É possível fazer jailbreak a um caça F-35 como num iPhone. Aliados dos EUA em pânico
Como é possível que um avião de guerra de última geração, o caça F-35, no valor de cerca de 100 milhões de euros, possa sofrer um jailbreak, como se fosse um iPhone?
Do controlo tradicional ao controlo por software
Desde a Guerra Fria, os Estados Unidos não exportaram apenas armamento, mas também formas de controlo sobre como, quando e para quê é utilizado. Durante décadas, essa supervisão foi exercida através de licenças, manutenção e fornecimento de peças.
Hoje, na era do software e da guerra em rede, essa lógica mudou de escala: o controlo já não está apenas no hangar ou no contrato, mas incorporado no próprio sistema. Com o F-35, pela primeira vez, essa velha pergunta deixou de ser teórica.
Tal como afirmou o ministro da Defesa dos Países Baixos, o “cérebro computacional” do F-35, incluindo os seus componentes na cloud, pode ser pirateado para aceitar atualizações de software de terceiros, como se se fizesse jailbreak a um iPhone.
Se, apesar de tudo, ainda quiserem atualizar, vou dizer algo que nunca deveria dizer, mas vou fazê-lo na mesma: é possível fazer jailbreak a um F-35 como se faz jailbreak a um iPhone.
Afirmou textualmente Gijs Tuinman durante um episódio do podcast “Boekestijn en de Wijk”, da BNR Nieuwsradio.

Segundo o secretário de Estado da Defesa cessante, Gijs Tuinman (BBB), os Países Baixos estarão operacionalmente preparados para um ataque russo em grande escala contra países da NATO até ao final de 2028, tanto em termos de pessoal como de equipamento. Ele também afirma ser possível desbloquear o F-35, "algo que não me é realmente permitido dizer".
O “jailbreak” como sinal de dependência estratégica
A afirmação do ministro da Defesa dos Países Baixos de que o F-35 pode ser “libertado” como um telemóvel não revela tanto um segredo técnico, mas sim um incómodo estratégico que há anos se mantém latente entre os aliados.
O avião não é apenas uma plataforma aérea, mas um sistema profundamente integrado numa arquitetura digital, logística e doutrinária concebida nos Estados Unidos, onde o software, os dados de missão, a manutenção e o fornecimento de peças formam um todo inseparável.
BIG: Dutch Defence Minister Gijs Tuinman hints that software independence is possible for F-35 jets.
He literally said you can “jailbreak” an F-35.
When asked if Europe can modify it without US approval:
“That’s not the point… we’ll see whether the Americans will show… pic.twitter.com/f11cGvtYsO
— Clash Report (@clashreport) February 15, 2026
Nesse contexto, falar de “jailbreak” não descreve uma solução real, mas a expressão de um limite: o reconhecimento de que a soberania operacional sobre o F-35 está condicionada desde o seu desenho e que qualquer tentativa de quebrar essa dependência é, em si mesma, um sinal de crise política, mais do que uma opção técnica viável.
Para os aliados de Washington, o medo não reside no facto de o caça não poder ser libertado, mas antes no facto de poder sê-lo. Se se aceitar que o software pode ser quebrado, assume-se que o controlo norte-americano sobre o sistema não é apenas contratual, mas estrutural, e que a sua manutenção depende da confiança política entre aliados.
ALIS, ODIN e o dilema operacional dos aliados
O F-35 vive ligado a redes como o ALIS e a sua sucessora ODIN, que não só atualizam o avião, como carregam os pacotes de dados de missão que tornam possível a sua sobrevivência em combate: rotas calculadas, bolhas de defesa inimiga, fusão de sensores e táticas partilhadas.
“Libertar” o avião significaria cortar essa artéria central, mas também perder aquilo que o transforma numa ferramenta decisiva.
Para Washington, a mera possibilidade de um aliado operar o sistema fora desse ecossistema levanta riscos de segurança tecnológica e de utilização não alinhada com os seus interesses.
Por sua vez, para os aliados, o dilema é ainda mais incómodo: ou aceitam uma dependência permanente, ou arriscam ficar com um caça tecnicamente avançado, mas operacionalmente amputado, sem dados, sem suporte e sem futuro.
Israel é a anomalia que confirma a regra. É o único operador que negociou integrar software próprio, operar em grande medida fora do ALIS/ODIN e manter os seus F-35 com autonomia industrial. Essa exceção não é replicável para os restantes, porque resulta de uma relação estratégica singular, construída ao longo de décadas e baseada num nível de confiança e alinhamento que não existe com outros parceiros.

O F-35 Lightning II, o caça mais avançado tecnologicamente de todos os tempos, traz capacidades inéditas para todas as facetas da aeronave. Só o seu sistema de software contém mais de 8 milhões de linhas de código, o equivalente a cerca de 150.000 páginas de texto. O software controla os mais recentes avanços em sistemas de armas, fusão de sensores, ataque eletrónico, funcionalidade de radar, comunicações, navegação e, por último, mas certamente não menos importante, o visor montado no capacete do F-35.
O mito do “botão” e a verdadeira forma de controlo
Para países europeus como os Países Baixos, qualquer “libertação” real implicaria não apenas enormes capacidades técnicas, mas também assumir um confronto direto com o fabricante e com o Governo norte-americano, com consequências imediatas no fornecimento de peças, manutenção e apoio logístico.
O resultado seria paradoxal: um F-35 libertado que acabaria rapidamente imobilizado, não por um bloqueio digital, mas pela asfixia da sua cadeia de sustentação.
É aqui que, de forma indireta, a polémica acaba por dar razão a alguns países que no que toca ao seu ceticismo histórico sobre o famoso “botão” de desativação. Não é necessário qualquer interruptor secreto ou kill switch oculto para neutralizar um F-35 nas mãos de um aliado com quem se rompam relações.
O controlo não está num comando remoto, mas na dependência quotidiana de software validado, dados de missão, manutenção certificada e peças críticas.
As declarações dos Países Baixos reforçam essa ideia que o problema não era um botão mágico, mas algo mais profundo e menos visível. Isto porque admitem implicitamente que, embora o avião possa continuar a voar, o seu valor militar real se degrada rapidamente se for desligado do ecossistema que o alimenta.
Em última instância, falar de “jailbreak” é falar diretamente de desconfiança. Que se saiba, nenhum país pondera seriamente libertar um F-35 enquanto a relação com Washington funcionar, porque o sistema foi concebido para operar em rede, e não em isolamento.
Mas o facto de este debate ressurgir agora não parece irrelevante e reflete um contexto geopolítico mais áspero, com aliados que começam a questionar o que acontece se o guarda-chuva político se fechar.
Portugal tem dado alguns passos para substituir seus antigos caças F-16AM/BM por aeronaves de quinta geração. O Lockheed Martin F-35 surgiu como o principal candidato no programa de modernização da Força Aérea. Mas será que é o passo acertado?
























a questão que não quer calar.. tethered ou untethered?
Conclusão. Tem um avião, por “subscrição”.
É o perigo das coisas ligadas, à internet.
Há equipamentos e instalações que não podem estar ligados à internet. Por muita segurança que haja, o risco estará sempre presente.
O problema é que não existe alternativa de 5.ª geração dentro da OTAN/ UE. Andam a desenvolver, mas pode demorar décadas até estar de facto no ar e totalmente certificado, e Portugal precisa de substituir os F-16’s que já são considerados obsoletos pelo menos na actual versão, existe umas mais modernas que ainda o mantêm relevante, mas em espaço aéreo contestado, qualquer vantagem pode fazer a diferença, e daí a 5.ª geração ser a preferida pela Força Aérea Portuguesa, além de que com a 5.ª geração Portugal pode participar em operações mais avançadas da OTAN o que lhes permite (aos militares envolvidos e à Força Aérea Portuguesa) ganhar mais dinheiro.
Portugal é um país muito pobre, porque idealmente teríamos o F-35, e algum outro avião de 4.ª geração de topo feito na UE do género: Eurofighter Typhoon, Dassault Rafale, ou Saab JAS 39 Gripen.
Idealmente umas 50 unidades de cada, mas estes valores seriam impossíveis, o Estado Português não conseguiu sequer manter 50 unidades do F-16. Mas para apoiar a OTAN/ UE, era nesta ordem de grandeza que seria necessário na prática, e tê-los espalhados por dezenas de bases aéreas, que era outra coisa (quase) impossível porque implica enormes custos.
Normalmente concordo contigo, mas aqui descordo e muita coisa.
O que se sabe é que a estoria da 5º geração é mais marketing que outra coisa, com os sistemas de defesa actuais, e futuros.
A china já tem radares quanticos, esquece a furtividade, morreu.
O melhor para Portugal é aviões baratos, e o mais facil de manter.
Vamos ter o Tucano, que pode ser vir para muita coisa, inclusivé para transporte de orgãos, treino,etc.
E os F16, ou gripen já é demasiado para nós, mas como é o minimo, está bem.
Em particular o f16, porque o gripen, embora seja superior em algumas, coisas, depois é pior em milhentas.
O que Portugal precisa é de sistemas de defesa Aérias, como pão para a boca, com misseis baratos.
Portugal nem sequer as pode ter caras e com misseis que custam milhar de milhão.
Porque um sistema de defesa sem misseis baratos, num País pobre, não funciona.
A quantidade de misseis necessários é muito grande.Teem que ser baratos e produzidos, cá.
A OTAN que é tremendamente mais rica que Portugal, é capaz de fazer as missões que quiserem.
Portugal deve poupar os aviões ao máximo, porque podem ser necessários, para o que realmente é preciso.
Portugal não tem dinheiro para os f16, e achas que a solução era f-35,rafale,eurofighter,etc.
Esses aviões são os mais caros.
Edepois vem um aviãos Chinês, extremamente barato, e amanda-te abaixo, essas peças de relojoaria, a preços hiper-inflacionados.
Esquece.
Invistam em sistemas de defesa terrestres, fixos e moveis.
E na criação de 1 a 2 misseis de muito baixo custo, capaz de ser produzido, aos milhar de milhões, e chega para nós.
Dessa forma ninguém se atreve, a atacarnos, porque por ar, não dá, e as invasões por terra, são muito custosas, e sem puder aéreo, é para esquecer.
Nenhum sistema terrestre é suficiente, como os Ucranianos e os Israelitas bem o sabem pelas piores razões.
Tivesse a Ucrânia bons aviões, bem espalhados pelo território, bem protegidos em terra, e certamente que a Rússia não andaria a lançar mísseis de aviões como se não houvesse o amanhã, porque estariam constantemente a ser abatidos pelos caças Ucranianos.
Por isso sim, Portugal precisa de sistemas de defesa terra ar de curto/ médio e longo alcance.
Mas também precisa de bons caças multi-funções para a defesa aérea e eventualmente para outras missões como atacar navios militares que ataquem o país, e até para atacar meios terrestres.
A China, alega ter radares quânticos, mas do alegar a ser verdade vai uma enorme distância. E o problema dos aviões de 5.ª geração não é não serem detectados, é não conseguirem enviar os mísseis contra eles com facilidade (especialmente com a guerra electrónica). Se a China conseguir mesmo que esses tais radares quânticos, o que quer que isso signifique, detecte os aviões de 5.ª geração, ainda assim isso não significa que os sistemas de defesa anti-aérea os consigam abater, e mesmo que consigam, o quando conseguem abater também conta.
De qualquer forma a ameaça mais premente para Portugal não é a China, mas sim a Rússia e os radicais islâmicos vindos do Norte de África/Médio Oriente… este último cenário parece o mais difícil, mas segundo várias profecias é provavelmente aquele que irá acontecer de facto a Portugal e Espanha, ser invadido, com sucesso, por tais radicais.
Por isso também deveríamos estar a reforçar a PSP e a GNR para números a sério (sei lá: 100 mil funcionários entre ambas) e todos os funcionários preparados e treinados regularmente para contra-terrorismo, e aumentar o pessoal nas forças armadas de forma significativa. Não, não irá acontecer, que estes políticos têm vista curta e navegam à vista. Mas nada disto não serve de nada se não expulsarem todos os estrangeiros que possam ter qualquer ligação com tais ideias, porque é inevitável existirem espiões por todo o lado neste momento, e eles já avisaram aos anos que a Península Ibérica iria ser um alvo para eles, e apesar de quase ninguém os ter levado a sério, a realidade é que irá acontecer, a menos que Portugal (e Espanha) tivessem preparado-se, mas sendo países sem religião oficial, andam a ignorar o problema, e quando se aperceberem do problema será tarde demais e provavelmente os políticos pagarão o preço mais alto pela sua incompetência.
Vale a pena lembrar que um piloto da força aérea ganha 1/5 de um piloto da tap, um defende Portugal, outro conduz um autocarro com asas
Acordaram agora?
O problema não é fazer jailbreak. O problema é a dependência dos sistemas americanos (neste caso), sejam a nível de software, sejam nível operacional. Na prática, toda a informação passa pela “casa mãe”.
Até temos caças “equivalentes” (uns dizem equivalentes, outros inferiores, outros superiores) na europa. Agora imaginem se em vez de termos andado a comprar aviões com 20 anos aos americanos nos tínhamos era dedicado a investir no material feito cá deste lado.
O que diz a fonte sobre a atualizações de software dos F-35 comprados pelos Países Baixos, – no caso dos EUA se retirarem da NATO:
“Uma grande preocupação é o que acontece com os sistemas de armas holandeses se os americanos se retirarem completamente como aliados. Por exemplo, os aviões F-35 holandeses dependem de atualizações de software americanas. No entanto, Tuinman não se preocupa muito com isso.
‘O F-35 é realmente um produto comum. Os britânicos fazem os motores Rolls-Royce, os americanos só precisam deles’. E se essa dependência mútua não produzir atualizações de software, o F-35 ainda é uma aeronave melhor no seu estado atual do que outros tipos de aviões de combate.
‘Se você quiser atualizar apesar de tudo, eu vou dizer algo que eu nunca deveria dizer, mas eu faço isso de qualquer maneira: você pode simplesmente fazer um jailbreak [“quebra” no software] de um F-35 como a um iPhone.’
O Ministro da Defesa dos Países Baixos não está preocupado por se poder fazer o jailbreak do software dos F-35 – pelo contrário, está a dizer que, se não for possível pelos métodos habituais, no caso de os EUA saírem da NATO, vai ser possível atualizar o software dos F-35, graças ao jailbreak.
E porque é que se está a falar do F-35? Por ser sido o avião escolhido para reequipar as FA dos Países Baixos, num cenário que envolve todos os países europeus da Nato incluindo Portugal. Diz a fonte:
“De acordo com o Secretário de Estado da Defesa Gijs Tuinman, a Holanda estará operacionalmente pronta para um ataque russo em larga escala aos países da NATO no final de 2028, tanto em termos de pessoal quanto em termos materiais”.
Já agora, os Países Baixos estão em processo de transição, com um novo governo a tomar posse a 23 de fevereiro. Este ministro pertence ao atual governo e não fica (o seu partido, BBB, só obteve quatro lugares no parlamento e está fora da nova coligação). Nada se altera quanto aos F-35 porque, lá, já estão totalmente operacionais desde 2024.
Acho que não temos estrutura pessoal, etc. para os F35, além de todos os problemas acima já mencionados. Acho que realisticamente apenas o JAS Gripen fazem sentido, com o seu custo de voo reduzido, assim como o número de técnicos no terreno para a manutenção. E mais tarde passar para outra plataforma 5º ou 6º geração.
Agora já dá, a maioria dos telhados da região de Leiria já voaram, já podem comprar uns brinquedos mais potentes sem correrem risco
Queiram os políticos largar o dinheiro, e o pessoal e tudo o resto aparece, a vontade dos políticos é que anda concentrada em outras coisas.
Os F-35 entregues, são actualizados, para usarem o sistema de comunicações, do país comprador. Tal como, os F16E, são actualizados directamente, pelas equipas de suporte. Não há actualizações By air.
O que acontece, no caso europeu, é que, usam o sistema, de comunicações espaciais, dos americanos. Qualquer missão, os 630 F35, europeus, acedem a satélites americanos, para receber comunicações, do comando, do país. A ESA já colocou 6 satélites, em órbita, para mudar isso.
Israel, quis mudar, o sistema, para aceitar modificações, para poderem ser usados, como os F18 Hornet. São aviões que, um vai para guerra electrónica, 8 vão carregados, de armas, para disparar.
No caso, dos EUA, já possuem outras formas, para fazer isso. E há o exemplo do F35B, que ainda não é exportado, porque é capaz de aterrar, em 10 metros, de pista.
Estás doente Rocha? Faltam aí uns zeros
É por isso que prefiro os aviões de papel…
É por isso que se devem deixar de ilusões, e enquanto a 6ª geração não está disponivel, apostar numa plataforma intermédia, como o Rafale ou melhor, o SAAB Grippen E. Mesmo que tudo corresse “lindamente” com Washington, o preço exorbitante do F-35 em aquisição, manutenção, hora de voo, treino, etc, faria com que não pudéssemos adquirir mais que 12 a 14 F-35… Como as esquadras aéreas são divididas em 3 – 1 no ativo, outra a Treinar em disponibilidade, a outra em descanso/reparação – ficaríamos no máximo com 5 F-35 operacionais para Continente-Açores-Madeira… Com o mesmo dinheiro, podemos ter 24 Grippen E, que fazem o serviço enquanto a 6ª geração não está disponivel e as despesas com manutenção/hora de voo são notoriamente inferiores. e o poder de fogo é mais que suficiente para nós. O f-35 são delírios da F.A. e do lobby americano
O valor de defesa subiu para 5%, é preciso gastar o dinheiro
Os custos dos Saab JAS 39 Gripen foram propositadamente apresentados com valores mais baixos do que são na realidade para efeitos de tentar convencer os países a comprá-los, os valores dos EUA tendem a ser mais próximos da realidade porque incluem tudo o que é directamente e indirectamente necessário, e não apenas as coisas directas.
Não estou a dizer que o Saab JAS 39 Gripen não é um bom avião, apenas que os custos não são tão baixos como eles tentam fazer crer.
A Europa deve usar os seus próprios equipamentos. Não devemos utilizar equipamentos americanos.. não são mais de confiança.
Temos empresas, tecnologia e pessoas igualmente ou mais competentes… Basta querer.
Então faz lá querer arranjar uma alternativa ao F35
A Europa grande novamente!! Que se lixem os gringos… Comprar made in europa
Existe um enorme desfasamento económico nas relações comerciais entre os EUA e a Europa, para manter os EUA contentes a Europa tem de equilibrar as contas comprando-lhes MUITAS mais coisas, e naturalmente o F-35 é uma dessas coisas.
A Europa comprar F-35’s não impede a comprar por exemplo de outros caças feitos na Europa (ex.: Eurofighter Typhoon, Dassault Rafale, ou Saab JAS 39 Gripen), e aliás alguns países estão a fazer isso mesmo, compram os F-35’s e em simultâneo compram caças europeus, para garantir diversidade de fornecimento, mesmo que os EUA amanhã decidam que os F-35 não funcionam mais na Europa, os países não ficam sem aviões caça militares, simplesmente usam os feitos na Europa.
Os F-35 estão totalmente operacionais nos Países Baixos desde 2024, foi uma compra anterior a Trump 2ª edição, em que não se perspetivava uma eventual saída dos EUA da NATO. Mas o que o Ministro da Defesa diz no post é que não será por isso que os F-35 deixam de funcionar.
Israel já faz jailbreak. Agora aliados podem fazer jailbreak. Comemoração inbox, pânico outbox.
Que título mais desconexo e sem sentido.
Nada disto é novo, já acontecia com F-16 por definição o caça da Europa dos anos 80-90 , F-4 anterior etc. Acabam os componentes de motores e radares só com reengenharia é possível voltar a voar. Ficou ainda mais complicado devido ao nível de integração mas o problema já existia. Os motores PW não são feitos em mais lado nenhum, nem os radares.
Faço notar no entanto que muitos componentes do F-35 são feitos na Europa de modo que um corte teria também impacto operacional nos EUA.
Faz, claro que faz. Repara, começas logo com o um pressuposto errado e misturas factos com generalizações que não se aplicam ao caso em análise. Comparar o F-35 com caças como o F-16 ou o F-4 ignora uma diferença essencial.
O nível de integração digital, dependência de software, sistemas criptográficos e gestão remota do F-35 não tem paralelo com as aeronaves das décadas de 80 e 90. Não se trata apenas de motores ou radares, mas de um ecossistema tecnológico centralizado que condiciona toda a operação.
Nos caças mais antigos, a dependência logística existia, mas o avião continuava a ser, em grande medida, uma plataforma mecânica e eletrónica convencional. No F-35, a operação depende de sistemas de software proprietários, atualizações constantes, chaves criptográficas e ligação a infraestruturas controladas pelos Estados Unidos. Isso muda completamente a natureza do problema e torna a comparação histórica pouco rigorosa.
Também a ideia de que “nada disto é novo” ignora o contexto atual. O debate que motivou as declarações do ministro não é sobre a simples reposição de peças, mas sobre controlo operacional, soberania tecnológica e autonomia estratégica. São temas que não se colocavam com a mesma intensidade nos programas das décadas anteriores.
Quanto à referência à produção europeia de componentes, é verdade que existe participação industrial no programa, mas isso não significa controlo tecnológico nem independência operacional. A arquitetura, o software, a integração dos sistemas e as autorizações de funcionamento continuam centralizadas nos Estados Unidos. A produção de peças não equivale a soberania sobre o sistema.
Estás a tentar comparar realidades tecnológicas e estratégicas completamente diferentes. Não faz sentido.