TIC e as Desigualdades de Género


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23 Respostas

  1. João T says:

    Artigo em que o sexo do autor adivinha-se logo pelo titulo. Estudo Eng. Electrónica e não vejo as minhas colegas a serem discriminadas, pelo contrário! Recebem ajuda dos professores e até mesmo dos meus colegas mais facilmente. Agora por favor parem lá com isto das desigualdade dos sexos

    • Marisa Pinto says:

      Caro João,

      Começas ‘bem’ o teu comentário ao dizer ‘o sexo do autor adivinha-se logo’, se queres mesmo que as desigualdades de sexo não existam, esta não é, decerto, a melhor forma.

      Em segundo lugar, ao dizeres que as tuas colegas recebem ajuda dos professores/colegas mais facilmente é também uma forma de discriminação. As tuas colegas têm as mesmas capacidades, não necessitam de ajuda ‘facilitada’!

      Em terceiro, a parte final do teu comentário apenas demonsra que não te deste ao trabalho de ler o artigo, pois se o tivesses feito, perceberias que as ‘desigualdades dos sexos’ não é algo que se possa ‘acabar’, mas sim alterar na educação que fazemos às crianças de hoje, que serão os adultos de amanhã.

      Lê por favor.
      Cumps,

      PS: Assumo, pelo teu nome, que sejas um homem.

      • antónio.s says:

        No meu trabalho: igualdade de direitos! principalmente nos vencimentos, coisa que de facto é (e acho bem)! mas quando toca a ter que fazer força, chamam os homens porque as mulheres não conseguem. Se dizemos que não, começam a resmungar e dizem que temos mais força por sermos homens. Igualdade? sim…

        • Marisa Pinto says:

          Não acho que a força tenha muito a ver com o tema… nem sequer pode ser generalizado. Não vejo o mal de, se uma pessoa tem mais força que outra, ajudar nesse sentido, independentemente do género. Pessoalmente são raras as vezes que preciso dessa ajuda, portanto, a generalização cai por terra.

          Sim, os homens, por norma, têm mais força, têm mais massa muscular, mas se uma mulher treinar (exemplo) pode tre tanta ou mais força que um homem.

          🙂

  2. Hélio Silva says:

    Excelente artigo. Parabéns pelo trabalho realizado.

  3. jAugusto says:

    Não percebo, pois com o tempo o pessoal faz as escolhas que quer, pois se brincavam com bonecas, passam agora mais tempo com tablets e smartphones, redes sociais etc etc, discriminação era serem proibidas ou impedidas, quantas TI profissionais femininas estão no desemprego? Olha nas área administrativas 90% são mulheres se fores homem estás tramado, aí sim é discriminação, por exemplo.

    • ivo says:

      As escolhas de que falas são condicionadas. Eu já tentei dar bonecas a filhos de colegas e eles não aceitam que os filhos brinquem com elas mesma que as crianças não se importem. O mesmo ao dar brinquedos de carácter técnico-científico a miúdas. Já tive amigos a ficarem chateados por eu dar kits de astronomia a uma rapariga. Essas escolhas, sendo condicionadas, vão marcar o subconsciente das crianças e os sistemas de “punição-recompensa” ajudam a associar determinados comportamentos ou escolhas a boas ou a más sensações.
      A questão dos tablets não é uma questão de tecnologia mas de suporte de acesso. O tablet de hoje é o lápis e a folha de papel de há 20 anos e o pau na terra de há 60. A questão é que mesmo nos tablets tens apps promovidas para rapazes e apps promovidas para raparigas. Numas, incentivas e trabalhas questões mais racionais (como os jogos de estratégia) e noutras questões mais sensoriais (como as apps de moda).
      O problema que colocas em relação a outras áreas, não deixa de ser discriminação. Igualdade de género não pressupõe que os homens “paguem” agora pelos males de séculos de misoginia. Pressupõe antes que hajam igualdade de circunstâncias para homens e mulheres em qualquer sector da sociedade. É tão mau preferir mulheres para educadoras de infância, como preferir homens para professores do ensino superior. E é tão mau achar que uma mãe não tem disponibilidade total para um emprego, como achar que um pai tem essa disponibilidade. A discriminação é sempre má, independentemente de quem está a ser discriminado.

  4. dajosova says:

    Boa noite,
    posso dizer-vos que já contratei uma colaboradora, era a única do sexo feminino, contudo independentemente dos conhecimentos técnicos foi dos colaboradores mais responsáveis e certinhos. Nem sempre astúcia de TI é a mais importante característica dum trabalhador. A melhor maneira de tratar com igualdade é priorizar a avaliação pela responsabilidade, na minha modesta opinião.

  5. Mega says:

    De referir que o primeiro programador era… mulher. Ada Augusta Byron King, Condessa de Lovelace (10 de Dezembro de 1815 – 27 de Novembro de 1852), atualmente conhecida como Ada Lovelace, foi uma matemática e escritora inglesa e hoje é principalmente reconhecida por ter escrito o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina. (wikipédia)

  6. Kingdra says:

    Censurado 3 Vezes hoje mas não vou desistir.

  7. sakura says:

    talvez os dispositivos telemáticos mudem a tendencia…..
    hoje ja se ve pub em que quem usa um S4 ou L930 (top tec.) e uma menina…..
    A sociedade tem que começar a dar as ibonecas aos boys.
    i como todos sabem usar um SO. com 5 anos, TODOS, deveriam aprender o basico do gnu/Linux.

  8. José Maria Oliveira Simões says:

    O titulo leva-me logo a pensar que trás água no bico. A palavra “género” então, faz soar logo os alarmes. Pela experiência que tenho, foi dado o primeiro passo para as “quotas”. Hoje, começa o dia de viragem, em que o mais importante não é o ser melhor, mas o “género”. Aqueles que, são os melhores, que tenham cuidado, pois vão ser preteridos pelas quotas do género. Aliás, o desenho de Paul Windle só vem reforçar o meu comentário. E mais não digo, porque para bom entendedor, acho que já disse tudo. Tenho dito ! Ao comentador Mega, não teria feito melhor comentário, os meus parabéns ! Ao comentador dajosova, tenho para mim que, o ser bom e profissional não tem nada a haver com “género”, mas sim se a pessoa é ou não é “profissional”. Ponto final !!!

    • ivo says:

      Honestamente também não concordo fundamentalmente com as políticas de género. Acho, no entanto, e tendo em conta a realidade que se nos apresenta, que são boas ferramentas de “guerrilha democrática” ou de educação para a cidadania. Enquanto houver tentativas de “colocar as mulheres no seu lugar” ou de “colocar os homens no seu lugar” (leia-se umas na cozinha e os outros a mandar), acho que vai sendo necessário implementar quotas até a malta perceber de forma generalizada que uma determinado sexo não tem por isso melhor capacidade de executar determinada função. Assim que os papéis de género deixarem de ter a força que têm hoje, teremos tempo para abolir os mecanismos de quotas, e implementar sistemas meritocráticos.

  9. Anarca says:

    “É verdade que a maioria dos homens apresenta mais confiança na tecnologia que as mulheres, mas isso não faz parte do ADN, mas sim de uma socialização que é realizada e transmitida.”
    Não é verdade. Faz TAMBÉM parte do ADN. Basicamente isto é uma desculpa inventada para pôr avante um programa de engenharia social.

    Estes gajos querem tornar a sociedade andrógena e sem individualidade.

    • ivo says:

      Deve fazer parte do ADN sim, uma vez que a maioria das espécies animais não apresentam indícios de competência tecnológica. A nossa, como a de alguns outros primatas superiores e algumas espécies de aves é das poucas. No entanto, não tendo o genoma humano mapeado ao ponto de inferir quais os genes responsáveis por essa competência, não temos como saber se estes se encontram no cromossoma Y (o que será duvidoso a partir do momento em que estas aptidões se manifestam numa fêmea que seja da espécie). Provavelmente, esta aptidão ignora o sexo, mas é condicionada por factores ambientais (uma vez mais, o dilema nature vs nurture).
      Relativamente ao problema que colocas entre androgenia e individualidade, é perfeitamente possível ter uma população composta por indivíduos diferenciados sendo todos eles andrógenos, uma vez que a nossa identidade se constrói por uma série de factores complementares, e não apenas pela nossa capacidade de resposta à teoria do género (há TANTAS indentidades como indivíduos). De outra forma, teríamos uma população definitivamente pobre do ponto de vista da diversidade identitária (há MENOS géneros do que indivíduos).

    • Hélio Silva says:

      Olá, podes, SFF, apresentar alguma credebilidade científica relativamente à seguinte afirmação: “Não é verdade. Faz TAMBÉM parte do ADN”?
      É que sinceramente sem argumentos nada do que dizes a seguir interessa.

  10. José Pereira says:

    Este é um daqueles temas que é moda. Que faz parte da pressuposta evolução da sociedade e que tenta por várias formas não propor igualdade mas sobreposição de um sexo ao outro (Peço desculpa de não usar a palavra “género” que soa a algo mas do domínio do psicológico do que do factual).

    As mulheres são tão competentes como os homens, ponto. Mas querer nivelar tudo por igual, tender a que não existe diferença nenhuma entre o homem e a mulher porque tudo se resume a questões psicológicas e morais é daquelas coisas em que só parece contar o que está á superfície afirmando que nada mais parece existir.

    Tudo é possível nos dias de hoje, mas por muito que se tente, por muito que se afirme e reafirme e negue até parecer que nada mais existe, ainda assim os fundamentos da Natureza persistem sempre. Um homem é diferente da mulher e a mulher é diferente do homem. Repitam lá essa frase. É assim difícil?

    Agora repitam outra frase: As oportunidades devem ser iguais tanto para os homens como para as mulheres. Foi mais fácil ainda, não foi?

    Tragam assuntos tecnológicos e novidades que agradam tanto a homens como a mulheres. O resto é folclore e coisas menos bem resolvidas.

    • José Maria Oliveira Simões says:

      Não teria explanado melhor. Vem também subjacente e camuflados, os temas “fracturantes” da era pos-moderna. Como por exemplo os chamados “crimes de odio”, agora muito em voga nos USA. Já para não falar nos chamados direitos LGBT, ou o caso do CEO da Mozilla, que foi obrigado a demitir-se, por pressão do lobby LGBT de dentro da empresa. Ou dos que foram despedidos por não aceitarem a a filosofia LGBT. Também sou da sua opinião. Que venham artigos sobre temas técnologicos e novidades. O resto, como este artigo, dispenso folclore “fracturante” que não tem nada a haver com técnologia.

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