A minha Antena Starlink “morreu” e agora?
Uma das primeiras antenas Starlink a vir para Portugal foi para o Pplware. Depois de alguns tempos em uso, a antena foi guardada. E desde então nunca mais foi ligada aos satélites de Elon Musk. Agora, depois de vários anos, foi chamada a serviço e.... estava "morta". Contudo, a Starlink enviou uma antena nova completamente gratuita para substituir a geração 1.
Morreu a Gen 1... viva a Gen 3 da Starlink
Em 2021, logo após o serviço da Starlink ficar disponível, o Pplware recebeu a antena para testar e ver o desempenho da tecnologia de internet de satélites.
Após alguns meses de utilização, a antena foi guardada para um dia voltar a ter utilidade noutro edifício. Ora, o dia foi agora. Portanto, 3 anos e pouco depois, a antena deu uma mensagem de que o software estava muito desatualizado.
Não haveria muito a fazer, segundo algumas informações, quem já passou por este problema poderia arriscar e deixar a antena ligada de 24 a 48 horas para esta tentar atualizar.
Há casos de sucesso, mas no caso da antena do Pplware... acabou. Estava morta.
Contactado o centro de ajuda da empresa, foi-me dito que não haveria nada a fazer. A solução foi enviarem-me uma nova antena, a Gen 3, gratuitamente, para substituir o hardware já sem utilidade.
A recomendação foi para entregar no local correto para a antiga antena ser destruída junto com o resto do equipamento.
Em 24 horas, a nova antena estava já a ser entregue. Até ao momento em que foi ligada e testada, o suporte técnico da empresa manteve sempre uma proximidade para verificar que tudo tinha corrido bem.
Rei morto, rei posto, num dia com céu mais nublado, testamos a nova antena e o serviço atual. Uma agradável surpresa.
Starlink Gen 3
Em termos de configuração está simples, aliás, no passado já estava. Em termos de qualidade de ligação, está mais expedita.
A geração 3 apresenta um design mais compacto e eficiente em comparação com os modelos anteriores.
Especificações principais:
- Antena:
- Tipo: Matriz faseada eletrónica.
- Campo de visão: 110°.
- Orientação: Manual assistida por software.
- Peso: 2,9 kg; 3,2 kg com suporte.
- Classificação ambiental: IP67 Tipo 4.
- Temperatura de operação: -30°C a 50°C.
- Velocidade do vento operacional: mais de 96 km/h.
- Capacidade de derretimento de neve: até 40 mm/hora.
- Consumo de energia médio: 75 - 100 W.
- Router Wi-Fi Starlink:
- Tecnologia Wi-Fi: 802.11 a/b/g/n/ac/ax (Wi-Fi 6).
- Rádio: Tri Band 4 x 4 MU-MIMO.
- Portas Ethernet: Duas portas LAN Ethernet com trava e tampa removível.
- Cobertura: Até 297 m².
- Temperatura de operação: -30 °C a 50 °C.
- Peso: 0,57 kg.
- Segurança: WPA2.
- Classificação ambiental: IP56 (resistente à água), configurado para uso interno.
- Compatibilidade com malha: Compatível com nós de malha Starlink Gen 2 e Gen 3, até 3 nós de malha Starlink. Não compatível com sistemas mesh de terceiros.
- Dispositivos: Liga até 235 dispositivos.
- Fonte de alimentação Starlink:
- Dimensões: 173 x 93 x 35,75 mm.
- Peso: 0,65 kg.
- Classificação ambiental: IP66 Tipo 4.
- Temperatura de operação: -30°C a 60°C.
- Especificações de energia: 100-240V ~ 2,5A 50 - 60 Hz.
Este modelo é ideal para utilizadores residenciais e aplicações de internet quotidianas, como streaming, videochamadas e jogos online.
Em termos de instalação, esta é facilitada por um processo de orientação manual assistida por software, tornando-a acessível mesmo para quem não possui conhecimentos técnicos avançados.
A robustez da antena garante um desempenho fiável em diversas condições climáticas, incluindo ventos fortes e neve. Além disso, o consumo de energia é eficiente, variando entre 75 a 100 W, o que contribui para uma operação sustentável.
E em termos de qualidade da ligação?
Logo que a antena é ligada, esta aparece no perfil de utilizador Starlink, na app no smartphone e no perfil através da página da Starlink.
Depois há algumas operações a fazer, como direcionar a antena (manualmente) para a posição certa dos satélites, a devida atualização dos firmware e alguns ajustes para mostrar à app onde está posicionada a antena.
Tudo isto é guiado passo a passo na aplicação, como podemos ver nas imagens seguintes:
Feitos os passos de configuração e atualização, passamos à parte das velocidades e aqui foi uma excelente surpresa.
Utilizando o speedómetro da app da Starlink, os valores de download rondaram os 340 Mbps e 34 Mbps de upload. Já a latência ficou-se pelos 25 ms.
Num segundo teste, em modo Teste de velocidade avançado, igualmente na app, os valores chegaram aos 409 Mbps de download e 36 Mbps de upload.
Na app SpeedTest da Ookla os valores foram ligeiramente menores, mas ainda assim interessantes, a rondar os 314 Mbps de download e os 17,8 Mbps de upload. O Ping ficou-se nos 38 ms.
Em resumo...
Esses valores são bastante bons para uma ligação via satélite, especialmente para uma antena de 3.ª geração da Starlink.
- Velocidade de download de 340 Mbps: É uma excelente velocidade, suficiente para a maioria das atividades, incluindo streaming em 4K, jogos online e videoconferências de alta qualidade. Para uma ligação via satélite, esta é uma performance muito positiva.
- Velocidade de upload de 34 Mbps: Também é bastante boa. A maior parte das conexões de internet fixa, em várias regiões, tem velocidades de upload mais baixas, então, 34 Mbps é considerável e deve ser suficiente para enviar ficheiros grandes, transmissões ao vivo e outras atividades.
- Latência de 25 ms: Este é um valor excelente para uma ligação via satélite, que historicamente sofre com latências mais elevadas devido à distância que os sinais precisam percorrer até o satélite e de volta. 25 ms é ótimo, quase comparável às ligações de fibra ótica em termos de resposta e ideal para jogos e videoconferências em tempo real.
Portanto, estes valores estão muito acima do esperado para uma ligação via satélite e devem ser mais do que adequados para a grande maioria das necessidades atuais de internet.
Quanto ao preço...
Neste processo, a ativação do serviço, em vez dos 40 euros/mês de valor para o serviço, a Starlink fez uma atenção, uma espécie de presente de "bem vindo de volta" e cobrou 28,92 euros. Depois, pelo facto de a antena de 1.ª geração ter deixado de funcionar, ofereceram um mês de serviço gratuito.
Após este tempo, o valor mensal é a partir de 40 €.













































Uma antena de comunicações por satélite? Mas p’ra quê, se o Starlink direct to cell está por aí a rebentar, para smartphones comuns e vai substituir as redes móveis (segundo dizem alguns)?
Repara, vamos imaginar este serviço por 28 euros, sem fidelização (apenas com a aquisição da antena) e que pode ser utilizado em vários cenários, até deslocado. Não achas que poderá ser, em muitos casos, um bom investimento?
Em locais com fraco ou nenhum serviço se internet, este serviço é ouro. No meu caso, enquanto não tinha a fibra instalada, foi importante.
Estava a ser irónico. Não questiono as comunicações por satélite, mas sim que possam substituir as redes móveis terrestres para os smartphones comuns, como escrevi aqui:
Max 29 de Janeiro de 2025 às 11:50
(…) As comunicações por satélite existem há anos, com telefones próprios para essas comunicações e equipamentos ligados a antenas para satélites. Não é com smartphones comuns que isso se consegue.
Depende da evolução da tecnologia. Ainda há poucos anos não acreditavam que fosse possível este tipo de comunicações por satélite que hoje já existe nos smartphones. E a realidade é que as operadoras, as poderosas desta vida, estão já a investir na sua própria rede na LEO.
Recentemente, a Vodafone investiu significativamente na tecnologia de satélite para melhorar a conectividade em áreas remotas. Como foi noticiado aqui, em colaboração com a AST SpaceMobile, a Vodafone realizou a primeira videochamada via satélite utilizando um smartphone comum, sem necessidade de equipamentos especiais. Este avanço permite que utilizadores em zonas sem cobertura móvel façam videochamadas, acedam à internet e utilizem serviços de mensagens online. A empresa planeia introduzir progressivamente este serviço na Europa entre o final de 2025 e 2026, visando eliminar as lacunas de cobertura móvel.
Isto é o princípio.
E ainda há mais vantagens por exemplo pessoas como eu que gostão de viajar e passam mais do que uma semana num país se for possível ter toda a comodidade de continuar a utilizar os meus dados móveis e receber e fazer chamadas no meu número era fantástico ou invés como muitas vezes tenho de fazer, a cada 7 dias comprar um cartão diferente porque passai para o país ao lado.
A tua operadora não oferece roaming?
Depende do país. Por exemplo, estás cá no país, se vais para o Mónaco, não tens roaming. Se vais até à Suíça, não tens roaming.
O que ele diz faz sentido.
Tá boa. Thanks pela info.
Tens roaming, o que não tens são tarifas de roaming que incluem os teus pacotes, é separado. Mas isso tem tendência a terminar, maioria dos sítios mais populares já têm acordos de roaming, exemplo EUA, Canadá e até México
O que está em conversa são as tarifas, os dados móveis do pacote do país. O roaming é um serviço que permite usar o telemóvel fora do país de origem, ligando-se a redes móveis estrangeiras para chamadas, SMS e internet. Isso já acontece possivelmente em todo o mundo.
Agora, as tarifas contratadas… isso é outra coisa.
Por cá, Suíça ou Mónaco, por exemplo, não têm acordos. Era interessante haver em todo o lado, mas não é assim. E poderá um dia haver essa transversatilidade com ligações Starlink nos smartphones.
Está engraçado. Apenas não concordo com a afirmação de que ’25 ms é ótimo, quase comparável às ligações de fibra ótica em termos de resposta’. Há muito tempo que não vejo latências tão altas na internet fixa, seja por cabo ou Wi-Fi.
Não quer dizer seja mau mas 25 ms é mais típico de ligações móveis ou conexões menos optimizadas.
Na fibra tens 12, 14… 16 ms e até pior. Portanto, 25 ms é ótimo, sim, tendo em contra as poucas estações terrestres (Gateways) usadas para triangular o sinal e garantir a ligação à internet.
Não é óptimo não, não sei onde vê esses pingos tão altos, e se os vê, só pode ser mas fusões nos drops.
Em qualquer operadora, é o mais comum, pings altos, mas as pessoas nem dão conta.
Não sei que fibras são essas mas sempre tive 2ms a 4ms com a Vodafone ftth.
O que é bom. Por exemplo, estou neste momento num espaço onde tem MEO fibra com 11 ms. Agora mesmo.
Mas há muitos exemplos na Vodafone tb com estes valores.
Fiz agora o teste em casa, cerca de 100km de Lisboa, a ir ao server da MEO foi 6 ms, a ir ao Server da vodafone foi 12ms, no tempo da ADSL 20ms era vitoria, o normal era ser mais.
É tão bom falara de barriguinha cheia… 🙂
Certamente nunca estiveste dependente de um sistema VSAT onde a latência é sempre superior a 600ms.
Migo, sei o que é sofrer. Sou do tempo dos kbps da TV Cabo/Netcabo/Novis e posteriormente cantava de galo porque o meu Optimus pioneiros permitia falar ao telefone no metro sem estar a ouvir batatas a fritar!!!
Ainda hoje é o meu nr. de telemóvel e já passou pela Vodafone e pela MEO de onde não faço intenção de sair, tais foram as experiências depois daquilo passar a NOS e das promessas infundadas da Vodafone!!!!!!!!!
25ms achas mau? Se estiveres em Lisboa/Porto, perto de alguns dos maiores servidores / backbones e afins, tens routing bem mais pequeno e rápido, vai para fora de Portugal e tens logo latência acima dos 20ms na boa, acho que estás é mal habituado.
Acabei de fazer um teste na cama com Wi-Fi 6 e tive 3ms o repetidor está no piso de baixo
75-100w ainda é um bocadito. Já tentaram usar com painéis solares portáteis?
Ainda não.
Obrigado.
provalmente gasta na casa dos 50, o pico de consumo é quando descongela a antena em climas frios
Gostava de perceber se foi gratuito e tudo muito ágil por, eventualmente, saberem ser do Pplware… ?
75-100Wh é só a antena? Um pouco estranho… a minha Gen2 gasta 35W em média (pelo menos é o que aparece na App) durante a utilização normal. Portanto, estamos a falar do dobro do consumo.
Não, fomos tratados como qualquer cliente. Não tem a ver com o ser o pplware. Este guia que fiz foi porque na internet não tem nada disto e seguramente alguém irá precisar destas infos.
Quanto ao consumo, esses dados são do site da Starlink. Nas especificações da Gen 3.
O Gen 2 por exemplo está rated para um consumo de 50w a 75w, quando está a nevar por exemplo ele aquece ao ponto de dereter a neve, mas isso usa mais energia…
Vitor M. sabes da razão de existir RESIDENCIAL LITE por 29 €/mes em Espanha e em Portugal não existir?
Mercado, dimensão. Mas acredito que um dia chegará cá. Tem a ver também com a infraestrutura. A Starlink está a reforçar, mas tem de ter dimensão para valer a pena o investimento.
Tem de ser outro motivo que mercado e dimensão. Senão Ilhas e países menores não tinham.
Afinal os paises que têm são:
Argentina, Barbados, Botsuana, Colômbia, Ilhas Cook, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Itália, Jamaica, Quénia, Madagáscar, Maiote, Mongólia, Nova Zelândia, Ilhas Marianas do Norte, Panamá, Paraguai, Ruanda, Reunião, Sudão do Sul, Espanha, Uruguai, Vanuatu, Iémen, Zâmbia, Zimbabué
Sim, por isso mesmo. Mas o que foi explicado, diz o seguinte:
A Starlink introduziu a modalidade Residencial Lite principalmente para tornar a internet via satélite mais acessível em países onde a procura pode ser menor, o poder de compra é reduzido ou onde a infraestrutura terrestre já oferece alguma concorrência.
Eis os principais argumentos para essa escolha:
1 – Mercados com menor poder de compra: Muitos dos países listados têm economias em desenvolvimento, onde um plano mais barato pode atrair mais utilizadores e tornar o serviço viável para um público maior.
2 – Concorrência com infraestruturas locais: Em países como Itália e Espanha, há uma boa cobertura de fibra ótica e redes móveis rápidas. Um plano mais barato ajuda a tornar a Starlink mais competitiva.
3 – Expansão da rede em áreas remotas: Países como Botsuana, Sudão do Sul e Zâmbia têm vastas regiões rurais sem cobertura de internet tradicional. Um plano Lite pode incentivar mais adesão sem comprometer o desempenho da rede.
4 – Redução do consumo de dados na rede Starlink: O Lite pode ser uma estratégia para oferecer um serviço mais económico e limitar a sobrecarga da rede em certas regiões.
5 – Regulações e impostos: Em certos países, os impostos sobre telecomunicações são elevados, e um plano mais acessível pode ajudar a Starlink a manter a viabilidade do serviço sem preços proibitivos.
Portanto, Portugal estará fora destes pontos, mas “cheira-me” que estaremos ainda aquém do ponto 2, por falta de dimensão, porque não temos área tão grande sem serviços dos operadores a operar no país e porque somos um país com algum poder de compra… como tal, não entramos ainda em nenhum dos pontos.
Obrigado pela explicação.
Se tiver que fazer um palpite, deve ser Regulações e impostos.
Conjugação poder de compra e Concorrência, ainda compensa não ter este tarifário na oferta.
Era ótimo para servir no condomínio, punha-se a antena no telhado e servia todo no prédio por wi-fi, não ser se proíbem isso (Starlink). O GPT diz que não há problema, a Starlink não proíbe.
“…e servia todo no prédio por wi-fi…”
por Wi-Fi?! Quantos andares tem o prédio?
Morreu? Já foste!
Para a próxima não compres dispositivos do Musk charlatão.
Aí é que te enganas. Não confundas Musk empresário com Musk político. São duas personagens completamente diferentes. Eu admiro Musk empresário, empreendedor. O outro é abominável (no meu ponto de vista, pois há quem goste).
Tem juízo nessa cabeça.
Starlink não enganou ninguém, alias forneceu serviço que beneficiou pessoas que não tinham acesso internet antes. Aliás UE quer fazer serviço concorrente: IRIS
Ninguém é obrigado aderir. Toda a competição é bem-vinda, devia ser óbvio depois entrada DIGI em Portugal