Teremos robôs humanoides da Boston Dynamics em casa dentro de cinco a 10 anos
A Boston Dynamics não é nova por aqui, uma vez que acompanhamos o que de mais promissor a empresa da Hyundai Motor vai desenvolvendo. Ao abordar a revolução humanoide, o diretor-executivo da gigante da robótica afirmou que estas máquinas deverão chegar às nossas casas dentro de cinco a 10 anos.
A Hyundai, proprietária da Boston Dynamics, revelou a versão mais recente do robô humanoide Atlas, durante a CES 2026, em Las Vegas, no início deste mês.
Durante as demonstrações ao vivo, o Atlas foi visto a acenar para o público antes de mover peças de automóveis de uma prateleira para outra.
Boston Dynamics debuted its next-generation Atlas humanoid robot at CES in Las Vegas pic.twitter.com/7qSKHgrAG0
— Reuters (@Reuters) January 6, 2026
Segundo o diretor-executivo da empresa, Robert Playter, é desta forma que a revolução dos robôs humanoides começa.
Estamos a começar com as coisas mais simples, que são a sequência de peças.
Disse Playter, numa entrevista ao Business Insider, na qual explicou que, eventualmente, as tarefas tornar-se-ão mais complexas e o Atlas estará na linha de montagem.
Assim, não tarda, os funcionários da fábrica da Hyundai, na Geórgia, poderão ter um novo colega de trabalho. Um colega robótico, com 90 kg, 1,88 m de altura, autonomia de quatro horas e um rosto inspirado no candeeiro Luxo Jr. da Pixar, para que as pessoas o encarem como uma máquina, mas uma "máquina amigável".
Entretanto, dentro de cinco a 10 anos, os robôs entrarão nas nossas casas, se o calendário se desenvolver conforme previsto pelo executivo.
NEWS: Boston Dynamics has just released a new video of its upgraded next-generation humanoid robot called Atlas.
• 4 hour battery. Self-swappable for continuous operation • 6 feet 2 inches tall • Weight: 198 lbs • 56 total degrees of freedom • Now fully electric, ditching… pic.twitter.com/t9KOlxbaiM
— Sawyer Merritt (@SawyerMerritt) January 5, 2026
30 anos de experiência na Boston Dynamics
Formado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e engenheiro aeroespacial, está na Boston Dynamics há mais de 30 anos e viu a empresa mudar de mãos várias vezes, tendo assumido o cargo de diretor-executivo em 2019.
Desde então, conduziu a empresa através do lançamento comercial do Spot, da transição do Atlas de uma plataforma hidráulica para uma plataforma totalmente elétrica e, mais recentemente, da parceria da Boston Dynamics com o Google DeepMind, para ajudar a construir o "cérebro" do Atlas.
Numa conversa com o Business Insider, o diretor-executivo explicou, entre outras coisas, como os robôs transformarão o local de trabalho antes de conquistarem as nossas casas, e os problemas que ainda precisam de ser resolvidos.

Robert Playter, diretor-executivo da Boston Dynamics, a falar sobre como os robôs humanoides vão transformar o ambiente de trabalho nas fábricas, durante a CES 2026, em Las Vegas. Crédito: Sofia Tung/ Business Insider
Robôs humanoides farão parte do nosso dia a dia
A trabalhar com robôs humanoides desde 2008, o diretor-executivo da Boston Dynamics revelou que, na sua perspetiva, a Inteligência Artificial (IA) foi o ponto de viragem no desenvolvimento destas máquinas.
Fazemos isso há muito tempo. Mas, para nós, chegar a um ponto em que realmente pensamos em comercializar o humanoide, não sei se esperávamos isso anos atrás. O ponto de viragem foi a IA. É realmente o facilitador que permite que um robô como este realize uma enorme variedade de tarefas, o necessário para torná-los realmente universais.
Disse Robert Playter, destacando o avanço em termos de hardware, também.
Embora os primeiros robôs fossem hidráulicos, os mais recentes são todos elétricos, além de terem a sua forma adaptada ao ambiente em que devem ser usados. Por exemplo, uma vez que o formato bípede não é o ideal para todas as tarefas, a Boston Dynamics possui o Stretch, que carrega caixas com mais eficiência.
- Robô Stretch, da Boston Dynamics
- Robô Stretch, da Boston Dynamics
Atlas nas casas dentro de cinco a 10 anos
Quando questionado sobre se o objetivo da Boston Dynamics era levar os robôs Atlas para as casas, após contar que os programadores da empresa tiveram de levar os robôs Spot consigo, aquando da pandemia, o executivo traçou uma larga meta:
Chegaremos às casas, eu diria, em cinco a 10 anos. Nos próximos cinco anos, vamos concentrar-nos realmente em aplicações industriais.
Revelou Robert Playter, explicando que a empresa vê o setor industrial como o primeiro passo por três motivos:
- Custo. Os primeiros robôs serão caros demais para o nível do consumidor.
- Segurança. As fábricas são um ambiente mais seguro, pelo que é possível controlá-los mais do que em casa.
- Capacidades. Em casa, temos o pior de todos os mundos. Tem de ser o mais barato, tem de ser o mais seguro e é o ambiente mais complexo.
Tudo isto, requer não apenas tempo, mas dinheiro. De acordo com o diretor-executivo da Boston Dynamics, "este é um negócio muito caro". Aliás, "são necessários milhares de milhões de dólares de investimento para levar esta tecnologia ao ponto em que ela precisa de estar".
Robô NEO chega este ano às casas
Apesar da previsão do diretor-executivo da Boston Dynamics, em outubro, a 1X anunciou o lançamento da pré-venda do que descreveu como "o primeiro robô humanoide pronto para o consumidor do mundo, projetado para transformar a vida em casa".
Com apenas 29,94 kg, o NEO é capaz de levantar 69,85 kg e transportar 24,95 kg, tendo um nível de ruído de 22 dB.
A par disso, o robô humanoide possui comunicação integrada com Wi-Fi, Bluetooth e 5G, bem como um altifalante de três estágios na área da pélvis e do peito, proporcionando aos proprietários um sistema de entretenimento doméstico móvel integrado.
Com a chegada às casas prevista para este ano, o NEO foi concebido para complementar as casas, em vez de as tornar mais visualmente barulhentas.
Leia também:
Fonte: Business Insider
Neste artigo: Atlas, boston dynamics, robô humanoide






















