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Utilizadora de um Apple Watch alertada sobre ritmos cardíacos irregulares durante o sono

Fibrilhação Auricular - O que é?

A fibrilhação auricular é a arritmia crónica mais frequente com uma prevalência superior a 6% a partir da sexta década de vida. Na FA há uma perda da função mecânica auricular, o que leva à estagnação do sangue e à formação de coágulos nas aurículas, que podem desprender-se e embolizar as artérias cerebrais. A FA é responsável por 15% dos AVCs.

Os fatores de risco mais frequentes são a idade avançada, a hipertensão arterial, a diabetes e a insuficiência cardíaca.

As principais manifestações da doença são as palpitações, a resposta excessiva da frequência ventricular, a falta de ar e intolerância ao esforço, o aumento da mortalidade, etc.

A FA aumenta em 5 vezes o risco de AVC (o principal problema), em 3 vezes o risco de insuficiência cardíaca, em 2 vezes o risco de demência e duplica o risco de morte.

Os objetivos da terapêutica são prevenir o AVC, controlar a frequência cardíaca, restaurar e manter o ritmo sinusal, melhorar os sintomas, prevenir a insuficiência cardíaca e prolongar a esperança de vida.

Atualmente existem novos tratamentos, que podem ser utilizados de forma mais eficaz e segura.

                                    
                                

Autor: Vítor M.


  1. Gustavo Jorge says:

    É pena só funcionar com Android, pois seria um equipamento que tirava partido.

    • Vítor M. says:

      Não funcionar, queres tu dizer. Pois, a Apple aqui não quer vender mais, quer vender dentro do ecossistema por causa dos vários sistemas conexos, como o watchOS, que é gerido no iOS, o iCloud que mantém a ligação do smartwatch com o mundo, a app Saúde, onde são agregados e compilados os dados recolhidos pelos sensores, além de muitas outras particularidades.

  2. Filipe F. says:

    E esta gente com 300 ou 400 euros para um smartwatch n tem uns trocos para ir a um cardiologista de ano a ano fazer checkups ? Nao me digam que a senhora nunca sentiu nenhum efeito no corpo…
    É bom e mau ver estas notícias. Bom porque no meio de milhões de unidades foi uma boa ajuda na saude de alguem mesmo que seja uma minoria e ainda bem, mas mau por mostrar as prioridades das pessoas hoje em dia na aplicação do dinheiro.

    • Vítor M. says:

      Filipe, já sabemos que não sabes do que se está a falar e por isso dou-te um exemplo.

      Vou-te contar um caso que presenciei há poucas semanas. Num jantar, tudo tranquilo, um colega deu conta que o seu Apple Watch disparou um aviso. Estranhou porque não estava a sentir qualquer alteração, mas tinha o coração a 119 BPM. O relógio apenas notificou que a situação não era normal.

      Ele fez um ECG com o relógio e recebeu esta informação: http://bit.ly/2TQskIJ

      Como é óbvio, o ECG do relógio não substitui um ECG completo, médico e com toda a recolha de informação. Mas ajudou a perceber naquele momento que algo não estava bem… e ele nem tinha dado conta.

      Claro que ficou preocupado e no dia a seguir foi visitar o médico. Hoje está a ser tratado porque lhe foi detetado um problema aurículo-ventricular. Tão simples como estar sentado e nada sentir.

      Um outro caso que tive conhecimento foi de praticante de BTT que caiu e ficou inconsciente. O Apple Watch alertou o socorro e a esposa, que assustada participou à organização o que estava a receber e foram dar com o jovem, caído e inanimado. O sensor de quedas funcionou. 😉

      • Filipe F. says:

        ”ja sabemos que não sabes” sabemos quem? Presumo que estejas a falar em nome de algum grupo…
        Acho que não percebeste tu a minha observação.
        Eu não critiquei o tão amado Apple Watch, pelo contrário, até já o elogiei nesta utilidade várias vezes e continuo a elogiar este tipo de dispositivos com funcionalidades fiáveis e que podem ser uteis em muitos casos, seja o Apple Watch, ou o Active 2 também com ECG e outros que venham no futuro.

        O que critiquei sim foi o desinvestimento que as pessoas na sua saude, mas que facilmente fazem em ‘gadgets’. O artigo fala em num problema que não aparece do dia para a noite. É algo que se vai ganhando, ou seja um controlo anual ou bienal detetaria isto e muito mais. O descuido das pessoas na saúde é algo preocupante. E não se pode dizer que comprar um relógio é suficiente. Por isso até disse, que felizmente e oxalá que continue a detectar em milhões de clientes, poucos casos, porque seria sinal que ainda há gente de boa saúde e também gente que vai ao médico por si e não só quando um aparelho aconselha.
        Depois falando do relógio obvio que será util em alguns casos até críticos, tal como será alarmante e inútil em casos por exemplo de ansiedade ou pânico em que irá dar um falso positivo que só vai alarmar mais a pessoa e leva-la a entupir uma urgência por nada. O que importa é que mesmo no meio de falsos positivos e acredita, são às dezenas mas isso naturalmente não é noticia que se queira dar, no meio de tantos, se salvem vidas. Nisso acho que estamos de acordo e é pena mais marcas não apostarem neste tipo de tecnologias…

        • Vítor M. says:

          Vou novamente dizer-te que ao usar estes dispositivos é investir na saúde. Além, disso, o relógio, como outros dispositivos que são usados para o bem estar dos utilizadores, ajudam e muito.

          Continuas a não perceber que mesmo que o problema não apareça da noite para o dia, grande parte das pessoas nem sabe que tem esse problema e tu como todos, não vai fazer uma eco ou um ECG só porque sim. Além disso, os vários sistemas que este relógio traz são muito interessantes no dia a dia.

          Ataques de pânico? Estás a ver como não sabes o que estás a falar?

          Tu estás a falar em falsos positivos quando não faz qualquer sentido, a pessoas recebem uma indicação mas tem de haver um comportamento que desperte esse alerta 😀 tens de experimentar…

      • Filipe F. says:

        E Vitor, pegando na origem da noticia para até a completar, que presumo que tenhas visto aqui https://ww.9to5mac.com/2020/01/22/apple-watch-kentucky-afib/#
        É interessante como a propria pessoa relata que se queixava de vários sintomas até preocupantes há algum tempo… Mas ignorou uma ida ao médico por sí, pelos sintomas, pela perda de qualidade de vida. Esperou que fosse um relógio um dia a sugerir. Foi exatamente este ponto que critiquei. O desleixo da pessoa na sua saude.

        • Vítor M. says:

          Não não foi aí, mas vai dar ao mesmo. repara, a pessoa não sabia a razão e sem o alerta poderia continuar a não saber a razão de estar cansada. Tu não criticas nada isso, isso é apenas para disfarçar 😀 , porque não conheces o sistema e o que está implícito. A sério, deverias experimentar.

          Como te disse, o relógio traz uma série de sensores e tecnologias que muitas vezes alerta o utilizador de um quadro que o utilizador nem pode ter dado conta. Como por exemplo, excesso de ruído, etc..

          PS: O nosso artigo está bastante mais completo.

    • Nuno says:

      tenho 43 anos, sempre fiz desporto (atletismo, futsal, futebol, squash) inclusive de competição, faço exames cardíacos com frequência incluindo provas de esforço a 100% (o protocolo normal é até cerca de 80 – 85% da capacidade cardiaca) e no ano passado foi-me detectada durante o sono uma arritmia em que o coração esteve desde as 22.30 até às 8h com batimentos até aos 200. Nem em esforço máximo chego a tanto. isto só foi detectado num halter de 72h e eu não senti qualquer anomalia nem efeito no corpo. Nem sempre se sente as arritmias (e parece estranho) e nem sempre são detetadas porque implica que se ande constantemente monitorizado e as arritmias podem ser esporádicas. No meu caso apareciam em repouso. Os ecgs são realizados em 2 minutos, o halter varia de 24 a 72h e neste espaço podem não acontecer. Já tinha feito vários sem qualquer caso. Agora fui intervencionado (ablação por cateter) e espero estar resolvida a arritmia. Por isso não é uma questão de dinheiro que não gasta em cardiologistas e gasta num relógio nem se trata de prioridades. Deviam ver a noticia como um avanço e uma ajuda para a melhoria da saúde das pessoas independentemente de ser Apple, Laranja, Pera, Android ou o que quer que seja. Estes relógios não substituem nem pretendem substituir médicos nem deve fazer com que as pessoas se sintam mais seguras por terem um, mas se puderem dar uma ajuda e detectar anomalias que possam salvar uma vida que seja, são uma grande ajuda!
      “Se não se sentir bem ou se sentir quaisquer sintomas, fale com o seu médico ou procure imediatamente assistência médica. ” – @Apple
      Para que conste tenho Apple Watch 3 e Garmin e nunca tive qualquer anomalia registada, como também nunca tinha tido qualquer anomalia detectada nas dezenas de exames e consultas de cardiologia que tinha feito e ido em anos. E trabalho na área da saúde.
      Quanto à prioridade das pessoas e onde gastam o dinheiro… cabe a cada um decidir, mas pareceu-me demasiado generalista o comentário. Há quem gaste em tvs, telemoveis, carros, roupa, copos, e não é por isso que esta, ou outras noticias como esta, onde fica demonstrado a ajuda que um gadget pode dar, perdem valor.
      Já agora, e como o uso de “auxiliares” de monitorização, os jogadores de futebol fazem todos os testes e mais alguns e agora usam “sutiãs” onde são monitorizados as frequências cardíacas. Para que precisam então eles disto se fazem tantos testes?
      Toda a ajuda é útil!

  3. Pablo says:

    À noite não fica a carregar? ¿

  4. Fulano says:

    E link para a fonte da “notícia”?

  5. Vitor Nobrega says:

    Algum modelo compatível com Android que tenha esta funcionalidade e que funcione bem?

  6. Ifrr says:

    Qualquer tecnologia assente na saúde é bem-vinda, estamos a viver uma era tecnológica com crescimento exponencial. Posso dar um exemplo, neste caso na Diabetes Tipo 1, normalmente insulinodependentes, tem que ter um controlo altamente rigoroso( tentar) durante 24h para evitar as indesejadas hipoglicémias (Corpo com falta de açucar para transformar em energia entrando em coma como defesa mas se não for rapidamente tratada pode provocar a morte), e a não menos importante hiperglicémia( pode entrar em coma quando os niveis de açucar estiverem muito altos juntamente com os corpos cetonicos).
    Graças à tecnologia foi possível dar um avanço no controlo, existem os dispositivos Freestyle libre (https://www.freestylelibre.pt/) que permitem através de encosto por NFC ler com um leitor próprio podendo assim ver a tendência aproximada dos niveis, como este aparelho apenas permitia ler quando se encostava houve alguém que se lembrou em colocar um transmissor e enviar para o telemóvel de 5 em 5 minutos por bluetooth (https://miaomiao.cool/), ora o movimento #wearenotwaiting pegou nas ferramentas e desenvolveu a possibilidade de disponibilizar programas para acompanhar e calcular os niveis de açucar no sangue. Milhares de pessoas estão gratas a esta tecnologia e que se continue a trabalhar mais nesse sentido.( https://ibb.co/KV7k8kn)

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