Califórnia diz estar a inspirar-se na Europa em matéria de leis sobre a IA
A União Europeia (UE) não descansou enquanto não viu a Inteligência Artificial (IA) regulada, tendo feito história, após aprovar a primeira legislação sobre a tecnologia. Agora, a Califórnia estará a inspirar-se nas suas medidas.
De acordo com David Harris, conselheiro político sénior da Initiative for Technology and Democracy da Califórnia, o estado americano está a colaborar com os europeus e a tentar aprender, no sentido de determinar como implementar regras de IA.
A Califórnia é casa de algumas das maiores empresas de IA e, por isso, os seus legisladores estatais apresentaram pelo menos 30 medidas que abordam várias áreas da tecnologia.
Uma vez que a UE já trabalhou na sua legislação, e tal como fizeram no passado com os regulamentos sobre dados privados, os legisladores do estado americano estão a inspirar-se nela.
As leis propostas pela Califórnia vão desde a exigência de que os responsáveis pelos sistemas baseados em IA revelem o que foi utilizado para treinar modelos até à proibição de anúncios políticos que utilizem características geradas por computador.
Por exemplo, Gail Pellerin, membro da assembleia estadual, apoia uma lei que, segundo ela, proibirá efetivamente a distribuição de conteúdos digitais falsos desenvolvidos por IA generativa nos meses que antecedem e nas semanas seguintes às eleições.
Conforme vimos aqui, a legislação da UE para a IA basear-se-á no risco, ou seja, quanto maior o risco, mais rigorosas serão as regras a serem aplicadas.
A nova lei europeia implica os seguintes pontos
Classificação de risco: a regulamentação propõe analisar e classificar os sistemas de IA segundo o risco que representam para os utilizadores. Os níveis de perigo determinarão o grau de regulação. Desde sistemas de baixo risco até aqueles que são inaceitáveis, serão estabelecidas diferentes obrigações para fornecedores e utilizadores.
Prioridades do Parlamento: o Parlamento Europeu concentrou-se em garantir que os sistemas de IA sejam seguros, transparentes, rastreáveis, não discriminatórios e ecológicos. O objetivo é evitar resultados prejudiciais através da supervisão humana, em vez da automação.
Definição uniforme de IA: o objetivo é estabelecer uma definição tecnologicamente neutra de IA que possa ser aplicada a sistemas futuros. Isso permitirá uma compreensão clara e consistente do que esta tecnologia abrange.
Risco inaceitável: alguns sistemas de IA são considerados uma ameaça inaceitável e serão banidos. Os exemplos incluem manipulação cognitiva, pontuação social e reconhecimento facial remoto e em tempo real.
A Lei da Inteligência Artificial pode ser consultada aqui. Espera-se que durante os vinte e quatro meses seguintes à sua entrada em vigor, todas as empresas de desenvolvimento de IA se tenham adaptado aos regulamentos.
Este artigo tem mais de um ano






















California? Aquele estado de que as pessoas estão a fugir a sete pés?
Pelo menos os que têm condições para isso..
Está tudo a fugir para o Texas, wonder why…
oh… tadinhos dos imigrantes que vão ficar sem companhia
Esses têm sempre companhia, nem que seja uns dos outros e comida e hotel de borla.
Paga o Zé Otário.