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União Europeia fecha todo o espaço aéreo aos Boeing 737


Gestora de conteúdo e de redes sociais do Pplware. Mestre em Economia, foi o fascínio pelo universo da tecnologia e da comunicação que falou mais alto.

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  1. Tiago says:

    Compreendo esta decisão pois com vidas não se brinca, mas acho que estes dois aviões que caíram foi coincidência serem do mesmo modelo. Mas vamos lá ver o que diz o relatório da queda deste Boeing mais recente.

    • José Moreira says:

      Meu caro, por uma questão de deformação profissional, não acredito em coincidências. Não é coincidência ambas as aeronaves terem caído da mesma maneira, e pouco tempo depois da descolagem. Segundo ouvi de quem sabe bem mais do que eu, trata-se de um problema estrutural, comum a todas as aeronaves daquele tipo.Resumindo: a tecnologia é muito importante, mas, tal como os medicamentos, não deve ser tomada em excesso. De acordo com o que ouvi, se o piloto elevar o nariz do avião acima de determinado ângulo, o aparelho, automaticamente, e para equilibrar o êxcessivo ângulo de subida, “afocinha”, sem que o piloto possa contrariar essa manobra.

      • André says:

        E nesse caso, para equilibrar o excessivo ângulo de “afocinhamento” não “ desafocinha”?

      • unknown says:

        Isso do “afocinha” que está a falar não é o anti stall. Aviões devem ter isso desde os anos 90 lol e claro que afocinha sem que o piloto possa contrariar caso continuasse no mesmo ângulo o avião ia começar a afundar com o nariz para cima. É mais um sistema para prevenir erros humanos e assumindo que está a funcionar correctamente não vejo qual é o problema

        • Não Interessa says:

          Não vês o problema quando morreram 157 pessoas? Really?

          • Hugo says:

            Ele referiu-se SEMPRE à forma como o avião “afocinhou”. Vocês percebem Português?

          • unknown says:

            Mas o que estou a tentar dizer é que nao podes culpar essas mortes neste sistema que auto “afocinha”. Isto não é nada de novo já existe à anos os airbus também têm, agora pode é estar a funcionar mal no 737

    • Luis says:

      O interessante é que vendo os acidentes aereos, a maioria dos aviões que caíram são de empresas brasileiras

  2. Vitor says:

    Nos USA não tomaram essa decisão (suspender os voos desse modelo de avião) porque é um modelo da Boeing… caso o mesmo problema fosse com um modelo da Airbus o Trump fecharia o espaço aereo não a um modelo,mas a todos os aviões da marca!

  3. pedro says:

    já se sabe que o embate no solo foi num angulo a que se chama vulgarmente “a pique”, o que quer dizer que foi uma queda totalmente descontrolada o que está implicito falhas graves dos sistemas. Ora se os dados de input forem errados para o sistema automático de estabilização da aeronave, sistema este que é novo e altamente sofisticado neste modelo, perde-se o controlo da aeronave, e mais grave os pilotos não têm a autonomia de corrigir manualmente a situação. Esta foi a informação que um amigo que percebe muito mais disto que eu, me passou. Assim sendo, acho muito bem a proibição do 737-MAX voar no espaço europeu até sair o primeiro relatório preliminar!!! primeiro está a vida ….

  4. Ribeiro says:

    Política ao mais alto nível, uma boa oportunidade para a Airbus. Mais uma guerra entre Europa e união europeia.

  5. Miguelito says:

    Não se pode tirar conclusões precipitadas
    , Se. Não estou enganado o acidente em outubro na Lion Air teve erro humano envolvido foi descoberto que o problema que causou a queda havia sido reportado antes do acidente, é realmente estranho. Ter sido o mesmo modelo que caiu, mas enquanto o relatório não sair, não podemos sair por aí dizendo que aconteceu a mesma coisa, até a investigação ser concluída.

    • Fernando says:

      Exatamente. O caso Lyon, 3 dias antes do acidente a aeronave já apresentava mensagens de erro. A manutenção ao invés de chegar é fazer todos os testes necessários, simplesmente dava um reset nas mensagens de erro e liberava o avião para voo.

  6. F11 says:

    Como piloto de uma companhia aérea portuguesa não tenho por norma comentar acidentes por respeito por a minha profissão e pelos meus colegas. Só gostaria de dar os parabéns ao pplware pois esta e possivelmente a única notícia sobre o que se passou que está sem erros no seu conteúdo, e hoje em dia isso é muito difícil senão impossível na comunicação social.
    Nota: Eu quando não sei e não tenho informações de algo não me meto a especular.

    • Mateus Pinto says:

      As informações corretas até agora são: o modelo tem pouco mais de 20 meses de idade; o modelo tem novidades eletrônicas e software para poupar combustível e quando o piloto usa um ângulo de subida demasiado abrupto, o software “corrige” de modo a poupar combustível (e pensa -se que aí estará o problema); alterações bruscas na velocidade vertical o que pode significar muita coisa mas também reforça o ponto anterior; a “atualização” dos pilotos foi maioritariamente com um curso online e simulador;

      Em suma: o bloqueio não é só político mas principalmente porque as curvas de altitude reforçam a hipótese (logo ainda não há certezas) de que o sistema eletrônico (ou IA) tem erros de conceção e pilota o avião contra a vontade do piloto, basicamente como eu querer acelerar ou travar o carro para evitar um acidente mas o carro não deixar porque “ele é que sabe”e no final produz o acidente.

      Certezas só com as caixas negras mas o habitual é os resultados só transparecerem para as companhias e pilotos e o resto do povo ficar sem ideia nenhuma. O que me parece escandaloso é nunca ninguém ter dado fé destes problemas nos testes do avião.

      Porquê? Porque muitos testes hoje em dia são feitos em simuladores ou programas de computador para reduzir custos e no final o custo passa a ser de vidas humanas.

      • F11 says:

        Mateus, tem razão em praticamente todo o comentário. Não comentando o acidente em si, como referi, comento apenas o sistema. O “problema” que a Boeing enfrentou com a criação do MAX foi o facto do 737 original ter sido estreado em 1967 e nessa altura foi projectado para motores low bipass (se virmos as fotos dos primeiros B737 vemos aqueles motores muito compridos e com um diâmetro muito pequeno) e hoje em dia estão a ser usados motor de high bipass que são muito maiores e mais pesados e por conseguinte tiveram de ser puxados mais para a frente da asa devido à altura relativamente baixa entre a asa e o chão e mudar o posicionamento dos motores criaram mudanças no centro de gravidade do avião, a Boeing por sua vez em vez de redesenhar as asas do avião (teria que fazer uma grande mudança no corpo do avião) resolveu colocar um sistema que automaticamente corrigiria um possível stall e o que se fala dentro da indústria é um erro grave de software nesse sistema ou nos sensores que dão a indicação ao sistema. A EASA já proibiu o modelo MAX 8 e 9 de voar nos céus europeus permitindo apenas voos de posição. Qualquer comentário a mais do que foi escrito por mim ou por si é pura especulação.
        Só uma nota, o 737 é um avião excelente e ouvir a nossa comunicação social a denegrir um modelo com mais de 50 anos e uma empresa que faz máquinas fantásticas é muito triste. Nunca pilotei nenhum Boeing mas colegas meus que já pilotaram Boeing e Airbus chegam muitas vezes a preferir os Boeing.

        • F11 says:

          Só um aparte, o sistema não é ativado para poupar combustível, esse é a único erro do seu comentário.

          • Mateus Pinto says:

            F11 tem razão, acabei de receber informação sobre o facto e de facto o sistema MCAS é para controlar a estabilidade, ângulo de ataque etc e não tem papel fundamental na poupança de combustível.

        • Rui says:

          O problema que refere, da comunicação social, deriva de 2 factores:
          – A grave crise que afecta o sector e que leva a optarem muitas das vezes por estagiários;
          – Outro facto, qual é a especialidade de um jornalista? Apenas na lingua portuguesa, tudo o resto, que por acaso são os assuntos sobre o que vai escrever, o jornalista ignora por completo!
          O último acidente com o heli do INEM, sabe a marca que quase toda a comunicação social chamou ao heli, não sabe? Augusta!!!!!! Bastava irem ao site do fabricante e viam que o nome é Agustawestland!!!!
          E quando os jornalistas começam a falar de economia e trocam milhares por milhões…….!?

          • F11 says:

            Concordo a 100% consigo. Há com cada barbaridade e difamação nos nossos meios de comunicação, não só na aviação mas em tudo, eu falo da aviação porque é um assunto que conheço de dentro, do que não sei não falo.

        • Airbus A320 says:

          O problema é exactamente esse !
          O 737 é um projecto já muito martelado, a Boeing para colmatar o problema com nos novos motores e as alterações no centro gravidade, que fazem o avião subir o nariz e eventualmente entra em Stall, implementou um sistema Anti Stall para corrigir essa alteração (Normalmente faz parte do Auto Pilot nesse caso é independente, o que ajuda a confusão por parte dos pilotos).
          Basicamente morreram pessoas porque a Boeing afim de poupar custos continua a martelar e a remendar um projecto da década de 70 ! Os pilotos podiam ter evitado os 2 acidentes ? Parece que sim e de uma forma bem simples, mas por ma formação ou outro motivo não estavam a par do remendo da Boeing !

  7. Elisio says:

    E a recente guerra do ocidente á tec da huawei…

    • Rui says:

      Mas só agora é que percebeu que há uma guerra comercial em curso pelo mundo inteiro?
      O que acha que se passou com a VW? Porque começou nos EUA? As outras marcas tb não mentem?
      E a resposta europeia à multa milionária à Apple?
      E a resposta americana com outra multa milionária ao Deutsche Bank, que quase o levou à falência!?
      Até a multa à nossa Semapa (produz o papel Navigator).
      O comum dos mortais é que não percebe o que se passa no mundo, quem tem 1 olho aberto já percebeu a guerra comercial em curso à anos atrás!!!!! E esperemos que a guerra fique apenas pelo comércio, o que seria uma novidade!!!!!!!!

  8. Jheison says:

    Excesso de pezo 2679 toneladas pra 2 v8 5.0 única coisa agora é a caixa preta misericórdia

  9. Marcos Aurélio says:

    Acreditamos no bom senso e Responsabilidade das Autoridades envolvidas. Em todo caso vidas humanas devem ser poupadas em face da discussão técnica e acadêmica. Muitas vezes a vivência Acadêmica e Técnica estão distantes da vida social e comercial dos milhares de passageiros que utilizam o Avião como meio de transporte. Então é recomendável acender uma luz Amarela em relação a parte tecnológica dessa importante e reconhecida Aeronave Comercial, s.m.j. !!!

  10. paulo says:

    ja existe um relatorio preliminar e tudo aponta para a responsabilidade da Boeing em não ter dado a devida informação a cerca do novo sistema MCAS.
    este sr é piloto e fala com base em factos e dados que obteve.
    https://www.youtube.com/watch?v=1sZfeFJ9n0I&feature=youtu.be

  11. paulo says:

    ja existe um relatorio preliminar e tudo aponta para a responsabilidade da Boeing em não ter dado a devida informação a cerca do novo sistema MCAS.
    este sr é piloto e fala com base em factos e dados que obteve.
    https://www.youtube.com/watch?v=1sZfeFJ9n0I&feature=youtu.be

  12. Boing Falecendo says:

    Os países da aliança de construção da Airbus baniram o avião ainda este estava em chamas e rapidamente pressionaram a UE a fazê-lo pois a desculpa era optima para dar a machadada na empresa americana! Ao contrário seria exactamente o mesmo! É um enorme tiro na Boing que estava a alcançar o monopólio lá nos anos 80/90 e só tem perdido muito mercado para a Airbus, muito pela fiabilidade, moderno design e consumo dos Airbus. Na europa as novas encomendas da Boing são bem raras e os que andam aí é grande parte já velhinhos (muitas pressurizações que é assim que se mede a idade do avião) em companhias low cost ou cargueiros. A Boing continua lider de mercado porque tem vendido estes remendos de modelo a empresas africanas e árabes a uma margem bem duvidosa!

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