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Hyundai Nexo, o carro a hidrogénio que bateu o recorde de distância


Pedro Pinto é Administrador do site. É licenciado em Engenharia Informática pelo Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e obteve o grau de Mestre em Computação Móvel pela mesma Instituição. É administrador de sistemas no Centro de Informática do IPG, docente na área da tecnologia e responsável pela Academia Cisco do IPG.

Destaques PPLWARE

  1. O pirata says:

    Isto sim é o futuro.
    Os elétricos são como o notch nos telemóveis, uma solução fraca e temporária.

  2. Eu mesmo says:

    Mas o carro purifica o ar ao mesmo tempo que anda?

  3. Nitrox says:

    Bom dia
    Expliquem-me s.f.f. por que é que CO2 é tão mau assim???
    sem mais

    • bmalha says:

      dizem que intoxica o cerebro…

    • Eurico Daniel Rato says:

      Muito basicamente … o excesso de CO2 na atmosfera faz aumentar a temperatura junto à superficie pois dificulta a subida de ar quente. Ao aumentar a temperatura média teremos degelo dos polos, aumento dos periodos de seca e alteração das condições de vida (experimente passar umas horas a 30 graus e as mesmas horas a 40 e vai ver que nota a diferença). A somar a isto temos o efeito de acidificação da água do mar. O CO2 absorvido pelos oceanos faz baixar o pH da água e torna-a mais ácida com todos os problemas que daí resultam para a fauna e flora marinha. Resumidamente é isto.

    • Ruy Acquaviva says:

      CO2 não é “mau”. Sem o CO2 as plantas não fariam fotossíntese e a Terra seria uma bola de gelo sem vida. A questão é o EXCESSO de CO2. E exceso é um termo que indica uma quantidade além da ideal, esse valor ideal no entanto depende de vários fatores.
      Um pouco mais de CO2 no ar que você respira não chega a ser prejudicial, mas uma grande concentração de CO2 vai ocupar o lugar do oxigênio do ar e pode levar à morte. Ambientes fechados com grande número de pessoas podem ficar com baixos níveis de oxigênio e essa situação por muito tempo pode afetar o organismo, principalmente o cérebro, que usa muito oxigênio e é bastante sensível à sua falta.
      Em nível global o CO2 é importante para reter o calor do Sol que chega à Terra, mas como houve um aumento repentino de sua concentração na atmosfera devido à atividade humana, utilizando a queima de combustíveis fósseis como principal fonte de energia, houve um também repentino aumento da temperatura da atmosfera, com consequências prejudiciais à estabilidade do clima.

  4. TugAzeiteiro says:

    Há 1 Ano atrás vi a noticia deste carro… testes e coiso e tal… passado 1 Ano, é noticia por ter percorrido 778km’s com um deposito de hidrogénio…. daqui a quantos anos é que vai estar mesmo em produção, e nas estradas?! Pois… entretanto a Tesla já tem baterias com capacidade para percorrer +800km’s……

    • Eurico Daniel Rato says:

      Olhe, compre um cavalo. Anda bem mais que 800km, basta que tenha tempo. É mais económico pois vai comendo erva pelo caminho e você tem tempo para apreciar a paisagem.

      • TugAzeiteiro says:

        Se for de mula consome menos… também anda e come menos que um cavalo e voltamos ao início do século passado! Sério… com cada um… é por estas e por outras que o mundo está como está!

    • Nuno Moreira says:

      O Toyota Mirai é um carro a hidrogénio e é vendido em vários países desde 2014 (Japão, EUA, Canadá, UK, Alemanha e Dinamarca.
      Já esteve em Portugal como demonstração, pelo importador.
      Em outubro passado já foi apresentado o novo Mirai, que estará à venda em 2021.
      A produção não é maior porque não existe uma rede de abastecimentos massificada de hidrogénio.
      Com a Hyundai a juntar-se à Toyota na venda comercial de viaturas a hidrogénio, espera-se que o desenvolvimento seja em melhor ritmo.

      • TugAzeiteiro says:

        Nuno, exactamente… não há uma rede de abastecimento de hidrogénio. E não se trata apenas do armazenamento, mas sim a própria produção, como distribuição. Contas feitas quantos biliões de euros eram precisos para criar uma rede de produção-distribuição-armazenamento na Europa? E não esquecer as perdas (grandes) associadas à produção-distribuição-armazenamento. Os eléctricos nisso ganham vantagem uma vez que a produção está assegurada pelas centrais de energia (que sim… têm que se tornar mais amigas do ambiente e deixarmos de por ex. queimar carvão), a distribuição está feita (basta melhorar aqui e ali) e tem perdas na ordem de apenas 5% e não há armazenamento…. Ou seja em termos económicos o custo (não do carro… mas de toda a rede/infraestrutura) mata a carro a hidrogénio. É tudo uma questão de return of investment…

        • Dani Silva says:

          Tocou nos pontos certos. Concordo plenamente.

          Para complementar, apenas dizer que ao transformar electricidade em hidrogénio e voltar a transformar esse hidrogénio em electricidade na pilha de combustível do automóvel, a eficiência energética cai cerca de 2/3.
          Ou seja, com a mesma quantidade inicial de electricidade, um carro com bateria faz 3x mais quilómetros do que converter a electricidade em hidrogénio e abastecer um carro com hidrogénio… e isto irá com certeza reflectir-se no preço do hidrogénio…

        • sdfg says:

          a distribuiçao vai arder (e estou a falar de forma literal) quando cada casa tiver um electrico em vez de um a gasolina…

    • Gaspar Oliveira says:

      Na Noruega são comercializados carros a hidrogénio, devia tentar informar-se mais um pouco.
      E será óptimo para o mercado haver concorrência entre diferentes tecnologias, agora vocês e os “fan-boysismos”, isso sim é preocupante

  5. IonFan says:

    Um Tesla Model 3 custa 10k$ a menos que este Hyundai Nexo e faz 975kms com estas técnicas de hypermiling. Além disso custa 1/5 a abastecer.
    https://electrek.co/2018/05/27/tesla-model-3-range-new-hypermiling-record/

    • Gaspar Oliveira says:

      O problema será se apenas houver carros eléctricos abastecidos da rede, acha que o preço da electricidade não vai disparar? Deixa de ser fan-boy e agradece que acha alternativa, quando a energia encarecer vai ser para o que gasta em casa, para carregar o carro… aponte aí no caderno

      • Dani Silva says:

        O aumento de necessidade eléctrica se TODOS OS CARROS em Portugal fossem eléctricos é de uns míseros 14%… Já foi noticiado aqui no PPLWARE há umas semanas.

        Logo, isso é um “não problema”, que irá ser resolvido naturalmente ao longo dos próximos anos.

        Aponte aí no caderno…

      • jaugusto says:

        Então e como é que o hidrogénio é produzido?
        R: Com carradas de electricidade …

      • IonFan says:

        Não, os preços não vão necessariamente disparar. Não disparam pelo simples motivo da electricidade poder ser produzida em casa e, por isso, um aumento faria com que as pessoas se virassem para essa solução. Boa sorte a produzir Hidrogénio em casa…

        Constatei dois factos e ainda citei a fonte para o primeiro (a fonte do segundo sou eu mesmo). Se isto é ser fan-boy, não sei, mas se for também não me importo.

        Agradeço a alternativa. Viu-me escrever que não é alternativa para ninguém? Só apontei o que, para mim, é uma melhor alternativa. Se para si não é, compre um Fuel Cell ou outra tecnologia que ache melhor.

        Apontou?

      • JL says:

        Então e não acontece o mesmo com o hidrogénio ??? só pode ser produzido de 2 maneiras, ou através de energia eléctrica (muita, já que a eficiência é baixa) ou atrás de combustiveis fosseis. Portanto o mesmo problema que todos têm.

      • JL says:

        Então e não acontece o mesmo com o hidrogénio ??? só pode ser produzido de 2 maneiras, ou através de energia eléctrica (muita, já que a eficiência é baixa) ou atrás de combustiveis fosseis. Portanto o mesmo problema que todos têm.

    • Dani Silva says:

      Ia mesmo escrever um comentário nesse sentido. Já que o fez antes, dou-lhe o meu apoio. Concordo a 100%

      • IonFan says:

        Obrigado. É bom ver que ainda há pessoal que se dá ao trabalho de escrever comentários construtivos ou, como este seu, que apenas manifestam apoio e a mesma opinião.

        Isto ultimamente é só comentários do bota a baixo e da desinformação. Não preciso que concordem comigo, só peço que fundamentem devidamente para eu ter a oportunidade
        de poder descordar comigo mesmo também.

    • cat says:

      Hello ?!?! Aqui a questão central é o custo ambiental das baterias. Hello ?!?! Alguém em casa ?!?!

      Se a questão é o custo por quilómetro, como o afirma, então existem soluções ainda mais vantajosas por esse critério.

  6. mlopes says:

    “A par do que se tem feito no segmento dos elétricos, os veículos movidos a hidrogénio têm também sido submetidos a alguns desafios.” esta frase induz confusão no leitor menos atento à realidade dos veículos elétricos e devia ser modificada.
    os veículos a hidrogénio são veículos elétricos. a forma de conseguir e armazenar a energia elétrica é que é diferente dos veículos que recorrem a baterias

    • IonFan says:

      Exacto, não é por nada que uma das designações é FCEV (Fuel Cell Electric Vehicle). Apenas um reparo: os FCEV também recorrem a baterias. São mais pequenas mas necessárias para garantir a potência necessária para regimes mais exigentes, uma vez que as FC não têm muito output instantâneo.

  7. Cláudio Pereira says:

    Se o idrogenio é uma solução viável, alguém me conseguir elucidar porque razão não recorrem a centrais a idrogenio para produzir energia elétrica, atendendo que parece ser uma boa solução para os automóveis, poderiam assim substituir as centrais a carvão, hídrica, nuclear etc…
    Obrigado.

    • Eurico Daniel da Palma Rodrigues Rato says:

      A razão é simples. Apesar de o hidrogénio ser o elemento químico mais abundante no universo não existe de forma isolada em grande quantidade na atmosfera, mas existe na água (h20)! Então é necessária uma carga elétrica para dividir a molécula da água e isolar o hidrogénio. Depois de armazenado ele será utilizado no automóvel para, em contacto com o oxigénio captado da atmosfera, reformar a molécula da água. Essa formação irá gerar eletricidade e como resíduo, água. Ora, com a tecnologia atual, a eletricidade necessária para quebrar a água e isolar o hidrogénio é maior que a eletricidade fornecida pela reformaçao da molécula da água. Apenas compensa em países como a Islândia que têm eletricidade muito barata graças às fontes termais.

    • Dani Silva says:

      É simples… é que para produzir hidrogénio de forma sustentável, é preciso ter electricidade primeiro. O hidrogénio é produzido ao fazer a hidrólise da água para separar o H2 (hidrogénio) do O (oxigénio) (água é H2O). Logo, para produzir hidrogénio de forma limpa precisa no mínimo de água e electricidade.

      Logo, produzir electricidade com hidrogénio que precisou ele mesmo de electricidade para ser produzido é extremamente eficiente. Nesta transformação perde-se cerca de 2/3 (dois terços) da energia original.

      Logo o hidrogénio é inviável como fonte de energia, sendo a forma mais lógica o seu uso para armazenamento de energia produzida a mais por fontes de energias renováveis. No entanto é muito menos complexo armazenar essa energia extra em baterias, com sistemas como os que a Tesla produz.

  8. Cláudio Pereira says:

    Precisamente por requerer o uso de uma grande quantidade de energia (atualmente), para produzir hidrogênio, é que não compreendo esta aposta, de algumas marcas de automóveis, nos veículos FCEV, sabendo que acresce o custo com armazenamento e distribuição.

  9. Nuno Moreira says:

    Obviamente que atualmente o hidrogénio não é o mais viável para o automóvel.
    O importante é a investigação e o desenvolvimento na tecnologia para que no futuro exista essa possibilidade.
    Não devemos, à partida, excluir.
    No início dos carros eléctricos também muitos consideravam impossível.
    Lembro a evolução do Prius de 1997 até agora. Algo que começou em 1987. E em 1997 a bateria era enorme e apenas para ajudar o motor a combustão. Hoje, com o mesmo volume, há automóveis (Tesla, Leaf, etc) nem é necessário o motor a combustão.

    • Eurico Daniel da Palma Rodrigues Rato says:

      Finalmente alguém refere isso. O problema do hidrogénio é o elevado custo para o produzir, mas é uma tecnologia que ainda está no início do seu desenvolvimento. Usar já um automóvel a hidrogénio? Não faz sentido. Continuar a desenvolver a tecnologia para que daqui a 20-30 anos possa substituir os elétricos tal como estes estão a substituir os de combustão eterna? É claro que sim.

      • JL says:

        O desenvolvimento de carros a hidrogénio começou nos anos 60 pela GM, até agora evoluiu alguma coisa ? Não, nada, e porquê ? porque o problema é físico e químico, separar os átomos de moléculas tem gastos energéticos enormes, além de ser uma molécula muito volatil e de difícil armazenamento, a forma de armazenamento menos eficiente qual é ??? compressão de ar, ora imaginem isso ligado ao hidrogénio.

        Mas acho bem que se continue a investigar, não duvido que encontrem outras tecnologias muito melhores, afinal em muito boas coisas que usamos hoje, foram descobertas por acaso quando se trabalhava com outras.
        Mas claramente o hidrogénio não tem qualquer futuro, os seus desenvolvimentos mostram isso mesmo, tanto é que a maioria das marcas que investiram no seu desenvolvimento já desistiram, a toyota é financiada pelo governo japonês e já se está a virar para os eléctricos.
        Produzir hidrogénio não é barato, nem nunca vai ser, não é de agora que se começou a produzir, é usado na industria e até no privado.

      • JL says:

        Falam da mineração para baterias, então e células de combustível ??? que usam platina, cobalto, entre outros, que no caso das fuel cells, com pouca duração, segundo alguns fabricantes chegam às 5000 horas, o que num carro normal deve chegar para uns 200.000 kms.

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