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Carro autónomo da Uber atropela mortalmente ciclista nos EUA


Autor: Marisa Pinto


  1. Zinco says:

    Aposto que o carro fez de propósito. Não gostava da gaja e passou-lhe por cima, tenham medo, muito medo que eles já pensam por si.

  2. Correia says:

    as máquinas não pensam!

    • Luis Borges says:

      not true

      • Correia says:

        segundo especialista na matéria, pensar é um acto biológico, logo as maquinas nunca poderão pensar.

        • Linus says:

          Depende do que entenda por pensar.
          A parte óbvia, que é sensores (os nossos sentidos) sentem, e o nosso cérebro processa essa informação e produz uma reacção, bem isto já as maquinas fazem uma mímica.
          A parte nada óbvia é, como produz o cérebro humano um pensamento, uma ideia, uma acção/reacção, um sentimento?
          O que envolve a formulação de um pensamento, quanto é sentimento, quanto é raciocínio lógico, quanto é de experiências passadas, quanto é de puro aleatório, etc.
          Na formulação de uma ideia, quantos pensamentos formulamos, e que tipo de filtragem há para apenas um ser executado?
          E isto são apenas questões mais gerais, pois depois formalizar isto na química e física do cérebro, o “desafio” deve ser ainda bem maior.

  3. Correia says:

    olhando para as imagens é fácil de concluir que o ciclista vinha fora de mão ( se essa mesma lei se aplica nos EUA). Penso que o carro nem a “viu”. Eu gostaria era de saber, que condutor será responsabilizado, como lhe tiram os pontos na carta, como passou no exame de condução etc… isto é tudo muito bonito, mas a quem são atribuídas as responsabilidades nos futuros acidentes semelhantes?

    • Koso says:

      Uma pessoa a conduzir pode infringir uma regra de trãnsito para salvar uma vida (neste caso, desviar-se de algo que venha erradamente em sentido contrário como neste acidente) mas uma máquina pode não agir assim. É uma pena o rumo que a humanidade leva ao confiar na burrice de máquinas.

      • R says:

        a burrice das maquinas é a mesma das pessoas que as programam.
        de qualquer maneira isto é como os acidentes de aviao vs acidentes de carro.
        os de carro sao tao normais que nao se falam, enquanto que se cai um aviao, que é coisa rara, é capa de jornal.

        • Pedro says:

          Koso a burrice não está nas máquinas meu caro…
          Aliás, não sei se conduz, mas se o faz pelas estradas do nosso pequeno Portugal, acho que é de fácil conclusão que a burrice não está de todo nas máquinas.
          Todos os dias se vêm artistas a fazer as coisas mais tresloucadas, ciclistas que não respeitam nada nem ninguém. Condutores que cospem nas regras de transito minuto sim, minuto não… portanto, não, a burrice não está de todo nas máquinas.
          Aliás, diria mais, este tipo de solução de carros autónomos é uma solução condenada desde o início por uma simples razão que é a existência do erro/ estupidez humana nas estradas.
          O carro até pode fazer tudo bem sozinho, mas de que serve isso se depois há um otário que vem em sentido contrário?! Ou um otário que ultrapassa numa curva?! Ou um otário de bicicleta que não respeita um sinal de transito?

      • Louro says:

        Bem, pelo menos deveria de ser assim é verdade mas na realidade as coisas nao funcionam sempre da mesma forma e o bom senso nao está em todo lado.

        Em 2001 ia eu a caminho de casa, numa recta.

        Limite de velocidade 90km/h, e eu devia de vir mais ou menos a essa velocidade.
        Na minha frente um carro a mais ou menos a mesma velocidade, derrepente o gajo da frente lembra-se de travar a fundo no meio da rua para encostar a berba da estrada.

        Para evitar de lhe bater, obviamente que travei a fundo também e tentei desviar-me para o meio da estrada no caso de nao conseguir baixar a velocidade tao rapido (se bem me lembro nao era necessário e só fiz isso por instinto).
        Ao desviar-me calquei a linha continua, mas nao bati.

        Uns metros mais a frente fui mandado parar pela GNR que me multou por ter calcado a linha continua e quando lhe expliquei que só tinha calcado para evitar um acidente por causa do outro condutor a resposta dele foi “E se estivesse ali uma parede”.

        Basicamente o que esse agente da GNR me ensinou era que nao deveria de ter evitado o acidente, deveria de ter batido na traseira do outro condutor que deve de ter encontrado a caixa numa caixa de cereais, provavelmente ferido alguém e mandado dois carros para a sucata.

        • Jona says:

          Os gnr percebem de leis nao de direito…eu tinha ido a tribunal explicar o ke referiste. O “se” naquele caso nao se aplica porque tu so te desviaste porque nao puseste em perigo ninguem e evitaste um acidente. O mundo nao é feito de “ses” mas de factos

          • Correia says:

            a historia está mal contada, eu era o condutor da viatura da frente desse episódio. o que aconteceu é que ele tentou-me ultrapassar e assim que viu a GNR travou porque estava a ultrapassar num risco continuo.

        • Rolha says:

          O problema aqui é que o que tu fizeste por instinto podia ter causado um acidente mais grave, caso viesse outra viatura em sentido contrário e tivesses uma colisão frontal, ou chocasses com algum carro que viesse na outra faixa no mesmo sentido (caso a faixa fosse também no mesmo sentido), aqui o que te falhou foi guardares distância de segurança suficiente do carro da frente, para a eventualidade de paragens bruscas teres tempo suficiente para travar sem teres que te desviares para a faixa contrária ou para a berma ou passares linhas continuas mesmo que seja para uma faixa diferente no mesmo sentido, etc etc.

    • nt says:

      Por acaso era isso que estava a pensar, será que a “culpa” foi mesmo do carro? Mesmo assim estamos a falar de 1 acidente, infelizmente mortal. 🙁 Mas quantos acidentes existem por dia com bicicletas só nos EUA? Quantos deles mortais? Mas pronto é mais fácil ‘culpar’ a burra da máquina, ela nem sequer tem como argumentar… Já agora será que o veículo não estará a gravar tudo? Se sim porque não colocar aqueles quadrados em cima da cara do ciclista e meter essas imagens cá para fora…

    • Nuno says:

      @Correia Eu acho incrível que, a partir de 3 fotos, se consiga tirar essas conclusões todas. Tudo o que foi dito, seja em favor da ciclista ou do carro é pura especulação e quem disser o contrário estará a ser intelectualmente desonesto. Não se sabe de nada, para além de ver que há uma bicicleta no passeio e um carro na estrada, não se sabe se a bicicleta foi movida, se foi projectada para o passeio com o impacto, se ia na faixa ou no passeio… Não julguem nada através de 3 fotos, tenham mas é juizinho e esperem por mais detalhes.

      • TugAzeiteiro says:

        Vamos aguardar para saber mais noticias… mas a roda de rente da bicicleta e a parte da frente/pendura do carro dizem muito!
        Como todas as tecnologias que o homem inventou vai e irá haver vitimas (infelizmente), é assim desde sempre.. quer seja na revolução industrial, quer seja na actual revolução tecnológica que estamos a viver. Esperemos apenas que cada vez mais estes “erros” sejam minimizados.

      • stealth says:

        a questao que se poe aqui e que toda a noticia esta a insinuar culpa.. e verdade que nao e publico o que se passou, mas ate hoje ainda n vi um “acidente” que involva um carro autonomo que a culpa fosse da maquina.. mas quem sou eu. este pode ser o primeiro.. ou nao. veremos

      • Correia says:

        basta ver os danos no carro e na bicicleta, para poder afirmar o que afirmei, não é preciso ser-se nenhum especialista na matéria para se chegar a essa conclusão.

  4. Koso says:

    E muitos mais irão morrer. Eu é que quero ver se não entro em nenhum desses robots de m*rda. O pior é que podem vir contra mim… :S

    • PL says:

      Que rápido a culpar a maquina, ate parece que os ciclistas respeitam as regras.

      Não digo que a culpa seja do ciclista, ainda falta apurar o que aconteceu, mas também não deverias culpar a máquina, que só por acaso, se tem visto em várias ocasiões a salvar burrices de pedestres e outros.

      Talvez seja hora de se debater as bicicletas na estrada e as regras destas.
      Pessoalmente não concordo que possam circular na estrada sem ter matrícula e os condutores sem carta. Basta parar um pouco nos cruzamentos ou numa explanada das grandes cidades e ver a bicicletas a não respeitar sinais luminosos, stops, proibição de girar e outros. Isto passa não só em Portugal mas a nível mundial, em algumas cidades em grande escala.

      • Hugo Gomes says:

        Oh então aqui na minha zona sinais vermelhos é ao molho ciclistas a passar vermelhos, se formos nos no nisso carrinho la vai pontos da carta, multa ao mestre ciclista siga a viagem. Palhaçada neste pais

        • Nuno says:

          Também acho que deveria haver mais civismo da parte dos ciclistas e até retirarem pontos na carta ou haver aplicação de multas, para ver se aprendem. Eu pratiquei BTT durante uns anos e fazia alguma estrada mas tentava sempre cumprir o código da estrada. Também é certo que há muitos condutores que não respeitam nada, tive alguns calafrios e até situações em que os condutores pararam porque achavam que tinham razão, quando não a tinham. Mas como condutor é verdade que vejo muito ciclista sem capacete, a não parar em vermelhos (apito logo quando vejo) ou a passar na passadeira em cima da bicicleta. O problema disto tudo é falta de bom senso de parte a parte, e então em PT onde não faltam chicos-espertos, vê-se muita gente a desrespeitar as regras. Estou curioso para saber o que realmente aconteceu neste caso, mas tenho uma certeza: a Uber vai pagar bem caro este incidente.
          Gostaria de saber o rácio de carros outónomos vs acidentes com os mesmos e carros conduzidos por humanos vs acidentes, embora ache claramente que os autónomos são ainda mais seguros do que os “normais” porque, embora ainda haja poucos, sempre que acontece alguma coisa é notícia, e essas são escassas. Só é notícia porque é anormal acontecer…

        • Jose Leal says:

          Não era uma ciclista… a mulher ia a pé.
          A bicicleta que aparece nas fotos não está relacionada com o acidente.
          Quem tenta dar estas noticias o mais rapido possivel deveria:
          1) fazer um melhor trabalho no “fact checking”
          2) editar a noticia posteriormente ao serem encontradas inconsistencias

      • Bruh says:

        Se ao menos ela tivesse matrícula na bicicleta, ela ainda estaria entre nós hoje…not… Eu comecei a dar umas voltas de bicicleta há uns 3 anos. Sabes quanto tempo segui as regras? Uma anito ou por aí.

        Depois de ver quantos condutores me desrespeitam, apenas pelo simples facto de estar na estrada de bicicleta, deixei de me importar e faço o suficiente para não ficar de debaixo de um carro. De resto, começam a apitar, ficam a olhar para o meu dedo do meio.

        Tenho mais problemas com carros quando estou a seguir as regras do que ao contrário. Por exemplo, para sair de algumas rotundas, é pedalar e ter fé. É que muitos condutores esquecem-se que antes de entrar numa rotunda reduz-se a velocidade. Qual quê, é só pilotos a entrar em rotundas.

    • Filipe says:

      Acho piada se por acaso se descobrir que a culpa era da ciclista porquê culpar a maquina?! Alem disso um carro autónomo teve um acidente quantos acidentes acontecem provocados pelos humanos? A AI é o futuro, os carros autónomos aibda estão em testes obviamente poderá haver acidentes, neste caso não nos é dado o culpado mas caso seja o ciclista, não há nada a fazer. Eu sou da opinião da construção de ciclo vias

      • MAFF says:

        Podes construir as ciclo vias que quiseres, vais ter na mesma malta a não as usar porque a via normal tem mais larguesa ou seja lá qual for o motivo deles. Na minha terra tenho uma ciclo via de cada lado a ir de uma terriola para outra, são prai 1 em cada 10 ou 15 ciclistas que a usam.

    • pois..... says:

      até parece que com condutores humanos não ha acidentes mortais todos os dias.

    • Koso says:

      Tanta conversa e treta, não vou nesses carros e ponto.

  5. Joel Reis says:

    Na ultima foto o policia está a… urinar para cima dos seus colegas?! (sim, eu sei, mas parece…)

  6. Vitor says:

    Continuo com a minha ideia…a tecnologia de “condução autónoma” ainda não está suficientemente desenvolvida e testada para que os veículos com ela implantada possam ser autorizados a circular na via pública e muito menos a fazer serviços de “transportes públicos”! Sou a favor da evolução tecnológica mas ainda vai levar MUITOS anos para que a condução e o transporte se possa fazer de forma automatizada…e nem sequer estou a “culpar a carroça” pelo acidente porque não sei o que realmente se passou e quais as causas! Mas,claro,as “corporações e os lobbys” têm muita força…e existe muita gente para despedir e ficar a receber o subsídio de desemprego…onde possa existir!

    • Ze das Couves says:

      Vai sempre existir resistência a mudança, mas a verdade é que é este o caminho. Vou te dar um bom exemplo, os elevadores sempre tiveram um assistente porque as pessoas achavam estranho estar num elevador sozinhas, depois houve uma greve desses mesmos assistentes e a partir dai os elevadores deixaram de ter assistente e deixou de ser estranho a normal 😉

      • Vitor says:

        Eu não tenho qualquer “resistência” à mudança e digo isso mesmo no meu comentário… até digo que não vou “culpar a carroça” antes de saber o que REALMENTE se passou! Apenas,é a minha opinião e apenas isso,entendo que a tecnologia em que a “condução autónoma” está assente,ainda não está num nível de desenvolvimento que seja fiável para ser colocada ao serviço sem algumas restrições…quanto aos elevadores não acredito que fosse uma greve a ter sido responsável pela alteração de comportamento das pessoas. Talvez gostemos de “carregar” em botões…

  7. Hefesto,o Grande says:

    Ó meu amigo,só faltava agora esta. 🙁

  8. Emanuel Vitorino says:

    Deixo só aqui a observação que ia uma pessoa ao volante do carro da Uber, por uma questão de precaução, e nem a pessoa nem o carro conseguiram reagir a tempo de impedir este acidente. Tudo a culpar a máquina quando nem percebem ainda as circunstâncias.

    • Linus says:

      Além disso, que não vem a notícia, ainda falta saber quem teve a culpa, e as gravações estão na memória do carro, é fácil analizar. E mais, mesmo sendo a culpa do ex ciclista, quantas pessoas, depois de analisar as imagens diriam que fariam melhor e mais rápido e evitariam o acidente?
      É que estes carros respondem de forma.mais rápida que um ser humano, e a questão da antecipação, estes carros têm uma noção do seu perímetro muito superior a um humano, com 360 graus de “visão” constante, com detecção e respeito de toda a sinalização, o que não acontece com o humano.
      E mesmo que por algum motivo se venha a concluir que a máquina podia ter feito mais, ou que foi um erro da máquina, temos de contextualizar, pois descontando a proporção, quantos acidentes provocam os carros autónomos por ano? E os humanos? E isso dá quantos km em média por humano e por máquina?

    • LooLer says:

      Estou inclinado a pensar o mesmo. Pois tenho ideia que a reação mais drástica que estes carros fazem e em ultimo recurso e fazer uma travagem de emergencia. E visto que eles ate vao a baixo da velocidade permitida nas estradas se não me falha a memória.
      Realmente leva me a pensar que não haveria forma de evitar o acidente seja maquina ou humano.
      Espero que seja mostrado as filmagens para sabermos melhor.

  9. Ze das Couves says:

    Vai sempre existir resistência a mudança, mas a verdade é que é este o caminho. Vou te dar um bom exemplo, os elevadores sempre tiveram um assistente porque as pessoas achavam estranho estar num elevador sozinhas, depois houve uma greve desses mesmos assistentes e a partir dai os elevadores deixaram de ter assistente e deixou de ser estranho a normal

  10. Correia says:

    Quando a “experiência” correr bem adeus empregos de motoristas do que quer que seja.
    Ainda estamos nos primórdios do que aí vem e que estejamos preparados para a supressão real de empregos de base, mas necessários à sustentabilidade de várias famílias.
    As primeiras experiências de qualquer coisa correraram sempre muito mal antes encetarem pelo caminho correto. A história da aviação e da própria indústria automobilística são um exemplo disso.
    Baby steps

  11. Gerardo says:

    Ainda falta atropelar uns milhares (ou milhões) para conduzirem tão mal quanto os humanos. Milhares (talvez milhões) de km’s feitos pelo conjunto dos carros autónomos e apenas uma morte a registar. Ainda estamos nos primórdios da tecnologia e os carros autónomos já são mais seguros que os humanos. Mais uns anos e os nossos filhos e netos irão se perguntar como era possível deixarem qualquer pessoa conduzir. Será tão ridículo no futuro como seria ridículo deixar qualquer um pilotar um avião.

  12. PeterSnows says:

    Já criaram algumas leis e vão ser criadas mais:
    https://www.scientificamerican.com/article/self-driving-cars-get-new-laws-in-california/
    E a discussão publica sobre como devem ser as mesmas já é grande.

    Estes meninos (empresa, estado, pessoas, …) trabalham rápido.

  13. Linus says:

    Já agora, como estão aqui tantos comentários que me parecem de todo enviesados pela forma de pensar como algumas maquinas autónomas foram desenvolvidas, aka, programadas, importa clarificar.
    Aqueles pequenos projectos que muitos fizeram, quer seja nas escolas nos projectos de robótica, que seja nas universidades em cadeiras de robótica e inteligência artificial, quer em projectos caseiros, até com recurso a arduinos ou raspberry pi,o desenho normalmente assenta em sensores e depois na utilização de algoritmos (há aos pontapés), que produzem um output mediante um estimulo dos sensores, estilo acção -> reacção.
    Claro que há algoritmos que acabam por “aprender” com as tentativas e erros, pois têm alguma medida de penalização do erro, por exemplo, e há tb os mais evoluídos em que há mutação das regras com o tempo.
    Mas vejamos, procurar num espaço de estados, por exemplo num jogo fechado, com regras fixas e invioláveis, como movimentos limitados, como as damas, por exemplo, é uma coisa, e os algoritmos utilizados são de um tipo, agora um simples carrito (daqueles telecomandados) em que ligamos um raspberry pi + uns sensores, e vamos até a um parque e pedimos que o carrito sozinho vá de um ponto A para um ponto B, é simplesmente impossível fazer pesquisa no espaço de resultados, pois o ambiente é dinamito e o conjunto de variáveis é grande e estas são mutáveis.
    Portanto, quem pensa em AI como quem programa imperativamente, acção -> conjunto de reacções possíveis, está neste caso a pensar mal.
    Dai que, neste caso, avaliar a maquina, e acha que a maquina, ou “não pensa”, ou é “burra”, ou o “humano é melhor”, é logo de base uma falta de entendimento de como estes sistemas são projectados, acompanhado da falta de uma métrica equilibrada de aferir do desempenho da maquina vs Humano.

  14. Wishmaster says:

    Penso é que os Governos nem deviam permitir que testes destes decorressem na via pública, mas pronto. É inadmissível.

    • Gerardo says:

      Matam menos que os tonhos dos humanos. A polícia já veio dizer que ninguém podia evitar aquele acidente porque a mulher saiu das sombras e mandou-se para a estrada. Ou seja, máquinas zero mortes com culpa, humanos a conduzir milhares ou milhões

      • NT45 says:

        Quantas máquinas há nas estradas e quantos humanos há???
        Não achas que estás a comparar alhos com cebolas?

      • Wishmaster says:

        Ninguém podia evitar aquele acidente? Provavelmente, um humano não poderia, mas um carro autónomo já pode. As máquinas têm sensores com capacidades muito superiores às capacidades de visão dos humanos, em especial em situações com pouca ou quase nenhuma luminosidade, portanto, as máquinas evitarão com maior sucesso e probabilidade um acidente deste género.

        Mas de todo o modo, se as máquinas são melhores que os humanos ou não, isso não invalida que estes testes, porque representam um maior perigo para a segurança rodoviária (a programação ainda está a ser testada….há com certeza muitos ajustes a fazer…) deveriam ser proibidos na via pública (refiro-me aos testes em que não tem um condutor humano no interior do veículo).
        Neste caso, tinha um condutor, deve ser responsabilizado nos mesmos termos de um carro não autónomo, saber-se se o peão tem culpa ou não também etc….A senhora ia a pé com a bicicleta, logo, já não é considerado veículo, pelo menos cá em Portugal não é considerado veículo.

  15. LG says:

    UPDATE:

    http://www.euronews.com/2018/03/22/video-shows-moments-before-uber-self-driving-car-hits-pedestrian

    Claramente culpa do ciclista. Atravesou a estrada sem prioridade, sem luz, e ainda por cima vestido de preto onde a luz da estrada não se encontrava iluminado.

    • Linus says:

      Acabei de ver o vídeo e, apesar de o condutor estar distraído, estava a ver qualquer coisa, provavelmente o telemóvel, o que realmente importa aqui é o carro e o seu comportamento.
      E o que realmente interessa são os primeiros 4 segundos do vídeo.
      A mulher está numa zona negra, de camisola preta, e só é possível ver a senhora no segundo 3, e o embate é no segundo 4, ou seja, nenhum humano seria capaz de fazer melhor. Estamos a falar de reagir dentro de um segundo e conseguir travar e parar o carro, ou virar o suficiente para não atingir a mulher, impossível pelo vídeo.
      Portanto, comparando com um humano, era acidente na mesma.
      Mas há aqui 2 problemas para a Uber.
      O primeiro vai ser explicar às autoridades quais são os protocolos de segurança que o carro adopta em caso de real eminente colisão. Tal como disse num post anterior, não existe propriamente programado um conjunto de casos e reacções para os casos. Basta pensar que andar na estrada significa estar em risco constante de colisão.
      O segundo problema reside no facto de o carro supostamente já superar o humano na detecção de objetos ao seu redor, é que apesar de com uma câmera normal não ser possível detectar a mulher a tempo (a câmera do vídeo), o carro tem outros sensores que não dependem da luz ambiente, como por exemplo o muito importante Lidar.
      Infelizmente são muito caros e nunca “meti as mãos” em cima de um, mas segundo já vi, nestes casos de visibilidade nula a olho nu e para as câmeras normais, o Lidar é um factor importante na detecção de objetos. A questão é, não sei qual o alcance do Lidar, nem sei da relação entre a velocidade dos dois objectos (carro e mulher) com a formulação de uma real imagem do exterior e da “rapidez” com que é processada a informação e o motor de AI promove uma acção.
      Há vídeos interessantes no YouTube, mas pronto, ficam aqui os meus 2 cêntimos.

      • Vítor M. says:

        Vídeo colocado no artigo… mostra o momento em que a ciclista sai da penumbra.

        Mas independentemente da luz, onde estão os sonares? Os radares? O que se passou com o Lidar?

        • Linus says:

          Pois, falha minha então que não reparei e não vi o video.
          Pois, há sensores que não dependem da luz ambiente, mas ai entram outras variáveis como as velocidades dos objectos e do próprio carro, o tempo entre a captura do sensor, o processamento da informação, o motor de AI “dar” uma acção e toda a parte mecânica executar, e aqui estamos a falar de tudo dentro de pouco mais de um ou dois segundos.
          A filmagem é a pior prova aqui, visto a camera ser de pouca utilização com reduzida luz.
          Os Lidar’s que já vi na net, alguns a custar algumas centenas de euros, conseguem produzir dados para uma relativa pequena distancia (para coisas mais amadoras, coisas caseiras), mas tb vi alguns a custar muito mais, que fazem algumas centenas de metros, e produzem mais de 1MB de informação por segundo.
          Eu imagino que o que a Uber usa será algo potente, logo tb não percebo como o Lidar não funcionou aqui, ou o porque de o carro não fazer nenhuma acção. Dá para ver na imagem que o carro ia a andar bem, mas mesmo assim, se nem os travões foram accionados, pelo que se ve na filmagem, isto significa que nenhum sensor, incluindo o Lidar, detectou o obstáculo.
          Eu tenho uma certa duvida, daquelas que não sei se são ou não verdade, mas tendo em conta um video do Elon Musk que dizia que eles ainda tinham de resolver o problema da condução autónoma e de o carro depender principalmente de cameras, ou seja, processamento de imagem (ver por exemplo aqui https://www.theverge.com/2018/2/7/16988628/elon-musk-lidar-self-driving-car-tesla), e tendo em conta estas afirmações, e vendo o video em que o carro não vira nem trava, eu depreendo que o teste estava a ser feito usando apenas cameras, e provavelmente não tinha o Lidar ligado.
          E para mim é claro como a agua, sem Lidar, nada feito.
          Só cameras, acho que será muito difícil atingir uma segurança superior ao humano e que permita a qualquer empresa afirmar que em questão de medidas de segurança, os seus carros autónomos são “mais” seguros que um humano.
          Esta pagina do wiki explica a coisa do autónomo recorrendo a varias fontes de informação simultaneamente https://en.wikipedia.org/wiki/Simultaneous_localization_and_mapping
          e eu tb acho que é por aqui, o que só com cameras não dá.
          Mais uma vez, vendo o video, eu diria que só estão a usar cameras, nada de Lidar ou outros sensores para alem de cameras, o que se assim for, pode deixar a Uber em maus lençóis, e pior, por toda a investigação nesta area sobre pressão da opinião publica, e isto desnecessariamente.

  16. Joao Ptt says:

    Porque é que o carro não circulava com as luzes de estrada (máximos)?

    • Linus says:

      E isso era relevante para quem?
      A pessoa que morreu, à noite, naquele lugar, tanto tinha possibilidade de ver o carro quer com médios quer com máximos.
      Na perspectiva do carro, se só usava as cameras no momento, nada garante que os máximos iluminavam aquela zona escura a tempo de ser passível de ser captado pelas cameras e o carro ou o condutor actuar e evitar o acidente.
      Se o Lidar estava ligado, então até podia estar escuro, breu autentico, que o obstáculo era detectado na estrada.
      Agora, estamos a partir de um pressuposto muito importante e que ainda não foi referido, que é, o software estava a funcionar e não houve nenhum erro, o que é um grande “se” só por si. Se calhar, também era importante saber que tipo de verificação formal é feita sobre o software, pois entre possíveis erros e a não garantia de funcionamento segundo as especificações, há ali muito para investigar, e quer-me parecer que as autoridades não têm “poder intelectual” para o fazer, ou seja, ou contratam consultores externos, ou a investigação vai ser “manobrada” pela Uber da forma que lhes dá mais jeito.

    • Joao Ptt says:

      É relevante para o processo criminal… porque motivo circulava o veículo sem luzes de estrada se não se estava a cruzar com veículos, nem pessoas, nem animais… as luzes de estrada é precisamente para detectar estas situações mais atempadamente… pelo menos para o ser humano detectar, que a parte tecnológica não sei como funciona ali.

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