Avião da TAP esteve a 30 segundos de se despenhar perto de Praga
Um avião da TAP esteve a poucos segundos de um possível acidente durante a aproximação ao aeroporto de Praga, na Chéquia. O incidente ocorreu em janeiro, mas só foi tornado público dias depois pelas autoridades aeronáuticas.
Descida perigosa em condições adversas
O voo TP1240 proveniente de Lisboa, enfrentava condições meteorológicas difíceis, com nevoeiro intenso e visibilidade reduzida. Durante a aproximação à pista 06 do aeroporto Václav Havel, o Airbus A320neo desceu abaixo da altitude mínima de segurança recomendada.
De acordo com as autoridades, a aeronave deveria estar a cerca de 4.000 pés de altitude, mas encontrava-se a aproximadamente 2.600 pés. A descida levou o avião a ficar a menos de 300 metros do solo, a cerca de 60 quilómetros de Praga.
O sistema de aviso de proximidade ao solo foi ativado e a tripulação recebeu dois alertas. Os pilotos executaram uma manobra de subida de emergência, conseguindo recuperar a altitude e estabilizar a aeronave. Cerca de 11 minutos depois, o avião aterrou em segurança.

O voo TP1240 da TAP aproximava-se da pista 06 do Aeroporto Václav Havel, em Praga, considerada a principal infraestrutura de aterragem do aeroporto checo. Esta pista faz parte do eixo 06/24, o mais utilizado nas operações comerciais.
Um dos incidentes mais graves em Praga
O episódio foi classificado como um caso de CFIT, sigla para “Controlled Flight Into Terrain”, uma situação em que a aeronave se aproxima perigosamente do solo sem que a tripulação tenha plena consciência do risco. Este tipo de ocorrência está frequentemente associado a erros de configuração ou utilização dos sistemas de voo.
Segundo as autoridades da aviação civil checa, trata-se de um dos incidentes mais graves registados no aeroporto de Praga nas últimas décadas. Apesar da gravidade, não houve feridos nem danos materiais.

O Airbus A320neo está equipado com várias tecnologias de segurança concebidas para evitar acidentes durante a aproximação ao solo. Entre elas está o sistema EGPWS, que monitoriza constantemente a altitude e a proximidade ao terreno, emitindo alertas sonoros e visuais se a aeronave descer abaixo dos limites seguros. Foi precisamente este sistema que terá avisado os pilotos no incidente do voo TP1240, permitindo a manobra de subida de emergência.
Investigação em curso
A TAP confirmou que está a investigar internamente o sucedido e a colaborar com as autoridades competentes da Chéquia. A causa exata do incidente ainda não é pública, mas especialistas apontam para uma eventual utilização incorreta do piloto automático.
O caso está agora a ser analisado pelas entidades responsáveis pela segurança aérea, que deverão apurar as circunstâncias que levaram à descida perigosa durante a aproximação ao aeroporto.




















Falso. Vi entrevista na CNN a um antigo comandante da TAP, reformado e que explicou o que se passou. Pesquisem!
Obgd pelo comentário, de facto fui verificar e tens razão
Os factos:
O avião devia estar a 4.000 pés (1.219m) e desceu para 2.600 pés (792m), que é 1.000 pés abaixo da altitude de segurança (de 1.097m). Quando recebeu o aviso da torre de controlo subiu para 5.000 pés (1.524m).
As três hipóteses sobre o que terá acontecido. “Não foi bonito, mas não esteve a segundos de uma catástrofe”, como por aí se conta.
https ://cnnportugal.iol.pt/aviao-tap/voo-tap/nao-foi-bonito-mas-nao-esteve-a-segundos-de-uma-catastrofe-jamming-e-uma-de-tres-hipoteses-para-um-aviao-da-tap-ter-violado-a-altitude-de-seguranca/20260216/69937a8ad34e6a48f4469b82
É uma análise muito interessante, mas é importante ouvirmos bem a explicação. De facto, a imprensa da Chéquia refere essa iminência de colisão, que, não aconteceu, mas que, como voavam por instrumentos, e estiveram abaixo da altitude de segurança, a infringir as regras de segurança, espoletou um conjunto de investigações.
Ora, se existe esse raio de 25 milhas (cerca de 40 quilómetros) ao redor do aeroporto, onde não se pode voar abaixo dos 3600 pés, que é a altitude de segurança, alguma razão existe para isso, essa razão é o perigo de colisão com prédios, torres, montes, etc.
Para termos uma ideia, o avião desceu dos 4.000 pés (cerca de 1.200 metros) para os 2.600 pés (cerca de 800 metros), o que representa uma perda de cerca de 1.400 pés, ou aproximadamente 427 metros de altitude. O impacto sentido pelos passageiros depende essencialmente da razão de descida e do tempo em que essa variação ocorreu, podendo ser praticamente impercetível ou, em caso de descida muito rápida, provocar um abanão mais acentuado na cabine.
Mas… entrou numa zona proibida e perigosa. E o piloto foi chamado à atenção pela torre. O que a imprensa da Chéquia refere é que se voasse mais algum tempo dentro dessa altitude, em segundos, poderia ter impactado, dado o que circundava essa zona proibida de se voar abaixo dos 3600 pés.
Mas tudo isto tem outras leituras muito interessantes. Como refere o comandante José Correia Guedes, no caso da aproximação ILS à pista 06 do aeroporto Václav Havel, em Praga (LKPR), os dados disponíveis indicam que a pista 06 (como coloquei na imagem do artigo) tem uma elevação de cerca de 1.200 pés (366 metros) acima do nível do mar. O glide slope (trajetória de descida) dessa pista tem o ângulo padrão de 3 graus. Portanto, num ILS (instrument landing system ou sistema de aterragem por instrumentos) com rampa de 3 graus, a interceção ocorre normalmente a 2.000 a 3.000 pés acima da pista.
Como a pista está a cerca de 1.200 pés de altitude a interseção típica do glide slope seria entre 3.200 e 4.200 pés AMSL, ou seja, cerca de 2.000 a 3.000 pés acima do solo. Isto isso significa que na prática que inicialmente na aproximação, a aeronave estava a 4.000 pés e estava numa altitude normal para interceção do ILS. Algo se passou para ela cair para os 2.600 pés, com isso passou a voar abaixo da altitude típica de captura do glide slope, e ainda longe da pista.
Quem se passou para o avião passar de uma posição correta de abordagem à pista para uma infração?
O comandante indica 3 possibilidades, todas críticas:
-> erro grosseiro dos pilotos, “perderam o controlo da situação”, como disse o comandante
-> falha grave do equipamento (isto não dá tranquilidade, digo eu)
-> jamming (os russos, ucranianos, etc… a interferir com o GPS, visto que ainda não estavam a ser guiados pelo ILS)… também não ajuda nada na certeza que não batiam em qualquer coisa!
Portanto, de facto ele tem razão, no que se sabe agora, que tudo correu bem, que não estiveram a segundos de se despenhar, mas no momento, e sem se saber o que se passou e dentro das 3 possibilidades, todas elas gravíssimas… poderia ter acontecido uma cena bem desastrosa!
Felizmente que tudo não passou de um susto e agora é deixar as autoridades apurarem tudo bem apurado e executar os devidos procedimentos.
És tudólogo ou foi o chatgpt que escreveu isso tudo?
Não matarru, não sou. Gosto do tema, do que eu não sabia, procurei explicações dadas por pilotos (e há hoje muitos que fazem bons podcasts reels, tiktoks e afins) e fui procurar alguma informação sobre a pista para poder perceber. E só sabendo do que se trata se pode opinar. E, explicar aos demais que não percebem do assunto e não sabem como obter informação. Percebeste? 😉
Mas o Musk diz que o Autopiloto é seguro…
Só depois da investigação é que se pode tirar conclusão.
O dia estava péssimo. Os pilotos estariam a fazer, a aproximação, usando instrumentos. O que será, o mais provável, é que viram, uma aberta, no Doppler. Desceram, para aproveitar, o vento e fugirem ao gelo. Já não é o primeiro, relatado, nesse dia, no mesmo aeroporto (18 minutos antes, um italiano, também desceu 1000 pés, na mesma aproximação).
As autoridades tem de investigar, pois, o avião, enviou um aviso, para todos, os que estavam, ao alcance, a dizer que estava, demasiado próximo do solo. Foi isso que despoletou, o aviso, da torre. Os pilotos deram a volta, deixando um avião inglês aterrar, aterrando normalmente. As caixas negras, foram recolhidas. os pilotos entrevistados e as autoridades, vão analisar, o que se passou.
A TAP, só pode esperar. Se for, erro humano, a empresa pode ter de pagar multas.