a atmosfera e meter nojo ao povo sem mais utilidade nenhuma, o automobilismo está condenado.
Grunho não te esqueças que os condutores de automóveis na sua maioria são velhos do restelo.
Eu pensava que a F1 é o pico da velocidade sem interessar se é a gasosa, eletricidade ou a pé mas afinal é o ronco é que interessa…
Nasci em 75 e barulho é para os porcos tens toda a razão Grunho…
Espetáculo
Parabéns à Citroën ao entrar nesta competição desportiva, para as marcas é sempre bom para o desenvolvimento técnico.
A fórmula E, … Enfim, recargas ou substituição das baterias durante a corrida, mas 2/3 da corrida em “save racing” não é para mim. O barulho, não é o importante, controlar a máquina, sim, e para isso tem de se ter bólides performantes sempre.
O impacto ambiental do desporto automóvel é insignificante, no entanto, estas provas devem apostar em combustíveis sintéticos, para minimizar esse impacto e o manter o interesse desportivo.
É notória a evolução da Formula E, já que nas primeiras edições em 2012 os veículos não tinham bateria suficiente para terminarem a prova e era preciso substituir de veículo a meio da prova e onde os veículos.
Ao longo dos anos e das iterações dos veículos, estes foram melhorando, aumentando a potência e a capacidade de carga das baterias, sendo que na próxima época vão ser introduzidos novos carros com 600kW de potência máxima (800cv) e regeneração ainda mais forte, quando comparados com os 350kW de potência dos veículos atuais (470cv).
Assim os carros da Formula E do próximo ano, vão possuir tanta potência como os motores a combustão da Formula 1.