Satélites captam movimento inesperado: Irão reativa submarino “Frankenstein” russo
As imagens de satélite não mentem: no meio da crescente tensão com os Estados Unidos, o Irão voltou a colocar no mar um dos seus submarinos mais temidos. Após meses em manutenção, um classe Kilo de origem russa regressa ao ativo no Golfo Pérsico, reintroduzindo no tabuleiro estratégico uma ameaça silenciosa capaz de alterar o equilíbrio sob a superfície.
A decisão surge num momento marcado por forte pressão diplomática relacionada com o programa nuclear iraniano e pela aproximação de grupos de combate norte-americanos à região.
Submarino russo regressa ao ativo após meses em manutenção
Segundo análises baseadas em fontes abertas e observação por satélite, o submarino foi identificado a regressar ao cais na chamada Base Naval 1 iraniana, depois de vários meses em dique seco.
A unidade faz parte do lote adquirido à Rússia durante a década de 1990, numa altura em que o Irão procurava modernizar rapidamente a sua marinha. Cada submarino terá custado cerca de 600 milhões de dólares, representando um dos maiores investimentos militares iranianos após o fim da Guerra Fria.

Nova imagem de satélite de alta resolução (datada de 15 de fevereiro de 2026) mostra um dos submarinos iranianos da classe Kilo de volta ao porto de Bandar-Abbas Shahid Bahonar após revisão na doca da IRIN, enquanto outro ainda está a ser reparado lá. A IRIN deixou um dos seus três submarinos Kilo prontos, bem a tempo.
Os submarinos diesel-elétricos dos Projetos 877 e 636, conhecidos no Ocidente como classe Kilo, tornaram-se um dos maiores sucessos de exportação da indústria naval soviética e posteriormente russa.
Índia, China, Vietname, Argélia e o próprio Irão recorreram a estas plataformas como forma de obter capacidade submarina avançada sem desenvolver tecnologia própria.
O “buraco negro” da Guerra Fria continua a ter valor estratégico
Desenvolvidos ainda durante a Guerra Fria, os Kilo ganharam fama pela sua assinatura acústica reduzida quando operam em modo elétrico, característica que lhes valeu o apelido de “buraco negro” entre analistas militares.
Apesar de especialistas considerarem que essa reputação é hoje menos impressionante face aos submarinos ocidentais modernos equipados com sistemas de propulsão independente do ar (AIP), continuam a oferecer capacidades relevantes.
Entre elas destacam-se:
- Discrição acústica em operação a baterias;
- Torpedos pesados capazes de atingir navios de superfície;
- Capacidade de colocação de minas marítimas;
- Revestimentos anecoicos destinados a reduzir a deteção sonar.
No contexto específico do Golfo Pérsico, estas características mantêm utilidade operacional significativa.
O Irão dificilmente procuraria enfrentar diretamente a Marinha dos Estados Unidos num confronto convencional em mar aberto. Em vez disso, a sua doutrina naval privilegia estratégias de negação de área, cujo objetivo passa por dificultar e encarecer a presença militar adversária em zonas críticas.
Estreito de Ormuz continua a ser o ponto mais sensível
Um dos principais focos estratégicos é o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte energético.
Em algumas zonas, os corredores navegáveis apresentam apenas alguns quilómetros de largura. Nestas condições, um submarino diesel-elétrico silencioso pode representar uma ameaça credível para navios de escolta ou embarcações logísticas, mesmo perante grupos de combate de porta-aviões protegidos por helicópteros antisubmarinos MH-60R ou aeronaves de patrulha marítima P-8A Poseidon.
O objetivo estratégico não seria necessariamente afundar um porta-aviões norte-americano, mas sim criar suficiente incerteza operacional para aumentar o risco político e militar de qualquer intervenção.
Mini-submarinos Ghadir reforçam estratégia costeira iraniana
A modernização do submarino classe Kilo parece integrar um plano mais amplo de reorganização naval.
Imagens recentes indicam igualmente a presença de mais de uma dezena de mini-submarinos costeiros da classe Ghadir na mesma base naval.
Com cerca de 117 a 125 toneladas em imersão e propulsão diesel-elétrica, estas unidades foram concebidas para operar em águas pouco profundas e com elevado tráfego marítimo.

O Irão afirma ter adicionado dois mini-submarinos à sua frota naval Os submarinos da classe Ghadir alegadamente possuem tecnologia de evasão de sonares, capacidade para lançar mísseis debaixo de água, bem como disparar torpedos e lançar minas marítimas
Nesse ambiente, fatores como o ruído civil constante, a elevada salinidade e as correntes complexas reduzem significativamente a eficácia dos sistemas sonar, tornando estas embarcações difíceis de detetar, apesar da autonomia limitada e menor poder de fogo.
Perante a superioridade tecnológica norte-americana, o Irão aposta sobretudo na quantidade, dispersão de meios e profundo conhecimento do terreno marítimo local.
O Golfo Pérsico é simultaneamente problema e vantagem
Especialistas recordam que as próprias condições ambientais do Golfo Pérsico têm historicamente penalizado os submarinos iranianos da classe Kilo.
A pouca profundidade, aliada à elevada salinidade e às temperaturas da água, acelera o desgaste técnico e obriga a períodos prolongados de manutenção e reacondicionamento.

Infográfico intitulado «EUA aumentam presença militar na região contra o Irão, apesar do processo de negociação», criado em Ancara, Turquia, em 16 de fevereiro de 2026. (Infográfico AA)
Paradoxalmente, estas mesmas características favorecem plataformas menores e discretas, aumentando o risco operacional para grandes concentrações navais estrangeiras.
Assim, enquanto Washington reforça a sua presença militar para sustentar pressão diplomática e estratégica, Teerão parece apostar numa combinação de plataformas soviéticas modernizadas e flotilhas costeiras modernas, procurando equilibrar a balança através da dissuasão invisível sob a superfície.





















É tão bom quanto o Rial Iraniano, tem tudo de bom para ir ao fundo.
Enquanto isso a Força Aéra Portuguesa ganhou 4 dos novos F-22 Raptors para brincar. Aind afalam mal da base das Lages.
Portugal beneficia e muito do facto de ter uma plataforma marítima tão extensa (5ª maior da Europa e 20.ª maior do mundo) e ter algumas ilhas plantadas no meio do atlântico, principalmente, Terceira e Santa Maria e noutros tempos Porto Santo (com menos impostência). Benefícios que não são muito visíveis mas que são trunfos estratégicos que um país pequeno e com pouco poder usar e usa em seu beneficio.
Isso é verdade. Mas de pouco servem se lá não existirem meios militares sequer para assegurar posições. Aviação de combate, nada. Misseis defesa anti-aérea, nada. Navios ao menos de patrulha, quase o vazio… Assim, as bases servem de pouco, a não ser guarnecidas por estrangeiros…
Desse ponto de vista as lajes já não têm a importância de outros tempos, mas quando é preciso os meios aparecem e a base continua lá.
Onde é que tu pensas que os americanos têm a sua base de submarinos nucleares estratégica e super secreta?
Queres melhor local que as Lages? Está adormecido por alguma razão.
Geralmente onde há fumo há fogo… mas…Esta adormecido talvez porque…
Segundo algumas noticias:
A presença da Base Aérea das Lajes, na Ilha Terceira, Açores, tem sido associada a longos problemas ambientais com potenciais reflexos na saúde pública, resultantes de décadas de contaminação de solos e aquíferos. Investigações apontam para a contaminação por metais pesados e hidrocarbonetos, levantando preocupações sobre riscos oncológicos e outras doenças na população da Praia da Vitória.
Renascença
Renascença
+3
Principais Problemas de Saúde e Ambientais Identificados:
Contaminação da Água e Solos: Derrames de combustíveis e poluentes armazenados pela Força Aérea dos EUA contaminaram solos e aquíferos que abastecem a rede pública.
Risco de Cancro: Relatórios indicaram, em certas zonas da ilha, um risco de cancro significativamente superior ao normal, associado à contaminação por hidrocarbonetos.
Metais Pesados: Estudos, incluindo análises a esqueleto na Praia da Vitória (publicados em 2025), encontraram concentrações de cádmio, crómio e molibdénio, sugerindo exposição a contaminação ambiental ligada a atividades militares.
Contaminação Agrícola: Terrenos próximos à base tornaram-se inférteis ou apresentam produção comprometida.
Outros Riscos de Saúde: Estudos indicam contaminação por poluentes como TPH (Total Petroleum Hydrocarbons), PAH (Polinucleares Aromáticos Hidrocarbonetos) e COVs (Compostos Orgânicos Voláteis).
Outros Incidentes: Em 2024, foi relatado um foco de Legionella na base, resultando em alertas para não utilização da água.
Queres vender os teus produtos por um valor justo?
E se o comprador nao quiser pagar o valor justo?
Guerra contra uma qualquer coisa
Frankenstein??
Máquinas de lavar??
Pas??
Muito provavelmente o Irão está a moderniza-los,certo?
São submarinos desenhados para defender a costa.
Não são para grandes aventuras maritimas.
E de forem actualizados, correctamente, são umas máquinas fantasticas.
Agora o Irão tem poucos, e modernizados, devem ser ainda menos.
A Russia está a modernizar a frota deles, e o Irão deve ter aproveitado e assim ganha conhecimento sobre como produzi-los.
Sim, de 1990 até hoje, nada evoluiu,… Que gente fanática.
Estás a ser fanático… porque no texto não diz que não evoluiu nada, diz sim “Apesar de especialistas considerarem que essa reputação é hoje menos impressionante face aos submarinos ocidentais modernos equipados com sistemas de propulsão independente do ar (AIP), continuam a oferecer capacidades relevantes.”.
Mas, como é preciso ler 😉
O meu Fiat 127 também revela capacidades impressionantes…. Estes submarinos falham precisamente nos aspetos ainda relevantes: autonomia elétrica muito fraquinha, insonorização fraca e ultrapassada, assim como a capacidade de lançamento de torpedos (não lançam mísseis) também muito rudimentar, velocidade atingida fraca… Portanto, não é por aqui que iriam ganhar a guerra…
O teu Fiat 127 tem mesmo capacidades impressionantes. Qualquer problema que apareça pegas numa chave de fendas e numa chave de bocas e volta a arrancar. Com os carros actuais não tens hipóteses.
Se for tão bom como os sistemas de defesa anti-aérea que os Iranianos se gabavam tanto, os EUA devem estar a tremer de medo.
Quanto a não saberem onde o submarino anda… eles largam sabe-se lá quantos sensores, eles rapidamente descobrem, e quando perdem algum, simplesmente ligam para o departamento de videntes e eles dizem-lhes com precisão onde está o dito submarino, e não, não é invenção, eles têm mesmo um departamento com videntes que lhes diz onde estão os submarinos quando perdem algum.
Rússia e China já perceberam que têm mesmo que trabalhar em conjunto se querem fazer a folha aos imperialistas, e que não podem permitir-se o luxo de lhes entregarem a cabeça do Irão numa bandeja. Portanto, o que lá está no Irão não é só fabrico local.
Concordo,
O principla problema do Irão é a 5a coluna.
O segundo é a falta de interligação entre os sistemas de defesa, não estavam integrados.
E assim é muito dificl, um sistema fornecer cordenadas a outro,etc.
Depois o actual PM, não me parece que seja indicado para seguir os interesses do Irão, ele segue os interesses da Turquia.
Mas foi o que o povo escolheu, ele é mais ocidental que os outros, mas isso ainda faz com que os criadores de cabras, queiram destruir mais ainda o Irão.
Deus queira que haje algures no processo, alguma decência, e despeito.
Curiosamente, ha marinheiros a sabotar os navios e porta aviões, o que mostra que algures, ainda ha pelo menos um pingo de decência, mas muito reprimida..
Há malta a vir comentar o Pplware de madrugada, bots?
lolll,… “tensão com os Estados Unidos, o Irão” vou traduzir.
Tensao entre Irao e Israel.
Se o irão despachar umas largas centenas de americanalhas e judeus, já será um bom negócio. Aguardemos.
Até parece que os fanáticos ayetholas de um regime islâmico são melhores que os judeus ou americanos… Matam milhares de cidadãos…