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Afinal, a Brisa pode escolher suspender o pagamento de portagens?

                                    
                                

Autor: Ana Sofia Neto


  1. TT says:

    Ou seja, segundo a própria Brisa, está tomou iniciativa própria de contactar o governo para saber se este estava disponível a autorizar a isenção de portagens… Até porque aposto que segundo as regras de concessão o estado terá que pagar à concessionária para que essa isenção se realize.

    • Zé Fonseca A. says:

      a brisa não tomou iniciativa de nada, induziram em erro, apenas demonstraram abertura para o fazer.
      o estado está a pagar 70% do valor das portagens

      • Max says:

        Os contratos de concessão é que determinam se há um valor compensatório a pagar pelo Estado para além das portagens pagas pelos utilizadores (quando há portagens). Mas não se pode dizer que, no valor da portagem, o utilizador paga 30% e o Estado 70%. Nas ex-SCUT, sem portagem, o utilizador não paga nada, e o Estado paga tudo, mas muito menos do que o concessionário tinha a receber nos primeiros anos da concessão.

  2. Max says:

    As portagens das autoestradas são “taxas de portagem”, uma receita fiscal do Estado, como quaisquer outras taxas estatais. Que a receita esteja consignada à Brisa ou a outra concessionária não altera nada. Para todos os efeitos, é como se a Brisa (ou outra concessionária) cobrasse as taxas de portagem, entregasse a receita ao Estado, que restituía essa verba à concessionária.
    Por isso, a Brisa não pode decidir a suspensão das taxas de portagem, apenas o Estado o pode fazer (e, eventualmente, vai ter que compensar a concessionária por isso).

  3. says:

    A Brisa e outras concessionárias também podem (e devem) suspender ou diminuir a cobrança de portagens no caso de obras e/ou outras situações em que a “funcionalidade da via” esteja diminuída.. Mas lá arranjaram maneira de acrescentar à lei que basta um “aviso” na portagem a dizer que há obras que já podem fazer tudo e mais alguma coisa sem baixar um tuste. Claro que o número de ex governantes que vão passando pela empresa é totalmente coincidente.

    • Zé Fonseca A. says:

      o estado já não tem participação na brisa, não há conflitos de interesse, tens de ir bater a outra porta.
      o actual CEO foi ministro entre 2013-2015 e foi para a brisa em 2020, não existe relação nenhuma além do facto de existirem poucas empresas de grande dimensão em portugal, é natural que ex-governantes assumam direcção de algumas, é um meio demasiado pequeno para não acontecer

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