PplWare Mobile

Três sinais que poderão mostrar que a Google está a voltar-se para o lado negro


Vítor M.

Responsável pelo Pplware, fundou o projeto em 2005 depois de ter criado em 1993 um rascunho em papel de jornal, o que mais tarde se tornou num portal de tecnologia mundial. Da área de gestão, foi na informática que sempre fez carreira.

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59 Respostas

  1. Henrique says:

    Belo artigo! Assustador este tema, e que provoca-nos um sentimento de impotência!!

    • Vítor M. says:

      No fundo vai ao encontro de tudo o que no último semestre se tem falado em relação à privacidade e controlo de informação.

      O facebook foi “apanhado”, mas nunca saberemos se a Google também não tem uma rede poderosa que serve outros interesses, isto porque a Google tem uma atividade tentacular, chega onde o facebook não consegue e isso permite que só saibamos o que eles querem que se saiba.

      Mas a verdade é que criaram as necessidades e ofereceram gratuitamente as soluções.

      • Daniel says:

        É bem possível, até provável mesmo, mas há que ter em conta o histórico de ambos (mesmo sendo como tu dizes, só sabemos dos casos em que alguém foi “apanhado” e até agora dos dois só o facebook o foi). Mesmo olhando à superfície, o modelo de negócio do Google é por si mesmo adverso a utilização “nefasta” dos dados (ao contrário do Facebook, para eles os dados são o produto, para a Google nós somos o produto). O Google criou uma relação quase simbiótica com a sociedade, eles criam (ou adquirem, integram e transformam) as soluções para problemas que nem sabias que tinhamos, nós geramos dados (nem que seja somente metadados, são extremamente úteis pelo volume) e realimentamos a máquina do google ajudando-a a tornar-se mais eficaz e eficiente ou a procurar novos produtos e serviços para nos oferecer e recolher mais dados. Tendo as pessoas a usar os seus produtos (e quantos mais melhor), mais capitaliza com o seu negócio de publicidade. Nós somos o produto…. e isso a meu ver não é mau, ao contrário do que muitos costumam implicar quando usam esse termo (de nós sermos o produto para a google) eu vejo isso como a mais literal definição de simbiose que conheço actualmente no contexto tecnológico/societário.

        Quanto ao facebook… os nossos dados são o produto. Tudo é virado para aliciar a usar um único produto (o próprio facebook), tudo é feito de forma a dificultar o controlo de privacidade (mudou um pouco com o caso Cambridge Analytica, há males que vêm para bem, mas mesmo assim continua a existir imensas definições que estão “escondidas” atrás de um rol de menus e submenus). Nós também somos o produto para o facebook em grande medida, mas não há sequer uma tentativa de ser simbiótico, é parasitário, é ou usas ou ficas de fora por completo (enquanto que o google vai diversificando a oferta nas mais variadas àreas).

        A google só teria a perder se renegasse essa “simbiosidade”, e aí há uma grande diferença entre dar o que o “cliente” (pessoa) quer (e que em simultâneo se encaixa com o que a google quer também) e forçar perspectivas (aliás, há duas empresas conhecidíssimas por forçar perspectivas, uma delas é o facebook, a outra não é o google).

        • Daniel says:

          s/adverso/averso

        • Vítor M. says:

          Sim, sem dúvida que a Google foi mais longe em termos de elo com a sociedade. É mesmo isso, a Google conseguiu confundir-se com a própria Internet. Claro, o produto somos nós, nós consumimos a publicidade, estamos dentro do seu ecossistema de serviços, nós deixamos o rasto dos nossos gostos, preferências, nós dizemos o que queremos comprar e a Google mostra onde comprar e vicia a nossa escolha com base muitas vezes nas tendências que impõe ao mercado, mas nós temos o Gmail, o YouTube, o Google Pesquisa, temos o Maps, temos o Drive, o Photos e muito mais que é gratuito e nós precisamos disso. Mas somos o produto, apenas a Google usa uma forma “amistosa” de vender as nossas “vidas online”.

          O Facebook foi guloso. O Facebook cresce mais que a Google e está a conquistar mercado outrora da Google. Ainda há poucos anos qualquer pessoa abrir o computador e a frontpage era o Google. A internet começava ali. Agora, de há uns anos para cá, as pessoas abrem o facebook, moram no facebook, vêem notícias no facebook, conversam no facebook, deixam rastos da sua vida no facebook, entregam os seu histórico de vida (não só do que fazem, mas do que são) ao facebook. Isso assustou a Google que perdeu muito mercado publicitário.

          Para que vou pagar publicidade na Google se as pessoas estão no facebook?

          As pessoas colocam os seus vídeos cada vez mais no facebook e menos no YouTube, e quando o facebook começar a monetizar os vídeos (plataforma de gestão de pagamentos já está bem madura) então o YouTube acabará por morrer. As pessoas não têm de ir a uma plataforma para ver um vídeo, elas vivem dentro de uma plataforma que tem as suas vidas, as vidas dos seus amigos, têm jogos, têm lojas de classificados, tem app de conversa, tem apps de fotografias… para que vamos ao YouTube? Em breve o facebook ataca essa plataforma, já o começou a fazer.

          mas dirás e bem: . Aaa mas o motor de pesquisa ainda é rei. O Gmail ainda é rei… a cloud ainda é quem domina.

          Sim, totalmente verdade. Então, especulando, o que poderá no futuro lançar o facebook?

          Diria que vai atacar o serviço cloud, disponibilizar um espaço onde as pessoas possam deixar as suas coisas, colocar as suas músicas (já começou com as fotos: Moments) e irá atacar com serviços generosos. Mais espaço, mais funcionalidades.

          E o que prenderá o facebook de comprar um motor de pesquisa, por exemplo, digo especulando, o Duck Duck e programar este motos de pesquisa para as pessoas encontrarem conteúdos dentro do facebook? Apenas tem de convencer a autoridade para a concorrência.

          Uma suite de produtividade? Isso é fácil, o Dropbox criou uma muito interessante e hoje isso compra-se por “meia dúzia de trocos”. Não podemos deixar de olhar para tudo o que o facebook já tem, apps para tudo praticamente e sem esquecer o Instagram, Messenger (com pagamento em app), WhatsApp e uma enorme comunidade empresarial já pendurada a produzir acessos, credenciais e uma panóplia gigante de recursos com ligação ao facebook.

          Cometeu um erro, Cambridge Analytica, mas isso passa rápido.

          • Daniel says:

            Não partilho a tua opinião quanto ao facebook vs youtube. O facebook tem video aos anos e não conseguiu vingar, nem sequer ao nível de um dailymotion. O facebook live ainda é o que poderá vingar melhor mas se virmos bem, já o youtube e o twitch dominam esse mercado e têm uma plataforma muito bem montada em que é exclusivamente sobre video, não é algo que tenta ser peixe e carne em simultâneo e depois nem é peixe nem carne. O Twitch lidera sem qualquer concorrência digna (no mercado ocidental e rússia, leia-se! na àsia é a Huya e Douyu) no que diz respeito a e-sports (e algo que até há um par de anos todos se riam e dizia que eram ver crianças jogar jogos, hoje até clubes multimilionários criam equipas franchisadas para competir nas principais ligas, e grandes streamers ganham fortunas entre subscrições, ads, patrocinadores e presenças em eventos)… o que lhe chega mais próximo é o youtube e mesmo assim fica longe. Já em termos de streaming the eventos o youtube leva a coroa (o CES 2018 foi streamed no youtube, mas há imensos eventos que são transmitidos no youtube, e há imensos canais tradicionais com programação activa e ao vivo no youtube… incluindo os detentores do franchise do stargate que vão transmitindo episodios de x em quando no youtube, live com comentários no início e no fim).

            Depois há a questão dos youtubers… os nacionais são uma anedota se comparados mesmo com outros nomes lusófonos (falando do Brasil, o que é normal tendo em conta a dimensão de cada país), quanto mais com streamers de caracter “mundial”. Uma coisa curiosa é que os youtubers mais conhecidos têm ou tiveram actividade no Twitch (até o Linus the tech guy – que nada tem a ver com gaming – e toda a sua equipa, inclusive todas as 6ªs feiras têm um programa live no twitch). Ora, esses streamers são também youtubers (não são facebookers, nem existe o termo nem é sinónimo de nada) e é possivelmente daí que o youtube mais peso tem em termos de video… não é nas músicas, não é nos conteudos originais que tenta/tentou, não é nos filmes (inteiros) que colocam, é no conteúdo dos grandes streamers que colocam nos seus canais de youtube, que deu origem a toda uma indústria por trás e que muitos se assemelham a industria cinematrográfica (desde escrita a pós-produção, marketing deixa-se para o passa palavra e dimensão)… e a par disso vem outro grupo que são “youtubers” mas que fazem reciclagem de clips de outros youtubers e streamers e fazem compilações.

            E dou um exemplo muito concreto: os Dude Perfect (o grupo que faz aqueles videos de trick shots das mais variadas coisas) têm presença em ambas as plataformas… em qual achas que têm maior sucesso? Não se trata de ser “novo”, eles têm videos no facebook há anos.

            O mal do facebook é ser parasitário, tenta obrigar-me a usa-lo (se não tenho o messenger instalado melga-me milhentas vezes para instalar, se não tenho o instagram instalado melga-me milhentas vezes para instalar e tirar fotos, etc…. faz-me – e faz em geral – criar anticorpos ao facebook).

            E estás esquecido… mas o facebook já antes se meteu no negócio de motor de busca e desistiu. Tudo bem que à altura era dentro da própria plataforma, mas correu mal na mesma.

            Quanto a videos pessoais… sim, é bem provável que o facebook conseguirá ter a share desses videos, mas isso não te trará uma enchente de receita, não é “conteúdo”. É o equivalente ao Meo Canal e no grande nada que isso lhes trouxe. Partilha-se com os amigos e família e pronto. Garantidamente haverá sempre videos no facebook (como eu escrevi, os Dude Perfect publicam em ambas as plataformas), mas uma coisa que o google faz muito bem é saber que cada produto disponível é um produto isolado em si mesmo, específico para cada tipo de uso (possivelmente daí as suas redes sociais terem “morrido”, tal como o facebook tenta com diversos produtos integrados na sua plataforma, não era peixe nem era carne).

            Lembra-te que há uns anos também se dizia que o facebook iria dominar o mercado dos jogos (alterando o paradigma desde a distribuição à forma como e o que se joga)… e não só mal se vê jogos no facebook hoje em dia como o perseguirem essa via quase destruiu o facebook (não havia nada mais irritante que o feed cheio de coisas de jogos e ser melgado a toda a hora com pedidos).

            Não… o facebook é grande, mas não é ameaça à google (a única vez que o foi foi contra o Google Wave e contra o Google Plus… de resto, nem video, nem quando tentou tomar o Android com o Facebook Home para o Android, etc.).

            Mesmo em termos de receita de publicidade é enganador dizer que o facebook cresce mais que o google… cresce se olharmos para percentagens ano após ano, o que é normal, o google factura acima de 50 mil milhões de dolares em publicidade e só recentemente o facebook ultrapassou metade disso mas para se ter uma ideia de 2016 para 2017 o google conseguiu um aumento, em termos nominais, de 16 mil milhões de doláres em receita de publicidade, enquanto que o facebook no mesmo período cresceu 13 mil milhões… menos 3 mil milhões. De 2015 para 2016 a margem era menor, o google crescia 12 mil milhões em relação ao ano anterior e o facebook 9.75 mil milhões (uma diferença de 2.25 mil milhões… e se olhar para o ano anterior a esse ainda pior… o facebook até há 2 anos estava mais próximo de ter um crescimento year over year mais próximo do google do que agora, a cada ano que tem passado, nos últimos 4 anos, o Google tem tido uma maior diferença de crescimento para com o facebook, e não o inverso).

            Mas especulando o facebook pode fazer imensa coisa, e uma que eu gostaria de ver era mesmo cada cluster de funcionalidades próximas se tornassem um produto em si mesmos e menos interdependentes entre si de forma a libertar a plataforma e permitir crescimento. Em suma: deixar de ser parasitária e passar a ser simbiótico como o google.

          • Vítor M. says:

            Estas a falar, com razão, num futuro próximo, certo certo, mas, como referi, o Google motor de pesquisa foi outrora a porta para a Internet e nunca dirias nessa altura que iria perder esse lugar… e perdeu e continuará a perder. Depois em termos de receitas, estás a juntar tudo no mesmo bolo, e sem dúvida que os serviços da Google, como referi (Gmail, Drive, YouTube e mais alguns) têm ainda um peso significativo, mais ainda porque a Google comercializa esses produtos no modelo profissional.

            Em termos de vídeo, não tenho dúvidas que o facebook irá suplantar o YouTube, e deste um exemplo de como está a já a conseguir, com o Live. Mas a plataforma está constantemente a evoluir, está a conquistar mercados e se juntares o número de utilizadores de todas as plataformas facebook, verás que o crescimento é muito superior.

            Que é uma ameaça isso já o é, basta ver que está paulatinamente a incorporar serviços que a Google tem há anos. O Messenger é hoje muito mais forte que qualquer outro serviço Google nesta área. O Facebook em termos de rede social nem tem qualquer oponente do lado da Google, e está a ganhar o seu espaço no vídeo. Depois há a questão da presença constante do facebook. Queres fazer login num serviço? Para que vais meter o email? Faz login com atua conta do facebook. Isso é um poder que o Google disputa, mas está substancialmente atrás (até a Apple quer isso com o iCloud). Isso é a chave de casa dos utilizadores.

            Agora em termos de números. No último ano fiscal o grupo Google, Alphabet teve de lucros cerca de 12,6 mil milhões de dólares, face ao período homólogo anterior teve uma queda de cerca de 35%. Já o Facebook, no último ano fiscal, teve de receita cerca de 16 mil milhões de dólares, o que correspondeu a um crescimento da receita na ordem dos 56%. Portanto a faturação é uma coisa e o lucro é outra.

            Quanto a outros assuntos, como a pesquisa, bom, não tenho dúvidas que é algo que o facebook tem desenvolvido dentro da sua estrutura, mas não tardará a ter um motor dedicado, mas isso sou eu a dizer.

          • Daniel says:

            s/CES 2018/ECS 2018

            é a disléxia a dizer “olá”….

          • Daniel says:

            Na verdade eu estava somente a referir-me às receitas de publicidade (que é a fatia de leão).

            E é óbvio que o crescimento de video (falando do Live) tem de ser “grande”… partiu de ter zero representação para ter alguma, mas repara no lançamento da spacex hoje, com cerca de 2 a 3k espectadores versus o ECS com mais de 400 mil (pelo menos a certa altura quando vi o stream ia perto disso). Ou entre 200 a 300 mil em transmissões da liga Europeia ou Norte Americana de LoL (mais a Coreana ou a Chinesa). Empalidece… e mais empalidece se tivermos em conta que o Facebook Live existe há mais de 2 anos (e pior fica se nos lembrar-mos que no pico de transmissão da Web Summit, algo que é suposto ser a maior conferência de tecnologia, ficava-se aquem – mesmo em pico de audiências – de chegar aos 10k de utilizadores em simultâneo). Entretanto o youtube _É_ uma plataforma dedicada ao video, e leva anos e números descomunais de avanço ao facebook. O Facebook Live está a ser usado principalmente como se do Meerkat se tratasse… e em que é que isso deu mesmo? Pois…

            O messenger veio a substituir o msn, mais nada… nunca tirou nada ao google, nem nunca lhe deu nada ao google. Quem usava hangouts continua a usar, os hábitos de uso do hangouts não são por ser um IM (aliás, há imensos “canais” de podcasts que fazem os seus podcasts ao vivo, stream live no youtube, via hangouts… DTNS – Daily Tech News Show é um deles mas muitos outros há).

            E estás a fazer uma confusão descomunal… estás a falar de lucro líquido e de quebra de 35% como se fosse só isso. E investimentos? R&D? Aquisições? Compra de activos?
            Falando de revenue a Alphabet cifrou 110 mil milhões de dólares… o lucro líquido que referese é obtido já após despesas, custos e impostos. Se há coisa que diz é que a google gastou bastante do que facturou, seja em despesas seja em investimento, aquisições ou R&D. Não caias no erro de citar números descontextualizados, o alerta para as percentagens vs nominal (o primeiro sem o segundo) poderia ter sensibilizado para isso.

            Mas atenção, eu não tenho a mínima dúvida que o facebook irá crescer… tenho é quase a certeza que não ultrapassará o google num futuro próximo nem na próxima década. De resto, lembrar que a Nokia já foi o que foi, já produziu desde botas de pescador a pneus e máquinas de tudo e mais um par de botas (pun intended), tornou-se num gigante dos telemóveis e morreu uma morta lenta irónicamente ao ter-se tornado demasiado apegada a uma só àrea de negócio (bem, não é irónico o ter ocorrido por isso, porque é inteiramente normal porque torna a empresa menos resiliente a mudanças, o que é irónico é ter ocorrido com a Nokia que é das empresas existente que maior diversidade de produtos e serviços já teve, em que poucas se podem gabar do mesmo – Samsung é uma delas, e de cabeça só me recordo mesmo dessa). Isso é tanto verdade para o Google como para qualquer gigante tecnológico actual ou por surgir.

          • Vítor M. says:

            Olha, o exemplo da Nokia é taxativo, poderá não ser necessário esperar uma década.

            Quanto aos números, são o valor que o mercado olha em termos brutos. Claro que há por trás vários itens a considerar, mas há claramente um crescimento forte, ano após ano, de uma plataforma muito mais leve que a do Google.

            vamos ver no que vai dar.

          • Daniel says:

            O mercado não olha a esses números, isso garanto-te. Olha a market cap, olha a revenue, olha a assets, olha a equity. Se olhasse unicamente a lucro liquido o facebook teria desaparecido antes de se tornar relevante, o twitter teria desaparecido há anos, o linkedin não viveria tempo suficiente para ser comprado pela MS, a Uber teria fechado portas há 2 anos e a Tesla seria história passada… e a nossa portuguesa farfetch não seria mais que uma nota de rodapé da primeira metade desta década.

            Mas estão cá todas. Isso atesta quanto à necessidade de contexto dos números e principalmente quanto ao “net income” não ser indicador relevante só por si.

          • Vítor M. says:

            São números apresentados pelas empresas, estão em vários serviços dedicados à área financeira. Se não usam, para que os dão a conhecer? 😉

          • Daniel says:

            “São números apresentados pelas empresas, estão em vários serviços dedicados à área financeira. Se não usam, para que os dão a conhecer? ”

            E diz-me uma única empresa e serviços dedicados à àrea financeira que só use o net income como indicador? Diz-me um único report financeiro que não refira equity, assets ou gross revenue? TODOS os reports indicam pelo menos 4 indicadores:

            – Gross revenues
            – Gross profits
            – Overhead costs (despesas, R&D, investimentos, folhas de pagamentos, amortizações)
            – EBITDA (pode ou não coincidir com o net income, e é o EBITDA que é usado como indicador e não o net income como dizes)

            E se fossemos pelo net income a Amazon seria pobrezinha… 3 mil milhões de dólares de net income? Vês como não faz sentido pegar num indicador isolado e esquecer tudo o resto?
            O EBITDA da Amazon são 16 mil milhões de dolares, o da Alphabet 34 mil milhões e do Facebook 23 mil milhões.

            Repito isto: nunca, em tempo algum, uma empresa financeira séria usará o net income isolado para absolutamente nada. Mas garantidamente para análise usa os 4 indicadores referidos acima (e net income não é um deles embora por vezes o net income possa ser identico ao EBITDA em pequenas empresas, devido a maior linearidade de contabilidade financeira).

      • Miguel Porto says:

        …e a Apple tb!

        • Vítor M. says:

          Claro que sim, contudo tens de fazer uma diferenciação entre as empresas que têm como negócio a publicidade, como é a Google e o Facebook (entre outras) e empresas como a Apple ou Microsoft que não têm o seu foco na venda de publicidade mas sim em software e hardware.

          Os serviços Apple, por exemplo, são oferecidos mas só são (na sua larga maioria) para funcionar no hardware Apple, o negócio da empresa. A empresa não vende publicidade e logo o produto não é o utilizador. é o iPhone, o MacBook, o iMac, etc… então, o valor que os dados do utilizador tem para a Apple é diferente do valor que os dados dos utilizadores têm para a Google, facebook, Twitter, etc…

  2. Nuno Miguel Cortês Bento says:

    Dá que pensar, no mínimo… Mas a culpa em ultima analise é sempre do humano, do que constrói, como o que usa e destrói.

  3. KitKat says:

    Google’s Leaked Video on Mass Behaviour Modification

    https://www.youtube.com/watch?v=UqByX959pxg&feature=share

  4. jaugusto says:

    A google está com problemas antitrust e com as pesquisas verticais logo tem de dispersar os seus interesses noutras áreas de negócio.

  5. Sandro says:

    Até poderá continuar tudo mais ou menos igual, mas penso que estas gigantes tecnológicas, deveriam todas passar para esfera dos Governos, onde estão sitiadas. O Mundo não pode continuar nas mãos destas empresas. veja-se o Facebook, o Senhor, dá-se ao luxo de dizer não, quando algum Governo lhe diz para ir ser ouvido. Mas que é isto. Todos sabemos que essas Empresas geram e possuem mais dinheiro que os próprios Países. NÃO PODE SER. MAS NÃO PODE CONTINUAR SENDO TUDO ESTAR NAS MÃOS DE PESSOAS SEM ESCRÚPULOS, QUE USAM E ABUSAM DAS PRIVACIDADES DAS PESSOAS. Aqu está algo que o Senhor Trump, poderá fazer e que certamente, todos estarão com ele, se assim fizer.
    NACIONALIZEM-SE ESTAS GIGANTES, QUE GERAM MILHARES DE MILHÕES, À CUSTA DOS UTENTES.

    • KitKat says:

      O problema não é esse. O problema é a falta de legislação, principalmente nos EUA.

    • JFC123 says:

      Sou a favor a criação de leis para proteção da privacidade mas nacionalizar uma empresa não faz sentido e pode piorar a situação, ao longo da historia vimos que onde o estado mete a mão acaba por criar problemas maiores

  6. Luís Afonso says:

    Acho isto muito exagerado. A Google no máximo pode escravizar a raça humana e acabar com a liberdade das pessoas. Estão a fazer uma tempestade num copo de água.

  7. Toni da Adega says:

    Basicamente o que a google está a fazer é isto:
    https://www.youtube.com/watch?v=ruOXWHbyfjo

    Um filme de “ficcao” mas que retrata muito bem a realidade.

  8. maxim says:

    “Usar tecnologia para matar pessoas é por um lado condenável” desde quando há esse lado condenável? Desde que começamos a produzir armas espadas ?

  9. Joao Ptt says:

    A prova dos 9, será o regresso à China.

  10. Danilo says:

    Depois falam que preocupar-se com privacidade é cousa pra idiotas, vamos rir.

  11. pia says:

    Quem usa Google em pleno 2018? Nossa, que coisa arcaica depender de buscadores!

  12. Mentecaptor says:

    A mauzona da Google…

  13. Helder says:

    Google é a pior empresa da humanidade, já digo isso há anos. O pior de tudo, são os jogos de imprensa, especialmente o VAPORWARE, a Microsoft foi acusada disso no passado, e está no DNA da Google apresentar coisas que não tem prontas como se fossem verdadeiras e completas, como o carrinho, os óculos, e mais recentemente o Duplex, entre muitos outros.

    Dito isto, drones que matam pessoas não me aborrece nem um pouco! Porque durante anos isso vais estar nas mãos dos EUA e apesar de não serem Santos nenhuns, a verdade é que eles são menos maus que os outros. Digo que são menos maus não por convicções políticas ou bias ou o que seja. São menos maus porque basta ver como vive o americano mediano e como vive o chinês mediano por exemplo, ou o russo. Isto significa que é um país que valoriza a vida humana e é isso que distingue os bons dos maus países.

    • bom senso says:

      verdade a Apple é um santuário, ahahahahah, á Helder nem sabes o que dizes, nem dizes o que sabes…

    • Nuno says:

      “EUA e apesar de não serem Santos nenhuns, a verdade é que eles são menos maus que os outros.”
      Um bocado ridícula a tua afirmação quando os EUA têm sido, de longe, a nação que mais guerra levou à porta povos estrangeiros.

  14. António F says:

    Já alguém dizia que “não há almoços grátis”. É ingênuo pensar que tinhamos mail, cloud, software, gps, etc. tudo grátis sem dar nada em troca… os nossos dados são tão valiosos que a Google, o FB e afins nos conhecem melhor do que nós próprios. Ou sou só eu a ter curiosidade em saber qual é o meu “profile” ou os meus gostos on line?

  15. Gomes says:

    …”remember genesis is skynet”…

  16. censo says:

    Isto só afeta as mentes mais simples e fracas. De um modo geral o pensamento dominante controla os restantes, mesmo sendo um pensamento errado. Há que ter coragem de pensar pela própria cabeça e não se deixar influenciar. Pensar é algo único que nos trouxe até aqui e que terá de nos manter por aqui. As máquinas não podem controlar o que pensamos. Eu continuo a pensar por mim. Este devia ser o desafio de diário de cada um.

  17. Helder says:

    Steve Jobs, esse gajo que gostava tanto da Google, tanto até deixar entrar um traidor da Google (Eric Schmidt) na mesa de directores da Apple?

    Conta-me mais…

  18. JFC123 says:

    Artigo muito bom! Pplware está de parabéns e precisamos de mais artigos assim!

  19. fgh says:

    Microsoft e seu windows , na , tudo bons tipos .

  20. bom senso says:

    ao ver este artigo o que me veio logo á cabeça foi os star wars, the dark side…

  21. António Salazar says:

    Se tudo correr bem, a IA vai sobrepor-se à humanidade. Possivelmente pode extinguir a raça humana, e surgir uma nova “raça” das máquinas.
    Muitos vão dizer não pode isto é aquilo, na há história tem sido assim seja o que for acaba por extinguiu-se porque o ser humano seria diferente. Aceitem dói menos.
    Tão real que dói.

  22. Joselito says:

    Até que enfim, surgiu um artigo essencialmente esperto por aqui! Parabéns PplWare! Só falta o resto… Apple, Linux Foundation, Microsoft, Amazon, Facebook, Tesla…

  23. Bruno Costa says:

    Há muito que o lema ” don’t do evil” é uma miragem na Google. Começa na pouca transparência do algoritmo de posicionamento no orgânico, passa pela quantidade de anúncios pagos que ocupam, em algumas keywords, quase a primeira página inteira nos SERP e termina no “roubo” de conteúdos através do cada vez maior webscrapping que fazem a sites passando estes para as 2s e 3s página dos resultados orgânicos.

    Um motor de pesquisa que obliterou totalmente os resultados fiáveis de pesquisa organica pelos quais a Google ficou famosa (e rica), em prol da venda indiscriminada e abusiva de anúncios e posições pagas.

    Uma empresa destas não pode ter este tipo de práticas não regulamentadas e auditadas, que afectam biliões de micro negócios, quando ainda por cima é dona de 90% do mercado mundial de pesquisa.

    • Bruno Costa says:

      Não só permitem-se controlar o sucesso ou insucesso comercial de centenas de milhões de websites, mas também estão na posse das tendências de pesquisa de todo o mundo, podendo orientar os seus resultados para uma agenda cultural, política e económica que não sabemos ao certo qual é.

      A minha dica é a que defende há anos e anos, escrutínio público do algoritmo de pesquisa e muito melhores regras anti monopólio para estes gigantes informáticos.

  24. arc says:

    Pois é….e ele avisou.

    “Nós sabemos onde você está. Sabemos onde você esteve. Podemos mais ou menos saber o que você está a pensar.”

    Eric Schmidt – Google

  25. Pedro Sousa says:

    O ideal continua a ser a minha velha máxima… Não meto online o que não quero partilhar com o mundo…
    Nunca falha!

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