Praias vão ter mapas para acabar com a confusão dos guarda-sóis
As praias do Algarve e do litoral alentejano vão passar a contar com mapas informativos à entrada, mostrando de forma clara onde começam e acabam as zonas de concessão, de passagem, de segurança e as áreas livres.
Quem costuma ir à praia, nomeadamente no Algarve, já percebeu que nem sempre é fácil saber onde se pode montar o guarda-sol sem invadir uma zona concessionada. De facto, nem sempre é claro o limite entre o espaço livre e o espaço pago.
Para resolver este problema, o Governo decidiu avançar com a colocação à entrada de cada praia de um mapa que mostre, de forma visual e clara, a divisão de todas as áreas de utilização do espaço balnear.
A ideia foi anunciada esta segunda-feira por Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia, durante uma visita à sede da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em Alfragide.
Segundo a governante, "é preciso que seja claro e esteja no desenho à entrada na praia" onde fica cada tipo de área, já que essa delimitação pode variar consoante a praia e é da responsabilidade do respetivo presidente de câmara.
Sinalética para evitar mal-entendidos
A medida nasceu de uma reunião entre a ministra e os presidentes de câmara de cinco concelhos algarvios (Vila Real de Santo António, Castro Marim, Faro, Lagos e Vila do Bispo), além do município alentejano de Grândola.
Segundo Maria da Graça Carvalho, estes foram identificados como os municípios "mais empenhados nesta questão", precisamente por terem registado "alguns episódios" relacionados com a utilização indevida do espaço de praia.
No encontro, que também juntou a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e a APA, ficou acordado que cada praia terá "um mapa bem visível em cada entrada", identificando claramente quatro tipos de zona:
- Áreas de concessão;
- Áreas de passagem;
- Áreas de segurança;
- Áreas livres, destinadas à colocação de guarda-sóis pelos banhistas.
Mapas a definir pelas câmaras, com aval da Autoridade Marítima
A elaboração destes mapas caberá aos presidentes de câmara, mas não sem supervisão. Cada um terá de ser validado com parecer da Autoridade Marítima e da própria APA.
Dada a urgência do tema, tendo em conta que a época balnear já arrancou, a ministra pediu aos autarcas que a sinalética seja implementada "o mais rapidamente possível".
Segundo Maria da Graça Carvalho, este pedido encontrou recetividade imediata, já que são as próprias câmaras municipais as primeiras a lidar com as queixas e conflitos gerados pela falta de clareza.
É do interesse também dos presidentes, os presidentes estão incomodados porque são eles logo a primeira face do embate de alguns destes mal-entendidos.
As regras mantêm-se, mas ficam mais claras
Importa sublinhar que esta novidade não introduz alterações às regras já existentes para a gestão das praias.
Conforme já vimos anteriormente, as áreas de concessão continuam limitadas a, no máximo, 30% da área útil da praia e a 50% da frente de praia.
A ministra fez ainda questão de esclarecer que as áreas de segurança e de passagem não entram nesse cálculo, pois "têm é de ficar livres", sendo o espaço remanescente destinado à utilização livre por parte dos banhistas, seja para guarda-sóis ou outras finalidades.
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Imagem: CM Cascais





















É simples. A area de segurança é sempre à frente da zona concessionada. Está resolvido.
a zona de passagem nos mapas vai ser toda a zona à frente das concessões 😀
Os tipos querem que a frente da concessão seja deles, mas a lei não diz isso aliás até estabelece limites mas pronto vão inventar que a área de segurança é essa área toda a frente da concessão.
Sempre que vejo isso dou bad review ao concessionário seja no Google e afins…
A lei diz duas coisas que não são contrárias.
1. A frente das concessões é de domínio público
2. Existem zonas obrigatórias onde não se podem pôr chapéus e até zonas obrigatórias onde não se podem estender toalhas, por motivos de segurança e de passagem
A sinaletica existe porque é obrigatório colocar, a única coisa que muda é que passa a existir um mapa para os toininhos das barracas poderem consultar à entrada da praia, porque não sabem ler sinaletica
cheira me que isso vai limitar/impedir os guarda sois e toalhas a frente das concessões . . .
resumindo, acesso interdito a espaço publico.
exacto
E muito bem
As praias cheias de “jovens” a bailar ao som de música ridicula, cãezinhos e pessoas a sujar a areia, arrastões….
e anda tudo preocupado é com o lugar da toalha!!!
O principio em si está errado, começa com pequenas coisas e acaba com muros e divisões para ricos e pobres, guetos e discriminação, o povo que se revolte e não ceda ao que é seu.
Sempre foi assim no mundo, até as praias podes escolher mediante o tipo de pessoas que as frequenta, não é preciso existiram limites a própria sociedade limita, há praias na Costa onde não se almoça por menos de 60€ por pessoa, na comporta por menos de 100€, essas praias têm concessões está a seleção feita, nem o pobre se sente bem a puxar do seu rissol feito no dia anterior para sair de casa às 7 da matina para ir para a praia para não apanhar trânsito na ponte e ter onde estender a toalha..
Se não lutarmos por uma sociedade mais igualitária estamos a ser cumplices de crimes no futuro como genocidio, discriminação, escravatura, eugenia etc.
É como eu digo davas um “bom” líder de um culto daqueles que acabam todos mortos e o líder rico!
Não tens precedentes na história de uma sociedade mais equalitaria da que vivemos agora, e até demasiado inclusiva, se cometermos o erro de abusar o oposto vai acontecer e o extremo oposto manifesta-se e voltas a ter hitlers e stalins em todos os cantos, por isso cuidado com o que desejas.
Além disso é preciso ter noção que as pessoas têm gostos diferentes, preferências diferentes e por isso fazem a sua vida em conformidade, eu por exemplo, gosto de conforto, quando vou para a praia (que não adoro, vou porque os meus filhos e mulher gostam) gosto de ter conforto, gosto de ter sombra, não gosto de passar calor, não gosto de ir carregado, não gosto de andar kms, gosto de ter um sítio calmo, não gosto de estar em cima de pessoas, gosto de ter onde almoçar e comer boa comida, gosto de ter uma bebida à distância de chamar alguém ou me dirigir ao bar a 20 metros, por isso não vou a praias onde não possa ter tudo isso, e para isso trabalho, pago impostos 4x superiores ao salário médio do tuga, e contribuo mais para o país do que 10 tugas juntos, no final do dia quem quer ter a possibilidade de escolha é quem está a fazer a roda mover, sem essas pessoas eras a cuba da Europa e não não era cuba Alentejo
Esta errado…
Praias para ricos e para pobres….
As praias são as mesmas, apenas zonas da praia são concessionadas e outras não, além que a maioria das concessões em Portugal dão para a maioria dos bolsos, apenas depende do que a pessoa valoriza na ida à praia
As concessões de praia deviam limitar-se a vender gelados e a ter uma esplanada. Essa coisa das espreguiçadeiras não faz qualquer sentido. Que vão para a piscina do hotel. Praia é pública e de acesso livre.
Era com o lucro dos gelados que conseguiam pagar os nadadores salvadores e os wcs publicos?
Noção precisa-se.
Eu quando vou à praia não quero ir carregado de tralha, não quero levar comida nem bebida, há concessões onde vou que até funcionam como beach clubs onde têm toalhas e duches para além do restaurante e bar.
A praia pode ser pública e servir toda a gente, há quem goste de ir à praia feito pelintra, há quem goste de ir para aproveitar as férias e estar descansado, ambos podem coexistir
Pra nem mais
“Quem costuma ir à praia, nomeadamente no Algarve, já percebeu que nem sempre é fácil saber onde se pode montar o guarda-sol sem invadir uma zona concessionada”
Eu costuma ir à praia no Algarve e NUNCA “percebi” tal coisa – qualquer pessoa que olhe para uma praia facilmente vê qual é a zona que está ocupada com os equipamentos da concessão e qual a que está livre
As concessões não podem ultrapassar 30% da área útil da praia nem mais de 50% da frente de mar. Há praias minúsculas com áreas concessionadas minúsculas, e praias com areal a perder de vista, com grandes áreas concessionadas.
Nas minúsculas sempre vi os chapéus encostados à área concessionada – pois se não há lugar para os por, muitas vezes nem para estender a toalha. Nas muito extensas creio que não há necessidade, chapéus por todo o lado só vai desordenar as praias.
Não existem praias privadas em Portugal, logo as concessionários não podem impedir que sejam colocados chapéus de sol, fora da zona que eles, delimitam com cordas. Não venham com a conversa, de que é para facilitar o acesso de viaturas de emergência, nadadores salvadores, exército, extra-terrestres, etc. Esses acessos estão mapeados e são respeitados por todos.
mapeados vão ficar agora, em agosto falamos
é simples: em áreas concessionadas e corredores de segurança (dos nadadores salvadores), não se pode.
Em tudo o resto, incluindo em frente das concessões, pode-se.
Resolvido.
É tiste é precisar dum mapa … só falta uma APP já agora
… uma APP com alarme, caso esteja numa zona proibída – claro ^^