Google já marcou a data para mostrar o Pixel 11. Eis tudo o que já se sabe
A Google confirmou o dia 12 de agosto para a apresentação oficial da nova família Pixel 11 e dos Pixel Watch 5. O evento volta a Nova Iorque e promete trazer um Tensor G6 fabricado em 2 nm, uma versão renovada do Magic Cue e uma novidade curiosa: luzes LED na traseira do telemóvel.
A Google começou a enviar os convites para o evento de lançamento da série Pixel 11, e a data está confirmada: 12 de agosto, com início às 23h de Portugal continental, uma apresentação a começar mais tarde do que é habitual nestes eventos.
O evento repete o palco do ano passado, Nova Iorque, e o convite oficial mostra um Pixel emoldurado a dourado, acompanhado da frase "a noite em que chega a próxima geração de Pixel".
Google Pixel event - August 12 pic.twitter.com/Veo1RCJN7j
— Mark Gurman (@markgurman) July 7, 2026
Magic Cue tenta redimir-se
A Inteligência Artificial (IA) volta a ser a grande protagonista dos rumores, tal como aconteceu no lançamento da série anterior.
O Magic Cue, apresentado como a funcionalidade que tornaria o Pixel mais "proativo", ficou aquém das expectativas ao longo do último ano. Em várias experiências de utilizadores e reviews, a funcionalidade mostrou-se pouco fiável, e com pouca frequência de aparecimento e sugestões nem sempre úteis.
A Google reconheceu o problema publicamente, durante a Google I/O 2026, quando confirmou que o Magic Cue vai passar a funcionar com mais aplicações de terceiros (como o Snapchat) e vai sofrer um redesenho de interface.
Tensor G6: o primeiro chip Pixel em 2 nm
Do lado do hardware, a grande novidade deverá ser o Tensor G6, com nome de código "Malibu". Múltiplos leaks e relatos da cadeia de fornecimento confirmam que o chip será produzido pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) através do processo de fabrico de 2 nm.
Segundo as especificações que têm circulado, o Tensor G6 deverá contar com uma configuração de sete núcleos (um núcleo ARM C1-Ultra a 4,11 GHz, quatro núcleos C1-Pro a 3,38 GHz e dois a 2,65 GHz), GPU PowerVR e chip de segurança Titan M3.
A estreia de um modem MediaTek M90, em vez do habitual Exynos da Samsung, promete resolver antigos problemas de sinal e sobreaquecimento.
Menos RAM e preços mais altos
A escassez global de chips de memória está mesmo a condicionar as escolhas da Google, algo confirmado por vários leaks recentes.
Segundo a Dataconomy, o Pixel 11 base deverá chegar com 8 GB ou 12 GB de RAM. Além disso, aponta-se para o fim da versão de entrada com 128 GB, passando os 256 GB a ser o armazenamento mínimo em toda a gama, à semelhança do que a Apple fez com o iPhone 17 e a Samsung com a Galaxy S26.
Como consequência direta, os preços deverão subir. Segundo os leaks mais recentes, o Pixel 11 poderá arrancar nos 999 euros na Europa, o Pixel 11 Pro nos 1199 euros e o Pixel 11 Pro XL nos 1399 euros, valores ainda não confirmados oficialmente pela Google.
Pixel Glow: luzes LED na traseira
Uma das novidades mais inesperadas, que aparece confirmada em várias fontes independentes, é uma funcionalidade batizada de Pixel Glow.
Trata-se de uma tira de LEDs colocada na barra da câmara, em substituição do sensor de temperatura que a Google introduziu na geração anterior, capaz de acender em até oito cores diferentes.
Quando o telemóvel está virado para baixo e chega uma notificação, o utilizador verá uma cor e um padrão de pulsação distintos consoante o tipo de alerta ou o remetente.
Segundo o que se sabe até agora, será possível atribuir cores diferentes a contactos específicos ou a categorias de aplicações.
Um padrão de pulsação específico poderá ainda indicar que o Gemini está a processar áudio, enquanto uma luz vermelha a pulsar sinalizar bateria criticamente baixa.
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