Governo português anunciou a fusão do 1.º e 2.º ciclos em 2027
Conforme anunciado pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre, esta terça-feira, no Parlamento, haverá mudanças nos currículos, incluindo em matéria de carga horária e integração do 1.º e 2.º ciclos.
Esta terça-feira, no Parlamento, o ministro da Educação anunciou mudanças na matriz curricular dos vários níveis de ensino, ou seja, na distribuição das cargas horárias atribuídas a cada disciplina.
Respondendo aos deputados da comissão parlamentar de Educação, Fernando Alexandre não adiantou detalhes sobre esta revisão de matriz curricular.
Em vez disso, segundo avançado pelo Expresso, referiu apenas que ela acompanhará a revisão das aprendizagens essenciais, ou seja, os conteúdos que têm de ser aprendidos pelos alunos em cada disciplina e em cada ciclo de ensino, e que já está a ser trabalhada.

Fernando Alexandre, ministro da Educação, Ciência e Inovação. Crédito: António Pedro Santos/Lusa, via RR
Ciclos serão fundidos em 2027 para que a transição seja bem preparada
Uma das mudanças confirmada, também, tal como está previsto no programa do Governo, foi a integração do 1.º e 2.º ciclos do ensino básico num único ciclo de estudos de seis anos, criando um percurso contínuo, sem a rutura que hoje acontece entre o 4.º e o 5.º ano.
Esta é a organização mais comum nos sistemas educativos da Europa e procura "garantir uma maior continuidade nas abordagens e um desenvolvimento integral dos alunos".
Estas alterações devem entrar em vigor no ano letivo de 2027/28, para que a transição seja bem preparada, uma vez que uma reforma deste tipo exige não apenas tempo, mas diálogo com as escolas e especialistas, por forma a assegurar uma revisão do ensino básico coerente e estável.
Para tudo isto, as escolas vão ter de se reorganizar, a nível de horários, distribuição de docentes e coordenação pedagógica.





















Sinceramente, não percebo. Todos os anos reformulam coisas no ensino e todos os anos se vê o mesmo resultado: alunos menos preparados.
Sim, acho que precisa de reformulação, mas mais no sentido de uma regressão. Não faz sentido os alunos, por exemplo, terem aulas de programação ou de robótica, entre outras; parece que, atualmente, querem empurrar todos para as áreas de engenharia, o que não faz sentido nenhum.
Depois temos a parte da digitalização, que está a prejudicar mais do que a ajudar.
Algo que deveria ser feito era deixar de haver ‘notas dadas’. Se tiveste aquelas notas nos testes e não tiveste nota para passar, não passas (nunca percebi as reuniões de professores para ‘dar’ as notas).
Os testes deveriam ser iguais para todos em todo o país, ou seja, fazer cada teste como se fosse uma espécie de exame nacional. Assim, conseguir-se-ia avaliar realmente as escolas e os professores e, consequentemente, deixaria de haver notas dadas só porque se é ‘filho de alguém’ ou porque se estuda em determinada escola e a instituição não pode baixar a média.
Faz muito mais sentido aprender programação hoje em dia do que história por exemplo, é dos cursos com mais saída hoje em dia e mesmo outro cursos grande parte deles já tem programação. Dizer que isso não faz sentido é o mesmo que dizer que também não faz sentido terem musica porque a maioria não vão ser cantores.
Testes nacionais é 100% impossível todas as escolas tinham de andar a mesma velocidade quer os alunos tenham mais ou menos dificuldade ou se não andam umas à espera das outras, não é de todo possível. Avaliar os professores pelas notas dos alunos também nunca foi grande ideia.
Eu sou a favor de uma reforma na educação bastante agressiva temos de olhar desde cedo para os cursos que têm mais saída, faz sentido eles terem 4 anos de história andarem a aprender os reis todos? Este país tem de deixar de viver no passado
Não faz sentido estarmos a direcionar as crianças para o que se precisa, não acho que a escola deva ser uma linha de montagem onde os que estão no poder escolhem o que se deve ou não de aprender.
Precisamos de disciplinas gerais, porque se formos para esse caminho de direcionarmos precisamos de ter disciplinas de finanças, disciplinas de gestão, disciplinas de mais não sei o quê.
História é uma disciplina importante, porque precisas de saber o que aconteceu ao longo do tempo, não sei se estás ciente, mas já muitas pessoas dizem que os campos de concentração de judeus na segunda guerra nunca aconteceu, precisamos de aprender com a nossa história, para não continuarmos a cometer os mesmos erros.
O problema das pessoas dizerem que certa disciplina não deveria ser ensinada, é que dizem isso normalmente porque não gostavam dela, não sei se é o teu caso, houve muitas disciplinas que não gostei, mas outras pessoas gostaram dessas disciplinas, por isso é que o ensino não pode ser direcionado só para alguns trabalhos.
Por isso acho que até ao 9º ano deveria ser sim, um ensino mais generalizado, depois no secundário, onde os alunos já têm uma ideia melhor do que querem para o seu futuro, já estar um pouco mais focado, mas ainda um pouco geral. E depois a Universidade para seguir mesmo o que querem.
Em relação ao fazer testes tipo exames nacionais na escola sei que é dificil de implementar, mas que outras alternativas existem? Até testes na mesma escola são diferentes de professores para professores, como é que se avalia os alunos se não temos a mesma base de avaliação?
Mas prontos, para mim a escola acabou, tenho é pena do meu filho que vai levar com isto.
+1
Não é direcionar é ensinar o mundo em que vivemos e o mundos em que vivemos a programação é das coisas mais importantes que existem e mais de metade dos aluno vão levar com ela.
Mas sim concordo que até ao 9º ano deva ser geral.
É curioso dizeres isso porque por acaso eu até gostava de história e tinha boas notas no entanto não concordo com a disciplina levar com 4 anos de história decorar os reis todos ? isto faz algum sentido estamos em 2026 a história para mim era um aninho e aprendia se umas coisas a epoca dos reis é materia para 1 teste não é para 1 ano mas então por esse pontos de vista em 2100 são precisos 20 anos da disciplina história não faz sentido.
É como o português que por alguma razão é das disciplinas mais importantes até na entrada para a faculdade, o português ou acaba no 6º ano que é quando acaba a gramática ou se não atualizem as “obras” que se dá até ao 12º ano secalhar já chega de continuar a bater nos maias e nos lusiadas já se passaram mais de 500 anos por amor da santa, mas isto sou eu que acho que já não faz sentido nenhum estar a massar os miúdos com isto porque será que eles não gostam da escola
Relativamente ao tu ponto sobre estudar historia, e nos dias de hoje, faz cada vez mais sentido estudar essa disciplina.
“Those who cannot remember the past are condemned to repeat it.”
(Aqueles que não se lembram do passado estão condenados a repeti-lo.)
George Santayana
Queres substituir a história? Queres construir Trump analfabetos, achas que um pequeno sector tecnológico é mais importante que a história? Outros querem a literacia financeira, outros querem a ciência política, outros querem o jornalismo, outros a ecologia e andamos nisto! Não haverá um saber inicial básico e transversal para todos no início, como formação e base inicial e depois o jovem mais tarde pode selecionar os saberes sectoriais que mais gosta e deseja?
Pois não não haverá, mas saber todos os reis de portugal e o que eles vestiam não é de certeza um saber inicial básico, nem uma prioridade nem algo importante para 90% das pessoas.
Cresçam e apareçam estamos em 2026 já se passaram mais de 500 anos será que algum dia vamos avançar ou vamos viver no passado para sempre
A História faz parte da identidade dos povos. Um povo que não conheça a sua História é um povo sem identidade e passa a ser apenas um conjunto de indivíduos sem qualquer sensação de pertença a algo maior do que eles.
Um povo que não sabe de onde vem também não saberá para onde irá. Será um povo à deriva motivado essencialmente por razões pessoais e egoístas, sem qualquer tipo de dedicação ou lealdade para com o seu concidadão ou conterrâneo.
Há quem não se importe com a História mas é essencial conhecermos a nossa História enquanto povo em todas as suas vertentes, boas e más. Quem não a conheça ficará para sempre susceptível de ser manipulado por quem a tenta reescrever (há, infelizmente, muita gente a tentar reescrevê-la) e assim aproveitar-se da ignorância dos seus alvos mas a História não se reescreve, a História está lá e sempre estará… imutável, para quem a queira conhecer verdadeiramente.
História é importante pois é cultura, e identidade..
V mas alguém tem um oráculo para prever as áreas mais necessitadas daqui a 20 anos? Não dá..
Quem não sabe o passado nunca poderá construir um bom futuro. Podemos melhorar no ensino da história, mas se as pessoas soubessem até mais de história se calhar muito do que se passa hoje no mundo não estaria a acontecer (porque na verdade já aconteceu e com resultados péssimos).
E sinceramente… daqui a meia dúzia de anos sabemos lá se a programação vai servir para alguma coisa. A AI pode bem vir a fazer tudo.
ETC e tal, não percebes nada do assunto como se pode concluir do texto…. Como tal, guarda as opiniões para ti…
Já houve uma coisa assim, chamava-se 5.a e 6.a classe da instrução primária.
Vocês não percebem nada disto!!!
A gente tem de fazer é um all-in em cidadania e esquecer o resto todo!!!
Só essa disciplina e mais nada!!!
Isso é que esta na moda!!!
O ensino em Portugal ainda tem muito que aprender.
Existe para ensinar todos ou para filtrar uns poucos alunos?
Nem uma coisa nem outra. Na verdade só serve para servir os interesses dos professores. Quando começarmos realmente a mexer nisso temos possibilidade de corrigir muito do que se passa.
Se no privado temos professores com a mesma formação, a ganhar menos (em média), a trabalhar mais, a ter menos férias e com resultados bem melhores (e em média com custo por aluno menor), se calhar algo não vai bem no ensino.
E sim, sei que no privado os pais pagam, mas mesmo nos locais com contrato com o estado, o custo por aluno (estado+pais) é menor.
Desculpa, tu és um Zezinho que, não sabendo nada, lá dá a sua opinião. 1. Há muitos colégios que pagam melhores salários. 2. As férias são as mesmas e estão estipuladas na lei. 3. Se trabalham mais ou menos não sei, é subjetivo, mas estás lá a ver ou foi uma opinião de senso comum? 3. Há muitos colégios com piores resultados que os do público. 4. Os privados selecionam aqueles que querem, na escola pública entram todos, é inclusiva, e tem todo o tipo de atividades, os privados são mais centros de explicações. Se achas que um professor ganha bem, tem muitas férias e não faz nada, olha há muita falta de professores em todos as áreas, até a moral, vai para lá, … por que não vais? Não vais porque tu nem para isso prestas… Tu és só um péssimo e inútil comentador de bancada!
É para contribuir para a estupidez generalizada…
Isso não é a escola, são os pais. O meu puto anda na mesma escola que os outros e não é por isso que é um cretino estúpido. O meu e muito outros, não sou nenhum super pai. Sempre ensinei o meu puto a querer aprender e a questionar as coisas. Aprende tanto ou mais em casa como na escola. A escola ensina mas os pais também o devem fazer. Agora, basta ir a uma qualquer escola levar os putos e ver onde está a verdadeira estupidez de carros em segunda, terceira e quarta fila, no meio da estrada, em cima dos passeios, das passadeiras, a buzinar a roncar por todo o lado… só não entram dentro da escola porque não podem e em muitos casos têm bastante estacionamento a 50 metros. Se os putos têm pais estúpidos, claro que vão aprender com as ações e atitudes estúpidas dos putos. Se ensinarem os putos a estacionar bem o carro, a respeitar as passadeiras, os passeios e as ciclovias, a respeitas os colegas e professores, a serem vigilantes e atentos com o que ouvem e veem nas redes sociais, a serem curiosos com o mundo e de mente aberta e não só andarem à caça de dinheiro à custa de tudo e todos, se os pais se sentarem com os putos para falar sobre o dia deles, sobre o “mundo”, a sociedade e política e explicarem algumas coisas… se calhar a estupidez diminui.
Devia ser ao contrário.
3 Ciclos de 4 anos cada.
1º ciclo Para aprender a aprender
2º ciclo para aprendizagem geral e manual
3º ciclo para aprendizagem técnica e preparação para Superior Técnica ou Universitária.